segunda-feira, 16 de junho de 2014

Relacionamentos e sentimentos


Esse post teve origem em duas conversas com duas amigas. São pensamentos sobre a fragilidade dos relacionamentos humanos.
Enquanto analisávamos as desventuras de relacionamentos no decorrer de nossas vidas e dos mais recentes fracassos surgiu a primeira reflexão:


NEM TODAS AS PESSOAS ESTÃO PRONTAS PARA LIDAR COM SENTIMENTOS.



Algumas pessoas que cruzamos em nosso caminho não sabem lidar com sentimentos bons. Fato.

Tem gente que prefere se vangloriar por ser sozinho, por ter uma opinião formada, por não mudar, por usar os bons sentimentos das pessoas e uma infinidade de outras coisas... 
Pessoas que sentem maior orgulho por sua inflexibilidade, por se acharem auto-suficientes e fortes para não se entregar aos sentimentos puros como o amor, a amizade desinteressada, a caridade...
Pessoas assim passam mais ou menos pela vida. Não vivem.
Não vivem porque não sabem o que é a intensidade de um amor verdadeiro, de uma amizade concreta que perdura por anos, sem que haja qualquer troca.
Gente que se isola do mundo, que não se deixa amar porque não deu certo com alguém e acha que todas as pessoas são iguais e que vão machucá-las.
Resumindo: gente que não se entrega para viver profundamente as relações, gente superficial.



A segunda reflexão surgiu quanto a durabilidade dos relacionamentos humanos.



A MÁXIMA DE QUE AS PESSOAS TRATAM AS RELAÇÕES COMO DESCARTÁVEIS. ISSO NÃO EXISTE!




Antigamente, nos tempos de vovó Alaíde, os casamentos eram encomendados pelos pais dos nubentes com o objetivo de passar a filha para um outro sustentar e cuidar, geralmente a moça era uma adolescente e o homem já era feito, ou muito mais velho. O objetivo extra era multiplicar os povos, como rezava a bíblia sagrada.

Eu vivo lendo umas postagens com uns papinhos que antigamente as pessoas eram criadas pra consertar e não pra jogar os relacionamentos fora, e blá,blá, blá.
Minha avó ficou com meu avô por mais de 50 anos. Não porque ela o amava, mas porque era obrigada, tudo isso graças à culpa católica.
Hoje em dia, não é que as pessoas terminam longas relações ou se separam porque tratam os parceiros como descartáveis. Não é isso mesmo!
Simplesmente, ninguém se vê mais na obrigação de ser infeliz por se preocupar com o que os outros pensam.
As pessoas simplesmente vão lá e tentam, se não der certo, não se obrigam à infelicidade do relacionamento, pelo simples orgulho e vergonha do fracasso perante a sociedade.
Acredito no casamento para sempre, assim como acredito que existem pessoas que nasceram umas para as outras, pois sou uma romântica inveterada. 
O que não dá hoje em dia, para mim e para ninguém, é ficar insistindo em relações que não engrenam ou que se engrenam caem no lugar comum, no comodismo, nas brigas, nas ofensas e nas agressões verbais e físicas.
Antigamente, vovó aguentava, algumas mamães aguentavam...
Hoje vivemos num novo mundo. Um mundo onde ninguém é obrigado a suportar o outro. Onde ninguém tem necessidade de engolir sapos para manter a pose para a sociedade.
O casamento é para sempre se e somente se houver amor, companheirismo, respeito, amizade, carinho...

Para amarrar as ideias desse post:


As pessoas normais não conseguem viver mais ou menos, sentir mais ou menos, se relacionar mais ou menos e nem arrastar uma relação mais ou menos pelo resto da vida.

Quando descobrimos que é possível ser feliz sozinho aprendemos a lidar com os bons sentimentos. Quando fugimos deles, nos comportamos como ermitões, pessoas ordinárias, que passam pela vida, que acumulam coisas mas que não sabem se relacionar com pessoas.
Que focam no trabalho, no acúmulo de bens, nas relações superficiais para fazer média para a sociedade...
E existem aquelas pessoas que por mais que a vida lhes dê escolhas e lhes ofereça grandes aprendizados, preferem continuar presas aos relacionamentos fadados ao fracasso e a infelicidade.
Dessas duas reflexões posso concluir ainda que é um alívio que eu escolha amar, apesar de e que eu não viva mais no tempo da minha avó.
Temos escolhas, fazemos só o que e se quisermos.


Um comentário:

Blog da Superação disse...

Amiga!Mais uma vez você brilhou. Esse post é simplesmente demais.Duas conclusões: de tanto engolir sapo o estômago da gente vira um brejo e mediocridade é isso, viver dentro da média, nunca se arriscar a fazer diferente,viver na mesmice. Definitivamente sou muito complexa.