quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O silêncio também é uma resposta






Estava conversando com uma amiga um dia desses sobre quem visualiza e não responde.
Aí ela me disse: "O silêncio também é uma resposta, né?"
Na verdade, o silêncio é uma grande resposta.
Outra coisa que ela me disse sobre reciprocidade: "Chris, a gente às vezes esquece que deve ser recíproco com as faltas também."
Eu ontem participei de uma live do lindo Chico Garcia e perguntei a ele."Me fale sua teoria sobre mensagem visualizada e não respondida" e depois da risada mais gostosa do mundo, eis o que ele me disse: "Chris, visualizou e não respondeu por duas horas, beleza, acontece. O cara tá lá, no meio de uma reunião, só deu tempo de abrir a janela, olhar [...] Às vezes também, uma mensagem que você não pode responder com qualquer coisa. Pode haver também um esquecimento... Agora, se passar um dia, o cara não respondeu... Corre!... Não tem desculpa pra isso. Eu sou da tese de que não existem joguinhos... Eu não gosto de clichês, mas aqui vai mais um: 'Quem não quer, arruma uma desculpa, quem quer dá um jeito.'"
É bom ouvir a opinião de um homem tão sábio como o Chico Garcia.
Amo as suas crônicas, tenho assistido tudo e recomendo.








Mas a grande questão é essa. O silêncio de uma mensagem é sim uma resposta. 
Falta também é uma forma de ser recíproco.
Lógico que nem todo mundo deixa você sem resposta, o famoso vácuo, de propósito. Eu por exemplo, visualizo e esqueço de responder na hora, mas quando estou tranquila, faço questão de verificar se não deixei a pessoa sem resposta.
A minha empatia não me permite. A minha educação não me permite.

Quanto ao resto, prefiro sempre a verdade e a transparência. 
"Olha, eu não estou a fim de conversar mais com você. Me deixe sossegado." 
Por mais que doa, a verdade sempre é a melhor solução.
Ela evita que se estenda algum sentimento e que possa vir uma dor muito maior depois.
Evita o apego, a insistência... E o mais importante: evita a inconveniência.
O não, como eu sempre digo, já levamos no bolso. O máximo que pode acontecer é você ganhar um sim.
Mas que seja um sim com troca de mensagens e reciprocidade.



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domingo, 19 de novembro de 2017

A gente não deve se tornar frio por motivo algum

Não tenho menor vergonha de dizer que eu me apego fácil às pessoas, sejam amizades ou relacionamentos de qualquer tempo e duração.  
Eu vivo brincando, me achando trouxa por isso, mas demorei muito pra entender que se apegar não é um  defeito, tão pouco ser otário(a).
Talvez eu ainda busque no outro o que eu não consiga me dar, como momentos incríveis, carinho, afeto e por acreditar que só o amor salva. Então, eu comecei a me aceitar, a não me preocupar com o que a maioria pensa, ou como a maioria age.
Não que eu dependa de alguém pra ser feliz. Não é isso. Amo a minha própria companhia, ficar só com meus pensamentos, me levar pra sair, me presentear com o que eu gosto, etc, etc, etc.
Sempre busco a continuidade das relações, aceito quando não dá certo porque não podemos mandar no coração do outro, nem exigir reciprocidade. Sempre falo isso aqui. Faço porque me sinto bem em fazer e me basta. 
Quando eu abro a porta pra alguém, da minha casa, ou da minha vida, ou quando eu me permito compartilhar o que eu tenho de mais precioso, que são as minhas histórias e os meus amigos, busco uma pessoa para agregar e não para salvar a minha vida, porque sou muito bem resolvida com meu amor próprio, todavia, eu espero dela mais que simplesmente uma mensagem visualizada e não respondida, se é que você me entende. 
Mas depois, com tempo, vejo que foi melhor assim e que aquela pessoa não merece que eu compartilhe com ela coisas tão preciosas e quando percebo isso, vivo o luto e me desapago. Sim, a gente tem que guardar o luto de uma relação. Chorar se for preciso, dar um tempo pro coração, se recuperar e deixar a vida seguir seu rumo.



