quinta-feira, 22 de julho de 2010

Magno Sam

Hoje é aniversário do meu amigo Magno Sam.
Então nada mais justo do que rasgar um pouco de seda para essa pessoa que diz que eu tiro perfume de pedras (achei lindo isso).
O Magno tem um papel muito importante na minha vida.
Ele tocava com seu amigo Sissi no Estação de Minas (bar da Laura, onde eu, meus amigos e amigas nos encontrávamos diariamente para jogar conversa fora).


(Nem precisa dizer que o Magno é esse cara do meio, abraçado com o Marques, eca!)

Um belo dia, estava ouvindo seu repertório Legião, quando percebi que eles tocavam Sete Cidades e ainda rolava uma gaita. Isso me chamou muita atenção, pois era um fato raro ouvir essa música e ainda tão bem trabalhada.
Quando eu o conheci pessoalmente, andava triste, com o coração partido, porque tinha perdido uma pessoa que amava muito*. 
E essa amizade era como se fosse um bálsamo nas minhas duras noites com o coração sangrando.
Voltando ao lado bom desta história, meses sentada  no gargarejo, assisti a banda crescendo (o Projeto Paralelo), chegaram o Jânio e o Valmir, duas figuraças que também  agregaram à minha dupla de amigos cantores. 
Nesse meio tempo, meu amigo ficou grávido do Ícaro (já tinha duas meninas, me lembro) ficou todo bobo quando o garotão chegou ao mundo (hoje ele já é um belo rapaz)...
Um belo dia, estávamos sentados à mesa, antes do show de sexta começar, e mostrei a ele um trem besta que tinha escrito pra uma amiga minha, na sala de aula. Ele disse: "Posso ficar com esse papel?"
Na semana seguinte, me chega ele, começa a tocar, a gente lá conversando e ele apresenta a música Rio Vermelho, e disse pra todo mundo que eu tinha escrito aquilo. Fiquei cheia de moral... rss...
Mas a lembrança melhor que tenho do Magno, foi no dia do meu aniversário de 17 anos, 16/09/1995, aniversário esse que tinha tudo pra ser o pior  de toda a minha vida, meu pai pela primeira vez não me ligou (depois disso, ele não me ligou em nenhum outro e eu também não chorei mais).
Quando entrei no Estação de Minas, o Sissi estava de intervalo e o Magno tocava Wish you where here, do Pink Floyd. Quando ele me viu, interrompeu a música e disse: "Chris, feliz aniversário!"
De repente, vi todos os meus amigos sentados em uma enorme mesa. E o aniversário mais triste, se tornou o mais feliz.
Tempos depois, esse menino deixou de tocar lá no bar da Laura e ficamos um tempo afastados.
Mas amizade como a nossa, nem o tempo e nem a distância podem apagar.
Tantos acontecimentos bons e ruins no meio desse percurso... um longo tempo afastados, até que um dia demos uma topada (literalmente) na praça 7, num sábado de dezembro, de 2005, à noite.
E depois disso, nunca mais nos perdemos de vista.
A esse homem-menino, atleticano (porque ninguém é perfeito) dedico este post.
Que Deus o abençoe, que você possa ter o sucesso que tanto merece e que você alcance a felicidade que todos buscamos.
Beijo grande no seu coração.
Você tem um lugar especial no meu.
Adoro você.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Rock'n roll na veia pt III - Os dinossauros



Olha que coisa mais linda o Ozzy no começo da carreira


Das poucas coisas boas que meu pai fez por mim, além de me doar a semente, foi o gosto musical que eu herdei dele... rss...
Ainda criança, me lembro que nas festas em casa, o rock comia, mas não era nada assim muito radical. Rolavam umas baladas dos dinossauros Sabbath, Queen, Creedence, Beatles, Stones... fora os Simon and Garfunkel, Elton John e outras coisas que ele ouvia e eu herdei.
Enfim, depois de um certo tempo, papai passou a ouvir sertanejo e graças a Deus ele saiu de casa em seguida, senão, eu teria ficado com resquícios de bosta espalhados na mente.
Mas graças a Deus, meu pai o dinossauro mor me deixou a veia rock'n roll que depois foi aprimorada pelos anos, com amigos e nos shows da banda Morgana, que guardo com carinho na memória.
Aí comecei a curtir Zeppelin, um pouquinho de Iron (mas bem pouquinho, rss), e comecei a ouvir as pauleiras do Sabbath, além de Deep Purple, The Who, e uma infinidade de bandas que não supunha que existissem...
Aí foi quando cortei os laços com os anos 90, adeus Guns, Metallica, U2... apesar de gostar muito ainda dessas bandas, vi que os dinossauros do rock são insuperáveis.
A melodia dos anos 60 e 70 é hipnótica. Não tem droga que se compare a um transe de ouvir The Doors. 
The end é a canção da viagem... 
Hoje sou mais feliz, não que não goste de outros ritmos, mesmo porque sertanejo, pagode, axé e funk não são música, rss...
Como diria o Veríssimo, fui apresentada às drogas, mas nunca quis usar.
Rock'n roll na veia!
EVER...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock'n roll na veia pt II - Os bons morrem jovens




