segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Sempre vai ter alguém disposto a fazer o que você não faz

Os últimos tempos tem sido cruciais para rever certas questões sobre relações humanas.
Às vezes me pego pensando nas situações as quais vivemos e me pergunto:
-Será mesmo que temos que passar por isso para aprender?
Quando estamos numa mesma situação há muito tempo e nada muda, acredito que é porque não está resolvendo nada para o nosso aprendizado.
Principalmente em se tratando de relacionamentos.
Se você está numa relação onde ninguém está disposto a mudar, seja por qual motivo for, talvez não esteja funcionando.
Talvez seja a hora de rever até quando vamos insistir nesse aprendizado, se é que ele existe mesmo.
Quanto mais iremos nos tolher uns aos outros de encontrarmos o que não temos nesse círculo?
Não falo especificamente das relações amorosas, mas das amizades também e de todas as relações sociais.
Será que estamos sendo bons enquanto companheiros, amigos, família, colegas?
Será que não estamos prendendo as pessoas por carência apenas?




Quando nos relacionamos e não estamos dispostos a dar o nosso melhor, a nos sacrificar verdadeiramente por aqueles que amamos não faz sentido viver num determinado contexto afetivo.
Se não existe mais afinidade, planos em comum, cortesia... se o que resta for só convenção e obrigações, vale rever se é o que realmente queremos para a nossa vida.

Vivemos numa sociedade onde a felicidade consiste em se ter; bens, família, relacionamentos cinematográficos, muitos amigos e uma infinidade de outras coisas que trazem conforto afetivo/material e status.
Porque assim nos é mostrado desde que nascemos: as famílias felizes nas propagandas de margarina, que pra você ser feliz precisa ter carro, casa, filhos lindos, ser magro...
E quantas outras coisas mais? Não dá pra mensurar o quanto somos massacrados por um conceito de felicidade injetado.

Voltando aos relacionamentos, quando não nos doamos verdadeiramente a quem está próximo, quando deixamos o egoísmo falar mais alto do que o amor ao próximo, quando não estamos dispostos a deixar nossas certezas em prol do bem comum, cabe rever se não está na hora de tirar o nosso time de campo e deixar alguém disposto a fazer o que não fazemos.

Porque sempre vai ter alguém disposto a fazer o que você não faz. 
Talvez todos os nossos erros sirvam de aprendizado para fazermos melhor em nossos novos relacionamentos, com nossos novos amigos, com nossos filhos, com nossos velhos pais...
O que não podemos é construir muros. Muros para prender, muros para dividir.
O que não podemos é nos mantermos os mesmos esperando que as coisas ao nosso redor mudem. Elas não mudam se a gente não mudar. Algumas pessoas tentam. Outras não.
Mudar é difícil, não mudar pode ser fatal.

Alguns preferem ter razão. Outros preferem ser felizes. De fato, não dá pra ser os dois. 
E algumas coisas, aquelas que não nos acrescentam, precisamos simplesmente deixar pra lá.