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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Felicidade: Ser ou Estar?

 Existe uma canção que diz que "felicidade é só questão de ser".

Mas e você, o que acha? Felicidade é questão de ser ou estar?

Muitas vezes associamos nossa felicidade a satisfações momentâneas como ter dinheiro, sucesso, uma bela aparência ou status. Esse pensamento faz com que sejamos imediatistas e não encontremos em nós a felicidade que é, sim, questão de ser.

Somos felizes, embora nem sempre estejamos felizes. Te convido para uma reflexão, bora lá?

Dividi esta reflexão em 6 passos para que possamos  chegar à essência do "ser feliz".

1- Olhar todas as coisas com gratidão. #agradeça

De acordo com a psicologia positiva, a gratidão é uma virtude que muda nossa maneira de enxergar a vida. Como isso é possível?

Primeiramente, devemos entender que ser grato é uma prática. Isso demanda perceber que devemos agradecer pelas coisas mínimas, como por exemplo acordar pela manhã. Parece bobo, mas lembre-se que teve gente que não acordou e que se você teve mais um dia para fazer a diferença nesse mundão, deve ser grato por isso. 

Quando começamos a perceber que devemos agradecer por tudo, tudo mesmo, começamos a perceber pequenas fortunas em nossa vida e vamos abrindo nosso coração para a felicidade. 

Agradeça pela sua existência, pela sua família, pelo seu lar, pelo alimento, pela água, pelos seus amigos, pelos seus bichinhos de estimação, pelos seu trabalho... enfim, por todas as coisas que você de alguma maneira possui. Pense em quantas pessoas pedem pelo que você tem e você, simplesmente não reconhece suas pequenas riquezas.

Agradeça pelo que te acontece e pelo que não te acontece também. 


2- Não dê poder aos acontecimentos ruins #sejapositivo

Vamos imaginar um cenário em que você está indo trabalhar e ao tomar uma xícara de café derrame todo o conteúdo em sua roupa e no caminho para o trabalho você encara um congestionamento longo e demore a chegar ao seu destino. Horrível isso, não?

Neste cenário você tem duas alternativas: a primeira é deixar seu dia ser estragado por esses dois acontecimentos, remoendo isso por horas a fio, e a segunda é pensar que estes acontecimentos foram pequenas adversidades e vida que segue.

Na primeira alternativa, você deu poder aos acontecimentos ruins, na segunda você entendeu que adversidades acontecem e cabe a você decidir que rumo dará ao resto da história.

Manter a positividade diante das dificuldades faz bem para a saúde.


3- Não maximize problemas e preocupações #nãosepreocupetanto

A preocupação faz parte da nossa natureza, ela nos deixa atentos, mas em excesso não nos faz bem, como tudo na vida. 

Certa vez, num coaching de liderança que fiz, o treinador disse que apenas 5% das nossas preocupações se tornam problemas de fato. 

No livro "Como Lidar com as Preocupações: Sete Passos para Impedir que Elas Paralisem Você", o autor  Robert L. Leahy, afirma que os preocupados sempre estão esperando os piores cenários e não conseguem ver as possibilidades para resolução dos problemas e afirma ainda que 85% das nossas preocupações não se concretizam.  

Quando nos preocupamos demais deixamos de viver o momento presente, dormimos mal, ficamos de mau-humor, adoecemos o corpo e com todos esse fatores fica realmente difícil ser feliz.

Ouça a canção de Bobby McFerrin "Don't worry, be happy" e faça disso um mantra.


4- Esteja junto das pessoas que te fazem bem e se afaste de pessoas tóxicas #qualidadedosrelacionamentos

Socializar ainda é uma das melhores coisas que existem na vida. O homem é um ser social, já dizia o filósofo grego Aristóteles. 

Mas qual tem sido a qualidade dos seus relacionamentos? 

Observe as pessoas que você considera que são felizes e como são seus relacionamentos interpessoais. 

Relacionamentos profundos, sejam de amor, amizade, familiares e profissionais, são considerados a forma mais segura de ser feliz, segundo o documentário Happy 

Fortaleça seus laços afetivos com quem realmente vale a pena.