Outra coisa que eu não tenho medo e não ligo para o que pensam é em demonstrar interesse, se eu resolvi que vou dar uma chance pr'aquela pessoa, por que cargas d'água não vou me mostrar interessada?
Não digo grude, mas demonstrar que ela é importante e que ela merece sim minha atenção. Faz parte da minha personalidade e não vou mudar e ser fria, porque a pessoa pode achar que eu estou sendo fácil, não dou a mínima pra isso também.
Vou chamar pra sair, vou dizer que ela tem um sorriso lindo, vou agradecer pelos momentos ou pelo momento que tivermos no dia seguinte. Sempre. Mesmo se ela não retribuir. Que se dane!



Eu não vou ser fria porque o outro foi frio e nem vou deixar de ser assim, porque uma hora o universo vai me mandar alguém na mesma sintonia. 
Minha máxima é: água morna só serve pra tomar banho, e olhe lá. 
Por mais que eu fique arrasada quando tomo um fora, quando sou fofa e recebo um balde de gelo de volta, nunca, eu disse NUNCA, vou ser dessas pessoas que saem fazendo mal para os outros porque um cara me fez mal. 
Tem gente que gosta de sofrer por amor, gosta de ficar agarrado na panela quente, ficar ali se queimando.
Eu não.
Porque eu gosto de  dar continuidade, de mimar, de mostrar pra pessoa que ela é especial, se ela ficar na minha vida 20 dias ou 20 anos, eu vou ser do mesmo jeito. 
Eu não vou mudar meu jeito de ser, aconchegante.
Continuarei minha vidinha, feliz, de consciência tranquila, porque no final é entre mim e o universo e não entre mim e as outras pessoas.
E o universo, uma hora, acaba trazendo alguém que goste do mesmo que a gente gosta e que aprecie nossa natureza de demonstrar o que sente.
Até lá, vida que segue.




P. S. : Esse texto foi inspirado nos vídeos do youtuber Guilherme Pintto, depois de assisti-los fiquei me sentindo mais normal, vi que tem muita gente que como eu, vai continuar rasgando o coração.



sábado, 18 de novembro de 2017

Você é uma pessoa que você namoraria?


Ultimamente esta é uma pergunta a qual tenho me deparado frequentemente (e me feito constantemente), pergunta que vejo em alguns vídeos no YouTube, textos que leio em outros blogs, e hoje quero levar você a refletir...

Há algum tempo, com certeza não, eu não me namoraria. Após os relacionamentos longos, a gente sai fragmentado,  e cheio de dúvidas sobre os motivos pelos quais tudo terminou e percebe que tinha uma boa parcela de responsabilidade por isso.
Feita a reflexão, é preciso colocar o amor próprio em dia, reavaliar o que está disposto a dar numa nova relação e dar um novo start na sua vida.


Você se namoraria? Eu lhe pergunto.
Hoje, respondo a mim, com toda clareza, que SIM eu me namoraria, depois de quase um ano refletindo... Hoje eu entendo o significado de amar ao próximo. 
Primeiro você se ama, e só depois é capaz de dar amor.
Hoje eu não permito que ninguém se aproxime de mim para sair pior do que chegou. Se não for pra acrescentar algo à vida do outro e pra deixá-lo melhor do que quando chegou, nem me aproximo.
Se não for pra respeitar a individualidade, dividir os desejos, os afetos e a intimidade, não compensa.
O coração do outro é um território sagrado, onde devemos chegar sutilmente com os passos calçados de amor, respeito, carinho, se não for assim, não entre.
Mas se você estiver disposto a ser aquela pessoa que vai fazer a diferença, pegue a chave da porta da frente e se jogue, sem pressa, sem medo e sem grandes expectativas.




Deixe que as coisas fluam lentamente, viva cada momento e aproveite ao máximo os frutos que esse amor pode lhe trazer.

