quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

E lá se vai mais um ano...

Este ano foi sem sombra de dúvida um dos piores da minha vida.
Estou feliz por ele estar terminando.
O meu pensamento nesta manhã de 31/12/2014 foi de que "Talvez o ano não tenha sido do jeito que eu queria, mas talvez tenha sido do jeito que eu precisava." 
Acordo e me deparo com uma tirinha do Armandinho no Facebook, com a frase tal como havia pensado.



Tudo na vida tem uma razão.

O universo é mesmo maravilhoso! Nada acontece sem que seja necessário.
Mas ainda é preciso que tenhamos sensibilidade para compreender que é preciso tirar vantagem nesses percalços, fazendo deles aprendizados e sermos gratos por isso.
Esse ano foi um ano de erros sucessivos, não só na minha vida mas na vida de muita gente que conheço.
O lado positivo desses erros é que ninguém tem a intenção de errar, a intenção ao fazer é sempre acertar e, quando falhamos, é preciso rever um melhor meio de prosseguir.
Aprender, sempre.

2015 está batendo em nossa porta com 365 novas oportunidades. Com possibilidades de acertar e de errar, como todo novo ano.



O que a vida quer da gente é entusiasmo, força, foco, fé em nós mesmos. Não importa o ano, se se inicia, se está no fim... É preciso ter coragem. 

Guimarães Rosa diz que 

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza!" (Grande Sertão: Veredas - Rosa, Guimarães, 1956)

Muita gente pensa que mudar de ano é mudar uma página do calendário. 
Outras são cheias de esperanças, superstições, planos, metas...
Eu acho que mudar de ano é um novo começo. 365 novos começos. 
Para 2015, só quero transformar meus pensamentos em atitudes. Já está de bom tamanho.

E você, o que quer para o próximo ano?
Pense somente que tudo o que você quiser, está nas suas mãos e somente nas suas mãos.
E as metas e promessas que você precisa cumprir, em primeiro lugar são com você. 
Feliz ano novo cheio de coisas boas e mais acertos que tivemos em 2014!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Jogo das palavras: Julgamento

Este é o texto número dois da série Jogo das palavras. 
A palavra que mais ouvi nos últimos dias foi Julgamento. 
Eis sua definição extraída do Dicionário Michaelis versão online:



julgamento 

jul.ga.men.to 

sm (julgar+mento2) 1 Ato ou efeito de julgar. 2 Sentença judicial. 3 Decisão.4 Apreciação, exame.


julgar 

jul.gar 

(lat judicarevtd 1 Decidir, resolver como juiz ou como árbitro, lavrar ou pronunciar sentenças: Julgar um processovtd e vint 2 Pronunciar uma sentença: O tribunal julgará os delinquentes. "...julga de oitiva, fulmina por palpites" (Rui Barbosa). vtd 3 Apreciar, avaliar, formar juízo a respeito de: "Não julgue o que não sabe" (Pe. Manuel Bernardes). "Não julgues a minha obra pelo que vês" (Coelho Neto). vti 4 Formar juízo crítico acerca de; avaliar: "Um remendão julga dos poemas de Homero" (Rui Barbosa). vti 5 Formar conceito sobre alguém ou alguma coisa: Julgava das obras de arte como quem julga das bebidas. Não julgue de ninguém por nenhum motivovpr 6 Apreciar os próprios pensamentos, palavras e obras: Você se julga com muita severidadevtd 7 Entender, imaginar, supor: Julguei que o tivesse guardadovtd e vpr 8 Considerar(-se), entender(-se), reputar(-se), ter(-se) por: Julgou injusta a sentença. Julga-se o mais aplicado da classe.


A palavra julgamento - esse substantivo masculino, que tem quatro definições que irão variar de acordo com o contexto - vai ser a base para compor o texto junto do verbo julgar que tem o dobro de itens que o definem.  O que nos abre um leque de possibilidades. A mim somente interessa falar sobre as definições 3 a 5 e 8. Delimitemos:

O que eu não conheço, não posso e não devo falar sobre. 
Vamos pegar como exemplo clássico uma rede social. Eu adicionei uma pessoa à minha rede de relacionamento, pessoa que eu mal conheço, mas baseado em inferências, devido ao que ela posta em sua linha do tempo, já estou gabaritada, a meu ver, em saber quem ela é, o que ela pensa, o que ela vive, seus gostos, pensamentos, filosofia, cultura, etc.
Eu apreciei, eu avaliei e formei juízo a respeito de.


