quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Como no Facebook

A vida podia ser como no Facebook.
Quando alguém começasse a nos incomodar, podíamos cortar os laços, facilmente, como quando clicamos em desfazer amizade.
Ou deixarmos lá, no que costumo chamar de limbo, quem solicita se relacionar com você, mas que você não está nem um pouco a fim.
Ou ainda quando a pessoa fala muita porcaria e você não está nem um pouco a fim de ficar ouvindo, você clica em deixar de seguir e nunca mais precisa ver as bobagens que o outro faz.
E, finalmente, quando tudo o mais não estiver sendo suportável, você vai lá e exclui a conta.
Seria tudo muito melhor.




Por que estou dizendo isso?
Cheguei num ponto da minha vida que não quero mais insistir com as pessoas.
Não sei ser daquele tipo de pessoa que só procura por alguém quando precisa, ou porque está a fim de alguma coisa.
Não puxo papo se não quero conversar, não faço perguntas para esperar para sempre uma resposta, não chamo pra sair sempre pra levar não.
Uma hora deixo de lado. Pode demorar. Mas deixo. 

Depois que coloquei a simplicidade como ponto principal da minha vida, evito situações cansativas e conflitantes. Se quer conversar comigo, converso. Se quer sair comigo, saio. Se quer minha companhia, terei prazer em estar junto. Se não quer, só lamento.

Eu tento manter os laços, talvez eu seja chata, apegada, mas gosto de juntar as pessoas, ver aqueles que eu gosto muito pelo menos uma vez no ano. Matar a saudade. 

Procurar as pessoas que perdi contato com o passar dos anos, porque as circunstâncias assim o fizeram.
Tanta gente que diz que sente saudade e não tem mais como ver, porque a outra pessoa não está mais no nosso meio...

Para mim, a coisa mais importante que fazemos na vida é criar laços.
Tocarmos os corações das pessoas.

Sou favorável dos meios-termos. Não gosto de gente pegajosa, mas não gosto de gente que some e só me procura quando precisa. Não faço isso com ninguém, não quero que façam comigo.
Então, está decretado que a partir de hoje terei tempo somente, e, para todos que têm tempo para mim.
Aos que se importam comigo, aos que vão ao meu encontro, aos que não me procuram só quando querem algo de mim, aos que veem algo de bom em mim.
É bom se recolher às vezes. Dar um tempo, tomar um ar. Repensar as relações.
E eu estou fazendo isso. 


Quero conhecer a reciprocidade. Cansei de só me doar, de me importar demais.
Não quero ser gente boa, querida e amada quando estiver deitada num caixão.
Não mesmo. Muito obrigada.
Quero experimentar em vida.


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Aja com entusiasmo e...

... será um entusiasta!

Ganhei o prêmio do entusiasmo num coaching que fiz há quase dois anos, e colei o adesivo na minha geladeira, para ler sempre que chego perto.
Imaginem uma professora sem entusiasmo?!

Quando entrei nesse treinamento, parecia que tudo em minha volta estava prestes a desmoronar... tudo estava dando errado e eu me encontrava desanimada. Esses males todos começaram a se externar, e cheguei no mais alto grau de stress que me foi possível.

E todo esse processo foi muito válido para tudo que eu tenho feito e conquistado de lá pra cá.
Mas não é esse o tema deste post.

No dia da palestra sobre o entusiasmo, me lembro exatamente do palestrante nos contar algo sobre a origem da palavra  entusiasmo e contar uma história muito interessante que, recentemente, encontrei no site da Canção Nova  que falava sobre a origem do desânimo, uma leitura muito válida, diga-se de passagem.

Se você buscar a palavra entusiasmo além do dicionário, vai encontrar a origem da palavra muito relacionada a divindade (do grego en + theos, literalmente 'em Deus').

Na história que eu ouvi, o palestrante disse que o Diabo ficava intrigado por não conseguir tirar o entusiasmo das pessoas, apesar de suas inúmeras tentativas, ele nunca obtinha êxito. Apesar de eu não acreditar nele, o Coisa ruim, aquelas palavras fizeram muito sentido pra mim.
Imagine que dentro de você exista uma centelha, vamos chamar isso de entusiasmo, ela está lá, dentro do seu coração, um fogo fraco, mas que nunca se apaga, porque o alimento dessa chama é sua ligação com uma força superior, que eu chamo de Deus, mas que tem diversos nomes em outras crenças.
Pois bem, ela não se apaga, porque é a nossa ligação com ele. O mal, tenta apagar essa chama e, como não consegue, a ofusca, com doenças, problemas, obstáculos e mais obstáculos para desviar a nossa atenção.

Por que não conseguimos nos entusiasmar, como quando éramos crianças? 
Porque ser entusiasmado é ser otimista, é acreditar que tudo vai dar certo, e, que se não der, mesmo que percamos nossa paciência, tentaremos até que dê, e ainda assim, se não conseguirmos, tentaremos uma outra forma de chegar àquele objetivo. 
Devemos aprender com as crianças, sermos otimistas, não desanimarmos diante das dificuldades. Desânimo significa "sem alma"  e sua alma é aquela centelha que precisa ser alimentada para que você possa transpor a barreira dos problemas que tiram seu brilho interno.
Não deixe a chama se apagar.