sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ai de mim que sou romântica...


Dia desses estava ouvindo Vander Lee com meus gatos, a música Românticos, que segundo a letra são poucos e que amam sem vergonha e sem juízo.
Mas que vergonha há em ser assim?
Que mal há em querer uma vida de romance?
De segurar as mãos do outro enquanto dorme, ou apenas olhá-lo de olhos fechados, sentindo o ar quente que sai das narinas, enquanto faz um cafuné despretensioso...
Uma massagem nos pés depois de um dia estressante, um jantar com um bom vinho...
Um fim de semana numa pousada, no meio do nada, uma cachoeira, sentar e olhar o horizonte...


Utopias que fazem de nós os românticos uma espécie em extinção.
Os românticos são assustadores porque sonham.
No fundo sempre sozinhos... 
Ai de nós românticos, poucos, loucos e desvairados.
Não falo de flores, pois gosto de apreciá-las no pé, vivas.
Falo de ouvir uma música, suspirar fundo porque se lembrou de alguém e tornar aquela música especial, de mimos desinteressados, sem qualquer motivo.
De sentir o cheiro e lembrar do sorriso.
De lembrar do sorriso e se sentir no céu.
De ter alguém pra rir das coisas bestas, ver o filme água com açúcar, com a cabeça no peito de alguém enquanto ouve as batidas do coração.

Não estamos nem aí se as pessoas pensam que é tudo bobagem.
O romântico sonha, e o sonho é a centelhazinha que alimenta a alma, que aquece o coração.
Partir o coração, chorar até secar a mágoa toda da alma, depois partir pra outra e começar tudo de novo.
Românticos não tem medo de amar, românticos não tem medo do amor.
A porta dos românticos sempre vai estar aberta pra ele, o amor, entrar. De janeiro a janeiro. Até o mundo acabar.

sábado, 7 de outubro de 2017

É preciso se apaixonar todos os dias por si mesmo

Algumas vezes, temos uma queda brusca em nossa autoestima... isso se dá por vários fatores inerentes à nossa vontade.
Quem nunca se sentiu mal, frustrado, se sentindo a pior das criaturas uma vez na vida?
Quem nunca se sujeitou aos caprichos de outra pessoa por medo de perdê-la por se achar incapaz de encontrar um novo amor?
Absolutamente normal.
O que não é normal é deixar que isso se torne uma constante em nossas vidas.
Deixarmos tanto de gostar de nós mesmos que aceitamos todos os abusos vindos de toda a nossa esfera de relações sociais.
No amor, na amizade, no trabalho...
A grande questão é: tem como reverter isso.



Vemos muito material sobre a necessidade de se manter a autoestima, mas não vemos nenhuma orientação de como fazer isso.
Há algum tempo, estava numa situação como a citada acima e descobri um exercício excelente, em um coaching do Dr. Lair Ribeiro, ensinando a se apaixonar por si mesmo novamente.
Basicamente se trata de escrever uma carta de amor, enfatizando suas qualidades e feitos, com muito carinho e honestidade, e posso dizer a você que funciona.
Depois que escrevi essa carta, parece que renasci.



Temos que amar as pessoas do nosso entorno, mas nosso primeiro amor tem que ser a gente mesmo.
Podemos fazer referência ao próprio Jesus que nos disse para "amar o próximo como a ti mesmo", se você não se amar, como vai amar às outras pessoas?
Não tem nada a ver com vaidade o que eu digo, tem a ver com se amar para se tornar capaz de compartilhar o amor.
Para isso é preciso que você venha em primeiro lugar, que você se ame, que você acredite na sua capacidade de fazer, de conquistar e de merecer suas conquistas.
Experimente fazer esse exercício. 
Segue o link do curso todo. Sugiro que você veja todo o vídeo. Depois colha os resultados.




