quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O homem no mundo

"Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro. - Chico Xavier"


Nasci e fui criada, até me entender por gente, na religião Católica.
Sempre ouvi dizer que Deus era vingativo, que Ele castigava as pessoas que erravam...
Pensava: Que cara doido! Dá a gente o livre arbítrio, a gente erra e Ele castiga?! Como assim?
Quando comecei a fazer catecismo, aos nove anos, tive que pela primeira vez (e última) me confessar a um padre.
Me lembro que tremia de medo antes de entrar na sala. E confessei a ele meus pecados (tão inocentes) chorando de medo de Deus me castigar.
Aos doze anos estudei a Santa Inquisição e comecei a temer também a Igreja Católica, quando soube as atrocidades cometidas com tantos homens e mulheres que foram torturados e mortos acerca de acusações mirabolantes e sem fundamento.
Muitas pessoas vão querer me apedrejar por isso. Mas eu rompi com as igreja aos poucos quando fui crescendo.
E concluí este rompimento há pouco tempo. 
Tentei no decorrer de minha curta existência, buscar outras igrejas, mas nenhuma me preenchia, uma vez que o catolicismo pregava o castigo e a caridade e o protestantismo pregava a salvação mas não falava de caridade, e nem de Maria, mãe de Jesus, como se ele fosse filho de Deus com uma pedra, enfim...
A religião deveria nos aproximar uns dos outros e de Deus, mas ao invés disso, pessoas se matam pela fé cega, quando na verdade o objetivo de todas é o mesmo.

Devido a isso, sempre fui muito confusa quanto às religiões e resolvi crer em Deus e em Jesus somente.
Me deitava em oração e pedia a ele que me mostrasse qual a minha missão nesse mundo. Me atormentei e me deprimi por anos a fio, já que não obtinha resposta.

Até que certo dia, fui fazer estudo do evangelho por Allan Kardec e li uma passagem que se chama "O homem no mundo". (Item 10, Cap. XVII - O Evangelho segundo o espiritismo).



Percebi que não devemos nos isolar porque a maior prova de fé é conseguir conviver com as pessoas que pensam diferente de nós e não impormos nossos pensamentos.Que devemos nos respeitar como pessoas que pensam e agem diferentes umas das outras, compreendendo os seres com espírito menos evoluído.


Aprendi também que abraçar a cruz do mártir, não nos trará o reino dos céus porque Deus não nos fez para sofrer, ele nos fez para sermos felizes e para amarmos ao nosso próximo, sem esquecer que a primeira pessoa que devemos amar é a nós mesmos.

“Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.

Todos os seres humanos buscam ser perfeitos para Deus.
Essa busca pela perfeição leva-nos a trilhar vários caminhos. 
Mas o único caminho que nos leva até Ele é o amor.
A perfeição é um estágio que nunca alcançaremos. O que não nos impede de tentar.
O único ser humano perfeito que existiu foi Jesus. 
Muitas pessoas tentaram seguir seu exemplo, mas ainda assim, em algum momento da vida, fraquejaram.
Por isso, concluo que devemos fazer o bem e amar, assim, agradamos ao coração de Deus, independente da crença religiosa que sigamos.
Uma coisa na vida é certa: A lei do retorno. Para o bem e para o mal ela existe e é implacável.



Nenhum comentário: