terça-feira, 28 de abril de 2015

Quando a gente se pergunta: Como?


Quem nunca (seja homem ou mulher) em um momento de lucidez, se lembrou de um antigo relacionamento ou de alguma paixão do passado e se perguntou: - "Como?" ou "Por quê?"
O tema desse post é exatamente sobre "Como diabos eu consegui gostar desse ser humano?"

Certo dia eu estava vendo no Facebook a foto de um garoto que eu era apaixonada na minha adolescência, estudávamos no mesmo colégio, eu devia ter uns 16 anos mais ou menos...

Ele era um cara extremamente fútil, ligava demais para aparência e eu cheguei a passar fome nas férias para perder alguns quilos e ele reparar em mim quando voltássemos às aulas.
Funcionou bem.
Hoje, como disse anteriormente, vejo seu Facebook. suas postagens e me pergunto: Como?
E outros tantos caras que eu admirei, gostei, fui a fim... enfim...

Acredito que todas as pessoas que sofrem por amor, em um dado momento de sua vida se faz uma dessas perguntas.
Naquela época, a gente não sabia discernir o quanto aquela pessoa era idiota, infantil, fútil, retardada, porque estávamos enxergando sob o prisma da paixão.
E essa visão não tem filtro.
Ela nos faz ver exatamente o que queremos e acreditar no que necessitamos para o momento.



Uma coisa é fato: toda essa cegueira nos serve de aprendizado e toda relação nos deixa alguma coisa boa de herança.
Mesmo que seja um pouco de inteligência, maturidade, lucidez com algumas cicatrizes.

O bom de tudo isso é que uma hora acaba. Os olhos voltam a ver a luz e a sabedoria vem fazer morada em nossa razão.

Para você que me lê, digo: Você não está só. Se você pensa o mesmo é porque evoluiu.
Estamos pelas redes sociais, acompanhando esses seres humanos aos quais um dia estivemos ligados por afinidade, afetividade, química...
Somos aos montes.

Sejamos gratos pelas boas e más heranças que recebemos e torçamos para que eles também tenham evoluído.
E se não deu certo, agradeçamos aos céus, pois foi por uma boa causa.
A gente sempre vai se perguntar, mas a vida segue, então que venham os próximos erros.

Existe também aquele arrependimento que dói, quando nos perguntamos: Por que não?
Mas esse assunto, vou deixar para outro post.




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