Se você respondeu NÃO a essa pergunta, volte dez casas, você ainda não está pronto pra dar o seu melhor numa relação então, não comece. Não existe nada pior do que a unilateralidade, amor não correspondido, relações onde apenas um faz concessões e o outro se acomoda.
Esteja inteiro porque relacionamentos se fazem de dois inteiros, mas infelizmente as pessoas insistem em procurar por metades.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quando o coração pede trégua




Ando cansada...
Cansada da falta de reciprocidade nas relações, da falta de sutilezas, da falta de educação das pessoas, dos abusos...
Cansada de ouvir histórias de relacionamentos relâmpago, de pessoas que não respondem perguntas, nem mensagens, que deixam no famoso vácuo.
Cansada da falta de empatia... Ah... a falta de empatia é o que mais dói o meu coração.
Sei que a maioria de nós é bom, mas infelizmente o bem não dá Ibope. Nunca deu. Não vende na mídia.
Mas voltando à falta de empatia, não sei o que tem acontecido com a humanidade, acho que a tecnologia tem nos deixado desumanos. 
Às vezes estamos dividindo o espaço físico com pessoas, de corpo presente, mas nossas mentes estão viajando naquela mensagem de whatsapp visualizada e não respondida, sentados na mesa do bar, cada um com seu smartphone, em seu universo particular e frio.
Muitas vezes sozinhos em lugares abarrotados de pessoas.

Sou do tempo das conversas ao pé do ouvido que faziam a gente arrepiar, dos cartões, dos bilhetes, do olho no olho, dos encontros...

Sei que esse modelo atual de relacionamento não desagrada só a mim, sei que várias pessoas vão se identificar com meu jeito, talvez antiquado de pensar, mas me recuso a me adaptar a esse mundo de distância de almas, de proximidade das telas. 

Nessas horas, acredito ser importante pesar o que queremos para nossa vida: se a incerteza de relações  do "Precisamos nos ver/ marcar." ou se preferimos  "Passo em meia hora no portão da sua casa."




Acho que meu coração está pedindo uma trégua de tudo isso, de pessoas que desconfiam até das gentilezas, de gente sem  interesse pelos nossos assuntos, com as mais variadas desculpas para não fazer contato, ou que simplesmente são tragadas pela terra, somem no mapa, como se jamais tivessem existido... 
Aposto que você já viu de tudo um pouco.

Porque acredito que tempo a gente faz, quando realmente quer, a gente se vira e dá um jeito.
Como dizia Nando Reis "Não vou me adaptar." Não mesmo. Jamais vou assumir esse tipo de comportamento.

E se você também não se adapta a essa nova realidade tecnológica, das relações virtuais cheias de opções (os famosos contatinhos), saiba que você não está só.
Se estiver como eu, cansado(a), dê uma trégua para o seu coração. 
Eu acredito que as energias se atraem, que não existe acaso e que cedo ou tarde, vai aparecer alguém compatível e que queira o mesmo que você.
Não digo pra você aposentar para o amor porque ele é a maior força motriz da humanidade, vou te dizer para continuar acreditando na poesia e na beleza da vida, no toque das mãos, dos abraços quentes, na sutileza dos detalhes, pois eles fazem toda a diferença.
Romantismo?
Pieguice?
Não sei.
Me responda você.
E se concorda com cada linha aqui escrita, saiba que você não está só.


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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Amores líquidos - sobre (não) se envolver e criar laços



 
Recentemente li algo no Facebook sobre amores líquidos e como boa curiosa que sou, resolvi ler umas matérias a respeito, antes de ler o livro de Zygmund Bauman, que pelo que entendi, é o  mais conhecido aqui no Brasil (Amor Líquido - Sobre A Fragilidade Dos Laços Humanos ).
Confesso que fiquei extremamente preocupada com a forma como temos nos tratado por causa da rapidez das tecnologias e a efemeridade do valor das coisas.
Sim, temos nos tratado como coisas.
As redes sociais e os aplicativos de namoro são uma grande vitrine para essa época de total fluidez em que vivemos. 
Creio que meu desapontamento, de um modo geral é pela minha moral, minha autopreservação, porque não acho interessante descartar as pessoas, como descartamos algo que não nos é mais útil.




Muitas pessoas se frustram pois se dedicam, são honestas, carinhosas, e, sem mais nem menos, a outra parte some de sua vida, ou vem com a velha história "você é especial e merece alguém à sua altura", mas não dão oportunidade e nem tem paciência para conhecer.


