terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Questão de afinidade


O texto que segue, recebi há muitos anos, de um amigo muito querido...
Leva-nos a refletir sobre o que é uma boa relação senão um conjunto de afinidades. Uma sintonia. Uma conexão de pensamentos...
Quem se ilude por questões menores, nunca dará valor à certas coisas.
Mas quem como eu, sempre buscou um companheiro de viagem, vai se identificar com esse maravilhoso texto de Artur da Távola:



AFINIDADE

(Artur da Távola)

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
 
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.


A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.

Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval, carnaval, carnaval... as máscaras caem o ano todo, por que não no Carnaval?

Nada na vida fica escondido.
Uma pequena mentira, pode dar abertura para que venhamos a descobrir mentiras enormes.
Então, quando devotamos crédito e confiança nas pessoas, temos que ter cuidado com o chão onde pisamos.
Eu sempre tenho cuidado nos terrenos que vou pisar, principalmente no que cerne aos terrenos dos corações humanos.
Aquele que rouba uma bala, é capaz de assaltar um banco.
Aquele que omite um pequeno fato, pode omitir coisas grandiosas.
Aquele que mente uma bobagem, pode mentir algo catastrófico.
Eu tenho muito cuidado com as pessoas, prefiro ter uma desconfiançazinha em todo mundo, e as atitudes vão aos poucos mostrando se estou certa ou não.
E assim vou vivendo minha vidinha, com meu pézinho sempre atrás.
Precaução é sempre bom...
Fato é que as pessoas que mentem, omitem ou roubam, uma hora se entregam, caem em contradição e nessa hora temos que bater em retirada.
Sacudirmos a poeira e darmos a volta por cima.
E vamos dançar de novo, porque assim é a vida.
O bloco dos enganados versus o bloco dos mentirosos.


As pessoas tem que gostar das outras pela autenticidade e não pelos personagens que são criados para cada ocasião.
Tantas coincidências não são por acaso.
Mentira tem perna curta. 


Não achei um samba enredo bom para esse post, mas achei um rock'n roll do bom com o Lulu Santos.


Prestem atenção no que diz essa letra e divirtam-se:




Tudo Igual -  Lulu Santos  

Então é assim que a vida faz?
E sempre haverá um fim
Um pano rápido ou um plano
Lonjinqüo do horizonte e os créditos
Os personagens se revelam
Atores no aplauso final
E pra cada interpretação
O que lhe for proporcional...
Fica muito bem em cinema
Romance do romance ideal
Só vamo então deixar combinado:
Aqui é a vida real!
Não leve o personagem pra cama
Pode acabar sendo fatal
Então desmonta logo esta máscara
Voltamos à estaca zero
Fica tudo igual.. Normal






sábado, 18 de fevereiro de 2012

Estar sozinho (a) é uma questão de ponto de vista

Esse texto do Dr. Flávio Gikovate é um dos quais já tinha colocado trechos em outros posts, mas que hoje, recebi por e-mail e na íntegra da minha amada Teresa Cardoso.
É o tipo de relacionamento que eu sempre sonhei para a minha vida. Mas que a grande maioria das pessoas ainda não está preparada para ter.
Quando estudei os românticos na faculdade, confesso que tive vontade de voltar ao passado e matar todos eles de novo.
Por terem implantado na vida da gente essa ideia de que dependemos de outra pessoa para nos sentirmos inteiros.
No post Nascemos completos que escrevi em janeiro desse ano, já tinha começado a desenvolver esse assunto e agora, achei a descrição perfeita desse meu pensamento de amor do século XXI.


"Sobre estar sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.
Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Dr. Flávio Gikovate"



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Ego-ísmo

Todos nós,  seres humanos, temos o Ego ou o eu de cada um, que é das principais partes analisadas pela psicologia e psicanálise.
Achei algumas definições interessantes sobre o tema, resol:

"Ego significa o eu de cada um, é o defensor da personalidade e é um termo muito utilizado na psicanálise e na filosofia. A principal função do ego é procurar harmonizar os desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências; os valores da sociedade.O ego é fundamentado na teoria clássica de Sigmund Freud, que é um conjunto de hipóteses sobre o funcionamento do cérebro das pessoas. Para Freud, o ego baseia-se que todo evento psíquico é determinado por eventos anteriores, ou seja, não há acasos, e também pela existência do inconsciente que, manifesta-se de diferentes modos na vida mental. [...]"