Quando eu não respeito a opinião de alguém, simplesmente porque penso diferente e meus valores vão de encontro aos daquela pessoa, quando faço críticas sobre seu comportamento e pensamentos, sem saber a sua história de vida, eu estou fazendo um juízo crítico, eu estou tentando deturpar o conceito de vida da outra pessoa, sendo desrespeitoso com seu direito de liberdade e de expressão.
Formar conceitos sobre pessoas ou coisas é impedir que elas se mostrem, é negar se abrir para algo novo.
É preferir ser maria-vai-com-as-outras ao invés de buscar ampliar seus horizontes.
É o mesmo que espalhar um boato ou uma falsa notícia de jornal.
Mas o pior, onde eu acho que a maioria de nós peca enormemente é no item número 8 das definições de julgar.
Quem se julga melhor ou mais que alguém, vai cometer implacavelmente os três quesitos anteriores, só e simplesmente por se achar.
Peguemos o exemplo crasto de alguém que leu sobre determinado assunto e acha que entende mais do que quem foi lá e pesquisou, viveu, experimentou...
É como falar de pobreza sem nunca ter sido pobre, como falar de fome com a mesa farta.
O mundo está cheio de gente como nós. Nós. Sim. Estamos o tempo todo julgando e sendo julgados.

Falar sobre julgamentos é difícil. O objetivo do texto é ser pequeno. Por isso vou terminar por aqui, mas deixo a máxima: "Quando você aponta um dedo para alguém, lembre-se que têm três dedos seus apontados para você."
Para refletir.




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eu não sou uma extensão de você

Este post é para falar sobre relacionamentos.
Na verdade a maioria dos meus posts são.

Diariamente vemos relacionamentos se acabando, claro que cada um deles tem suas particularidades e razões próprias, mas em conversas e observações cotidianas, tenho percebido que o assunto que trato no texto que segue é bem mais comum do que pensava.

Ultimamente tenho analisado pessoas que pensam que o outro é uma extensão de si mesma.
Meio confuso? Vou tentar simplificar:

Você está num relacionamento com um outro ser, vocês são duas pessoas diferentes, com personalidades diferentes, caráteres diferentes, criações diferentes e uma gama de outras diferenças que nem gêmeos univitelinos escapam. 
Uma vez que por mais que tenham nascido da mesma placenta, esses dois seres são distintos e tem vontade própria. Inclusive são duas almas.
Então, por que dentro de uma relação uma das partes espera que a outra seja uma extensão de si mesma?
Deve ser a ideia da costela do Adão...




Em casos como esse é muito comum o uso de falas do tipo: Eu não faria isso, eu não postaria isso na minha rede social, eu não gosto que você seja amigo de fulano, eu não gosto que você jogue futebol, eu quero que você vá à igreja todos os domingos, eu quero que você vá ao batizado do cachorro da mãe da minha melhor amiga, etc, etc, etc...

Querer que o outro pense como você é querer torná-lo uma continuação sua, se você queria isso, deveria pensar em ficar só, porque nunca encontrará alguém que seja igual a você. NUNCA.
Eu demorei a entender a máxima de que os opostos se atraem. 
Na verdade, é preciso juntar opostos para haver equilíbrio no mundo.

Quando você quer que o outro mude por pensar diferente, você falta com o respeito, agride sua individualidade, escraviza, prende, sufoca e com o tempo perde. 

Indubitavelmente.

Não precisa ser nenhum gênio para prever o resultado disso que é um iminente fracasso na relação.

Geralmente, quem pensa assim vai usar argumentos do tipo: "Se você sabe que eu não gosto, então por que faz?"
Isso vai funcionar por um tempo. Só por um tempo. 
Depois vira prisão, frustração e fim da relação.
Ninguém é igual a ninguém. 
Vale refletir o que fez com que você quisesse estar com aquela pessoa e o que antes não incomodava, agora incomoda.
Todo mundo muda o tempo todo a forma de pensar, mas a essência, aquela que fez com que se aproximassem um dado momento da vida, essa, permanece até o fim.
Seja e deixe ser.
Não tente ler. Não tente prever. Não julgue. Não meça forças.
Viva e deixe viver.


sábado, 29 de novembro de 2014

Impressões na sala de aula



Os últimos dias letivos do ano são sempre movidos por uma tensão iminente. Professores cansados, alunos desesperados por notas, ou aqueles admiráveis que simplesmente querem terminar com as notas acima da média. 

