sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ai de mim que sou romântica...


Dia desses estava ouvindo Vander Lee com meus gatos, a música Românticos, que segundo a letra são poucos e que amam sem vergonha e sem juízo.
Mas que vergonha há em ser assim?
Que mal há em querer uma vida de romance?
De segurar as mãos do outro enquanto dorme, ou apenas olhá-lo de olhos fechados, sentindo o ar quente que sai das narinas, enquanto faz um cafuné despretensioso...
Uma massagem nos pés depois de um dia estressante, um jantar com um bom vinho...
Um fim de semana numa pousada, no meio do nada, uma cachoeira, sentar e olhar o horizonte...


Utopias que fazem de nós os românticos uma espécie em extinção.
Os românticos são assustadores porque sonham.
No fundo sempre sozinhos... 
Ai de nós românticos, poucos, loucos e desvairados.
Não falo de flores, pois gosto de apreciá-las no pé, vivas.
Falo de ouvir uma música, suspirar fundo porque se lembrou de alguém e tornar aquela música especial, de mimos desinteressados, sem qualquer motivo.
De sentir o cheiro e lembrar do sorriso.
De lembrar do sorriso e se sentir no céu.
De ter alguém pra rir das coisas bestas, ver o filme água com açúcar, com a cabeça no peito de alguém enquanto ouve as batidas do coração.

Não estamos nem aí se as pessoas pensam que é tudo bobagem.
O romântico sonha, e o sonho é a centelhazinha que alimenta a alma, que aquece o coração.
Partir o coração, chorar até secar a mágoa toda da alma, depois partir pra outra e começar tudo de novo.
Românticos não tem medo de amar, românticos não tem medo do amor.
A porta dos românticos sempre vai estar aberta pra ele, o amor, entrar. De janeiro a janeiro. Até o mundo acabar.

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