quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sobre sermos bons pais

Ontem, no nosso grupo de meninas no Whatsapp, estávamos conversando sobre ter filhos e aquelas que não tem diziam que não sabiam se iriam ter por causa das complicações do mundo.
Ser pais (pai e mãe, pai e pai, mãe e mãe) hoje tem um significado e um domínio muito mais amplo do que quando eu era criança.
Era normal que os filhos vivessem com pai e mãe até a idade adulta, quando iam embora para buscar estudo, trabalho, casamento... enfim... coisas as quais não cabiam mais aos pais. Uma delas chamada independência.
Eu tive bons pais, juntos até minha pré-adolescência. Crescer com pais separados é estranho, mas a gente acaba se acostumando e encontrando um lado bom no fim de uma família.

Mas o assunto hoje é sobre sermos bons pais.
Voltando ao grupo de meninas, eu respondi que para criarmos nossos filhos precisamos lhes mostrar valores éticos, moldar o seu caráter e darmos o essencial para um bom crescimento: amor.
A criança que recebe desde cedo estas três coisas, certamente vai ser um adulto bom, de valor, honrado e com caráter.
Como eu sei disso? Porque eu recebi isso.
Cada mãe e cada pai que transmite um legado de carinho e honradez ao filho, tem maneiras diferentes de ensinar, mas o resultado é sempre o mesmo.
No grupo eu perguntei às meninas se elas não achavam que se tiveram bons pais, poderiam ser boas mães e elas concordaram comigo que criar filhos no mundo de hoje onde a sensualidade, os bens materiais, a ignorância, a intolerância e a falta de valores morais gritam na nossa cara, não é tarefa fácil, mas também não é impossível.
E hoje os pais tem ajuda para criar os filhos, porque os tempos são outros, corridos, onde os filhos ficam parte nas escolas integrais, nas casas dos avós ou nas creches, em detrimento do trabalho dos pais.

Nossos filhos não querem muito de nós, eles tem suas demandas, suas vontades e exigências como toda criança.
Cabe a nós, pais que criamos juntos ou separados, conseguirmos perceber se nosso filho está exagerando nas vontades ou se realmente não o estamos deixando de lado por algum motivo que, com certeza, não é tão importante quanto sua formação.
Se estamos nos comportando de forma egoísta e sendo imaturos, colocando nossos desejos e necessidades na frente das dos nossos pequenos.
Se estamos deixando que ele seja educado pela vida, pelos coleguinhas, pelos amigos, pelos tios, pelos avós, ou por esse mundo que está aí e do qual tanto nos queixamos. Simplesmente porque nos ausentamos em demasia.
Se estamos compensando a nossa falta com coisas. 
Se estamos deixando para o mundo um filho que pode fazer sua parte e torná-lo um lugar diferente, melhor de se viver, ou se estamos compartilhando só mais um adulto carente, frustrado, mimado que pensa que pode fazer tudo o que quiser porque "A minha mãe deixa!" (não podia deixar de citar a personagem Lili, do brilhante ator Eraldo Fontiny).

Há algum tempo eu dizia para as pessoas que tivessem filhos, pois ter filhos é a nossa maior realização, nossa melhor obra (quem tem sabe do que eu estou dizendo). Hoje eu digo: tenha dois filhos ou não tenha nenhum, porque filho único se você morre, vai ficar sozinho, sem referência de família (pais e irmãos). Ou então fica chato como muitos que tive o desprazer de conhecer. 
Se você é uma pessoa egoísta não tenha filhos.
Se você optou por não ter filhos, não se sinta na obrigação de tê-los porque "a sociedade impõe".
Não tenha. Não mesmo.
Se você quer ter filhos prepare-se para a experiência mais maravilhosa, fantástica e emocionante de sua vida. Prepare-se para noites sem dormir, para brigas de irmãos, para ouvir 24 horas de demandas, chantagens emocionais, dramas mexicanos, para depois relatar, como eu, que vale a pena cada minuto com essas criaturas enviadas por Deus para que você cuide até quando for necessário.
E não quando acabar o casamento, porque os filhos são para toda a vida.
E pais são aqueles que dão amor, educação e princípios.
Se você quer ter um feedback, pergunte ao seu filho, ele dirá se está desempenhando bem seu papel.
Cássia, Chicão e Maria Eugênia


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