segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mulher nem é tão difícil de entender

Depois da minha última TPM, sim, TPM aquele período do mês em que tudo o que as mulheres tem de ruim aflora desde instintos primitivos, como a vontade de matar alguns seres humanos a uma sensibilidade que transcende o entendimento, como se o descontrole hormonal funcionasse como uma droga poderosa que expandisse nosso cérebro e nos desse um aguçado sentido de não deixar nada passar.

Saindo da TPM e voltando ao assunto mulher, que não deixa de estar relacionado, neste final de semana, após algumas experiências não muito boas, minhas e de outras mulheres que eu conheço, cheguei à conclusão de que mulheres não são muito difíceis de entender.

Falo isso por ser uma mulher extremamente complicada, chata, crítica, que pensa que pode resolver tudo, mudar tudo, fazer tudo... e de preferência sozinha.
Por tudo isso tenho pena das pessoas que convivem comigo, em especial dos meus filhos.

Algumas mulheres, são criadas como se fossem quebrar, superprotegidas, mimadas, tratadas como indefesas, bonequinhas de porcelana chinesa... Já outras são criadas totalmente largadas, sem cuidado, sem atenção, sem carinho...
E existe ainda a mulher que nasce livre, que desde muito pequena sabe o que quer e não se preocupa com convenções, com o que os outros pensam, simplesmente é, e pronto.


A primeira irá se casar para sair da opressão do excesso de carinho, para se libertar, para poder ser tudo o que não pode, porque tinham medo por ela de que ela se machucasse.
A segunda vai se casar porque é carente, não foi acolhida quando pequena, ninguém lhe deu atenção, ninguém lhe ouvia, ninguém estava nem aí se ela era ou não uma boa menina, mas, principalmente, porque precisa de cuidados.

A terceira não vai se casar, ou, se se casar, vai ser tarde na vida, porque não vai casar para tapar um buraco na alma, vai casar para se multiplicar, se dividir, se somar...

Eu conheço todos esses três tipos de mulheres, entendo porque sou eu, são minhas amigas, são as mulheres que eu simplesmente observo. E me observo também. E foi me observando que eu descobri que sou do segundo tipo.

Sei porque elas sofrem, do que elas carecem, porque traem, porque choram, porque sofrem, porque bebem, porque sentem dor, porque tomam remédios e porque fazem terapia. Ou porque não fazem nada disso.
Na maioria das vezes lhe falta algo, ou lhe sobra. Mas com certeza boa parte sofre de TPM.

As mulheres que tem o que precisam são raras, não porque nascem poucas, mas porque nascem nos lares certos, com doses certas de cuidado, carinho, atenção, liberdade, confiança...



4 comentários:

Eula Alves disse...

���� Parabéns pra nós mulheres, apenas especiais.

Clara Santos disse...

Muito bom mesmo... Da pra escrever um livre sobre esse complicado universo! Parabéns!!!!

roberta valicelli disse...

Tudo eu e mais um pouco. ..Parabéns pelo seu blog chris... arrasando!!

Ana Paula disse...

sim, são vários tipos, estes três e mais um monte. Nem sempre se casam pra mudar alguma coisa porque casamento não liberta, nem sempre é o caminho, algumas vezes é prisão, mas sei que algumas sabem a diferença. Melhor mesmo é saber entender que tipo a gente é, não pra encaixar mas pra saber do que precisamos pra continuar porque essa coisa de ser completamente feliz não existe porque não existe completamente, nada é 100% não é mesmo?
Só é muito ruim o ser humano usar de casamento pra resolver alguma coisa. O que se resolve não está no outro, está dentro. É difícil de entender, difícil de fazer, difícil de ser, mas não porque é mulher tem que ser difícil, difícil depende da cultura onde ela nasce, que ela não escolheu, que teve que aprender à força a suportar. Acho que aprendemos a lutar mais justamente por sermos mulheres.