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Mulher é bicho carente


Não sei se você que está lendo é um homem ou uma mulher, mas a pessoa que vos escreve é mulher com M maiúsculo (M de mãe, de miga, de maravilhosa, de múltipla... não é à toa que este blog se chama Blog da Multimulher).
Ultimamente minha vida anda mais ou menos assim: acredito que em 2017 eu tenha conhecido as pessoas mais legais de todos os tempos, e tenho tido trocas incríveis de experiências e aprendido a ouvir mais.
Homens e mulheres. Homens com cabeça de mulher num corpo de homem, mulheres com cabeça de homem num corpo de mulher, trans, gays, lésbicas... Homens e mulheres sensíveis, homens e mulheres insensíveis...
Quantas pessoas maravilhosas!...
Assim é o mundo e sua infinidade de gente de todo jeito.


Mas eu, enquanto mulher com cabeça e corpo de mulher, percebo que a maioria de nós, é muito carente.
Inclusive eu. E inclusive meus relacionamentos se acabaram  por causa disso. Excesso de carência.

Mulher é bicho carente. 
Muitas vezes, muitas de nós prefere ficar no relacionamento ruim, por medo de ficar sozinha, por medo de não ter um ombro pra encostar quando se sente insegura...
Nós não somos complicadas. Finalmente eu compreendi isso. 
A gente precisa de atenção, de calor, de colo, de prazeres...
E aquela necessidade do boy provar o tempo todo que está ligado na gente. 
É... mulher tem disso. Em sua grande maioria.

Nos fazemos de durona, morrendo de vontade de pegar o telefone e mandar uma mensagem com emoji cheio de olhinhos de coração, ou receber um "bom dia, tudo bem" pra saber que ele se preocupa.
Queremos companhia nos nossos programas chatos preferidos, desde um show de rock lotado, até um filme meloso embaixo do edredom no domingo à tarde.
Gostamos de ser livres, gostamos de ter nossa inteligência reconhecida. 
Haverá dias em que precisaremos de um elogio sobre nossa inteligência, outros em que só precisamos ouvir o quanto somos sexy.
Precisamos conversar, discutir a relação, porque nos preocupamos com ela, porque lutamos por ela, o dia em que não fizermos isso, é porque o interesse já era.
Eu levei anos pra entender que a maioria de nós mulheres é assim.
Adoramos cantadas sutis, inteligentes, não gostamos de ser tratadas como pedaço de carne.



Apagamos o telefone dos nossos contatos pra não cairmos na tentação da recaída, mas no primeiro "oi, sumida..." respondemos prontamente com "sumi não, tô sempre por aqui".
Procuramos por carinho e por ele muitas vezes sofremos, leva tempo pra se admitir isso. 
Eu estou admitindo agora, quase aos 40.
Sou carente. Somos carentes. Seremos carentes.
Se você precisava saber alguma coisa sobre a gente, eis um dos nossos grandes segredos.
Só um aviso: continuamos sendo uma caixa de surpresas.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Precisamos falar sobre suicídio


Estamos no mês de setembro e, como a maioria de nós tem visto na mídia, tem rolado o Setembro amarelo que trata da valorização da vida.
Antes de falar sobre o suicídio, vamos pensar no nosso papel diante desse problema, que é grave, já que no mundo a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida, e, para cada um que consegue, 20 outros tentam.



Acredito que a grande maioria de nós já se viu sem saída.
Seja por algum problema de saúde, por um coração partido, por medo de ser exposto, por bullying, por dívidas, por perdas de entes queridos... Tantas coisas que nos deixam sensíveis, nos fazendo sentir incapazes, pequenos, perdidos...
Tiro o meu chapéu para quem nunca teve, nem por um segundo, vontade de dar cabo em tudo.

Qual é o nosso papel diante desse assunto?
Acolher. Abraçar. Ouvir. Evidenciar as coisas boas que o outro tem. Não julgar. Conhecer. 
Tanta coisa que poderia passar a manhã toda listando coisas boas que podemos fazer para ajudar alguém que passe por um processo de depressão tão profunda que cogita deixar pra trás esse mundo.


A primeira coisa a se pensar é que cada pessoa carrega dentro de si uma batalha interna e que dessa forma, cada um lida com sua batalha de um jeito particular.
É preciso treinar nossa percepção para o outro, filtrar o nosso olhar para não deixar passar os pequenos detalhes.
Eu perdi muitos amigos por suicídio..A maioria antes de concluir o Ensino Médio. 
Minha questão vai além, não teria coragem, hoje, de tirar minha vida. Mas já quis. Como disse anteriormente, é difícil achar quem nunca.
O meu maior medo é do depois daqui. Mas isso envolve questões específicas da minha religião, cujo mérito da questão, não cabe a esse post.