A internet  facilitou bastante a vida daqueles que não gostam de sair e/ou se esqueceram de como é se relacionar pessoalmente, ou que ainda tem grande dificuldade em dar sequência e sair das redes sociais e sites de relacionamento.
As opções são inúmeras, por isso, as pessoas querem trocar toda hora, mudar o investimento.
Essa pessoa não me satisfaz, ou mora longe, ou tem filhos... são inúmeras as desculpas para tratar o outro como "um pedaço de carne," ou uma distração se não tiver nada melhor pra fazer.

Quando não somos correspondidos no imediatismo dos dias atuais, logo desistimos do que não nos atende e buscamos uma outra coisa, ou uma outra pessoa que nos dê o que acreditamos necessitar. Nosso amor-próprio atrelado ao amor do outro por nós, uma vez que associamos nossa felicidade na relação a sermos amados por alguém além de nós mesmos.
Quem nunca?

Infelizmente, por mais que tenhamos autoestima, sempre precisamos de alguém que nos corresponda, e, se não somos correspondidos, porque a maioria das pessoas não quer se entregar e se envolver, dada essa facilidade virtual, uma espécie de lei da oferta e da procura do amor, esses amores líquidos se tornarão mais e mais comuns, e mais e mais pessoas, como eu, ou como você, se sentirão sozinhas e desanimadas dos relacionamentos superficiais.

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ai de mim que sou romântica...


Dia desses estava ouvindo Vander Lee com meus gatos, a música Românticos, que segundo a letra são poucos e que amam sem vergonha e sem juízo.
Mas que vergonha há em ser assim?
Que mal há em querer uma vida de romance?
De segurar as mãos do outro enquanto dorme, ou apenas olhá-lo de olhos fechados, sentindo o ar quente que sai das narinas, enquanto faz um cafuné despretensioso...
Uma massagem nos pés depois de um dia estressante, um jantar com um bom vinho...
Um fim de semana numa pousada, no meio do nada, uma cachoeira, sentar e olhar o horizonte...


Utopias que fazem de nós os românticos uma espécie em extinção.
Os românticos são assustadores porque sonham.
No fundo sempre sozinhos... 
Ai de nós românticos, poucos, loucos e desvairados.
Não falo de flores, pois gosto de apreciá-las no pé, vivas.
Falo de ouvir uma música, suspirar fundo porque se lembrou de alguém e tornar aquela música especial, de mimos desinteressados, sem qualquer motivo.
De sentir o cheiro e lembrar do sorriso.
De lembrar do sorriso e se sentir no céu.
De ter alguém pra rir das coisas bestas, ver o filme água com açúcar, com a cabeça no peito de alguém enquanto ouve as batidas do coração.

Não estamos nem aí se as pessoas pensam que é tudo bobagem.
O romântico sonha, e o sonho é a centelhazinha que alimenta a alma, que aquece o coração.
Partir o coração, chorar até secar a mágoa toda da alma, depois partir pra outra e começar tudo de novo.
Românticos não tem medo de amar, românticos não tem medo do amor.
A porta dos românticos sempre vai estar aberta pra ele, o amor, entrar. De janeiro a janeiro. Até o mundo acabar.

sábado, 7 de outubro de 2017

É preciso se apaixonar todos os dias por si mesmo

Algumas vezes, temos uma queda brusca em nossa autoestima... isso se dá por vários fatores inerentes à nossa vontade.
Quem nunca se sentiu mal, frustrado, se sentindo a pior das criaturas uma vez na vida?
Quem nunca se sujeitou aos caprichos de outra pessoa por medo de perdê-la por se achar incapaz de encontrar um novo amor?
Absolutamente normal.
O que não é normal é deixar que isso se torne uma constante em nossas vidas.
Deixarmos tanto de gostar de nós mesmos que aceitamos todos os abusos vindos de toda a nossa esfera de relações sociais.
No amor, na amizade, no trabalho...
A grande questão é: tem como reverter isso.



Vemos muito material sobre a necessidade de se manter a autoestima, mas não vemos nenhuma orientação de como fazer isso.
Há algum tempo, estava numa situação como a citada acima e descobri um exercício excelente, em um coaching do Dr. Lair Ribeiro, ensinando a se apaixonar por si mesmo novamente.
Basicamente se trata de escrever uma carta de amor, enfatizando suas qualidades e feitos, com muito carinho e honestidade, e posso dizer a você que funciona.
Depois que escrevi essa carta, parece que renasci.