" [...] Para entender a importância do ego, é necessário considerar que, se ele cede em excesso às artimanhas do id, torna-se devasso e libertino; ao se submeter às imposições do superego, corre o risco de enlouquecer; quando não se curva ao universo externo, este o destrói. Assim, o ego é o regulador máximo da mente. [...] O ego tem ainda como obrigação gerar meios de defesa, de certa forma inconscientes, para preservar o aparelho psíquico, entre eles as projeções, as racionalizações, regressões, negações, entre outros... (Infoescola)



Muitas pessoas colocam o Ego acima de todas as outras coisas. Para elas sempre, seus desejos, sua necessidade de chamar atenção, de se sentir mais importante, sempre prevalecerão. 
E, geralmente, não fazem pelos outros o que querem para si transformam-no em
Ego-ísmo. (Sentimento ou maneira de ser dos indivíduos que só se preocupam com o interesse próprio, com o que lhes diz respeito.)
É difícil para pessoas assim dividirem a vida ao lado de outras. Quem só se importa consigo, sempre vai sentir falta de um não sei o quê, que nunca encontraram, nem nunca encontrarão.
O vazio que só se preenche com uma massagem no Ego, a necessidade de ser admirado pelos outros, elogios mesmo que falsos a todo o tempo, nenhuma crítica e nenhuma discordância.

E talvez, nem assim o Ego-ísta se sinta bem.

O Ego-ísta nunca saberá viver em grupo, porque é incapaz de cuidar de outra coisa que não seja de seu próprio umbigo, nunca vai achar nenhuma dor mais importante que não seja a sua própria.
Vai sempre pensar que o universo, Deus, todos os outros seres conspiram contra ele, o perseguem, são seus algozes.
Uma coisa que o Ego-ísta não entende é que onde quer que ele esteja, sempre existirá um problema, porque a admiração precisa ser conquistada, elogios precisam ser sinceros e críticas e discordâncias sempre haverão. 
Ele nunca será uma pessoa feliz enquanto não aceitar que não é o ser mais importante do universo.
As pessoas assim são fáceis de serem identificadas. São aquelas pessoas que não agradecem as conquistas por menores que sejam e sempre vão continuar reclamando por nada.
Lembre-se sempre: muito ego matará seu talento.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

É mágoa...

Sempre tive dificuldade de lidar com sentimentos ruins.
Não sei lidar com a raiva que aparece em um momento de dor, de deslealdade, de mentira...
Não sei guardar mágoa de nada que ninguém me faça.
Quando algo me aborrece, o que eu peço são cinco minutos, para que eu possa ter uma pausa, pensar, contar até mil se preciso e não fazer nada por impulso que possa vir a machucar quem eu gosto.
Não é sempre que tenho esse tempo para digerir, então acabo muitas vezes, agindo por impulso e tendo algum arrependimento por isso.




A mágoa na minha opinião deve trazer males enormes ao organismo. Males físicos mesmo.
A mágoa deve nos deixar feios. Sombrios.
A mágoa ofusca nosso brilho próprio, nossa alegria de viver.


Sei que magoei muitas pessoas, porque sou humana, cometo erros... e assumo todos eles.
Não tenho o hábito de me fazer de vítima. 
A única coisa que queria era ser tratada como uma pessoa que comete erros sem pensar,  e, também, que fosse perdoada por isso.
Todo mundo erra, mas ás vezes, parece que os nossos erros pessoais são piores, tendo em vista a forma com que o outro nos condena e nos atira à face o erro em toda e qualquer oportunidade.
Perdoar... Perdoar, sempre.
Alguns relacionamentos podem ser abalados pela mágoa. É necessário muita maturidade para alcançarmos tamanha grandiosidade de espírito.
Eu ainda não a possuo. Não sou anjo. Não sou santa.
Mas eu tento, disso não tenho dúvidas.
Acho que os homens, tem mais facilidade para guardar mágoa que as mulheres, não todos, que fique claro. 
Mas tenho pequenas experiências recentes que me fazem estar certa disso.
Acredito que Deus nos fez mães para termos um coração sempre aberto para o perdão.
Nesse aspecto, nós mulheres somos mais felizes. 
Um coração machucado, só se cura com o perdão.





O perdão nos faz fortes. 


Enquanto escrevia esse post, me deparei, coincidentemente, com uma foto e uma frase no mural de Michele Nakashima:


‎"Os fracos julgam e condenam, porêm os fortes perdoam e compreendem."


Uma pena que nem todos entendam isso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A conquista precisa ser diária - Você está fazendo isso certo?

Esse post é dedicado a todos os homens e mulheres sem exceção.
Aos que fazem isso certo e aos que não fazem.



A conquista é uma luta diária e eu como boa guerreira que sou, adoro travar grandes batalhas para realizar meus objetivos.
A conquista que vou falar aqui é especificamente sobre cativar pessoas.

