sábado, 21 de fevereiro de 2009

Naya morreu, coitado do capeta!




Prometo que serei breve.


Ontem a noite me deparei com a notícia de que o ex-deputado havia falecido, provavelmente de enfarte.


Confesso que foi uma morte que me trouxe dois pensamentos. O primeiro (que Deus me perdoe) foi de satisfação, imaginá-lo no inferno ardendo nas labaredas, foi muito bom. O segundo foi pensar que ele foi libertado da pena de ter que pagar seus pecados aqui na terra. De ver seus bens leiloados para pagar os danos causados às famílias que ele destrui com a queda do seu prédio de areia, o Palace II.


Enfim, o que pensar num caso desses?


O último pensamento que me veio (que Deus me perdoe mais uma vez) foi o de pena do capeta. Imagine ele convencendo o capeta a aumentar as instalações do inferno, usando areia da praia?


Não sei o que é certo para se pensar num caso desses.


Quisera um dia saber.


Talvez no dia que eu me encontrar com o Naya, ele em pessoa me conte o resultado de tudo isso...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O tempo esse carrasco que nos priva da liberdade de expressão.


Como não escrevo nada há muito tempo, não sei nem por onde começar.

Acho que começarei pelo fim.

O fim de três anos de uma batalha interna. A maior luta foi comigo, porque nunca terminei nada do que comecei, nem minhas relações.

Depois foi a luta contra a falta de tempo, de grana, de compreensão, de companheirismo, de concentração, de sono...

Falta de tanta coisa que poderia ficar aqui um ano falando só em faltas.

Uma coisa aprendi, o que é importante para você, só é importante para você. Óbvio? Nem tanto.

Não pense que as pessoas se importam com os seus sonhos, porque não se importam.

Muitos até ajudam, mas pouquíssimos valorizam.

Falo isso em relação a tudo na vida.

Mas a última coisa que tenho na memória é a minha formatura.

A falta de carinho começa desde a instituição, que nos colocou num clube, ao lado de um ensaio de bloco carnavalesco.

Fomos obrigados a sambar de beca, pois penso que já que estamos na chuva, temos que nos molhar até os ossos.

Se eu fosse falar de tudo o que me deixou p. da vida, começaria pelas cagadas do cerimonial até as 4:40 minutos que fiquei cozinhando dentro da beca.

Enfim, não é uma coisa que quero viver de novo.

A única coisa de boa que fica são as lembranças dos colegas e amigos de jornada, os professores, os risos, as lágrimas, as brigas, os abraços...

E a sensação de dever cumprido, essa que não tem preço.

No mais acho que agora vou poder escrever mais bobagens aqui, na praça pública da internet.