Ontem enquanto aplicava as provas, olhava aturdida a turma. Alguns inquietos, outros viajando não sei para onde, outros concentrados, porém todos pensativos. 
No meu pensamento eu devaneava sobre como é bom quando as provas da nossa vida são as escolares. Quando nossa maior dor é ter que acordar cedo, tomar café da manhã, organizar nosso material, estudar e fazer provas.

Em contra partida, me lembro também quando encontramos o arroubo da paixão e ficamos ansiosos pelo dia seguinte, para ver aquele ou aquela do colégio que faz nosso olho brilhar, que nos dá vontade de escrever poemas nas páginas finais do cadernos. Escrever seu nome dentro de um coração junto ao nosso.
Quando amamos alguém na escola, as férias são um interminável castigo que dura até a nossa primeira viagem de verão, ou um passeio na casa da avó, quando brincamos com os amigos dos nossos primos e esquecemos o que deixamos para trás, ou para o ano seguinte.

Olhando aqueles rostos adolescentes, olhares pensativos, sobrancelhas eriçadas, bocas que se movimentam sem som, eu tentava ler seus pensamentos. Os apaixonados, os perfeccionistas, os desesperados, os tranquilos que a cada questão terminada com aquele feição de "esta é fácil!" dividindo comigo a sua interminável e tensa manhã.

Manhã que para mim se fez poética.

Posso dizer que tais experiências são maravilhosas. Esta, especialmente me fez voltar no tempo e sentir saudades da adolescência. Fase que sempre queremos que passe bem rápido para chegarmos à vida adulta.

Ah! Se eles soubessem que as provas da vida adulta são tão mais difíceis e mais chatas...
Que o sofrimento do amor não dura o período das férias de verão e que estar na média é frustrante e causa depressão nas pessoas adultas.

Eu não queria voltar naquela época porque a vivi bem, mesmo tendo dado mole para muitas coisas que hoje me fazem falta. 
Se eu pudesse dar um conselho àqueles rostos todos que eu minuciosamente analisava na manhã de ontem seria: Não tenham pressa, aproveitem o dia!
(E estudem para expandirem suas mentes e consciências.)

Dedico este post a todos os meus alunos adolescentes, os quais eu tenho o privilégio de acompanhar seu "florescimento".




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Certezas de Mário Quintana

Se um dia antes de partir desta vida, eu pudesse deixar uma mensagem para as pessoas que convivem e conviveram comigo, deixaria as Certezas de Mário Quintana:

mario_quintana_03
"Não quero alguém que morra de amor por mim…

Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,

quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena."



PS: Alguém dos meus amigos vai ter que ler isto no meu funeral.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Jogo das palavras: Interesse

O texto que segue é o primeiro da série de textos que pretendo fazer chamada "Jogo das palavras".
O objetivo é fazer um pequeno texto acerca de uma palavra que tenha ouvido muito ou esteja muito em foco. Com uma definição de dicionário e um olhar subjetivo sobre a mesma. Espero que goste.


interesse (do dicionário de Português online Michaelis)
in.te.res.se 
sm (lat interesse) 1 Conveniência, lucro, proveito, vantagem ou utilidade que alguém encontra em alguma coisa. 2 Ganho, proveito, vantagem. 3 Juro de um capital depositado. 4 Sentimento egoísta ou de cobiça, desejo de um proveito pessoal que tudo sacrifica aos ganhos pecuniários. 5 Importância. 6 Atrativo, simpatia. 7 Cuidado, diligência, empenho a favor de alguém ou de alguma coisa.8 Psicol Sentimento que acompanha a atenção dirigida para um conteúdo específico. 9 Psicol Relação ou enlace entre um motivo e certo incentivo, ou classe de incentivos.



