segunda-feira, 28 de maio de 2018

A tecnologia nos deixa práticos (?)

Sou fã da facilidade promovida pelos adventos tecnológicos.
Com as redes sociais e os aplicativos de mensagens, posso me comunicar com amigos a milhares de quilômetros de mim.
Podemos resolver um assunto de trabalho urgente, fazer propaganda, campanha, espalhar notícias (verdadeiras ou não), podemos nos relacionar...
O que me deixa bastante preocupada é que com a praticidade desses recursos, estejamos nos tornando frios, ao invés de práticos.
Hoje, temos a possibilidade de iniciar um relacionamento pelo celular, como no meu caso.
A preguiça de sair de casa, de socializar, a idade avançada para ir aos lugares e iniciar uma paquera...
Mas até que ponto podemos levar a praticidade dos meios de comunicação atuais para a nossa vida?
Receio que estejamos nos tornando menos humanos, quando passamos a deixar de lado os métodos tradicionais de contato, para resolvermos tudo pelo celular.
O fim da picada, pra mim, é terminar uma relação por whatsapp. Só quem já sentiu na pele isso, sabe do que eu estou falando.
A gente se sente uma sacola de lixo, acho que este é o termo mais próximo que achei para descrever o sentimento de ler uma mensagem, ou ouvir um áudio que diz "olha, não vai rolar" ou "acabou". 
A sensação de que o chão some debaixo dos seus pés, o estarrecimento...
Que porra de praticidade é essa que faz com que percamos o respeito pelos sentimentos da outra pessoa?
Cadê a tal da empatia?
Algumas vezes, penso que não sirvo mais para este mundo de tecnologias avançadas. 
Tenho vontade de me isolar num lugar onde a internet não funcione e só os encontros sejam possíveis, ou, no mínimo, uma ligação telefônica.
Em suma, você pode até iniciar um relacionamento pela internet, mas por favor, ao terminar, use os métodos tradicionais. 
Demonstra respeito.




segunda-feira, 7 de maio de 2018

O mundo não é um lugar feminino

Dados acontecimentos recentes, cada vez mais me convenço de que o mundo não é um lugar para mulheres.
E não é me fazendo de vítima que escrevo tal afirmação.
Assediadas, abusadas, desrespeitadas, assassinadas, cobradas, humilhadas, massacradas pela ditadura da beleza...
Ah... até as mulheres podem discordar de mim, mas amar-se é muito difícil, num mundo onde temos que ser boas mães, boas profissionais, darmos conta das nossas demandas, das dos filhos e dos companheiros, e, além de tudo, ser magra e ter uma pele de pêssego.
Não temos direito de envelhecer.
Temos que sentir culpa por comer o docinho nosso de cada dia, o carboidrato, o chocolate...

Eu, exceto por restrições médicas, jamais deixarei de fazer algo que eu goste devido a influências externas. 
É difícil amar-se. É difícil ter toda essa autoestima de não se preocupar com o manequim 42, a calcinha GG e o sutiã 48.
É preciso se ter uma cabeça muito boa, num mundo onde algumas de nós não podem liderar movimentos políticos, ou sequer tem direito à educação.





Quantas Marielles, Malalas, Madames Curie, Rosas Parks, Fridas, quantas anônimas...? 
Quantas mais precisarão morrer para terem seus direitos reconhecidos? 
O mundo não é um lugar feminino, digo e repito.
Em alguns países, ainda somos tratadas como propriedade,  como inferiores. 
Vítimas do ciúme, da força bruta.
Nem a roupa podemos escolher ainda sem sermos rotuladas. Em alguns lugares do mundo, nem a boca ainda podemos abrir.
Loucas, desequilibradas, deprimidas... a sociedade nos quer assim. Fúteis, alienadas, inferiorizadas.
Só muito amor próprio pra conseguir lidar.
Que a força esteja conosco.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Onde foi parar nossa humanidade?

Há poucos dias um jovem que chamaram de Lucas, de 17 anos se jogou de uma passarela, numa BR, em Curitiba.
Recebi o vídeo do suicídio do moço no meu Whatsapp. A primeira coisa que pensei foi: como alguém é capaz de filmar um suicídio. Daí descobri que foram vários "alguéns" de vários ângulos diferentes.
Sei lá como, o link da carta que o rapaz deixou se despedindo, veio parar na minha mão. Sentei na minha cama e comecei a ler. Depois disso, tomei coragem e assisti ao tal vídeo.
A história do Lucas, não é muito diferente de muitas histórias de tantos outros jovens, ou adultos, que vemos por aí. 
A grande questão é: cada um tem um jeito de sentir.
E as pessoas adoram generalizar.

