terça-feira, 17 de junho de 2014

A ignorância é uma benção

"A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor". (John Lennon)
 "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:3)

Todas as minhas ideias de postagem, geralmente tem início em conversas com pessoas que considero muito inteligentes e, em geral, minhas amigas.
Dia desses conversava com uma grande amiga sobre as vantagens de ser ignorante. De ser alienado. De não saber.
As pessoas que não sabem acreditam em tudo, são mais fáceis de ludibriar, de manipular e consequentemente não sofrem porque como disse o John Lennon 'se você não sabe, não existe dor'. E infelizmente é verdade.
Ai daqueles que tem um mínimo de conhecimento. Já nem vão para o céu segundo as escrituras sagradas.
Pessoas que tem muito conhecimento se questionam mais e consequentemente sofrem, têm insônia, se consomem em pensamentos, responsabilidades e uma infinidade de caraminholas que não implicam somente em suas vidas, mas no mundo de uma maneira geral.
Fazemos parte de um mundo onde não nos contentamos, não somos conformistas e nem fáceis de enganar.
Simplesmente damos créditos por pensarmos que o mundo ainda tem pessoas dignas e de confiança.
Não aceitamos quem não sabe conviver em sociedade.
Não lidamos bem com os egoístas.
Não nos ludibriamos com as manipulações da mídia, do futebol, do consumismo...
Cremos na capacidade humana de mudar, de se regenerar.
Acreditamos em fazer valer a nossa cota de responsabilidade com o meio, com a melhoria do planeta, com o bem estar das pessoas.
Somos seres iluminados, mas, que, ainda assim, não alcançaremos um lugar no céu, porque ele será dos pobres de espírito.
Daqueles que vendem o voto e só pensam em tirar vantagem, que ouvem música de vocabulário chulo, que dirigem feito idiotas, que revidam as ofensas.
Quanto mais nos for dado, mais nos será cobrado.
E se você que leu esses pensamentos e compartilha dessas ideias se sente sozinho, saiba que não, você não está sozinho.
E te digo mais, será um prazer ter a companhia de pessoas inteligentes no lugar que os religiosos chamam de inferno.

Adendo em 06 de julho 2014:
Vi esse trecho do livro "Como tornei-me estúpido", no Facebook de um amigo e achei que viria muito bem a calhar como um bônus nesse post.

"SEMPRE PARECERA A ANTOINE contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária e pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem."

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