quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pasárgada

Nossa... tenho andado tão sem tempo...
Queria que meu dia tivesse 25 horas para dar conta de resolver tudo.
Mas se tivesse 25 horas, daqui há algum tempo ia achar pouco também.
Fato é que descobri que sou uma multimulher, e as multimulheres por opção têm que desempenhar múltiplas funções.
Depois da última vez que postei alguma coisa, muitos acontecimentos...
Por exemplo, as eleições, a crise financeira mundial e o Lula, inflação, alta do dólar...
Isso me fez pensar em como seria morar num lugar onde não tem nada. Tipo Lavras Novas, Santo Antônio do Leite...
Se não tem o que se comprar, certamente deve-se viver apenas com o necessário. E acredito que essas pessoas devam ser felizes, pois, não sentem essa falta de não sei o quê, como eu, por exemplo.
Mas nessas cidades a telefonia celular já chegou, e metade do meu sossego estaria comprometida.
Acho melhor ir-me embora para Pasárgada e pedir guarida para o Manuel Bandeira.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Perdas e ganhos

Hoje tinha tudo pra ser legal. Falei com minha amiga Mel, depois de tantos anos...
Como num dia tantas coisas acontecem?
Mas Deus em sua infinita sabedoria levou para Si o irmão de minha avó. Tio Edson, o mais novo dos homens.
Foi morar junto de sua mãe Angela, seu irmão Osvaldo e seu filho Giovani.
Não bastasse isso, minha vizinha, Dona Odete de quem gosto muito, perdeu o marido.
Dizem que "o que não tem remédio, remediado está", então só me resta pedir ao nosso Deus que ampare tia Maria Lúcia e Dona Odete, hoje viúvas, e seus filhos que ficam órfãos de pai.
Deus os guarde para sempre.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Epopéias




"Que minha solidão me sirva de companhia.que eu tenha a coragem de me enfrentar.que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo."(Clarice Lispector)



Os críticos literários dizem que o homem se fragmentou no século XX.

Podemos constatar essa busca pela reintegração nos livros da Lispector.

Mais fragmentada impossível.

Acho que é por isso que me identifico tanto com ela.

Devo ser ainda mais fragmentada.

Segundo minha prof. de Literatura Brasileira, os críticos ainda dizem que para se tornar inteiro o homem vai ter que voltar ao início, e se reinventar, e voltar a escrever sua história através das epopéias.

Isso será fácil, já que viver tem se tornado uma aventura diária, e muitas vidas, como a minha, por exemplo, em certos dias parece um capítulo de uma tragédia grega.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ele era o menino mais lindo da escola...





Ele era o menino mais lindo da escola quando eu estava na sexta série. Vou chamá-lo pelo codinome "Aranha". Era nosso terror, meu e das colegas de sala. Me lembro o dia em que perdi minha primeira média em Matemática (depois dessa, foram várias) e ele me consolou dentro do ônibus escolar, visto que eu chorava muito.

Ele sempre usava uma jaqueta jeans, clara e surrada e calças rasgadas, que era moda da década de 90. Cabelos pretos, pele clara, creio que era repetente, pois já tinha uns 18 anos e ainda estava na sétima série.

Enfim, nosso Aranha, menino mais lindo da escola deve ter mudado de colégio quando ia concluir o Ensino Médio, se é que concluiu.

E eu nunca mais vi o 'James Dean' da Sandoval.

Nunca mais, até antes de ontem, rss...

Estava eu no centro de BH quando vi uma figura familiar no meio de tanta gente... O rosto era o mesmo, mais amadurecido, é verdade.

O corpo que era magro, escondido sob a jaqueta, é que estava enorme.

Parei perplexa na calçada. Hesitei por um momento em chamá-lo. Não chamei.

Ele certamente não se lembraria de mim.

E eu particularmente odeio quando alguém me encontra e pergunta: "Oi, lembra de mim?"

É claro que não! (mas não digo para não parecer grosseira)

Seria tão melhor se ao invés de perguntar as pessoas chegassem, pedissem licença e dissessem: " Oi, meu nome é ... nos conhecemos em tal lugar" aí, talvez, eu me lembrasse.

Ainda bem que existe o Orkut . Ajuda a reencontrarmos pessoas do passado sem pagarmos o mico de ter que fazer ou sofrer a pergunta " oi, lembra de mim?" ali cara a cara.

Bom, concluindo, ele era mesmo (no passado, bem distante) o garoto mais lindo da escola.

Hoje, para as garotas de 13, como eu naquela época, ele pertence à classe dos tiozões, barrigudos (de chopp).

Para as mulheres de minha idade, ele é mais um coroa charmoso, como muitos que circulam por aí.