Como diria o Renato "é tão estranho, os bons morrem jovens"... Por isso quero dedicar o post de hoje aos que se foram cedo demais.


Ontem assisti ao especial do Queen, quando a banda veio ao Rock'n Rio I, nossa... eu era muito pequena, ainda nem tinha completado sete anos, mas me lembro perfeitamente de assistir na globo com meu pai, a Globo transmitindo ao vivo direto da Cidade do Rock...


Naquele ano, 1985, o Barão Vermelho dava seus primeiros passos e fez um mega show, também nesse mesmo evento.
Freddie Mercury com sua toalha no pescoço e o microfone gingando em suas mãos como se tivesse vida própria... ontem senti vontade de estar lá. No dia em que Freddie morreu, estávamos brincando na rua, e ouvi no rádio do bar da vizinha, a notícia. A primeira imagem que me veio à lembrança foi a do show do Rio, lindo, as pessoas cantando em uníssono, Love of my life can't you see... bring it back, bring it back...

Cazuza, nunca foi para mim um exemplo de vida mas, sem dúvida, foi um grande cantor e compositor, além de um lutador. Quando ele morreu, estávamos meu irmão e eu no carro esperando meu pai, no estacionamento de um supermercado. Acho que era 7 de julho de 1990 por volta de umas 19hs.
(Em Brasília, algumas bandas despontavam para a glória na década de 80.)
Me lembro bem de assistir na TV a alguns shows no Circo Voador.
Blitz, Legião, Paralamas, Capital...


Ah... mas veio a década de 90 e com ela o grunge das bandas de Seattle, o Nirvana de Kurt Cobain... Como foi bom e como durou pouco! 
Me lembro perfeitamente daquele 8 de abril de 1994, quando encontraram o corpo de Cobain, após três dias de seu falecimento, eu sentei na esquina da rua de casa, tarde da noite já, e fiquei me perguntando a Deus, por que?
Depois foi o Renato Russo. 


11 de outubro de 1996, eu sentada na sala de casa tomando café da manhã e entra o maldito plantão do JN, a Fátima Bernardes diz: Morre Rio o cantor (eu me levanto) Renato Russo (eu caio de novo sentada no sofá) e fico em estado de choque, depois desespero e depois depressão.
Nossa, como eu o amava. Amava mesmo, de verdade. O dia em que o Renato morreu, me senti como se um pedaço da minha vida estivesse indo junto com ele. E na verdade estava. Uma parte da minha história morreu ali, certamente, vários momentos que ouvia suas músicas, momentos de amor, momentos de dor... Sete cidades, A Via Láctea, Strani Amore... Ai ai ai... Que saudade!...
11 de outubro de 1996, eu sentada na sala de casa tomando café da manhã e entra o maldito plantão do JN, a Fátima Bernardes diz: Morre Rio o cantor (eu me levanto) Renato Russo (eu caio de novo sentada no sofá) e fico em estado de choque, depois desespero e depois depressão.


Na mesma época, uma menina de Brasília, apareceu cantando umas músicas muito legais, covers, e uma tal de Malandragem, eu tinha uns 15 pra 16 anos quando conheci a Cássia, por intermédio de um amigo muito especial que disse que ouvia a música e se lembrava de mim, rss...ele me gravou uma fita K7 (e eu ouvi até que um dia alguém a tomou de apropriação indébita) "Quem sabe eu ainda sou uma garotinha?"...
Em dezembro de 2001, num sábado, perto do Reveillon, eu no trabalho, minha colega me diz: "Sabe aquela cantora que estava olhando o cd, na hora do café nas Lojas Americanas?" disse "Sei, a Cássia Eller, o que que tem?" , ela responde "Ouvi no rádio que ela morreu"... 
Meu mundo caiu. No auge da carreira, um filho... Lá se foi a Cássia, a do Nando Reis, do Chicão e um pouco minha também...
"Assim parece ser quando me lembro de você que acabou indo embora cedo demais..."
Vou pensar no post de amanhã. 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Rock'n roll na veia pt I - Titãs





Fiquei espantada com como o meu José Fernando dos Reis melhorou com o passar dos anos... 