Retomando... Qual é o nosso papel na conscientização para a valorização da vida? Qual é o seu papel?
O que você pode fazer para tornar a vida de alguém melhor hoje?
Aproveitemos que o tema está em alta para refletirmos sobre o nosso olhar para questões humanitárias sejam elas quais forem.
Tenhamos compaixão.


domingo, 3 de setembro de 2017

Aplicativos de relacionamento

No mundo em que vivemos existem inúmeros aplicativos para facilitar a vida.
Para todos os fins, inclusive para arranjar relacionamento, sexo, pegação, como o pessoal mais novo que eu costuma dizer.
Há muitos anos, existiam as agências de namoro, os bares de encontros, aliás, ainda existem se você pesquisar na internet, encontrará várias agências matrimoniais e os bares nas grandes cidades onde as pessoas solitárias se encontram em meio à multidão em busca do par ideal.



Aí, busca de acordo com o  perfil o modelo que melhor se enquadra à sua ideia.

Mas idealizar nunca é bom, porque gera frustração. (Por que idealizamos tanto?)
Não faltam meios para aqueles que procuram a cara metade ou apenas um sexo casual.
Esses aplicativos fazem uso de algoritmos, pura matemática, ou seja, uma sequência finita de regras, raciocínios ou operações que, aplicada a um número finito de dados, permite solucionar classes semelhantes de problemas, inclusive arrumar um par para quem não consegue.
Baseado nos apps e sites de relacionamento, surgiram também pessoas que começaram a estudá-los e que dão dicas de como se dar bem neste mundo de encontros virtuais.


Conheço pessoas que arranjaram namoros longos, outras que só tem encontros casuais semanais, porque escolheram isso, outras que estão mesmo em busca do amor da vida, para se casar e constituir família, ou não.


O grande  ponto é: e quando sai do aplicativo e vai para o encontro pessoal?

Primeiro, para chegar nisso, conversas, afinidades e principalmente atração física, sim, porque é a primeira coisa que aparece, com ou sem informações no perfil, é a foto que vai dar o start no jogo.
Depois as coisas vão acontecendo. Naturalmente.
É um tiro no escuro pra quem consegue chegar no nível dois, sair do bate papo virtual e se sentar para uma boa conversa, olhar nos olhos, sentir o toque, o cheiro, se encantar ou, odiar. 
Pode acontecer, pode sim?
A gente pode dizer tudo pela internet, pode sumir, pode simplesmente não dar liga quando tá ali, cara a cara.
Tanta coisa, né?
Mas conheço pessoas que namoraram por muito tempo, que ainda namoram, que conheceram gente legal, mas não vingou e, ainda, há quem obteve sexo da melhor qualidade.
A grande maioria das pessoas nesse tipo de ferramenta busca isso.

A vida, esse grande aplicativo de relacionamentos também está repleta de todo tipo de gente, todo tipo de desencontros...

Porque na prática, se relacionar, exige de nós muito tato, tolerância, jogo de cintura para entrar no território alheio e conseguir lidar com suas particularidades, transtornos, frustrações, carências...
O importante é que na hora certa, tudo se ajeita. E se não der certo, é porque não era a hora. 




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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que idealizamos tanto?!


Sempre que vejo pessoas conhecidas iniciando um relacionamento, ou mesmo as que vivem muito tempo ao lado de alguém, idealizam o seu par.
Por que idealizamos tanto?!
Acredito que todas as pessoas tenham um modelo imaginário do amor ideal, daquela pessoa que será perfeita pra si.
Ou que aquela nova relação será diferente da anterior, ou seja, será melhor.
As pessoas sempre esperam o melhor.
Às vezes estamos agarrados a alguém e não estamos bem, nenhum dos dois, mas por comodismo, por preguiça, por N razões, vamos ficando. Razões estas que nem mesmo nós sabemos.
E... Vamos ficando.
Idealizamos que vai mudar, ou idealizamos que fora dali, existe alguém melhor e que devemos buscar, por vezes até, desesperadamente.
Buscamos tanto alguém que se pareça conosco, que nos faça rir, que tenha os mesmos objetivos, ideais, que ao primeiro sinal de algo em comum, idealizamos achar o amor de nossas vidas, e, muitas vezes, antes de beijar, vira sapo, ou, no caso de nós mulheres, loucas. 