Tudo na vida é interesse. Assim eu tenho aprendido e percebido no decorrer desses anos de vida.
Se eu fosse destrinchar o significado do dicionário na íntegra, teria texto para um mês.
Ninguém é simplesmente bom e se aproxima de você porque tem belos olhos. 
Ninguém.
Sempre que alguém se aproxima de você, quer alguma coisa.
Os amigos por companhia, por conselhos, por cumplicidade, por afeto, ombro, e uma infinidade de coisas que só uma amizade proporciona.
As mulheres procuram um homem para se relacionarem, daí se casam porque querem um lar, um conforto, alguém com quem dividir a vida.
Os homens se aproximam das mulheres também, pelo mesmo motivo. E acrescentamos o sexo e o cuidado que ele vai continuar tendo, antes feito pela mãe, porém receberá em dobro.
Há também os seres humanos que se aproximam só para sexo.
É assim desde que o mundo é mundo. Desde que somos pequenos, somos educados para fazer as coisas por interesse. 
Pense nos "combinados" com nossos pais, com nossos professores. INTERESSE. 
Puro, sem maldade, mas INTERESSE.
E vai continuar sendo assim. Até o fim dos tempos.



sábado, 18 de outubro de 2014

Respondendo a Antoine

Prólogo:





"Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste. É a mesma da página precedente. Mas desenhei-a de novo para mostrá-la bem. Foi aqui que o principezinho apareceu na terra e desapareceu depois.
Olhem atentamente esta paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se viajarem um dia na África, através do deserto. E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então um menino vem ao encontro de vocês, se ele rí, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão quem é. “Então, por favor, não me deixem tão triste: escrevam-me depressa que ele voltou...” (Antoine De Saint-Exupéry - O pequeno príncipe)


Meu estimado Antoine,


Ontem terminei de ler seu livro outra vez.

Já perdi as contas de quantas vezes na vida o li e reli desde os oito anos de idade. Sei que a penúltima foi aos trinta, grávida.
Cada leitura que fiz tive uma compreensão diferente. Acredito que devam ser assim as releituras dos livros preferidos.
Porém, desta última, lia para o meu filho de seis anos. 
Devo confessar que terminei o último capítulo e o epílogo já com a voz embargada, imaginando sua saudade e tudo o que você vivenciou ao lado do principezinho até o momento de sua partida. Me emocionei como nunca antes havia me emocionado. Deve ter doído muito, imagino.
Mas Antoine, voltando ao epílogo, estou escrevendo para contar que ele voltou. Sim Antoine, ele sempre esteve aqui! 
Você o guardou tão bem guardado dentro do meu coração, dentro do coração de cada um que o tenha lido que podemos encontrá-lo aos milhares.
Eu mesma tenho um belo exemplar de pequeno príncipe na minha casa.
Demorei muitos anos para responder aos seu pedido e peço-lhe muitas desculpas por isso, mas as palavras nos chegam sempre na hora exata. Nem um minuto antes.
Ah, Antoine! Como eu gostaria de poder lhe abraçar em agradecimento e lhe mostrar o meu pequeno príncipe...
Eu sempre soube que um dia ele viria para mim também. 
Ontem, antes de dormir, ao terminar de ler seu livro, eu o abracei e dormimos.

Espero que um dia possa eu escrever um livro sobre um pequeno príncipe e que seja tão belo e tão marcante como o seu foi para a minha vida.


Para finalizar, gostaria de lhe agradecer, por tudo, mas principalmente por mandar um menino nos ensinar coisas tão essenciais que não podemos enxergar com os nossos olhos. Somente com o coração.



Espero que um dia nos encontremos no céu dos escritores.

" Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."

Principezinho, como tu me cativara!







quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Para se começar bem o dia...

Um maravilhoso que caiu de para-quedas esta manhã e do qual compartilho em pensamento cada palavra.
O Milagre de um novo dia

Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho 
para fazer antes que o relógio marque meia noite. 
Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje. 
Eu sou importante. 
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.

Hoje eu posso reclamar porque está chovendo
ou posso agradecer às águas
por lavarem energias pesadas.

Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro
ou posso me sentir encorajado para administrar
minhas finanças sabiamente,
mantendo-me longe de desperdícios.

Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde
ou posso dar graças a Deus por estar vivo.