Temos que amar as pessoas do nosso entorno, mas nosso primeiro amor tem que ser a gente mesmo.
Podemos fazer referência ao próprio Jesus que nos disse para "amar o próximo como a ti mesmo", se você não se amar, como vai amar às outras pessoas?
Não tem nada a ver com vaidade o que eu digo, tem a ver com se amar para se tornar capaz de compartilhar o amor.
Para isso é preciso que você venha em primeiro lugar, que você se ame, que você acredite na sua capacidade de fazer, de conquistar e de merecer suas conquistas.
Experimente fazer esse exercício. 
Segue o link do curso todo. Sugiro que você veja todo o vídeo. Depois colha os resultados.




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Mulher é bicho carente


Não sei se você que está lendo é um homem ou uma mulher, mas a pessoa que vos escreve é mulher com M maiúsculo (M de mãe, de miga, de maravilhosa, de múltipla... não é à toa que este blog se chama Blog da Multimulher).
Ultimamente minha vida anda mais ou menos assim: acredito que em 2017 eu tenha conhecido as pessoas mais legais de todos os tempos, e tenho tido trocas incríveis de experiências e aprendido a ouvir mais.
Homens e mulheres. Homens com cabeça de mulher num corpo de homem, mulheres com cabeça de homem num corpo de mulher, trans, gays, lésbicas... Homens e mulheres sensíveis, homens e mulheres insensíveis...
Quantas pessoas maravilhosas!...
Assim é o mundo e sua infinidade de gente de todo jeito.


Mas eu, enquanto mulher com cabeça e corpo de mulher, percebo que a maioria de nós, é muito carente.
Inclusive eu. E inclusive meus relacionamentos se acabaram  por causa disso. Excesso de carência.

Mulher é bicho carente. 
Muitas vezes, muitas de nós prefere ficar no relacionamento ruim, por medo de ficar sozinha, por medo de não ter um ombro pra encostar quando se sente insegura...
Nós não somos complicadas. Finalmente eu compreendi isso. 
A gente precisa de atenção, de calor, de colo, de prazeres...
E aquela necessidade do boy provar o tempo todo que está ligado na gente. 
É... mulher tem disso. Em sua grande maioria.

Nos fazemos de durona, morrendo de vontade de pegar o telefone e mandar uma mensagem com emoji cheio de olhinhos de coração, ou receber um "bom dia, tudo bem" pra saber que ele se preocupa.
Queremos companhia nos nossos programas chatos preferidos, desde um show de rock lotado, até um filme meloso embaixo do edredom no domingo à tarde.
Gostamos de ser livres, gostamos de ter nossa inteligência reconhecida. 
Haverá dias em que precisaremos de um elogio sobre nossa inteligência, outros em que só precisamos ouvir o quanto somos sexy.
Precisamos conversar, discutir a relação, porque nos preocupamos com ela, porque lutamos por ela, o dia em que não fizermos isso, é porque o interesse já era.
Eu levei anos pra entender que a maioria de nós mulheres é assim.
Adoramos cantadas sutis, inteligentes, não gostamos de ser tratadas como pedaço de carne.



Apagamos o telefone dos nossos contatos pra não cairmos na tentação da recaída, mas no primeiro "oi, sumida..." respondemos prontamente com "sumi não, tô sempre por aqui".
Procuramos por carinho e por ele muitas vezes sofremos, leva tempo pra se admitir isso. 
Eu estou admitindo agora, quase aos 40.
Sou carente. Somos carentes. Seremos carentes.
Se você precisava saber alguma coisa sobre a gente, eis um dos nossos grandes segredos.
Só um aviso: continuamos sendo uma caixa de surpresas.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Precisamos falar sobre suicídio


Estamos no mês de setembro e, como a maioria de nós tem visto na mídia, tem rolado o Setembro amarelo que trata da valorização da vida.
Antes de falar sobre o suicídio, vamos pensar no nosso papel diante desse problema, que é grave, já que no mundo a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida, e, para cada um que consegue, 20 outros tentam.