Evite estar perto de pessoas que sugam sua energia, as ditas pessoas tóxicas, ou seja, pessoas "reclamonas", pessimistas, superficiais, que sempre esperam pelo pior e que só pensam negativo sobre tudo. 

Lembra da hiena Hardy do desenho animado  e seu bordão? "Oh céus, oh vida, oh azar!" 

As pessoas tóxicas agem muito como ela. Não seja essa pessoa.


5- Crescimento pessoal: Autoconhecimento, autoaceitação e autocuidado #conheceteatimesmo

Quando buscamos melhorar enquanto pessoas, isso é chamado de crescimento pessoal a primeira coisa que devemos buscar é o autoconhecimento, ou seja, saber quem somos. 

Isso implica em saber lidar com as nossas emoções, com a forma como elas influenciam em nossa vida  e ter consciência de quem somos e o que precisamos melhorar em nossa personalidade. 

Quem pensa que não tem nada para melhorar, não se conhece de verdade.

Depois de praticar o autoconhecimento, você irá se deparar com coisas que não vai gostar em si mesmo e aí é hora de pôr em prática sua autoaceitação, isto é, abraçar quem você é. Suas qualidades, seus defeitos, sua luz, sua sombra... 

Quando não aceitamos quem somos negamos a realidade e entramos numa crise existencial que nos leva a consequências graves, como a depressão, por exemplo. E não dá pra ser feliz desse jeito.

E falando em saúde e bem-estar chegamos ao autocuidado que engloba vários fatores como cuidado com o corpo, com a mente e com a espiritualidade (ninguém aqui falou em religião).

Juntei os 3 neste tópico porque todos são importantes e estão interligados entre si. Podemos aprender muito sobre esses temas através da leitura e de sites e canais voltados para esses temas. Um canal que eu gosto muito é o Seja uma pessoa melhor do YouTube. Os vídeos são curtos e você pode só ouvir enquanto faz suas coisas. 


6- Desconecte-se para conectar-se #conecte-se

Chegamos ao último passo, que é a conexão com algo maior que nós.

Quando percebemos que há um propósito grandioso por trás da nossa existência, que podemos contribuir para a melhoria do mundo, que temos uma ligação direta com a   mãe natureza e com o universo, começamos a nos sentir parte de um todo.

Para nos conectarmos com o ele, precisamos nos desconectar de algumas coisas: internet, pessoas, bens materiais, mídias... para apenas sentir a nossa presença na Terra.

Pense em quando seus pés tocam a areia da praia e o bem-estar que aquilo te traz, ou quando você sente o cheiro da terra molhada de chuva, ou do café novinho saindo da cozinha... (bom, né?)

Em momentos assim apenas SINTA.

Ninguém é feliz o tempo todo

É certo que em alguns dias não estaremos felizes,  porém isso é um estado e não uma condição permanente. 

Acontecimentos vão nos abater, mas não podem se tornar o centro da nossa vida. 

Podemos e devemos viver os momentos de tristeza porque somos humanos, e tá tudo bem ficar triste por alguns dias, só não deixe que a tristeza se torne uma doença.

Deixo essa reflexão para você e termino com uma pergunta:

E aí, você é feliz?




sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Precisamos falar sobre depressão

De vez em quando gosto de tocar em assuntos sensíveis aqui no blog.

Neste ano e meio de pandemia, perdi dois amigos por suicídio, no decorrer da minha vida, acho que devo ter perdido pelo menos uma dúzia de pessoas próximas por conta da depressão. 

Depressão é coisa séria e pode matar.


Setembro Amarelo e a Depressão

 Setembro se aproxima e é o mês que começa, aqui no Brasil, a campanha de prevenção ao suicídio conhecida como Setembro Amarelo. 

O dia 10 desse mês é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e por isso é dado um enfoque maior, entretanto, é um tema que deve estar na pauta o ano todo.

Esta campanha está em vigor por aqui desde 2014, orgnizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina.