A pessoa nos chega, do nosso jeito considerado ideal e começamos a fazer planos. (algumas vezes, ela nem sabe)
De repente nos vemos sozinhos, iludidos, e, aquele ser humano que achávamos ser o ideal, simplesmente diz "não quero me envolver", não quero me relacionar, não quero me apaixonar...
Quantas pessoas não me chegam contando as mesmas histórias?
Quantas pessoas em esperanças vãs de aplicativos de relacionamento querem apenas encontrar alguém pra dividir a carência, os gostos, buscar afinidades, papear, ver um filme numa tarde fria, cuidar, ser cuidado ou, simplesmente, não fazer nada?
Quantas pessoas simplesmente são lançadas no vazio da falta de respostas porque alguém simplesmente não quer se envolver?

Acredito que por medo, por carência, por vazio, por falta de amor, as pessoas (nós) idealizam tanto.
Idealizamos a perfeição do outro, a mudança do outro, o amor do outro por nós, mas nunca idealizamos o inverso: o nosso autoamor, a nossa mudança...
Não conseguimos perceber que, sem nos amarmos e promovermos nosso amor próprio em primeiro lugar, ninguém, repito, NINGUÉM conseguirá nos amar de volta.
Quando nos aceitamos do jeito que somos, não precisamos agradar a ninguém além de nós mesmos.
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vamos falar daquilo...

Como a maioria dos que me leem já sabe, sempre corro atrás de material humano para fazer meus posts.
Alguns são empíricos, mas a grande maioria deles é de observação.
Hoje vamos falar daquilo. Aquilo que é tabu para a maioria das pessoas. Aquilo que revira os olhos. Que leva algumas pessoas à loucura.
Aquilo que é bom, mas que, hipocritamente, muitos de nós, por vários motivos,  escondem o quanto gostam porque dizem ser vergonhoso (?) gostar e pensar naquilo. Só que não.




Vamos falar de sexo?
Perguntei para as pessoas:
"O que te excita atualmente e te faz querer muito transar com alguém?"
E tive as mais diversas respostas.
Pasme! Pouquíssimas voltadas para a parte física, na verdade, uma ou duas pessoas. 
Me alegrei em saber que a maioria das pessoas que participaram se liga mais na questão psicológica do sexo do que do aspecto físico em si.
Os campeões de excitação foram: boa conversa, bom humor, sorriso, inteligência, gostos, seguidos pelo cheiro, pegada, carinho, olhar de desejo, beijo gostoso, etc.
O conteúdo ganhou da forma.



Todavia, a grande maioria citou conversa como um quesito principal para desejar alguém. 
Confesso que me senti absolutamente normal ao terminar minha pesquisa. A inteligência, na minha humilde opinião, é o melhor afrodisíaco.

Acredito que, por vivermos num mundo de futilidades e pessoas vazias, começamos a valorizar coisas que antes não valorizávamos na hora do sexo. Peitos e bundas tem ficado fora dos planos da grande maioria a priori.

Apesar de muitos aplicativos que mais parecem cardápios humanos, cujas pessoas que se utilizam do recurso dão "match" no que estão vendo, porém quando estão no face to face, muitos desses matches vão terminar no primeiro encontro ou talvez evolua para sexo, no máximo.
Não vou entrar no mérito dos que evoluem para namoro porque não é esse o objetivo hoje.


Retomando nosso tema do post, sexo é a consequência de um jogo de sedução que leva ao resultado que todos queremos: orgasmos. Muitos. Múltiplos. Transcendentais.
De perto, ou de longe.
Sim! O sexo virtual tem muitos adeptos, como antes da era da internet tínhamos o disque-sexo. A química ocorre mesmo sem a presença física. 

E tem também o sexo solitário. Ah... aquele que é tão bom quanto, mas que colocavam na nossa cabeça que era feio, sujo, sem contar as lendas criadas acerca disso, acrescidos daquela culpa católica que insistiam em incutir na gente. 

