segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Seja lá o que fizer, faça-o com amor

As minhas ideias de escrever vem das coisas mais simples.
Agora, por exemplo, estava dobrando as roupas que lavei e pensando: quando a gente faz o que quer que seja com amor e por ele, pode ser a coisa mais banal, como um simples ato de dobrar roupas, mas quando você faz com amor, ele se torna mais leve.
Vivermos numa sociedade capitalista e trabalhamos para ganhar dinheiro. Sem ele nós não vivemos. Mesmo. Ponto.
Mas por que não podemos fazer algo que amamos e ganhar dinheiro com isso?
Há pessoas que são artistas, tem um talento nato para atuar, cantar, dançar, pintar... vão lá e ganham dinheiro fazendo o que amam.
Há pessoas que amam trabalhar com pessoas, como é o meu caso. Eu escolhi ser professora, mas sempre titubeei em fazer psicologia. 


Antes eu era muito pirracenta. Se eu estava com raiva de alguém, não fazia as coisas para a pessoa, achava nisso um meio de descontar alguma coisa que ela tivesse me feito. Já tive vontade, dobrando roupas como estava esta manhã, de por fogo em algumas com a pessoa dentro.
É, eu já fui um ser humano vingativo e bem mais mesquinho.

Hoje eu penso: o que eu vou ganhar com isso?
O que a gente ganha fazendo mal, sendo vingativo, mesquinho?
Para responder a estas minhas questões, tão parecidas com a de tantas pessoas, li muita coisa, bíblia, Alan Kardec, Fábio de Melo, Huxley, Orwell, Gikovate... Li de tudo. No final, descobri que a resposta para todas as minhas questões é o amor.

Resolvi colocá-lo em tudo. 
A gente precisa do amor em todos os lugares, sem o amor, o entusiasmo também vai embora. A nossa vida perde as cores. A gente liga o piloto automático e vai.
Se eu pudesse te dar um conselho eu te diria:
Seja o lá o que fizer, faça-o com amor, e seja grato. 
O universo se encarrega do resto.




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ser mulher não é fácil


Antes de ler, você vai me dizer: Que título óbvio!
Sim, muito óbvio.
Ser mulher não é nada fácil. Ser homem também não.
Cada um com sua respectiva carga de pressão.
Mas eu não sou homem, logo, não sei falar sobre as dificuldades do universo masculino.

Ser mulher, numa sociedade machista, é ser constantemente motivada a servir,  a começar pelos brinquedos que o mercado disponibiliza até hoje para as meninas... boneca, geladeirinha, fogãozinho, ferro, batedeira, etc.
Eu desde pequena, nunca me identifiquei com nada disso. Pelo contrário, até hoje tenho medo de bonecas. Por eu ter sido criada junto com um irmão um ano mais novo, nosso universo era repleto de brinquedos e brincadeiras mais voltadas para os meninos, sempre pedia algo que pudéssemos compartilhar.
Eu já brinquei de casinha com ele, ele saia pra trabalhar e eu ficava cuidando da casa.
Enfim...
Quando a gente cresce um pouco, já começa a ser pressionada pela estética. Você tem que ser magra! Você tem que ter cabelo liso! Você tem que andar produzida! Você tem que casar! Você tem, você tem, você tem...
Senão você é encalhada, amargurada, pobre solitária, dentre tantos adjetivos que nos dão.
Se não casamos, somos encalhadas, se casamos e nos divorciamos, somos fracassadas e culpadas porque não nos esforçamos o suficiente para a relação dar certo. Se recebemos pensão do marido, somos vagabundas. Ah... quanta coisa... poderia ficar o dia todo falando disso.
Essa pressão, não são todas que aguentam. Algumas fingem, outras tantas sofrem caladas e outras simplesmente não dão conta, surtam, adoecem (mental e fisicamente).
Se você não namora sério, troca de namorado com frequência, sai com mais de um cara ao mesmo tempo, é puta, se traí, é puta...
Se é casada e tem amigas solteiras, você não pode sair com elas porque elas vão arrumar homem pra você.
Não é fácil ser mulher numa sociedade machista. No Brasil, no Japão, no mundo, a mulher sem um homem coexiste.
Imagina então ser mulher e mãe?
Se a mulher é mãe solteira é puta, se a mulher é mãe divorciada não teve competência pra segurar o marido, não pode namorar porque dá mal exemplo pros filhos.
Puta que pariu... Cansei!
Puta que pariu, Christiane?! Mulher não pode falar palavrão. Mulher não pode sentar de perna aberta.
Eu não gosto de salão, eu gosto de comer, gosto de atividade física, mas prefiro coxinha e dormir, quando eu consigo.
Aí, você pensa que tem mulher que queria voltar a época das nossas avós. Leia em Desabafo de uma mulher moderna e tire suas próprias conclusões.
"A liberdade tem o preço da responsabilidade sobre a sua vida, e isso é algo que algumas mulheres não querem ter." parafraseando meu amigo Daniel Santos, numa postagem minha via Facebook.
Para finalizar, ser mulher não é fácil, mas eu não trocaria minha vida por outra, com todas as escolhas, perdas, privações, há coisas ímpares: a maternidade, as homenagens dos filhos, olhar no espelho e se sentir bonita sendo você mesma.
Autoestima, diminui o peso da dificuldade de ser mulher, e de ser homem também, por que não?