Enfim, não bastasse a filmagem do triste episódio, os bombeiros que negociavam para que o rapaz desistisse disseram que após 50 minutos de negociação, a multidão começou a gritar em coro: "Pula, pula, pula..." se esquecendo que instigar suicídio é crime previsto no código penal.
Então, após ler a carta de despedida do rapaz, pude constatar a causa: depressão oriunda de bullying, abandono, descaso, incompreensão... bastante comum em tantos lares no mundo todo.
Lucas não fez pra chamar atenção. Ele fez porque a dor de existir às vezes é maior do que a que ele sentiu ao bater no chão.
Vai saber...
Cada um sabe onde o sapato lhe aperta.
Minhas dúvidas:
Quantos outros jovens não sentem tamanha dor e precisarão se jogar de passarelas, para que os tratemos com um olhar no mínimo humano?
Quantas pessoas vão tirar a vida porque nós enquanto sociedade, não temos sensibilidade de entender que depressão é um problema de saúde pública?
Hoje, assistindo a mais uma maravilhosa palestra do Ricardo Melo, guardei uma frase muito interessante e voltei pra casa refletindo sobre ela: " A gente pode reencarnar na mesma vida."
Mudar. Renascer. Se reinventar.
Mudar nosso jeito de olhar para o outro, com ternura, sem julgar, só olhar mesmo, com aquele amor que Jesus disse pra gente ter pelo próximo.
Renascer, deixando brilhar a nossa luz, aquela centelha de amor que muitos de nós deixou apagar por não ter mais fé em si mesmo.
Se reinventar descobrindo que sempre há alguma coisa pra ser feita e nos tornar melhores HUMANOS. Deixo em aberto a questão que dá título a este post. Afinal, será que acontece no mundo todo?





quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O silêncio também é uma resposta






Estava conversando com uma amiga um dia desses sobre quem visualiza e não responde.
Aí ela me disse: "O silêncio também é uma resposta, né?"
Na verdade, o silêncio é uma grande resposta.
Outra coisa que ela me disse sobre reciprocidade: "Chris, a gente às vezes esquece que deve ser recíproco com as faltas também."
Eu ontem participei de uma live do lindo Chico Garcia e perguntei a ele."Me fale sua teoria sobre mensagem visualizada e não respondida" e depois da risada mais gostosa do mundo, eis o que ele me disse: "Chris, visualizou e não respondeu por duas horas, beleza, acontece. O cara tá lá, no meio de uma reunião, só deu tempo de abrir a janela, olhar [...] Às vezes também, uma mensagem que você não pode responder com qualquer coisa. Pode haver também um esquecimento... Agora, se passar um dia, o cara não respondeu... Corre!... Não tem desculpa pra isso. Eu sou da tese de que não existem joguinhos... Eu não gosto de clichês, mas aqui vai mais um: 'Quem não quer, arruma uma desculpa, quem quer dá um jeito.'"
É bom ouvir a opinião de um homem tão sábio como o Chico Garcia.
Amo as suas crônicas, tenho assistido tudo e recomendo.








Mas a grande questão é essa. O silêncio de uma mensagem é sim uma resposta. 
Falta também é uma forma de ser recíproco.
Lógico que nem todo mundo deixa você sem resposta, o famoso vácuo, de propósito. Eu por exemplo, visualizo e esqueço de responder na hora, mas quando estou tranquila, faço questão de verificar se não deixei a pessoa sem resposta.
A minha empatia não me permite. A minha educação não me permite.

Quanto ao resto, prefiro sempre a verdade e a transparência. 
"Olha, eu não estou a fim de conversar mais com você. Me deixe sossegado." 
Por mais que doa, a verdade sempre é a melhor solução.
Ela evita que se estenda algum sentimento e que possa vir uma dor muito maior depois.
Evita o apego, a insistência... E o mais importante: evita a inconveniência.
O não, como eu sempre digo, já levamos no bolso. O máximo que pode acontecer é você ganhar um sim.
Mas que seja um sim com troca de mensagens e reciprocidade.