Hipocrisia e tabus à parte, sexo é essencial, à saúde, à autoestima, à existência. Sem ele não estaríamos aqui, não é mesmo?
Sexo faz nossos olhos brilharem, nossa pele ficar viçosa. Como diz aquela propaganda da TV "Sexo é vida". Pratique com alguém, de perto, de longe, sozinho... Na dúvida, apenas faça!

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Quando se escreve uma história é preciso saber quando parar

As histórias de amor, em especial as longas, não se escrevem sozinhas.
Com o passar dos anos, vão se tornando tão rotineiras, tão naturalmente normais, que vão sendo deixadas de lado, pelas duas partes envolvidas.
Gostaria de saber a receita para um relacionamento de sucesso.
Todavia, infelizmente, não a tenho.
Quando a receita desanda e começa a amargar, é uma gotinha de fel, pingando no dia-a-dia que estraga um amor imenso.
Às vezes na busca por diferentes anseios, os caminhos vão se distanciando e vão ficando cada vez mais DISTANTES.

Dois estranhos dividindo o mesmo espaço.
Cada um resolve seguir suas paixões, o único compromisso que devemos assumir. O que nos faz acender, brilhar mesmo.

É egoísmo demais querer que a outra pessoa seja uma continuação de nós, ou que ela viva à mercê de nossas escolhas.

Esta última semana, assisti a um filme espanhol, "Nuestros amantes", um filme lindo do início ao fim e no qual uma metáfora lindíssima que descreve o fim de uma relação e que compartilho aqui:
" Às vezes quando se escreve um roteiro, é difícil saber quando parar. Você chegou no final e não percebe, então, continua tentando encontrar o final perfeito. E só estraga tudo."
A história termina, mas não conseguimos ver que acabou.
Se continuar a ser escrita, vai se tornar um filme de horror, no melhor estilo Stephen King.
Ah... quando isso acontece é trágico.
O casal passa a se suportar. Porque existem outras coisas envolvidas.
Família, patrimônio, comodismo, medo de deixar o que é seguro...
Seguro?
E desde quando é seguro se agarrar a uma bomba relógio?!

Existe amor. Mas não se gosta.
Tem uma frase que eu gosto muito de um outro filme, "Um dia", quando a personagem Emma diz ao Dexter "Eu te amo Dexter. Amo muito. Só não gosto mais de você".

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Alguns acharão estranho, mas não é.
Como eu disse anteriormente, o amor não acaba, mas o gostar, o apreço pela companhia, a admiração...
Todos eles, se esvaem...
É triste, eu sei. 
Queria ter uma tem solução, mas não consigo.
Penso que o melhor a se fazer é aceitar o final, começar a escrever uma nova história e ver no que dá.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Será a morte a melhor solução pra vida?

Há tempos venho querendo escrever um post sobre depressão e suicídio.
Em 2005 eu fui diagnosticada com depressão, tomei remédio por dois anos.
Quando eu conto isso para as pessoas, elas dizem: "Nossa, logo você uma pessoa tão alegre..."
Até hoje algumas pessoas pensam que depressão é um estado de espírito.
Não é. 
Depressão é um mal físico. 
Ela começa no nosso psicológico, depois começa a afetar nossa vida social e a adoecer nosso corpo.
Essa doença assola 35 milhões de pessoas só no Brasil e mais de 121 milhões no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
Depressão não é frescura.
Depressão não é falta de Deus e nem cura na igreja.
Depressão é um desequilíbrio químico que ocorre dentro do nosso cérebro e afeta neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina, que interferem justamente em sentimentos como prazer, serenidade, disposição e bem estar. 

Se a doença não receber a devida atenção e não for tratada com terapia e medicamentos, os males físicos podem levar às doenças mais graves e até ao suicídio, que, aliás, é a maior causa das pessoas tirarem a própria vida, seguida do bullying.
Resolvi escrever porque a depressão está sendo um assunto muito comentado ultimamente e porque especialmente hoje, um dos meus mais queridos roqueiros suicidou na noite passada. Chris Cornell.
Não se sabe se a causa foi essa. A esposa diz que não.
Mas às vezes nem o depressivo sabe identificar que está doente, mesmo com todos os sinais que o corpo e a mente dão.



