terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mudar de casa

Recebi esse texto da minha amada Teresinha, minha professora, mestra, amiga, inspiração, flor mais linda e perfumada do meu jardim, e o estou publicando porque acho que muita gente ao ler vai se identificar...
Quem não acorda de manhã, olha em volta  e sente vontade de mudar de casa, de país, de planeta...?
Quem não olha pro rosto no espelho de manhã e se sente feio e tem vontade de mudar radicalmente o visual, comprar roupas novas...?
Após fazer isso, muitas pessoas ainda se sentem vazias, insatisfeitas e incompletas. Falo por experiência própria.



Apesar da total desassociação essa semana, enterramos meu Tio Geraldo. 
Que era uma pessoa que estava insatisfeita consigo mesma e fugiu de sua vida.  Mudou literalmente de casa, deixou para trás família, amigos e nunca mais procurou ninguém. Alcoolismo foi a causa número um. Talvez a vergonha de voltar tenha sido a causa número dois.
Passados oito anos, o reencontramos através de uma ligação do IML. Morto.
Quando o vi no caixão, o horror que senti, não somente pelo seu aspecto, mas pelo que ele representou para mim: um homem que mudou de vida, de lugar e quando foi encontrado, aparentemente estava ainda mais insatisfeito...
Magro, com os cabelos e a barba sem fazer há meses. Era um dos meus tios mais bonitos, na minha opinião.
Vocês vão me perguntar o por quê disso.
Posso não saber responder, mas a mudança que todos nós precisamos, acredito que está em nós mesmos.
A casa, o templo a ser mudado,  é onde habita o nosso eu.
Mudanças externas talvez só tragam mais incerteza, insatisfação e cansaço...
Pense nisso e leia o texto abaixo com atenção e reflita:



"Chega um tempo na vida da gente que sentimos a necessidade de mudar, seja de casa ou de nós mesmos.
Largar coisas muito enraizadas e profundas, mas que já não servem mais. Então surge a ideia de olhar casas novas, em todos os sentidos! Quem sabe algumas em ruas estreitas que precisamos percorrer, ou outras que fiquem em ladeiras bem íngremes, para desenvolver a nossa força. Ou quem sabe simplificar, resgatar o velho e criar um novo lugar!
Ou talvez procurar uma nova casa, que tenha muita água por perto, para amolecer a nossa argila, que são as nossas crenças…
Muitas vezes não é necessário trocar de casa, mas olhar com outros olhos para dentro dela. Quem sabe, olhando melhor, possamos visualizar um rio com águas transparentes, que tem a capacidade de levar embora as preocupações que não precisamos mais! Ou ainda que reflitam o nosso interior!
E se ainda pudermos ir para perto do mar, que maravilha! Quantos ensinamentos ele tem para nos dar, basta se aquietar e observar! Lugares que tenham água por perto, ajudam a amolecer a terra seca, que são iguais a nossa dureza, rigidez e incompreensão. Olhar através de arcos, resulta em enxergar aquilo que realmente precisamos ver!
Começamos a entender que a casa é a nossa morada, somos responsáveis por ela. Podemos dar  cor ou não, mas o colorido exige mais cuidado.
Observar se não estamos construindo muros muito fechados em volta da nossa casa. Muros separam, pontes ligam, aproximam. Através das pontes podemos ver o outro lado. Conhecer o outro lado muda a nossa percepção, nos transforma. Começamos a ter uma nova visão! E com a nova visão, fica mais fácil pensar na nova construção ou reforma!
Precisamos nos aproximar mais das pessoas? Por acaso nos isolamos demais? Ou precisamos nos aquietar mais? Quem sabe um lugar mais alegre? Ou precisamos caminhar silenciosamente por ruas desconhecidas?
Olhar para nossa casa requer coragem e força… É enxergar o que precisa ser mudado ou desapegar do velho! É olhar fundo. E quando o desapego acontece, ele nos leva em situações caóticas, mais valiosas!
Neste momento surge uma confusão de cores e caminhos! É a reforma. Muitas vezes surgem o frio e o escuro, mas como tudo passa, sempre vem o novo dia para clarear!
Toda reforma ou mudança traz “caos”! Mas precisamos lembrar que vale a pena, o resultado chega!
Se a angústia bate à porta é hora de abrir e atender! Ela vem avisar que alguma coisa precisa mudar!
Quem sabe uma pausa para refletir sobre tudo isso!
Olhar para o rio e perceber que ele corre sozinho e  tem seu tempo. Faz seu curso e segue livre, a cada lugar que o rio passa, ele vê novas paisagens, e nós queremos nos fixar! Permanecer!
É hora de recomeçar, mudar de casa ou reformar!
Assumir responsabilidades, ser dono delas! Com certeza não é fácil, mas vale a pena…"