Siga minha página no Facebook: Blog da multimulher


domingo, 19 de novembro de 2017

A gente não deve se tornar frio por motivo algum

Não tenho menor vergonha de dizer que eu me apego fácil às pessoas, sejam amizades ou relacionamentos de qualquer tempo e duração.  
Eu vivo brincando, me achando trouxa por isso, mas demorei muito pra entender que se apegar não é um  defeito, tão pouco ser otário(a).
Talvez eu ainda busque no outro o que eu não consiga me dar, como momentos incríveis, carinho, afeto e por acreditar que só o amor salva. Então, eu comecei a me aceitar, a não me preocupar com o que a maioria pensa, ou como a maioria age.
Não que eu dependa de alguém pra ser feliz. Não é isso. Amo a minha própria companhia, ficar só com meus pensamentos, me levar pra sair, me presentear com o que eu gosto, etc, etc, etc.
Sempre busco a continuidade das relações, aceito quando não dá certo porque não podemos mandar no coração do outro, nem exigir reciprocidade. Sempre falo isso aqui. Faço porque me sinto bem em fazer e me basta. 
Quando eu abro a porta pra alguém, da minha casa, ou da minha vida, ou quando eu me permito compartilhar o que eu tenho de mais precioso, que são as minhas histórias e os meus amigos, busco uma pessoa para agregar e não para salvar a minha vida, porque sou muito bem resolvida com meu amor próprio, todavia, eu espero dela mais que simplesmente uma mensagem visualizada e não respondida, se é que você me entende. 
Mas depois, com tempo, vejo que foi melhor assim e que aquela pessoa não merece que eu compartilhe com ela coisas tão preciosas e quando percebo isso, vivo o luto e me desapago. Sim, a gente tem que guardar o luto de uma relação. Chorar se for preciso, dar um tempo pro coração, se recuperar e deixar a vida seguir seu rumo.



Outra coisa que eu não tenho medo e não ligo para o que pensam é em demonstrar interesse, se eu resolvi que vou dar uma chance pr'aquela pessoa, por que cargas d'água não vou me mostrar interessada?
Não digo grude, mas demonstrar que ela é importante e que ela merece sim minha atenção. Faz parte da minha personalidade e não vou mudar e ser fria, porque a pessoa pode achar que eu estou sendo fácil, não dou a mínima pra isso também.
Vou chamar pra sair, vou dizer que ela tem um sorriso lindo, vou agradecer pelos momentos ou pelo momento que tivermos no dia seguinte. Sempre. Mesmo se ela não retribuir. Que se dane!



Eu não vou ser fria porque o outro foi frio e nem vou deixar de ser assim, porque uma hora o universo vai me mandar alguém na mesma sintonia. 
Minha máxima é: água morna só serve pra tomar banho, e olhe lá. 
Por mais que eu fique arrasada quando tomo um fora, quando sou fofa e recebo um balde de gelo de volta, nunca, eu disse NUNCA, vou ser dessas pessoas que saem fazendo mal para os outros porque um cara me fez mal. 
Tem gente que gosta de sofrer por amor, gosta de ficar agarrado na panela quente, ficar ali se queimando.
Eu não.
Porque eu gosto de  dar continuidade, de mimar, de mostrar pra pessoa que ela é especial, se ela ficar na minha vida 20 dias ou 20 anos, eu vou ser do mesmo jeito. 
Eu não vou mudar meu jeito de ser, aconchegante.
Continuarei minha vidinha, feliz, de consciência tranquila, porque no final é entre mim e o universo e não entre mim e as outras pessoas.
E o universo, uma hora, acaba trazendo alguém que goste do mesmo que a gente gosta e que aprecie nossa natureza de demonstrar o que sente.
Até lá, vida que segue.




P. S. : Esse texto foi inspirado nos vídeos do youtuber Guilherme Pintto, depois de assisti-los fiquei me sentindo mais normal, vi que tem muita gente que como eu, vai continuar rasgando o coração.



sábado, 18 de novembro de 2017

Você é uma pessoa que você namoraria?


Ultimamente esta é uma pergunta a qual tenho me deparado frequentemente (e me feito constantemente), pergunta que vejo em alguns vídeos no YouTube, textos que leio em outros blogs, e hoje quero levar você a refletir...

Há algum tempo, com certeza não, eu não me namoraria. Após os relacionamentos longos, a gente sai fragmentado,  e cheio de dúvidas sobre os motivos pelos quais tudo terminou e percebe que tinha uma boa parcela de responsabilidade por isso.
Feita a reflexão, é preciso colocar o amor próprio em dia, reavaliar o que está disposto a dar numa nova relação e dar um novo start na sua vida.