Quando eu sofri de depressão, claro que tive ideias suicidas, imagino que todas tenham. Umas vão se matando lentamente, outras recorrem aos métodos mais rápidos e eficazes mesmo que dolorosos.
Acho que perdi uns cinco amigos que suicidaram.
Não acho que seja um ato de covardia. Muito pelo contrário. Eu jamais faria. Também não julgo quem o faz.
Sempre me pergunto: será a morte a melhor solução para a vida?
Pra mim não, gosto muito da minha. 
Já sei como a depressão funciona. Sei que se eu tiver uma segunda vez, será bem mais fácil de diagnosticar do que foi a primeira.
Mas como disse, tem gente que não consegue diagnosticar.
Quando descobri a minha, fiz um teste, como o que estou compartilhando no final do post, se você desconfia que está com depressão, busque ajuda profissional, de pessoas de confiança, porque muitas vezes, faltam forças para buscar sozinho (a). Faça o Teste de depressão e conheça os Sintomas e se cuide.

sábado, 13 de maio de 2017

Não há glamour em ser mãe

Esta semana fiz uma enquete no meu Facebook para as mamães conhecidas perguntando o que elas faziam para tirar um tempinho para si.
As respostas foram muito parecidas, as mães que não vivem com os pais de seus filhos disseram que tiram seu dia de folga quando eles os pegam pra passar o fim de semana.


As que tem filhos pequenos, de até três anos, perguntaram: "O que é dia de folga?"
Outras disseram que acordam antes do filho para tirar um tempo pra fazer suas coisas, como uma leitura, um cuidado para si mesmas... enfim... as necessidades básicas que nós, mulheres, antes de sermos mães temos.
E uma grande parte, como eu, tem o privilégio da ajuda dos avós.

Eu sempre quis ter filhos, mesmo se não me casasse, os filhos sempre estiveram nos meus planos. Algumas mulheres planejavam casamento e eu, uma produção independente, desde a adolescência.

Hoje, venho aqui "desglamourizar" a maternidade. 

Desde a barriga já começa o sofrimento: "Será que meu filho vai nascer saudável?" "Será que ele vai ter algum problema genético, ou síndrome, ou, ou, ou...?" "Será que vamos sobreviver ao parto?" "Vai ser normal ou cesariana?"

Outro ponto importante é acabar com aquela felicidade das mãe de capa de revista com filho recém nascido.
Primeiro: como dá pra ser bonita, sem olheira, ter pele corada, sendo mãe de uma criança com menos de dois anos, se você não for rica?
Porque sim, só as mulheres muito ricas, cheias de funcionários para ajudá-las têm vida após a maternidade.
Conheço mães que não dormem desde que o filho nasceu, isso há quase dois anos. E não pensem que na gravidez elas dormiram. Nos últimos dois meses pelo menos, fica impossível arrumar uma posição confortável para ter uma boa noite de sono acompanhada do seu lindo barrigão.
Dia desses, vi uma declaração da Taís Araújo na TV contando que o marido Lázaro Ramos se tranca no banheiro por mais de hora, fingindo estar fazendo um número 2, para ter uma folga da rotina doméstica.
Vou lhes confessar: Já fiz isso várias vezes. E quando saí do banheiro cheia de culpa, depois de várias vezes ser chamada "Mamãe, onde você está?" "Mamãe, o que você está fazendo" e me deparar com um deles ou até os dois do lado de fora me esperando.

Sim, culpa. Mãe é sinônimo de culpa.
Nunca estamos satisfeitas com como estamos nos saindo. Se algo acontece de errado ela, a culpa, está lá de braços cruzados nos encarando.
Apontando o dedo na nossa cara e fazendo nos sentir umas incompetentes, anormais, ou uma infinidade de outras palavras que se igualam à frustração.
A mãe nunca chorou escondida se sentindo a pior do mundo que atire a primeira pedra.