Nós, pessoas humanas, muitas vezes achamos que, uma vez cativado um coração, a missão está cumprida e, então, pegamos aquele coração e o deixamos de lado, uma vez a cada milênio damos nele uma polida, somente para nos certificarmos de que ele está ali e é nosso.
Tratamos as pessoas como coisas na grande maioria das vezes.
Enquanto queremos conquistar, nos desdobramos em gentilezas e sutilezas.
Os apaixonados então... ah, os apaixonados... fazem serenatas, mandam bilhetes, enviam sms, lindas mensagens de e-mail, músicas e todo aquele blá, blá, blá... 
Depois de conquistada a pessoa, bem, aí são outros quinhentos... pegamos o coração dela e  simplesmente o guardamos.



Se essa relação progredir e chegar a um casamento, tanto pior!
A escritura de posse, uma vez assinada, não é preciso fazer mais nada, não é verdade?!
Esquecemos de vez as pequenas sutilezas e gentilezas, não é mais preciso, já temos a pessoa, então, pronto!
Fazemos isso com todas as pessoas que pensamos que são "nossas". 
Porém, essa relação de abandono indireto, começa cada vez mais cedo.
Os namorados já fazem isso entre si.
Os profissionais fazem isso com seus colegas de trabalho.
Os pais fazem isso com seus filhos.
Os maridos e esposas fazem isso.

Os pequenos gestos, a simplicidade, seja de uma flor colhida a esmo, uma mensagem no celular no meio da tarde,  a comida preferida, um café da manhã feito com carinho num domingo...
São coisas que não damos tanta importância, mas que, fazem toda a diferença. 
Fazem com que nos sintamos amados, lembrados, queridos...



Em suma, o que eu queria dizer com este texto é que, apesar de eu sempre ser contra a ideia de relacionamentos a base de troca, descobri que em um dado momento, alguém vai cansar de ficar na estante e outra pessoa com um belo sorriso vai apreciar o seu "objeto" cativado ali deixado e vai levá-lo consigo.
E não adianta revoltar-se. Você foi o/a maior contribuinte para que isso acontecesse.
As pessoas não são propriedades umas das outras.

Nem nossos filhos que geramos dentro de nós o são (apesar de muitas mães e pais pensarem). Temos que amá-los e respeitá-los, aumentando nosso carinho conforme eles vão crescendo, porque eles também encontrarão na rua. Seja nos braços de um amigo, de um amor... sempre vai haver alguém carente e alguém para dar carinho.

Devo ressaltar que nem todas as pessoas abandonam a conquista depois que conseguem seu objetivo. 
Mas as que lutam sozinhas uma hora se cansam.
Damos carinho, atenção e respeito, mas também queremos. 
Frisando que não é uma troca, mas uma necessidade inerente ao ser, principalmente o ser humano.

A conquista deve ser diária e o amor deve ser dado a cada dia mais do que ontem e menos do que amanhã.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Comece a abraçar a vida



Recebi o texto que segue hoje da minha amada Teresa Cardoso e gostaria de compartilhar com vocês para que a semana tenha início com um belo abraço de você em sua vida...