Anualmente, em nosso país, cerca de 12.000 pessoas e, em âmbito mundial, são em torno de 800.000 tiram suas vidas e a causa principal disso a depressão, .

"A depressão é um transtorno comum, mas sério, que interfere na vida diária, capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida. É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos." (OPAS/OMS)

Segundo dados da OPAS (Organização Pan Americana de Saúde) mais de 300 milhões de pessoas no mundo, entre todas as idades, sofrem desse transtorno mental na atualidade.

Outro dado importante é que é uma doença que acomete, em maior quantidade, a mulheres. 



Fonte: infográfico Amafresp

  Como posso identificar a depressão em mim ou em outra pessoa?

Primeiramente, é necessário conhecer bem a si mesmo ou ser bem próximo da pessoa que se tem suspeita, em seguida, saber diferenciar se é depressão ou tristeza. 

Observe a imagem abaixo e perceba as diferenças:



Feito isso, devemos entender que a pessoa que sofre de depressão desenvolve sintomas e estes são persistentes e vão aumentanto a intensidade com o passar do tempo.

Estes sintomas podem variar de pessoa pra pessoa, veja alguns deles:

 1. Sensação de vazio ou tristeza 

2. Falta de vontade para realizar atividades que davam prazer

3. Falta de energia e cansaço constante

4. Irritabilidade

5. Dores e alterações no corpo

6. Problemas de sono

7. Perda de apetite

8. Falta de concentração 

9. Pensamento de morte e suicídio 

10. Abuso de álcool e drogas

11. Lentidão

Como perceber a depressão em estágios da vida -  Fonte: Casule


Causas da depressão

Agora que sabemos alguns dos principais sintomas, precisamos saber o que causa a depressão e os fatores de risco.

No site do Ministério da Saúde, temos como causas da depressão fatores ligados à genética, bioquímica cerebral e eventos que ocorrem durante a vida (em pessoas predispostas).

Os fatores de risco que podem desencadear a doença são: 


  • Histórico familiar;

  • Transtornos psiquiátricos correlatos;

  • Estresse crônico;

  • Ansiedade crônica;

  • Disfunções hormonais;

  • Dependência de álcool e drogas ilícitas;

  • Traumas psicológicos;

  • Doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias entre outras;

  • Conflitos conjugais;

  • Mudança brusca de condições financeiras e desemprego.

E lembre-se: depressão não é frescura!

As pessoas têm ainda um pouco de receio de aceitarem ser portadoras de depressão, porque na nossa sociedade ainda é um grande tabu. 

Muita gente trata isso como frescura e só acredita na seriedade da doença quando o portador chega a um extremo, como, por exemplo, tentar suicídio.

Como disse lá no início desse post, em 2020 perdi dois amigos para a depressão, e não pense você que eram pessoas tristes, que viviam chorando pelos cantos. Não mesmo. Antes da pandemia elas tinham uma vida bem normal. Iam em festas, usavam as redes sociais, ficavam com suas famílias. 

Mas aí, veio a pandemia, o isolamento e muita gente não conseguiu lidar com isso, principalmente quem estava totalmente só.


Outra coisa importante é saber que uma pessoa mesmo com depressão pode aparentar estar bem e alegre, e por esse motivo muita gente não vai acreditar, porque não entende como funciona e é normal que isso aconteça.

Acho que estou com depressão, o que posso fazer para saber?

Fazendo um teste de depressão , você pode descobrir se tem os sintomas ou algum outro indicativo, mas busque sites sérios para fazê-lo e, se for confirmado, procure rapidamente ajuda profissional. 

É importante salientar que depressão tem cura, se for diagnosticada e tratada com atenção. Não ignore os sintomas, não ignore se perceber que alguém precisa de ajuda e lembre-se: depressão é uma doença grave e mata muita gente, todos os anos, como qualquer outra doença que não é devidamente cuidada.

sábado, 14 de julho de 2018

Gentileza: questão de saúde pública

O mundo se tornou um lugar tão hostil, que gentileza se tornou um artigo de primeira necessidade, é uma arte que devemos praticar todos os dias.
Não digo que conseguimos ser gentis cem por cento do tempo, mas que é fundamental manter o controle e tentar não ser grosseiro, não devolver uma patada ou não passá-la adiante.