-Desconheço o autor-

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O amor é uma droga que a gente pensa estar imune

Ontem eu falava com uma amiga sobre pessoas que pensam que são imunes ao amor.
Que acham que vão se envolver, planejar o tempo que uma relação vai começar, a medida exata de sua doação ao outro, como se sentimentos pudessem ser trabalhados dessa forma.
A gente nunca acha que vai ser pego de jeito pelo vírus do amor, porque pensa que tem anticorpos que nos tornam imunes a ele.
A gente sempre acha que já amou pra toda vida, o amor da vida... e um dia, você está lá de bobeira e toma uma rasteira.
Amizade colorida, duas pessoas descoladas, estabelecem critérios: "Olha, sabemos tudo um do outro, eu gosto de fulano e você de beltrana, então a gente sai juntos, beija na boca, dá uns amassos quentes e faz um sexo gostoso, sem compromisso, porque a gente é amigo, ok?"
Um bom plano, aliás, um plano perfeito, se não estivessem envolvidos dois corações e alguns sentimentos.
Pessoas que fazem isso, não querem se comprometer. Ou porque tem algum compromisso com alguém, ou porque tem o coração comprometido com um amor não correspondido ou platônico.
Acontece, que como eu sempre digo: Devemos ter responsabilidade com os sentimentos dos outros.
Talvez, você não se envolva, mas coração do outro é terra que ninguém pisa, como diria minha avó.
Assim como não podemos dominar o nosso coração também.
Eu ia escrever que o amor é uma doença, tipo uma gripe que uma hora ou outra vai te pegar. 
Depois pensei em dizer que o amor é uma droga, a gente não pode experimentar achando que não vai ficar viciado, porque vai.
Aí, joguei no Google a seguinte pesquisa: o amor é uma droga (no sentido de droga química, não no sentido pejorativo de dizer que o amor é ruim, que fique bem claro) e achei um blog chamado Conversas de botas batidas que é nome de uma música do Los Hermanos muito linda. 
Nesse blog, encontrei o post "O amor é uma merda". Achei bastante curioso, li, gostei e agora posto na íntegra para você refletir sobre o que é o amor para você e não terminar pensando assim:

"O AMOR É UMA MERDA

O amor é uma merda. Uma inutilidade tremenda. Desconcerta, desconcentra, machuca e fode. Fode muito. Mas o amor me marca, todo mundo sai ileso dele menos eu. Eu sempre saio na merda.  Aonde eu estava na cabeça quando eu me meti nisso de novo? Na verdade, eu devia estar sem cabeça.
O amor é uma praga de várias mãos que pega e corrompe, que larga sempre o outro e ME pega mais, que subdivide erroneamente as mãos entre as vítimas! O amor pode dar paz pra quem for, mas pra mim ele é miséria, é lágrima, é uma desgrama mesmo - e que eu deixe esse texto aqui muito tempo pra eu nunca mais ousar esquecer disso. Nem se Amarante pessoalmente me ligar me convidando pra um risoto de brocólis.
Eu nunca "desamo" no ritmo, eu nunca entendo o que sinto, eu meto os pés pelas mãos. Mas a culpa não é minha.  É impossível falar qualquer coisa que tenha o mínimo sentido ou ganhar uma discussão quando o outro lado da questão é alguém que a gente acha lindo, que a gente acha fantástico, que a gente quer bem. É impossível pensar em qualquer coisa quando se ama, porque amar exige demais - doação demais, paz demais, VONTADE demais. E na minha lista de vontades eu não ando incluindo algumas frases que..bem..que me fodem tanto quanto o amor em si - mas ainda assim eu as estou ouvindo!
Sinceramente? Eu quero que essas merdas de sentimentozinhos saiam daqui de dentro o mais rápido possível, e se não saírem por bem, tudo certo, sairão na marra mesmo. 
Tragam uma faca de açougueiro, tragam uma britadeira potente, passem um trator em cima de mim até transformar esses sentimentinhos em pó - nada disso vai conseguir doer ou machucar mais do que ter sentimentos por dentro. Nenhuma dessas dores vai ser forte do que a que eu já sinto.  Nenhum desses procedimentos vai ser mais dilacerante do que o processo de ter um coração aberto e ocupado - por alguém que veja só, quer desocupar!
Quero que o amor exploda. Quero que casais dando beijos no shopping tenham diarréia. Quero pedir a Jesus Cristo - e eu até me converto em qualquer religião - que me ajude e me sacuda, que não deixe essa desgraça chamada amor acontecer de novo. Quero um terreiro de macumba pra tirar esse encosto. Quero cento e vinte passes de centro espírita. Quero cortar os pulsos quando eu estiver na merda e ainda assim eu abrir a boca pra dizer que "o amor é lindo" ou que "eu acho que o amor vence tudo".
O QUE FIZERAM COM O MEU CÉREBRO????? 
 Três vezes amaldiçoado seja o infeliz que me fez acreditar nessas coisas de novo. Eu já tinha vencido, eu já estava forte - o que eu ganho me sentindo assim?
Eu sinto ódio. Eu sinto raiva. Eu sinto uma vontade desesperada de gritar. Eu sinto mágoa e guardo rancor. Eu quero que e x p l o d a. ("que é pra ver se você nota, que é pra ver se você vem, que é pra ver se você olha pra mim....")
O amor é foda. E nele, eu só me fodo.
(e o pior, para quem não entendeu a amargura, é que eu queria me dar bem.)"

Eu penso que ele é um vírus, ou uma droga que pode pegar a gente de jeito, numa curva qualquer, quando menos esperamos, somos atropelados por ele. De novo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Semear amor em terreno fértil é muito fácil

A minha reflexão de hoje é sobre semear o amor em terrenos férteis, isto é, pessoas que são fáceis de amar, por serem repletas de amor.
É tão simples amar às pessoas carinhosas, doces, amorosas, sensíveis e boas... Amigos que são gentis, alunos que não dão trabalhos e que são estudiosos, filhos educados e obedientes, companheiros amáveis, pais devotados e que dizem sempre sim.
É como você jogar uma sementinha numa terra boa e não ter nenhum trabalho para que ela cresça, floresça e dê os mais saborosos frutos.
É muito fácil amar quando se tem amor de volta.
Se pensarmos no mestre Jesus, quando passou por esse mundo, ele buscou os doentes, os carentes, os desprovidos de amor, os necessitados da palavra, os que não tinham fé.
Uma vez que seria bem mais fácil seguidores santos. Nem todos os seus apóstolos era pessoas de conduta 100%  excelente.



Ele veio para ajudar pessoas a crescerem, a evoluírem e a se tornarem melhores. No amor, na retidão, na fé em Deus.
Pela manhã, falava com minha amiga Clarisse Reis sobre porque algumas pessoas escolhem para amar pessoas que não tem nada a ver com elas em termos de objetivos e características.
Tipo amam o seu lado oposto, tipo Lei da Física.
Segundo ela, pessoas que não somam, não acrescentam.
E eu refleti sobre isso: Como é fácil amar alguém que se parece com a gente!
Alguém que é capaz de nos dar tudo o que precisamos, queremos... o que para nós é perfeito. Amar o perfeito aos nossos olhos é fácil.

Agora, experimente cuidar de um terreno improdutivo. Um terreno seco, invejoso, recalcado, egoísta, desprovido de amor, bondade, fé, carinho...
Ninguém quer se arriscar a ter esse trabalho, porque chutar cachorro morto é muito fácil. Maltratar alguém que já é extremamente maltratado até por si mesmo é muito comum.