Hoje eu posso me queixar dos meus pais
por não terem me dado tudo que eu queria
quando estava crescendo, ou posso ser
grato a eles por terem permitido que eu nascesse.

Hoje eu posso lamentar decepções com amigos
ou posso observar oportunidades
de ter novas amizades.

Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar
ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho
que me põe ativo.

Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola
ou abrir minha mente com entusiasmo
para novos conhecimentos.

Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico
ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção
de um teto que abriga meus pertences,
meu corpo e minha alma.

Hoje eu posso olhar para o dia de ontem
e lamentar as coisas que não saíram como
eu planejei ou posso alegrar-me
por ter o dia de hoje para recomeçar.

O dia de hoje está à minha frente esperando
para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.

Depende de mim como será o dia de hoje
diante de tudo que encontrarei.

A escolha está em minhas mãos:
Hoje eu posso enxergar minha vida vazia
ou posso alegremente receber
o Milagre de Um Novo Dia!

Silvia Schmidt

domingo, 7 de setembro de 2014

Constatações

Devo confessar:
Algumas vezes, questiono minha fé. 
Me revolto com a vida, com as pessoas e até com Deus. 
Depois peço perdão, por ser tão fraca.
Me revolto quando fico muito frágil. Vou somatizando minhas fraquezas e isso reflete no meu corpo.
Não me permito a imperfeição. Mas aprendi a lidar com isso.

Aprendi quando descobri que tudo na vida tem uma razão de ser.
As pessoas devem estar no lugar certo, na hora certa. Nem mais. Nem menos.
Aprendi que não somos obrigados a plantar nenhuma semente, mas, uma vez plantada, a colheita será obrigatória e compulsória.
Decidi plantar o amor e o bem.
Mesmo cometendo alguns erros.
Resolvi acreditar nas pessoas. O mundo tem muita gente ruim, sim, eu sei. Mas tem muito mais gente boa.


Descobri que há beleza nas coisas mais improváveis, que o mundo é uma bela obra de arte, que se olharmos com cuidado e atenção, todos os dias ele nos surpreenderá com uma bela e inusitada imagem.
Não sei se todas essas constatações se dão porque conforme vamos nos aproximando do final que sabemos que nos espera, ou se ficamos mais sensíveis quando envelhecemos mais um ano.


Sei que hoje, ainda vejo o mundo como uma criança que acredita que tudo é bom e belo.
Muitas vezes me desaponto, mas não deixo de acreditar que é possível.
Tinha muito medo de me arriscar, agora tenho bem menos.
Mas creio com toda a força do meu coração que um dia o pouco medo do desconhecido que ainda me resta, será totalmente extinto.

Quando me lembro que o dia que eu tenho é hoje, vivo.
Ontem e amanhã são dois tempos que não nos pertencem.
Não tenho medo de mudar de ideia e nem mudo quem eu sou para que as pessoas gostem de mim.
Meus valores, minhas crenças, minhas origens são as heranças mais importantes que deixarei para meus filhos, quando aqui não mais estiver.

Talvez, pensar que eu possa estar chegando na metade de vida (isso é apenas uma suposição) faça com que eu veja as coisas de uma maneira mais otimista.
Um dia, tudo o que vemos hoje, não existirá mais. 
Talvez nesse dia eu nem pense mais tudo isso que constatei e agora escrevo.
Talvez nós não estejamos mais aqui.
Mas enquanto estivermos, pensemos no que iremos plantar, nas pessoas que machucamos, no bem que deixamos de fazer e no mal que não impedimos que aconteça.
Assim, dormiremos no melhor travesseiro que existe: Uma consciência tranquila.