A grande questão hoje, é que o mundo está cheio de muita coisa, mas falta educação. Ser cortês, MESMO. Fazer gentilezas. 
Como dizia o poeta, assim como "gentileza gera gentileza", a grosseria também dá cria, e vai se perpetuando numa cadeia infinita, como uma doença contagiosa.

As pessoas vão azedando, literalmente. A falta de afetos chega a amargar a alma e transparece na cara. 




A jornalista Leila Ferreira, escreveu sobre "A arte de ser leve", se aprofundou nos estudos da gentileza e tem teorias muito interessantes a esse respeito, e gostaria de compartilhar com você.
  • Ser leve não é viver num mundo cor de rosa, mas é carregar um pouco menos de peso na alma;
  • É praticar gentileza;
  • É ter bom humor;
  • É aprender a desacelerar;
  • É aprender a deslizar nesse mundo estressante.
Ao tentar praticar isso, a nossa saúde - e a saúde de quem nos rodeia - agradece.
Em resumo, precisamos passar por esse mundo com mais suavidade, para não sermos um peso para os outros e para nós mesmos.

Por que digo isso? 
Estamos vivendo uma epidemia de falta de educação tão grande, que quando somos gentis, ou recebemos uma gentileza, tomamos um susto. 

É tão mais fácil ser mau. Ferir as pessoas ou devolver a mordida, ou ser um "falso gentil", que pisa no pescoço das pessoas sorrindo na frente dos holofotes. Conhece gente assim?

Para finalizar o assunto, indico ver o filme  ou ler esse livro: "Wonder" (Extraordinário) que trata do assunto de uma forma tão doce e lever, que separei aqui algumas das melhores citações:

“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.”


“Se forem apenas um pouco mais gentis que o necessário, alguém, em algum lugar, algum dia, poderá reconhecer em vocês, em cada um de vocês, a face de Deus.”


"Vamos criar uma nova regra de vida… sempre ser um pouco mais gentil que o necessário.”


"Seja gentil, porque todo mundo enfrenta uma batalha. E se realmente precisa saber como as pessoas são, só o que precisa fazer é olhar" 
 
(R.J. Palácio)








quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O silêncio também é uma resposta






Certa vez, conversava com uma amiga sobre quem visualiza e não responde, no âmbito dos relacionamentos.
Aí ela me disse: "O silêncio também é uma resposta, né?"
Refleti sobre essa frase e percebi que, na verdade, o silêncio é uma grande resposta.

Outra coisa que ela me disse sobre reciprocidade: "Amiga, a gente às vezes esquece que deve ser recíproco com as faltas também."

Então, na mesma época participei de uma live do  Chico Garcia e perguntei a ele:
"Me fale sua teoria sobre mensagem visualizada e não respondida..." 
Depois da risada mais gostosa do mundo, eis o que ele me disse: "Querida, visualizou e não respondeu por duas horas, beleza, acontece. O cara tá lá, no meio de uma reunião, só deu tempo de abrir a janela, olhar [...] Às vezes também, uma mensagem que você não pode responder com qualquer coisa. Pode haver também um esquecimento. Agora, se passar um dia, o cara não respondeu, corre! Não tem desculpa pra isso. Eu sou da tese de que não existem joguinhos. Eu não gosto de clichês, mas aqui vai mais um: 'Quem não quer, arruma uma desculpa, quem quer dá um jeito.'"

Foi bom ouvir a opinião de uma referência como o Chico Garcia e poder, enfim concluir meu "estudo".







Como eu disse anteriormente, o silêncio é uma grande resposta e a falta também é uma forma de ser recíproco.
Lógico que nem todo mundo deixa você sem resposta de propósito. Eu, por exemplo, visualizo e esqueço de responder na hora, mas quando estou tranquila, faço questão de verificar se não deixei as pessoas sem resposta.