Acredito que a grande maioria de nós já se viu sem saída.
Seja por algum problema de saúde, por um coração partido, por medo de ser exposto, por bullying, por dívidas, por perdas de entes queridos... Tantas coisas que nos deixam sensíveis, nos fazendo sentir incapazes, pequenos, perdidos...
Tiro o meu chapéu para quem nunca teve, nem por um segundo, vontade de dar cabo em tudo.

Qual é o nosso papel diante desse assunto?
Acolher. Abraçar. Ouvir. Evidenciar as coisas boas que o outro tem. Não julgar. Conhecer. 
São tantas formas que poderia passar a manhã toda listando coisas boas que podemos fazer para ajudar alguém que passe por um processo de depressão tão profunda que cogita deixar pra trás esse mundo.


A primeira coisa a se pensar é que cada pessoa carrega dentro de si uma batalha interna e que dessa forma, cada um lida com sua batalha de um jeito particular.
É preciso treinar nossa percepção para o outro, filtrar o nosso olhar para não deixar passar os pequenos detalhes.
Eu perdi muitos amigos por suicídio..A maioria antes de concluir o Ensino Médio. 
Minha questão vai além, não teria coragem, hoje, de tirar minha vida. Mas já quis. Como disse anteriormente, é difícil achar quem nunca.
O meu maior medo é do depois daqui. Mas isso envolve questões específicas da minha religião, cujo mérito da questão, não cabe a esse post.





Retomando... Qual é o nosso papel na conscientização para a valorização da vida? Qual é o seu papel?
O que você pode fazer para tornar a vida de alguém melhor hoje?
Aproveitemos que o tema está em alta para refletirmos sobre o nosso olhar para questões humanitárias sejam elas quais forem.
Tenhamos compaixão.


domingo, 3 de setembro de 2017

Aplicativos de relacionamento

No mundo em que vivemos existem inúmeros aplicativos para facilitar a vida.
Para todos os fins, inclusive para arranjar relacionamento, sexo, pegação, como o pessoal mais novo que eu costuma dizer.
Há muitos anos, existiam as agências de namoro, os bares de encontros, aliás, ainda existem se você pesquisar na internet, encontrará várias agências matrimoniais e os bares nas grandes cidades onde as pessoas solitárias se encontram em meio à multidão em busca do par ideal.



Aí, busca de acordo com o  perfil o modelo que melhor se enquadra à sua ideia.

Mas idealizar nunca é bom, porque gera frustração. (Por que idealizamos tanto?)
Não faltam meios para aqueles que procuram a cara metade ou apenas um sexo casual.
Esses aplicativos fazem uso de algoritmos, pura matemática, ou seja, uma sequência finita de regras, raciocínios ou operações que, aplicada a um número finito de dados, permite solucionar classes semelhantes de problemas, inclusive arrumar um par para quem não consegue.
Baseado nos apps e sites de relacionamento, surgiram também pessoas que começaram a estudá-los e que dão dicas de como se dar bem neste mundo de encontros virtuais.


Conheço pessoas que arranjaram namoros longos, outras que só tem encontros casuais semanais, porque escolheram isso, outras que estão mesmo em busca do amor da vida, para se casar e constituir família, ou não.


O grande  ponto é: e quando sai do aplicativo e vai para o encontro pessoal?

Primeiro, para chegar nisso, conversas, afinidades e principalmente atração física, sim, porque é a primeira coisa que aparece, com ou sem informações no perfil, é a foto que vai dar o start no jogo.
Depois as coisas vão acontecendo. Naturalmente.
É um tiro no escuro pra quem consegue chegar no nível dois, sair do bate papo virtual e se sentar para uma boa conversa, olhar nos olhos, sentir o toque, o cheiro, se encantar ou, odiar. 
Pode acontecer, pode sim?
A gente pode dizer tudo pela internet, pode sumir, pode simplesmente não dar liga quando tá ali, cara a cara.
Tanta coisa, né?
Mas conheço pessoas que namoraram por muito tempo, que ainda namoram, que conheceram gente legal, mas não vingou e, ainda, há quem obteve sexo da melhor qualidade.
A grande maioria das pessoas nesse tipo de ferramenta busca isso.