Dar amor, sem esperar nada em troca, mesmo porque a pessoa não tem para dar é uma missão impraticável.
Para quê? A troco de quê?
Não ganhamos nada com isso.
Para que tentarmos ser como Jesus?
Muito mais fácil apontar o dedo para o outro.
Muito mais fácil amar quem nos ama.
Muito mais fácil reclamar da sorte e fugir da luta.
Amar pessoas amargas é tão sem sentido...
Mas onde o amor não se encontra é onde justamente ele é mais necessário.
É quem justamente mais precisa ser amado.
E é muito difícil amar quem não sabe o que é amor.
É muito difícil amar quem não vai nos amar de volta.
Da mesma maneira que é muito fácil amar as pessoas que para nós são boas e que sempre nos agradam.
Ninguém quer amar as pessoas chatas, amargas, de gênio ruim...
Por isso, lanço um desafio, a todos nós: Vamos tentar ser como Jesus e levar o amor aos corações cativos.
Aos lugares escuros da alma. Aos espíritos involuídos.
Só assim, aproveitamos a oportunidade de evoluirmos em espírito.
Semeando a boa semente, nos territórios mais improváveis.
Fazendo a diferença no mundo.





segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alma leve, mente limpa, coração aberto...


Nada como ar puro, banho de cachoeira e o amor para renovar as energias...


Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura
(Martha Medeiros)




Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções.
(Martha Medeiros)



Aquilo a que chamamos felicidade consiste na harmonia e na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva, convencida e decidida do espírito, ou seja na paz da alma.
(Thomas Mann)



 O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
(Carlos Drummond de Andrade)


O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.
(Antoine de Saint-Exupéry)



Não é preciso agendar, entrar em fila, contar com a sorte, acordar cedo para pegar senha: a possibilidade de recomeço está disponível o tempo todo, na maior parte dos casos. Não tem mistério, ela vem embrulhada com o papel bonito de cada instante novo, essa página em branco que olha pra gente sem ter a mínima ideia do que escolheremos escrever nas suas linhas.
O que é preciso mesmo é ter coragem para abrir o presente.
(Ana Jácomo)

Nascemos completos

Esse final de semana, apesar de estar totalmente voltada para o amor, tive bastante tempo, olhando a estrada, para refletir sobre nos sentirmos completos ao lado de uma pessoa.
Uma vez, ouvi de um homem que eu o completava. Achei lindo. Achava que ele também me completava.
Hoje, depois de muita terapia e muitas decepções aprendi que nascemos completos.
Sim, nascemos inteiros, não precisamos de outra pessoa para nos sentirmos plenos, porque já somos cheios de nós mesmos.
De nossos defeitos, de nossas virtudes...
O que acontece é simplesmente que algumas pessoas que passam pela nossa vida, ressaltam em nós alguns sentimentos, prazeres e satisfazem necessidades que temos, fazendo com que nos sintamos mais plenos do que já somos.
Daí a sensação de que o outro nos completa.
Simplesmente pelo fato de podermos ser nós mesmos, repletos de nossa personalidade, de nossa essência.
Se encontramos alguém que não está pronto para lidar com isso, certamente esse alguém não nos acrescenta nada, quiçá, nos completa.
Ninguém precisa de ninguém para se sentir inteiro. Ninguém nasce pela metade.
Apenas nossa plenitude se junta à do outro e nos tornamos radiantes, dividindo sonhos e objetivos, formando, assim, dois inteiros lado a lado.
Almas gêmeas, não são duas almas pela metade. Então, não confunda.
"O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado" (Flávio Gikovate)


"Somos seres inteiros, e não devemos nunca buscar quem nos complete, não nascemos faltando um pedaço, não ha sentido procurarmos uma metade, pois ao partirem ou partirmos, continuaremos sendo metade e nunca pessoas inteiras,satisfeitas e felizes. Temos que ser felizes sozinhos ou acompanhados, juntos ou separados, nossa felicidade nunca pode estar nas mãos de ninguém além de nós mesmos, o que muda é quem gozará dela ou não com você, e isso já é uma outra 
história..." (René Damian)