O "vácuo" é uma expressão, de antes da internet, criada para as respostas que nunca vêm.

Não consigo,  deixar ninguém no vácuo. O vácuo é corrosivo. Gera ansiedade.
A minha empatia não me permite. A minha educação não me permite.

Quanto ao resto, prefiro sempre a verdade e a transparência. Por mais que doa, a verdade sempre é a melhor solução.
"Olha, eu não estou a fim de conversar mais com você. Me deixe sossegado (a)." 

É grosseiro? Sim. Mas é sincero e eficaz.
Além disso, evita que se estenda algum sentimento e que possa vir uma dor muito maior depois.
Evita o apego, a insistência, e o mais importante: evita a inconveniência.

O não, como eu sempre digo, já levamos no bolso. O máximo que pode acontecer é você ganhar um sim.
E se ganhar um sim, que ele venha com troca de mensagens e reciprocidade. 






terça-feira, 31 de outubro de 2017

Amores líquidos - sobre (não) se envolver e criar laços



 
Recentemente li algo no Facebook sobre amores líquidos e como boa curiosa que sou, resolvi ler umas matérias a respeito, antes de ler o livro de Zygmund Bauman, que pelo que entendi, é o  mais conhecido aqui no Brasil (Amor Líquido - Sobre A Fragilidade Dos Laços Humanos ).
Confesso que fiquei extremamente preocupada com a forma como temos nos tratado por causa da rapidez das tecnologias e a efemeridade do valor das coisas.
Sim, temos nos tratado como coisas.
As redes sociais e os aplicativos de namoro são uma grande vitrine para essa época de total fluidez em que vivemos. 
Creio que meu desapontamento, de um modo geral é pela minha moral, minha autopreservação, porque não acho interessante descartar as pessoas, como descartamos algo que não nos é mais útil.




Muitas pessoas se frustram pois se dedicam, são honestas, carinhosas, e, sem mais nem menos, a outra parte some de sua vida, ou vem com a velha história "você é especial e merece alguém à sua altura", mas não dão oportunidade e nem tem paciência para conhecer.


A internet  facilitou bastante a vida daqueles que não gostam de sair e/ou se esqueceram de como é se relacionar pessoalmente, ou que ainda tem grande dificuldade em dar sequência e sair das redes sociais e sites de relacionamento.
As opções são inúmeras, por isso, as pessoas querem trocar de par toda hora, mudar o investimento.
Essa pessoa não me satisfaz, ou mora longe, ou tem filhos... são inúmeras as desculpas para tratar o outro como "um pedaço de carne," ou uma distração se não tiver nada melhor pra fazer.

Quando não somos correspondidos no imediatismo dos dias atuais, logo desistimos do que não nos atende e buscamos uma outra coisa, ou uma outra pessoa que nos dê o que acreditamos necessitar. Nosso amor-próprio atrelado ao amor do outro por nós, uma vez que associamos nossa felicidade na relação a sermos amados por alguém além de nós mesmos.
Quem nunca?

Infelizmente, por mais que tenhamos autoestima, sempre precisamos de alguém que nos corresponda, e, se não somos correspondidos, porque a maioria das pessoas não quer se entregar e se envolver, dada essa facilidade virtual, uma espécie de lei da oferta e da procura do amor, esses amores líquidos se tornarão mais e mais comuns, e mais e mais pessoas, como eu, ou como você, se sentirão sozinhas e desanimadas dos relacionamentos superficiais.




 

Este texto é da era pré-pandemia, repostado em 11/08/2021

sábado, 13 de maio de 2017

Não há glamour em ser mãe

Esta semana fiz uma enquete no meu Facebook para as mamães conhecidas perguntando o que elas faziam para tirar um tempinho para si.
As respostas foram muito parecidas. 



As mães que não vivem com os pais de seus filhos disseram que tiram seu dia de folga quando estes os pegam pra passar o fim de semana.

As que tem filhos pequenos, de até três anos, perguntaram: "O que é dia de folga?"