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Uma mosca

O devaneio do dia começou no caminho de volta para casa. Comecei a analisar aquele velho dito "Queria ser uma mosca para entrar na cabeça de fulano."
Quem nunca?!
Comecei a querer entrar na cabeça daquelas pessoas que dizem que estão com saudade. Dos amigos, dos familiares... Aquelas mesmas que dizem que querem muito te ver, que querem por o papo em dia, que sentem sua falta, que querem marcar um almoço um dia e que sequer respondem uma mensagem ou ligação sua quando você procura.
Um dia quem sabe...
O que diabos se passa na cabeça desses seres?
Depois quis entrar na cabeça das pessoas que pensam que tem o outro. Apesar de sabermos que ninguém é dono de ninguém, mas pensa que é.
Dessas pessoas que pensam que são donas das outras, divido-as em três tipos: 
1- Aquelas que querem controlar cada passo do outro, saber da hora que respira, que come, que dorme, que faz cocô...
2- A outra parte delas que também pensa que é dona mas que não faz por onde ter o mérito da companhia do outro, que deixa de lado, que trata o outro como um móvel da sala de estar, pensando que aquele alguém vai ficar ali estático, esperando seu tempo, sua vontade, sua atenção.
3- E para finalizar o segundo tipo de pessoas que eu queria saber o que pensam são aquelas que não querem, mas também não largam. Essas são as mais irritantes do quesito. Rodeiam até conquistar, depois somem sem deixar vestígios, quando percebem que estão perdendo, voltam pra marcar território. E essa lenga-lenga dura até que o rodeado se canse de ser o brinquedo. Mas isso demora. ( taí outra coisa que eu queria entender. Por quê algumas pessoas se deixam passar por isso?!)
Creio sinceramente que se pudéssemos ser essa mosquinha que entra no pensamento das pessoas, talvez não nos surpreendêssemos tanto ou talvez víssemos coisas que nos deixariam de cabelo em pé.
Mas seria bem interessante, entrarmos no pensamento das pessoas boas, das pessoas más, saber o que as faz ser da forma que são.
Mas são mistérios que morreremos sem entender. O que se passa na cabeça do outro.
Muitas vezes penso em me isolar, para não sentir e nem causar dores, mas sei que é impossível. Sei que é necessário conviver com os mistérios e loucuras da mente humana.
Penso que nem a nossa própria mente conseguimos alcançar por completo. Certas vezes nos surpreendemos a nós mesmos. 
Dentro de cada mente há um universo, seria muita pretensão de nossa parte, querermos desvendar outros universos além do nosso próprio que é tão vasto.





quinta-feira, 3 de julho de 2014

Todos precisam ter um(a) amante

Sei que o título do texto assusta à primeira vista, mas é uma 

grande verdade. 

Li o texto que me foi enviado pela amiga Eula Caldeira e

pesquisei na rede quem foi que o escreveu. 

O autor Jorge Bucay, argentino, terapeuta de casais é o 

responsável pela leitura que compartilho com vocês neste 

blog.

O título original é "Hay que buscarse un amante", em

 português achei diversos títulos, então resolvi que vou 

chamá-lo de "Você precisa procurar um amante".

Espero que gostem e, que, caso não tenham, arranjem logo 

seu/sua amante!




"Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não tem, e as que tinham e perderam". Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!


É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"? Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: "AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.



Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!!!E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!Acredite: O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante."
Por Dr. Jorge Bucay.


P.S.: As imagens colocadas no texto são propositais,  

são meus amantes. Espero que se encontre e encontre 

seu.

terça-feira, 1 de julho de 2014

TOP 10 - 10 formas de identificar que ele é uma roubada

Vou começar no blog uma série de postagens que vai se chamar TOP 10, inspirada no film "10 coisas que eu odeio em você".
Ela vai contar com uma lista de 10 coisas dentro de um tópico que irei abordar e uma breve conclusão ao final dessa lista.
Para começar vamos identificar 10 pistas de que o cara que você está interessada é ou não um babaca.
Muitas delas comprovadas empiricamente e outras retiradas de relatos de várias adolescentes e mulheres com as quais convivo.