Dia 13/07 é o dia do Rock e eu resolvi eleger minha semana como semana do rock, por isso, vou assistir bastante TV, todos os especiais que eu puder, vou consumir.
Sabe por quê? Ontem, assistindo ao filme dos Titãs, A vida até parece uma festa, percebi o quanto foi bom ter vivido um pouco dos áureos tempos do rock nacional.
Nossa... bate uma nostalgia danada quando pensamos no quanto era bom ir às festas ouvindo uns pancadões do tipo "Cabeça dinossauro" ou "Será que é disso que necessito?" com o vocal gutural do lindo Sérgio Britto (que eu amei platônica e intensamente na minha adolescência, o que me levou a assistir cinco shows Titãs acústico seguidos) e a gente ferrando com a garganta tentando imitar aquilo.
Me diverti e me emocionei vendo ao documentário do Branco Mello. 
Fiquei pensando no ontem e no hoje. Ontem tínhamos Titãs, Paralamas, Plebe Rude, Capital, Banda Zero, Legião e etc. Isso só no Brasil. Fora os dinossauros ingleses e norte americanos, maravilhosos diga-se de passagem.
Isso me levou a refletir sobre o hoje... NX zero, Restart, CPM 22... nossa... e tem também a banda do tal Fiuk, Hori.
Me deu vontade de cortar os pulsos...


"Será Que é Isso O Que Eu Necessito?
Quem é que precisa tomar cuidado com o que diz?
Quem é que precisa tomar cuidado com o que faz?
Será que é isso o que eu necessito?
Será que é isso o que eu necessito?
Ninguém fez nada, ninguém tem culpa.
Ninguém fez nada de mais, filha da puta!
Quem aqui não tem medo de passar o ridículo?
Quem aqui, como eu tem a idade de Cristo quando morreu?
Quem é que se importa com o que os outros vão dizer?
Quem é que se importa com o que os outros vão pensar?
Será que é isso o que eu necessito?
Será que é isso o que eu necessito?
Não sei o que você quer, nem do que você gosta.
Não sei qual é o problema seu bosta!
Quem aqui não tem medo de se achar ridículo?
Quem aqui, como eu tem a idade de Cristo quando morreu?"


Amanhã tem mais.


Hoje 23hs noMultishow tem Queen no Rock in Rio!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Live and let die

 Essa foto me fez pensar no quanto a vida é frágil... cabe na palma da mão.


Geralmente as histórias de morte, nos fazem refletir sobre a vida. 
Principalmente a vida que levamos, ou ainda o que temos feito com ela, como temos nos tratado, se temos nos dado a oportunidade de desfrutar esse presente que nos foi dado por Deus.
Um adolescente morreu de câncer. Um menino que não devia ter completado 14 anos. Isso me deixou meio reflexiva.
Como será receber a notícia de que se tem alguns dias de vida, principalmente quando se viveu tão pouco?
Quando não se fez nada que pudesse danificar a saúde.
Se não bebeu, não fumou, não usou drogas ilícitas...
O que leva uma vida tão curta a ser ceifada por uma doença tão terrível.
Infelizmente só entenderemos o que acontece depois que nos formos ou se (Deus nos livre) passarmos por tal situação, ou seja, recebermos a terrível notícia de que temos alguns dia, meses ou quem sabe anos de vida.
O que fazer numa situação dessas?Viver cada dia como se fosse o último? Chutar o balde e correr atrás dos nossos sonhos por mais absurdos que sejam? Buscar a tão sonhada felicidade até as últimas consequencias?
Pode ser... ou não...
Talvez, sentarmos num lugar seguro e esperar o abraço dela, a morte.
Retomando, a história do menino que morreu, é estranho ver esse tipo de coisa, porque gente sempre espera que os mais velhos morram antes... 


"Quando você era jovem
E seu coração era um livro aberto
Você costumava dizer "Viva e deixe viver"
Você sabe que dizia
Você sabe que dizia
Você sabe que dizia
Mas se este mundo sempre em mutação
No qual vivemos
Faz você se render e chorar
Diga "Viva e deixe morrer"


Live and let die, como diria o velho Paul.