Outras disseram que acordam antes do filho para tirar um tempo e fazer suas coisas, como uma leitura, um cuidado para si mesmas, enfim, as necessidades básicas, que nós mulheres, antes de sermos mães, sempre tivemos.

E uma grande parte, como eu, tem o privilégio da ajuda dos avós.

Eu sempre quis ter filhos, mesmo se não me casasse, os filhos sempre estiveram nos meus planos. Algumas mulheres planejavam casamento e eu, uma produção independente, desde a adolescência.

Hoje, venho aqui "desglamourizar" a maternidade com propriedade. 

Desde a barriga já começa o sofrimento: "Será que meu filho vai nascer?" Se nascer "Será que meu bebê  vai ser saudável?" 
"Será que vai ter algum problema genético, ou uma síndrome qualquer, ou, ou, ou...?" "Será que vou sobreviver ao parto?" "Vai ser normal ou cesariana?"

É muita pressão a cabeça de quem se descobre grávida.

Outro ponto importante é acabar com aquela felicidade das mãe de capa de revista com filho recém nascido.

Primeiro: como dá pra ser bonita, sem olheira, ter pele corada, sendo mãe de uma criança com menos de dois anos, se você não for rica?
Porque sim, só as mulheres ricas, cheias de funcionários para ajudá-las têm vida após a maternidade.

Conheço mães que não dormem desde que o filho nasceu, isso há quase dois anos. E não pensem que na gravidez elas dormiram. Nos últimos dois meses pelo menos, fica impossível arrumar uma posição confortável para ter uma boa noite de sono acompanhada do seu lindo barrigão.

Dia desses, vi uma declaração da Taís Araújo na TV contando que o marido Lázaro Ramos se tranca no banheiro por mais de hora, fingindo estar fazendo um número 2, para ter uma folga da rotina doméstica.

Vou lhes confessar: Já fiz isso várias vezes. E quando saí do banheiro cheia de culpa, depois de várias vezes ser chamada "Mamãe, onde você está?" "Mamãe, o que você está fazendo?" e me deparar com um deles ou até os dois do lado de fora me esperando.

Sim, culpa. Mãe é sinônimo de culpa.

Nunca estamos satisfeitas com como estamos nos saindo. Se algo acontece de errado ela, a culpa, está lá de braços cruzados nos encarando. 

Apontando o dedo na nossa cara e fazendo nos sentir umas incompetentes, anormais, ou uma infinidade de outras palavras que se igualam à frustração.
A mãe nunca chorou escondida se sentindo a pior do mundo que atire a primeira pedra.




Hoje, eu jamais aconselharia alguém a ser mãe. Mas se alguém ousar se aventurar por este caminho, digo logo para que tenha dois filhos. Porque é muito amor para um filho só suportar (e muita chatice, egoísmo, falatório também).

Porque ser mãe é isso. É ter que dizer não, com o coração despedaçado, sabendo que está ensinando que a vida é difícil. 

Ser mãe é passar a noite acordada na doença do filho e esquecer tudo de ruim quando ele fica bem. Não importa a idade.

Ser mãe é querer se colocar no lugar dele diante de todas as adversidades, só para que sua cria não sinta dor, e, se isso acontecer, sofre junto. E se a dor for causada por alguém, quer descontar e fazer a pessoa sofrer igual ou pior.

Com tudo isso que eu disse, mesmo com toda essa loucura, nenhuma mulher jamais se arrependeu. Pelo contrário.

Com marido, sem marido, com babá, sem babá, com dinheiro, sem dinheiro, mãe que é mãe nunca se arrepende.

E você que leu e ainda não é, só vai entender na prática, porque ser mãe é um verbo cheio de braços.


P.S.: 
1- Até hoje eu tomo banho com a porta destrancada. Minha filha mais velha vai fazer 16 anos e meu filho mais novo 9. Vai que eles precisam de mim, né?

2- Muitos pais sofrem tudo isso que eu falei, cuidam igual mãe, mas o post  é sobre nós. 



Editado em julho de 2021.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Namore com alguém que...

