sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos..."

Ás vezes é preciso sofrer uma perda. Seja de uma pessoa que amamos (que nos deixa por vontade própria ou por que Deus a chama para Si) seja a saúde para que demos mais valor à nossa vida...
Perder nunca é bom.
Outras vezes, precisamos ganhar para acreditarmos que Deus nos ouve e nos atende os pedidos.
Aprendi que Deus nos dá muitos presentes, alguns que pedimos, alguns que não pedimos ou não merecemos e outros não damos valor simplesmente porque não estamos preparados para receber.
Nós seres humanos pensamos que temos que sempre estar pedindo à vida alguma coisa. Eu, particularmente, chamo a força maior que me rege de Deus. 
Muita gente não acredita, mas não é esse o objetivo do meu post de hoje.
Esta semana foi muito reflexiva.
Algumas perdas e muitas restrições.
Uma conversa com minha fonoaudióloga Dani (maravilhosa) sobre o corre-corre diário, que nos levou a concluir que temos que tirar um tempo para vivermos a nossa vida, nos amarmos de verdade. 
Jesus disse para amarmos ao próximo como a nós mesmos, mas, constantemente, atentamos contra a nossa felicidade e bem estar. Com escolhas erradas e excessos (sejam eles de qualquer tipo).
Então, como conseguiremos cuidar do próximo se não cuidamos de nós mesmos?
O tempo passa e, muitas vezes, não prestamos atenção ao que está à nossa volta. Mesmo diante dos sinais que a todo tempo recebemos.
Trabalhamos tanto, atropelamos etapas, deixamos de lado pessoas que nos são caras pensando que depois vamos ter tempo de estarmos com elas.
O depois não existe. O que existe é o HOJE. Um PRESENTE (porque é assim que tem que ser, mas não é).
Passamos por ele correndo, não aproveitamos, não desfrutamos pensando que o amanhã virá e com ele todas as coisas resolvidas, sem que para isso precisemos nos esforçar.
Em julho perdi uma amiga que não via há 10 anos. Sempre achava que um dia íamos nos encontrar, rir das coisas que fazíamos, ver nossos filhos brincando... Um dia... Um dia que não chegou porque não deu tempo. 
O tempo acabou antes do esperado por nós, como se pudéssemos prever quanto tempo ainda teremos para realizar as coisas que planejamos. (Como se os planos fossem mesmo facilmente controláveis... )
Não quis vê-la em seu velório porque queria preservar nossa última imagem juntas. 
Não quis guardar uma lembrança tão triste...
Depois do falecimento de Clarice, comecei a mudar minha forma de ver e viver a vida.
Não trabalho mais do que posso.
Não faço nada além do que posso.
E tento viver o hoje e dele tirar algum aprendizado para esperar pelo amanhã.
Algumas coisas sobre o futuro (que não me pertence) ainda me preocupam, mas sei que o tempo vai acontecer naturalmente, seguindo o curso da vida.




O texto que segue é atribuído a Pedro Bial, mas não sei ao certo...
Sei que ele me foi dado um dia de presente, no trabalho, quando retornávamos das férias de julho e quando minha vida passava por muitas turbulências profissionais e pessoais.
Mas sempre é preciso um sacode para fazermos escolhas em nossa vida.
"Mesmo sem se sentir, não há tempo que volte amor, vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos per-mi- tir." (ao vivo ele cantou assim) Lulu Santos - Tempos modernos

"Escolhas de uma vida 

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".


Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.


Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". 


Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.


As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...


Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.


Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.


Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.


Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!"

2 comentários:

Brasil e Turquia / Brezilya ve Türkiye disse...

Adorei Cris, serviu muita pra minha reflexão, ainda mais que estou tendo uns problemas no meu casamento, pois meu marido é turco e a diferença cultural acaba nos atrapalhando... BEijos!

Blog da Superação disse...

Muito bom amiga! Graças a Deus tenho tentado deixar um pouco a ansiedade por coisas futuras de lado e vivido o presente. A gente tem que aprender mesmo a viver o hoje já que o amanhã é só uma incerteza.