"Abraçamos a vida

A vida é uma oportunidade, aproveite-a... (*)
Agradeçamos por essa existência, compreendamos que as provas são necessárias, mas que já possuímos todas as ferramentas para vencermos.
 Comecemos cada dia, com a fé acesa dentro de nós e com ela, vamos nos aliar à coragem e escrever a nossa história.
 A vida é beleza, admire-a...
Não deixemos que a dor fique encravada no nosso peito, impedindo-nos de voltar a sorrir, voltar a amar e principalmente viver.
 Tenhamos o perdão como nosso companheiro e façamos sempre uso dele em nossa caminhada, assim, nossa bagagem espiritual tende a crescer
 Tenhamos também, a sensibilidade de percebermos pequenos e simples gestos que nos rodeiam e quanto aprendizado nos proporcionam.
 A vida é felicidade, deguste-a...
Busquemos compreender que a felicidade nasce dentro de nós, quando tiramos do nosso íntimo os sentimentos nocivos que apenas dificultam a nossa evolução.
 Quando adotamos a esperança e com ela prosseguimos, mesmo que a nossa frente esteja a maior tempestade.
 Que a felicidade nasce quando abrimos o coração.
 Largamos a pressa e passamos a viver cada instante, porque cada momento é único.
 E assim, vamos descobrindo que a vida irá ser sempre o reflexo do que trazemos dentro de nós.
A vida é um sonho, torne-o realidade...
Descruzemos os braços, lutemos, perseveremos, batalhemos pelo nossos ideais
 Recomecemos quantas vezes forem necessárias.
 Não paremos no meio do caminho.
 Levantemos, renovemos nossas forças e voltemos a sentir a confiança pulsar em nós.
 A vida é um desafio, enfrente-o...
Não temamos as dificuldades que surgirem, porque nosso Espírito progride diante das adversidades e segue seu destino.
 Tenhamos determinação e prossigamos!
 Só seremos fracos, se assim acreditarmos.
 Façamos brilhar a nossa luz interna e com ela iluminemos o nosso caminho.
 A vida é um dever, cumpra-o...
Não abandonemos a nossa jornada, mesmo que a princípio existam muitos espinhos.
 Lembremos que ainda há muito a ser feito, a elevação espiritual ocorre gradativamente e não estamos aqui para ficarmos presos eternamente à cegueira.
A vida é um jogo, jogue-o...
Arrisquemo-nos, não nos entreguemos ao medo ou a dúvida.
 Descruzemos os braços.
 Busquemos ir adiante.
 Derramemos lágrimas, mas jamais pensemos em desistir!
 A vida é preciosa, cuide dela...
Façamos da reflexão uma constante em nossa vida.
 Analisemos nossas escolhas.
 Cuidemos do corpo, ele é a morada do espírito.
 Cuidemos também, do Espírito, elevemos nossos sentimentos e vigiemos nossos pensamentos.
 Corpo e Espírito equilibrados, a jornada se torna mais serena.
 A vida é uma riqueza, conserve-a...
Nunca permitamos que o desânimo nos envolva a ponto de nos considerarmos incapazes de prosseguir.
 Encontremos os grandes tesouros que estão guardados em nosso íntimo e com eles seremos sempre ricos espiritualmente.
 A vida é amor, goze-o...
Sigamos os passos do Mestre e como Ele, semeemos o amor por onde passarmos
 Aproveitemos cada instante da nossa existência, porque sempre haverá uma luz a nos proteger.
 E com amor, iremos nos elevar ao Alto.
 A vida é um mistério, descubra-o...
Sempre haverá algo a aprender e a conquistar.
 As derrotas de hoje se tornam aprendizados que nos auxiliam a vencer no amanhã.
 Não temamos o desconhecido, jamais caminhamos sozinhos.
 A vida é promessa, cumpra-a...
O Pai nos deu a vida como presente
 Tenhamos o real comprometimento com a nossa vida e só assim, não iremos nos fragilizar diante dos abalos que chegam até nós.
 A vida é tristeza, supere-a...
Nenhum sofrimento é eterno, não nos entreguemos ao desespero.
 Continuemos nossa evolução, assim, as feridas começam a cicatrizar.
 Tenhamos sempre a certeza de que um novo caminho se abrirá em nossa vida
 A tristeza só é vencida quando continuamos a caminhar, assim, pouco a pouco, ela vai ficando para trás e novos horizontes se abrem.
A vida é um hino, cante-o...
Descubramos novas alegrias.
 Ousemos cada vez mais
Apaixonemo-nos pela vida
 E não percamos essa paixão, mesmo diante dos dias de provação.
 A vida é uma luta, aceite-a...
Muitos serão os desafios que nos envolverão.
 Muitas ainda serão as quedas.
 Diversos problemas baterão a nossa porta.
 Enfrentaremos angústia e solidão
 Mas sigamos, porque muitas conquistas espirituais nos aguardam.
 Levemos a fé como nosso escudo e o amor como a nossa principal arma.
 A vida é aventura, arrisque-a...
Façamos com que cada minuto seja vivido intensamente.
 Descubramos a nossa essência e não tenhamos vergonha de mostrá-la.
 Vamos nos conscientizar que aceitar o sofrimento com resignação, não significa amarrar-se eternamente à dor.
 Não nos isolemos, compartilhemos experiências, dores, aprendizados, alegrias e principalmente amor.
 A vida é alegria, mereça-a...
O Pai não nos daria a vida, se não acreditasse em nós.
 Não nos perdoaria se não soubesse que ainda estamos em processo de aprendizagem.
 Não nos estenderia a Sua Mão, se não confiasse que podemos nos reerguer espiritualmente.
 Com isso, cabe a nós, também confiar em nosso potencial !
 A vida é vida, defenda-a...
Não importa os caminhos por onde tivermos andado, mas sim, a nossa real vontade de renovação.
 Escolhamos o caminho do bem e o bem sempre estará iluminando o nosso destino.
 Busquemos pelo Pai e o encontraremos em nós.
 Porque o Pai habita o nosso ser.
 Abramos o nosso íntimo e lá o encontraremos, assim, não mais andaremos na escuridão
 Abraçamos a vida, porque abraçados a ela, seguiremos confiantes e realizando as transformações que se fazem necessárias.
Porque a vida pulsará em nosso íntimo."



