domingo, 2 de outubro de 2016

Ética, respeito e mais amor

Sempre no período das eleições, percebo que a divergência de opiniões ressalta em algumas pessoas uma necessidade doentia de ofender, desrespeitar e magoar.
Não falo somente de pessoas desconhecidas, famosas e públicas somente. Falo de amigos próximos, antigos, de infância.
Percebo que não adianta discutir com quem defende cegamente uma ideologia ou que não tem argumentos para um embate saudável. 
As redes sociais deram aos covardes voz para ofenderem a todos. Quem quer que seja. MESMO.
Quando vejo uma mulher sendo ofendida, penso: e se fosse a minha mãe?
Cara, isso me dói. A empatia é dolorosa. Só quem se coloca no lugar do outro, sente mais ou menos o que ele sente. Mais ou menos porque só quem sente a dor sabe sua real proporção.
Mas, enfim, hoje, no twitter, vi o Leonardo Boff sendo achincalhado, ofendido com palavras de baixo calão, pensei: Pô, cara! Leonardo Boff, podia ser meu avô, no mínimo. 
Mas desconsidere a idade do Leonardo e pense no seu legado, na sua história. Leia algum texto dele, por favor, é um dos maiores "filósofos" contemporâneos na minha humilde opinião.
O fato de eu não concordar com tudo o que ele pensa, não me dá nem de longe o direito de entrar numa rede social e ofendê-lo, porque ele é mais velho que eu e merece meu respeito, só por isso.
Não é discordância de opiniões o que permeia as redes sociais.
É falta de educação (aquela que a família tem que ensinar), é falta de ética, falta de respeito, e, principalmente, falta de amor ao próximo.
Hipocrisia ir à igreja e esconder atrás da tela do computador e ofender o irmão. SIM, o irmão. 
Por qual motivo seja. Na verdade, não há motivos para não respeitar, no mínimo, o próximo.
Sempre que posso, dou uma lida nos posts de algumas pessoas que admiro, e das que não admiro também, o que vejo de ofensas, apenas porque a pessoa pensa diferente, ou defende uma causa, que não é a mesma que a minha ou a sua, é no mínimo impressionante.
Citei o período de eleições como ápice das ofensas gratuitas, porque em 2014, perdi alguns amigos que eram contra meu posicionamento político.
Continuo com o mesmo posicionamento, só que não respondo mais às ofensas, e pasmem, ameaças que recebi no meu Facebook inbox. 
Sou solidária ao Boff, à Camila Pitanga, à Dilma, ao Duvivier,  e a tantos outros, famosos e anônimos que são hostilizados nas redes sociais. Podiam ser nossos pais, avós, irmãos, podia ser eu, ou você.
Uma vez, conversei com um frei, muito querido, que me disse, quando respondemos ao mau com o mau, estamos ajudando, de alguma forma, a propagá-lo. Eu escolhi propagar o amor. E você, o que escolhe?
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