Você se namoraria? Eu lhe pergunto.
Hoje, respondo a mim, com toda clareza, que SIM eu me namoraria, depois de quase um ano refletindo... Hoje eu entendo o significado de amar ao próximo. 
Primeiro você se ama, e só depois é capaz de dar amor.
Hoje eu não permito que ninguém se aproxime de mim para sair pior do que chegou. Se não for pra acrescentar algo à vida do outro e pra deixá-lo melhor do que quando chegou, nem me aproximo.
Se não for pra respeitar a individualidade, dividir os desejos, os afetos e a intimidade, não compensa.
O coração do outro é um território sagrado, onde devemos chegar sutilmente com os passos calçados de amor, respeito, carinho, se não for assim, não entre.
Mas se você estiver disposto a ser aquela pessoa que vai fazer a diferença, pegue a chave da porta da frente e se jogue, sem pressa, sem medo e sem grandes expectativas.




Deixe que as coisas fluam lentamente, viva cada momento e aproveite ao máximo os frutos que esse amor pode lhe trazer.

Se você respondeu NÃO a essa pergunta, volte dez casas, você ainda não está pronto pra dar o seu melhor numa relação então, não comece. Não existe nada pior do que a unilateralidade, amor não correspondido, relações onde apenas um faz concessões e o outro se acomoda.
Esteja inteiro porque relacionamentos se fazem de dois inteiros, mas infelizmente as pessoas insistem em procurar por metades.

Siga no Facebook: Blog da Multimulher







segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quando o coração pede trégua




Ando cansada...
Cansada da falta de reciprocidade nas relações, da falta de sutilezas, da falta de educação das pessoas, dos abusos...
Cansada de ouvir histórias de relacionamentos relâmpago, de pessoas que não respondem perguntas, nem mensagens, que deixam no famoso vácuo.
Cansada da falta de empatia... Ah... a falta de empatia é o que mais dói o meu coração.
Sei que a maioria de nós é bom, mas infelizmente o bem não dá Ibope. Nunca deu. Não vende na mídia.
Mas voltando à falta de empatia, não sei o que tem acontecido com a humanidade, acho que a tecnologia tem nos deixado desumanos. 
Às vezes estamos dividindo o espaço físico com pessoas, de corpo presente, mas nossas mentes estão viajando naquela mensagem de whatsapp visualizada e não respondida, sentados na mesa do bar, cada um com seu smartphone, em seu universo particular e frio.
Muitas vezes sozinhos em lugares abarrotados de pessoas.

Sou do tempo das conversas ao pé do ouvido que faziam a gente arrepiar, dos cartões, dos bilhetes, do olho no olho, dos encontros...

Sei que esse modelo atual de relacionamento não desagrada só a mim, sei que várias pessoas vão se identificar com meu jeito, talvez antiquado de pensar, mas me recuso a me adaptar a esse mundo de distância de almas, de proximidade das telas. 

Nessas horas, acredito ser importante pesar o que queremos para nossa vida: se a incerteza de relações  do "Precisamos nos ver/ marcar." ou se preferimos  "Passo em meia hora no portão da sua casa."




Acho que meu coração está pedindo uma trégua de tudo isso, de pessoas que desconfiam até das gentilezas, de gente sem  interesse pelos nossos assuntos, com as mais variadas desculpas para não fazer contato, ou que simplesmente são tragadas pela terra, somem no mapa, como se jamais tivessem existido... 
Aposto que você já viu de tudo um pouco.

Porque acredito que tempo a gente faz, quando realmente quer, a gente se vira e dá um jeito.
Como dizia Nando Reis "Não vou me adaptar." Não mesmo. Jamais vou assumir esse tipo de comportamento.

E se você também não se adapta a essa nova realidade tecnológica, das relações virtuais cheias de opções (os famosos contatinhos), saiba que você não está só.
Se estiver como eu, cansado(a), dê uma trégua para o seu coração. 
Eu acredito que as energias se atraem, que não existe acaso e que cedo ou tarde, vai aparecer alguém compatível e que queira o mesmo que você.
Não digo pra você aposentar para o amor porque ele é a maior força motriz da humanidade, vou te dizer para continuar acreditando na poesia e na beleza da vida, no toque das mãos, dos abraços quentes, na sutileza dos detalhes, pois eles fazem toda a diferença.
Romantismo?
Pieguice?
Não sei.
Me responda você.
E se concorda com cada linha aqui escrita, saiba que você não está só.


Siga nossa página no Facebook: Blog da Multimulher.