A vida, esse grande aplicativo de relacionamentos também está repleta de todo tipo de gente, todo tipo de desencontros...

Porque na prática, se relacionar, exige de nós muito tato, tolerância, jogo de cintura para entrar no território alheio e conseguir lidar com suas particularidades, transtornos, frustrações, carências...
O importante é que na hora certa, tudo se ajeita. E se não der certo, é porque não era a hora. 




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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que idealizamos tanto?!


Sempre que vejo pessoas conhecidas iniciando um relacionamento, ou mesmo as que vivem muito tempo ao lado de alguém, idealizam o seu par.
Por que idealizamos tanto?!
Acredito que todas as pessoas tenham um modelo imaginário do amor ideal, daquela pessoa que será perfeita pra si.
Ou que aquela nova relação será diferente da anterior, ou seja, será melhor.
As pessoas sempre esperam o melhor.
Às vezes estamos agarrados a alguém e não estamos bem, nenhum dos dois, mas por comodismo, por preguiça, por N razões, vamos ficando. Razões estas que nem mesmo nós sabemos.
E... Vamos ficando.
Idealizamos que vai mudar, ou idealizamos que fora dali, existe alguém melhor e que devemos buscar, por vezes até, desesperadamente.
Buscamos tanto alguém que se pareça conosco, que nos faça rir, que tenha os mesmos objetivos, ideais, que ao primeiro sinal de algo em comum, idealizamos achar o amor de nossas vidas, e, muitas vezes, antes de beijar, vira sapo, ou, no caso de nós mulheres, loucas. 

A pessoa nos chega, do nosso jeito considerado ideal e começamos a fazer planos. (algumas vezes, ela nem sabe)
De repente nos vemos sozinhos, iludidos, e, aquele ser humano que achávamos ser o ideal, simplesmente diz "não quero me envolver", não quero me relacionar, não quero me apaixonar...
Quantas pessoas não me chegam contando as mesmas histórias?
Quantas pessoas em esperanças vãs de aplicativos de relacionamento querem apenas encontrar alguém pra dividir a carência, os gostos, buscar afinidades, papear, ver um filme numa tarde fria, cuidar, ser cuidado ou, simplesmente, não fazer nada?
Quantas pessoas simplesmente são lançadas no vazio da falta de respostas porque alguém simplesmente não quer se envolver?

Acredito que por medo, por carência, por vazio, por falta de amor, as pessoas (nós) idealizam tanto.
Idealizamos a perfeição do outro, a mudança do outro, o amor do outro por nós, mas nunca idealizamos o inverso: o nosso autoamor, a nossa mudança...
Não conseguimos perceber que, sem nos amarmos e promovermos nosso amor próprio em primeiro lugar, ninguém, repito, NINGUÉM conseguirá nos amar de volta.
Quando nos aceitamos do jeito que somos, não precisamos agradar a ninguém além de nós mesmos.
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vamos falar daquilo...

Como a maioria dos que me leem já sabe, sempre corro atrás de material humano para fazer meus posts.
Alguns são empíricos, mas a grande maioria deles é de observação.
Hoje vamos falar daquilo. Aquilo que é tabu para a maioria das pessoas. Aquilo que revira os olhos. Que leva algumas pessoas à loucura.
Aquilo que é bom, mas que, hipocritamente, muitos de nós, por vários motivos,  escondem o quanto gostam porque dizem ser vergonhoso (?) gostar e pensar naquilo. Só que não.




Vamos falar de sexo?
Perguntei para as pessoas:
"O que te excita atualmente e te faz querer muito transar com alguém?"
E tive as mais diversas respostas.
Pasme! Pouquíssimas voltadas para a parte física, na verdade, uma ou duas pessoas. 
Me alegrei em saber que a maioria das pessoas que participaram se liga mais na questão psicológica do sexo do que do aspecto físico em si.
Os campeões de excitação foram: boa conversa, bom humor, sorriso, inteligência, gostos, seguidos pelo cheiro, pegada, carinho, olhar de desejo, beijo gostoso, etc.
O conteúdo ganhou da forma.



