segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nascemos completos

Esse final de semana, apesar de estar totalmente voltada para o amor, tive bastante tempo, olhando a estrada, para refletir sobre nos sentirmos completos ao lado de uma pessoa.
Uma vez, ouvi de um homem que eu o completava. Achei lindo. Achava que ele também me completava.
Hoje, depois de muita terapia e muitas decepções aprendi que nascemos completos.
Sim, nascemos inteiros, não precisamos de outra pessoa para nos sentirmos plenos, porque já somos cheios de nós mesmos.
De nossos defeitos, de nossas virtudes...
O que acontece é simplesmente que algumas pessoas que passam pela nossa vida, ressaltam em nós alguns sentimentos, prazeres e satisfazem necessidades que temos, fazendo com que nos sintamos mais plenos do que já somos.
Daí a sensação de que o outro nos completa.
Simplesmente pelo fato de podermos ser nós mesmos, repletos de nossa personalidade, de nossa essência.
Se encontramos alguém que não está pronto para lidar com isso, certamente esse alguém não nos acrescenta nada, quiçá, nos completa.
Ninguém precisa de ninguém para se sentir inteiro. Ninguém nasce pela metade.
Apenas nossa plenitude se junta à do outro e nos tornamos radiantes, dividindo sonhos e objetivos, formando, assim, dois inteiros lado a lado.
Almas gêmeas, não são duas almas pela metade. Então, não confunda.
"O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado" (Flávio Gikovate)


"Somos seres inteiros, e não devemos nunca buscar quem nos complete, não nascemos faltando um pedaço, não ha sentido procurarmos uma metade, pois ao partirem ou partirmos, continuaremos sendo metade e nunca pessoas inteiras,satisfeitas e felizes. Temos que ser felizes sozinhos ou acompanhados, juntos ou separados, nossa felicidade nunca pode estar nas mãos de ninguém além de nós mesmos, o que muda é quem gozará dela ou não com você, e isso já é uma outra 
história..." (René Damian)

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