 

(*) frases do texto “ A Vida” de Madre Tereza de Calcutá

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Solte a Panela

O texto abaixo, recebi há muitos anos de uma pessoa que gosto muito por e-mail.
Não faço ideia da autoria, mas, certamente, me chamou muita atenção na época e agora, consigo compreender, verdadeiramente o sentido disso na minha vida.
Na terapia até conversei com Aline sobre ele. 
Resolvi postar, talvez, possa esclarecer, ajudar, assim como fez comigo.

Solte a Panela

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu Corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu Imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela! 

Obrigação de ser feliz



A vida as vezes nos mostra através de nossos erros ou de erros alheios, caminhos que são tão espinhentos que não entendemos, ou simplesmente não queremos aceitar.
Mas com tantas desilusões que causamos aos outros ou que os outros nos causam também, acabamos criando uma imunidade e as dores vão se tornando menos doloridas.
‎"Se o mal existe eu não sei , porque em cada pessoa , eu procuro descobrir o que ela tem de bom.Tenho certeza que não pratico o mal e nem o cultuo. Conservo meus pensamentos sempre bons e limpos e com isto a minha mente é constantemente fortalecida. Faço sempre o meu possível para tornar os caminhos por onde passo mais serenos e claros , afim de que outros que vierem depois de mim, possam se sentir melhores e mais felizes..." (by Teresa Cardoso).
Essa tem sido a minha filosofia de vida. 
Amar a quem te ama é fácil. Difícil é amar quem te faz mal. E conseguir isso é ser sublime. É o que Deus espera de nós. 
Perdoar. 
Não guardar rancor ou mágoa.
Sentimentos ruins, adoecem a alma. 
Depois de muitas cabeçadas, decidi que o meu bom todas as pessoas do mundo terão, sempre, porém o meu melhor, apenas para mim e um seleto grupo que não deverá encher os dedos das mãos em número.
Não vou remoer erros passados porque quero marcar o aqui e o agora com a minha bondade, já que o futuro dependerá do que eu semear hoje.
Passado se foi. Presente viver. Futuro dependerá disso.
Não farei nunca, nada que me prejudique. Em primeiro lugar eu.  
Minha mãe me disse ao telefone: A única obrigação que você tem é de ser feliz.
Não darei aos meus amados preocupações, apenas carinho e cuidado. Fazendo felizes aos que amo, me torno ainda mais feliz.
Aos que amo, o meu melhor. Nunca mais quero causar dor aos meus mais preciosos tesouros... 
"Enfim... Uma fruta deliciosamente madura! Com sabor único: Você!!! O mundo sim, terá obrigação de corresponder à sua altura em relação a carinho, felicidade e respeito depois dessa mudança de postura... Parabéns! Tô feliz..." (Sms de um amigo, muito amado, a quem causei uma das maiores dores do mundo)
O que eu aprendi com a dor, com os erros foi que tudo na vida tem um propósito. E que de tudo temos que buscar qual a lição devemos tirar.
No doce existe o amargo e vice-versa.
Se você plantar mil sementes boas e apenas dez florirem, ainda assim, seu trabalho não vai ter sido vão.
O jardim vai se encher de cor e as borboletas virão ao seu encontro. 
Seja a mudança que você quer ver na sua vida.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alguém em quem confiar...

Sempre que me desaponto com alguém, quero colo.
Hoje eu estou muito triste. 
É como se minha ficha a respeito de algumas pessoas começasse finalmente a cair.
Fico pensando se os filhas da puta, que traem as amizades, as pessoas que se dedicam, são mais felizes...
Porque eu, quando decepcionada, sofro pra caramba com as falsas amizades.
Eu refleti um pouco em todas as coisas que me contam, sobre gente má que se passa de anjo na sua frente.
Gente que a gente nem acredita... Chega a assustar...
Sei que desaponto as pessoas também. Mas não sou má pessoa. Apenas impulsiva.
Não penso e faço, não penso e falo. Simplesmente não penso.
Mas tem gente que parece que trama, maquina, inventa...
Existem coisas que acontecem e EU SIMPLESMENTE NÃO ENTENDO.
Sempre prefiro pensar que todas as pessoas são boas e que quando erram, o fazem por um bom motivo.
Isso deve ser uma espécie de autoengano. 
Ilusões doem menos que a dura realidade.
"Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo." (Renato Russo)