Hoje, eu jamais aconselharia alguém a ser mãe. Mas se alguém ousar se aventurar por este caminho, digo logo para que tenha dois filhos. Porque é muito amor para um filho só suportar (e muita chatice, egoísmo, falatório também).
Porque ser mãe é isso. 
É ter que dizer não, com o coração despedaçado, sabendo que está ensinando que a vida é difícil. 
Ser mãe é passar a noite acordada na doença do filho e esquecer tudo de ruim quando ele fica bem.
Ser mãe é querer se colocar no lugar dele diante de todas as adversidades só para que o filho não sinta dor, e se isso acontecer, sofre junto. E se a dor for causada por alguém, quer descontar e fazer a pessoa sofrer igual ou pior.
Com tudo isso que eu disse, vou terminar da seguinte forma:
Mesmo com toda essa loucura, nenhuma mulher jamais se arrependeu. Pelo contrário.
Com marido, sem marido, com babá, sem babá, com dinheiro, sem dinheiro, mãe de verdade nunca se arrepende.
E você que leu e ainda não é, só vai entender na prática, porque ser mãe é um verbo cheio de braços.


P.S.: 
1- Até hoje eu tomo banho com a porta destrancada. Minha filha mais velha vai fazer 16 anos e meu filho mais novo 9. Vai que eles precisam de mim, né?
2- Muitos pais sofrem tudo isso que eu falei, cuidam igual mãe, mas o post  é sobre nós. 



quarta-feira, 29 de março de 2017

Não há vantagem em ser invisível

No último dia 15 participei de uma manifestação, quando chegamos ao local determinado, acampei na grama da ALMG, e lá fiquei pensando na invisibilidade social.


Eu nasci invisível, filha de operário da FIAT com uma dona de casa, ambos vindos do interior de MG, moramos de aluguel até eu completar 10 anos e quando tivemos a tão sonhada casa própria (que até hoje não está pronta), meus pais se separaram.
Que expectativa de futuro teríamos se minha mãe mal sabia cuidar da casa e dos filhos?
Quando eu cresci um pouco, fui tomar conta do filho do vizinho e fazer freela num clube em Nova Lima, aos finais de semana, ser atendente do bar e levar cantada de velhos babões. 
Quando terminei o técnico em contabilidade, ganhava um salário mínimo e a faculdade custava uns três, Federal era um sonho distante, pra quem tinha feito um segundo grau sem as matérias principais, sem grana pra fazer cursinho, já que a maior parte do meu salário mínimo ia pra casa. Desde muito nova, tinha muitas responsabilidades, mas não estou reclamando, longe de mim fazer isso. Só quero mesmo mostrar que não havia muita perspectiva pra mim, além das lojas de shoppings e supermercados. Eu me tornaria mão de obra aos 18 anos. Como todo filho de pobre.
Quando eu (finalmente) consegui passar num concurso e ter grana pra pagar a faculdade, já tinha uns 26 anos.
Me formei com quase 30. 
Na faculdade comecei a me sentir menos invisível. Lembro da minha filha pequena tendo que ficar com as amigas, com a vizinha pra eu estudar, enquanto meu marido trabalhava no terceiro turno da empresa de ônibus.
Tempos difíceis, mas nem por isso ruins. 
Chegávamos da faculdade, sentávamos na grama do condomínio que apelidamos de favela vertical e íamos conversar sobre como foi nosso dia e fumar um cigarro.

Neste dia da manifestação pensei: "Hoje, a licenciatura em Letras me deu voz, sou professora, estou à frente de um grupo. Mas e quantas pessoas continuam invisíveis nesse país tão grande?"
Confesso que meus olhos marejaram, como agora enquanto escrevo este post.
Deus sabe, não há vantagem em ser invisível.
Ser invisível dói. 
Aí, meus amigos, no mesmo dia, eis que uma pessoa que conheço tão pouco, mas é dessas afinidades cósmicas, uma atriz, Clarice Carvalho, mãe, avó, produtora, trabalhadora... e tantas outras características que só as mulheres sabem que carregam, leu pra gente um texto, que compartilho com vocês:

"E se todas se chamassem Carmem ?
Este é o título do espetáculo concebido pelas inquietações e o encontro de três atores que marca o nascimento da Breve Companhia de Teatro, um coletivo que tem em seu DNA a luta pelo empoderamento das mulheres, dos negros e dos excluídos.
A Bloco 1 Produções Teatrais apresenta e convida a todos a conhecer mais de perto as agruras e a dor de ser invisível :
“Eu me chamo Carmem. Eu vendo cigarros! ”.
“Dona Carmem era a única que me chamava de filha. ”.
Uma outra Carmem morava numa árvore e brincava de esconde esconde e amarelinha ... até ter sua infância roubada!
Teve uma que foi convidada a ser parte da família. Um dia feliz !
Foi violentada pelo marido da mulher que a escravizava!
“Você acha bom ter filho? ” Bom é achar bom! ”.
Essa Carmem entoa canções de ninar para seu filho. Todas falam de medo.
Algumas Carmens não falam ...e entregam pra adoção os filhos da fome !
Uma nasceu num corpo que não era seu.
Se sentia uma aberração negra no meio dos iguais.
Iguais a quem ?
Nascerão outras Carmens, dessas que não irão à Universidade e que talvez não sobrevivam a violência e ao preconceito.
Qual Carmem é você?"


Nenhum texto alternativo automático disponível.

Gostaria que pensassem. 
E se puderem, assistam à peça da Clarice Carvalho.

Nem todos os invisíveis ganham voz, como eu ganhei.
Nem todos os invisíveis têm as mesmas oportunidades que eu tive. 
E não é falta de luta, de correr atrás que estou falando. 
Os invisíveis correm atrás mais do que qualquer ser humano, mas nós, que estamos acostumados a ver o que os olhos mostram, temos dificuldade em enxergar. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"São meus filhos que tomam conta de mim..."

A frase do título de hoje é da música Pais e Filhos do Legião Urbana, hoje, aos 38 anos, não suporto mais ouvir, nem a música e nem a banda. Enfim... o porquê do título é o seguinte: eu nunca tinha entendido esta frase a até me tornar mãe.
Quando nasce um filho, nasce uma mãe e um pai, na grande maioria das vez, mas você vai dizer que há os pais e as mães que abandonam. Há. Sem dúvida.Não são desses que o texto trata.

Voltando à frase, quem tem filho vai me entender, depois que nos reconhecemos pais, a única coisa que realmente importa para nós é que nossos filhos se tornem boas pessoas.
Saudáveis, honestas, fortes, generosas... e uma infinidade de outras qualidades que poderia enumerar aqui. Nenhum pai e nenhuma mãe quer que seu filho tenha defeitos, não é mesmo?
E é por eles e para eles que passamos a nos dedicar 100% enquanto tivermos forças.
Depois eles crescem e vão caminhar com as próprias pernas.


Muitas vezes, eu, pessoa, tive e tenho muitos desafios, provações tão enormes que me deram/dão vontade de dar cabo da vida.  Acredito que 99% das pessoas já pensaram nisso. Mas aí você pensa: eu tenho filhos, como eles vão ficar sem mim? E reza para que a ordem natural da vida se faça.
Que eles cresçam, se tornem independentes e formem suas famílias.
Em suma: eles cuidam da gente. Mesmo sem saber.

Por eles suportamos tanta coisa, que eles não imaginam. Até relacionamentos são suportados pelos filhos.  

Quando nascemos pais, nosso coração passa a caminhar fora do nosso corpo, não mandamos mais em nossas vidas, não temos mais o direito de cair e ficar caídos.
Uma vez um amigo me disse, num momento de turbulência: chore tudo o que você tiver que chorar aqui comigo, para quando você entrar na sua casa, você dar aos seus filhos o seu melhor sorriso.
Jamais me esquecerei dessas palavras.
A gente chora de raiva, de dor, de desespero. Dentro do banheiro, durante o banho, mas nunca na frente dos nossos filhos.
A gente não aspira ser perfeito, longe disso, porque é impossível. Mas a gente tenta. Ah! Se tenta! Dia e noite, tentando dar a eles o melhor que temos em termos de amor e valores. Torcendo para que ele devolva isso ao mundo.
Rezando para que ele seja bom, que tenha compaixão, que tenha caráter.
Nem sempre vamos conseguir o resultado perfeito, e, se, algo der errado, devemos continuar ali, lutando, na sagrada missão que recebemos da vida.
Filhos são um presente que ganhamos para cuidar bem, temporariamente.