Todavia, a grande maioria citou conversa como um quesito principal para desejar alguém. 
Confesso que me senti absolutamente normal ao terminar minha pesquisa. A inteligência, na minha humilde opinião, é o melhor afrodisíaco.

Acredito que, por vivermos num mundo de futilidades e pessoas vazias, começamos a valorizar coisas que antes não valorizávamos na hora do sexo. Peitos e bundas tem ficado fora dos planos da grande maioria a priori.

Apesar de muitos aplicativos que mais parecem cardápios humanos, cujas pessoas que se utilizam do recurso dão "match" no que estão vendo, porém quando estão no face to face, muitos desses matches vão terminar no primeiro encontro ou talvez evolua para sexo, no máximo.
Não vou entrar no mérito dos que evoluem para namoro porque não é esse o objetivo hoje.


Retomando nosso tema do post, sexo é a consequência de um jogo de sedução que leva ao resultado que todos queremos: orgasmos. Muitos. Múltiplos. Transcendentais.
De perto, ou de longe.
Sim! O sexo virtual tem muitos adeptos, como antes da era da internet tínhamos o disque-sexo. A química ocorre mesmo sem a presença física. 

E tem também o sexo solitário. Ah... aquele que é tão bom quanto, mas que colocavam na nossa cabeça que era feio, sujo, sem contar as lendas criadas acerca disso, acrescidos daquela culpa católica que insistiam em incutir na gente. 

Hipocrisia e tabus à parte, sexo é essencial, à saúde, à autoestima, à existência. Sem ele não estaríamos aqui, não é mesmo?
Sexo faz nossos olhos brilharem, nossa pele ficar viçosa. Como diz aquela propaganda da TV "Sexo é vida". Pratique com alguém, de perto, de longe, sozinho... Na dúvida, apenas faça!

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Quando se escreve uma história é preciso saber quando parar

As histórias de amor, em especial as longas, não se escrevem sozinhas.
Com o passar dos anos, vão se tornando tão rotineiras, tão naturalmente normais, que vão sendo deixadas de lado, pelas duas partes envolvidas.
Gostaria de saber a receita para um relacionamento de sucesso.
Todavia, infelizmente, não a tenho.
Quando a receita desanda e começa a amargar, é uma gotinha de fel, pingando no dia-a-dia que estraga um amor imenso.
Às vezes na busca por diferentes anseios, os caminhos vão se distanciando e vão ficando cada vez mais DISTANTES.

Dois estranhos dividindo o mesmo espaço.
Cada um resolve seguir suas paixões, o único compromisso que devemos assumir. O que nos faz acender, brilhar mesmo.

É egoísmo demais querer que a outra pessoa seja uma continuação de nós, ou que ela viva à mercê de nossas escolhas.

Esta última semana, assisti a um filme espanhol, "Nuestros amantes", um filme lindo do início ao fim e no qual uma metáfora lindíssima que descreve o fim de uma relação e que compartilho aqui:
" Às vezes quando se escreve um roteiro, é difícil saber quando parar. Você chegou no final e não percebe, então, continua tentando encontrar o final perfeito. E só estraga tudo."
A história termina, mas não conseguimos ver que acabou.
Se continuar a ser escrita, vai se tornar um filme de horror, no melhor estilo Stephen King.
Ah... quando isso acontece é trágico.
O casal passa a se suportar. Porque existem outras coisas envolvidas.
Família, patrimônio, comodismo, medo de deixar o que é seguro...
Seguro?
E desde quando é seguro se agarrar a uma bomba relógio?!

Existe amor. Mas não se gosta.
Tem uma frase que eu gosto muito de um outro filme, "Um dia", quando a personagem Emma diz ao Dexter "Eu te amo Dexter. Amo muito. Só não gosto mais de você".

Resultado de imagem para emma e dexter eu te amo só não gosto

Alguns acharão estranho, mas não é.
Como eu disse anteriormente, o amor não acaba, mas o gostar, o apreço pela companhia, a admiração...
Todos eles, se esvaem...
É triste, eu sei. 
Queria ter uma tem solução, mas não consigo.
Penso que o melhor a se fazer é aceitar o final, começar a escrever uma nova história e ver no que dá.

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