sábado, 14 de dezembro de 2013

Relação perfeita

"Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter." - Chico Xavier"


Nasci e fui criada, até me entender por gente, na religião Católica.
Sempre ouvi dizer que Deus era vingativo, que Ele castigava as pessoas que erravam, que os bons iam para o céu, os nem tão bons iam para o purgatório e os maus para o inferno.
Então pensava: Deus é um cara muito doido. Dá a gente o livre arbítrio, a gente erra, e Ele castiga. Como isso pode ser possível?

Quando comecei a fazer catecismo, aos nove anos tive que, pela primeira vez (e última), me confessar a um padre.
Me lembro que tremia de medo antes de entrar na sala.
Contei a ele meus pecados (tão bobinhos) chorando de medo de Deus me castigar.
Uma cena que nunca me esqueci. 
E passei a infância achando que Deus era um pai tirano.





Leva tempo para a gente aprender que o amor de Deus por nós é infinito e que o homem é quem cria as religiões e seus dogmas, logo pode pregar o que quiser para o seu rebanho.
A religião deveria nos aproximar uns dos outros e de Deus, mas ao invés disso, pessoas se matam pela fé cega, quando na verdade o objetivo de todas é o mesmo.

Voltando à minha relação com Deus, todos os dias antes de dormir, em oração, pedia a Ele que me mostrasse qual a minha missão neste mundo. 
Me atormentei e me deprimi por anos a fio, já que não obtinha resposta alguma.
Depois de um bom tempo, estudando e fazendo a difícil reforma íntima, tenho percebido que não devemos nos isolar do mundo em busca de um Deus que está em toda parte. Porque a maior prova de fé que alguém pode dar é conseguir conviver com as pessoas que pensam diferente de nós e não impormos nossos pontos de vista.
O maior desafio em viver no mundo de hoje é nos respeitar enquanto pessoas que pensam e agem diferentes umas das outras.
Aprender também que abraçar a cruz do mártir, não nos trará o reino dos céus, porque Deus não nos fez para sofrer, ele nos fez para sermos felizes e para amarmos ao nosso próximo, sem esquecer que a primeira pessoa que devemos amar é a nós mesmos.
“Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.

Todos os seres humanos buscam ser perfeitos para Deus.
Essa busca pela perfeição leva-nos a trilhar vários caminhos. Catolicismo, protestantismo, espiritismo, judaísmo, etc..
Mas o único e verdadeiro caminho que nos leva até Ele é o amor.
A perfeição é um estágio que nunca alcançaremos. 
O que não nos impede nos tornarmos melhores e evoluirmos um pouco a cada dia.
O único ser humano perfeito que existiu foi Jesus. 
Muitas pessoas tentaram seguir seu exemplo, mas ainda assim, em algum momento da vida, fraquejaram.
Por isso, chego à conclusão de que a única certeza que temos além da morte, é que devemos fazer o bem e amar.
Assim, agradamos ao coração de Deus, independente da crença religiosa que sigamos.
Visto que a lei do retorno existe para o bem e para o mal e esta sim é implacável.



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