Não raro, me deparo com algumas fotos no Facebook ou Instagram que têm na legenda uma frase iniciada com o título deste post.

Há tempos venho querendo escrever algo. Mas hoje, especialmente, senti vontade de escrever sobre a frase em questão.

Me chamou atenção uma foto do Ryan Reinolds e sua esposa Blake Lively, então  comecei a pensar em como poderia completar tal frase. 

Fiz um top 10 de como caracterizar uma pessoa "namorável", porém não nos esqueçamos que também devemos ser "essa pessoa".

Vamos lá:

1- Namore com alguém que te veja. 

Sim! Namore com alguém que não simplesmente te olhe, mas que te enxergue. Alguém que você se veja no fundo dos seus olhos, que perceba as qualidades maravilhosas que você tem, que faça questão  de demonstrar isso: "Eu vejo você".

Ser invisível é doloroso.



2- Namore com alguém que te acompanhe.


Alguém que vá aos lugares com você e se sinta feliz com isso, que se preocupe com o que você quer fazer, com o seu lazer, que não vá somente pela obrigação de cumprir um papel, que faça questão da sua companhia. 
Se não for assim, melhor nem ir. Não vai ser legal.

3- Namore com alguém que te faça rir. 

Dispensa qualquer comentário. O riso é o melhor da vida. Riam muito, das coisas mais bobas, das piadas mais velhas e tolas. Só riam.
Algumas pessoas só nos arrancam lágrimas, infelizmente.
 
4- Namore com alguém que te aceite. 

Alguém que aceite quem você é, com seus defeitos, que não zombe se você é menos inteligente, alguém que não queira que você seja uma cópia dele ou dela. 
Alguém que te deixe livre para ser o que você quiser.

5- Namore com alguém que goste de conversar. 

Isso, para uma relação, é fundamental. Alguém que converse com você sobre todos os assuntos, jardinagem, economia, culinária, política, futebol, etc.
Com o passar do tempo, nenhuma relação é só física.
E se você não gostar de conversar com essa pessoa, vai gostar de quê?



6- Namore com alguém que não pule do barco na primeira tempestade. 

Há pessoas que simplesmente abandonam a relação "por não saber lidar" com as nossas fragilidades e nos dão as costas, às vezes, quando mais precisamos de um apoio.

7- Namore com alguém que segure na sua mão quando você sentir medo e diga "Vai ficar tudo bem", mesmo sem saber. 

Na maioria das vezes a gente não sabe mesmo, mas só de sentir o conforto, o carinho de alguém, ou simplesmente saber que ele/ela está ali, já traz um alívio muito grande. 

8- Namore com alguém que trate bem toda e qualquer pessoa, ou bicho, ou planta. 

Também dispensa quaisquer comentários. Mas, se trata mal qualquer ser vivo, por que não vai maltratar você? 
Uma dica: observe como a pessoa trata o garçon, o porteiro, uma criança pequena, um cãozinho... Isso diz muito sobre ela. 


9- Namore com alguém que saiba aproveitar os momentos.

Qualquer momento quando bem vivido vale a pena, desde uma simples hora de almoço, até uma viagem dos sonhos, tem gente que consegue estragar. 
Acredite.

10- Namore com alguém que te faça bem. 

Se não faz bem, não vale a pena. Se não vale a pena, pule fora. Se você não consegue sair desse relacionamento, busque ajuda. O importante é  não gastar sua vida numa relação ruim.

Lembretes finais:

Todo relacionamento no início é lindo. 
As pessoas quando querem conquistar algo são bastante perseverantes e até fofas.
Quando iniciamos uma relação nem sempre é fácil perceber onde estamos entrando, porque muita gente finge. 

Porém, vale lembrar que ninguém sustenta uma mentira pra sempre.
Basta olharmos com a devida atenção. 
Nenhuma máscara é colada com supercola. 
Mais cedo ou mais tarde ela cai.


Enfim, namore com alguém, ou não namore ninguém. 
Só NUNCA, em hipótese nenhuma, se esqueça de que o seu primeiro e maior amor deve ser SEMPRE você mesmo (a).