10 formas de identificar que ele é uma roubada

1- Você mal o conhece e ele já te chama de meu amor e despede nos telefonemas dizendo que te ama.
(basta partir do princípio de que "quando a esmola é demais o santo desconfia")
2- Ele é o rei das redes sociais e tem um milhão de "amigas", uma boa parte delas que fazem selfie com algumas partes específicas do corpo sempre à mostra (seios, coxas, boca, etc).
3- Se quando você sai com ele, ele conversa muito mais com mulheres do que com homens, não pense que o garoto é um superamigo da classe feminina, pense que com oitenta por cento delas ele certamente já ficou.
4- Desconfie do cara que no começo da relação justifique muito as coisas. Normalmente ele está tentando esconder alguma coisa ruim em sua personalidade.
5- Ele é sempre o pobre coitado vítima das circunstâncias, com certeza tem algo de errado. Ninguém é tão pobre coitado assim.
6- O menino que faz as coisas por impulso não demonstra que gosta de você, demonstra que ele faz tudo por impulso sempre (Não confunda atitude com impulso).
7- Ele te ensina a dar desculpas para o que quer que seja é porque ele é mestre no assunto e deve dar um monte de desculpas para você.
8- Ele se preocupa muito com o material, vai te tratar como objeto porque ele não tem capacidade de distinguir pessoas de coisas.
9- Se ele exalta muito as próprias qualidades, não vai ter tempo de perceber as suas. 
10- Se ele fala de si o tempo inteiro e não ouve quando você vai falar de você é porque ele não se interessa. MESMO.


Se você desconfiar desses 10 itens e ainda assim insistir em ficar com o indivíduo é porque: a) você pensa que pode mudá-lo; b) você gosta de ser enganada; c) as duas alternativas anteriores.



Ninguém entra em roubada inocentemente. A maioria das mulheres sabe onde está pisando.

O homem dá dicas, a mulher finge que não percebe. Simples assim.


Agora uma conclusão:

Nem todos os homens são roubadas. Mas a grande maioria deles se encaixa em boa parte dos quesitos acima.
O que mais me deixa triste é o fato de sermos enganadas e depois querermos sair nos vingando nos outros, os bons.
Isso serve para os homens também.
Uma triste realidade: há como saber se a pessoa é ruim, mas não há como saber se ela é boa.
Estamos sempre de guarda armada. Esperando o pior de todo mundo.
Quantas boas chances não perdemos na vida, com esse tipo de atitude, não é mesmo?
O grande XIS da questão é que as pessoas - homens e mulheres - poderiam nos surpreender sendo diferentes, porque sempre estamos esperando que sejam iguais.
Sempre.



terça-feira, 17 de junho de 2014

A ignorância é uma benção

"A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor". (John Lennon)
 "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:3)

Todas as minhas ideias de postagem, geralmente tem início em conversas com pessoas que considero muito inteligentes e, em geral, minhas amigas.
Dia desses conversava com uma grande amiga sobre as vantagens de ser ignorante. De ser alienado. De não saber.
As pessoas que não sabem acreditam em tudo, são mais fáceis de ludibriar, de manipular e consequentemente não sofrem porque como disse o John Lennon 'se você não sabe, não existe dor'. E infelizmente é verdade.
Ai daqueles que tem um mínimo de conhecimento. Já nem vão para o céu segundo as escrituras sagradas.
Pessoas que tem muito conhecimento se questionam mais e consequentemente sofrem, têm insônia, se consomem em pensamentos, responsabilidades e uma infinidade de caraminholas que não implicam somente em suas vidas, mas no mundo de uma maneira geral.
Fazemos parte de um mundo onde não nos contentamos, não somos conformistas e nem fáceis de enganar.
Simplesmente damos créditos por pensarmos que o mundo ainda tem pessoas dignas e de confiança.
Não aceitamos quem não sabe conviver em sociedade.
Não lidamos bem com os egoístas.
Não nos ludibriamos com as manipulações da mídia, do futebol, do consumismo...
Cremos na capacidade humana de mudar, de se regenerar.
Acreditamos em fazer valer a nossa cota de responsabilidade com o meio, com a melhoria do planeta, com o bem estar das pessoas.
Somos seres iluminados, mas, que, ainda assim, não alcançaremos um lugar no céu, porque ele será dos pobres de espírito.
Daqueles que vendem o voto e só pensam em tirar vantagem, que ouvem música de vocabulário chulo, que dirigem feito idiotas, que revidam as ofensas.
Quanto mais nos for dado, mais nos será cobrado.
E se você que leu esses pensamentos e compartilha dessas ideias se sente sozinho, saiba que não, você não está sozinho.
E te digo mais, será um prazer ter a companhia de pessoas inteligentes no lugar que os religiosos chamam de inferno.

Adendo em 06 de julho 2014:
Vi esse trecho do livro "Como tornei-me estúpido", no Facebook de um amigo e achei que viria muito bem a calhar como um bônus nesse post.

"SEMPRE PARECERA A ANTOINE contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária e pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem."