segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ano novo (?)


O termo ano novo, para muitas pessoas pode não significar nada, mas para outras pessoas tem um significado tão amplo que não sei se terei como descrever aqui.
Quando mudamos de uma ano para o outro é como se nossas esperanças de mudanças se renovassem junto com a data.
É como se pudéssemos deixar para trás as coisas que deram errado e começar tudo de novo de uma maneira diferente.
A possibilidade de um recomeço deixa as pessoas felizes.
É engraçado como uma simples data no calendário possa ter tanta importância.
Para mim é a mais importante do ano.
Que me desculpe Jesus, que aniversaria em Dezembro, mas minha relação com ele é mais profunda do que um dia 25.
É como se na virada do ano, tivéssemos a capacidade de colocar somente coisas boas numa mala e trazer para o novo que se inicia.

Minha reflexão sobre ano novo, que vou deixar para você é:
O ano não pode ser novo, se a mudança não partir de nós.
Não adianta querer que as coisas mudem, carregando velhos conceitos e hábitos que não dão mais certo.
Não vale nada trazer na mente velhos pensamentos e querer começar uma vida diferente no dia 1º de janeiro.
A maior mudança em nossa vida, seja no Ano novo ou em qualquer outra época começa sempre dentro de nós.
Por isso, venha de malas prontas, mas que sua bagagem seja leve, com bastante coisas boas e novas.
E que cuidemos de nossa saúde física e mental, pois sem saúde não conseguimos fazer nada, que dirá, alcançar nossos objetivos.
O ano só será melhor se as pessoas forem melhores.
Um feliz Ano (realmente) Novo!

Abaixo segue um texto que recebi da minha amada Teresa Cardoso sobre a viagem que estamos prestes a iniciar. 

"De malas prontas - A viagem  


Estou pronta pra me revisar... me reavaliar. Estou de malas prontas.
Tenho e sempre tive a convicção de que esta vida aqui é uma estação de uma longa viagem de origem e destino desconhecidos. Mas todas as vidas , a minha, a sua , a de todos, passam pelo mesmo caminho que leva ao crescimento humano e espiritual.
Tem quem queira prosseguir a viagem. Tem quem queira passar voando pela estrada. Tem quem queira interrompê-la abruptamente. Tem quem passe alheio a tudo, até mesmo à vida. Esse aí não vive na verdade… passa o tempo inteiro da viagem sentado beira do caminho. Sem aprender, sem progredir… sem crescer. Não viaja, nem vive… só sobrevive.
Pra alguns a viagem é curta… nem chega a desembarcar, embarca de volta. Pra outros a viagem é loooonga!
Há quem leve na bagagem experiências ruins e aprenda com elas. N’outras bagagens as experiências ruins se transformam em peso… pesam muito, viram mágoa e se transformam em doença.
Na minha bagagem, as experiências ruins transformo em aprendizado. Isso as tornam leves.
Na minha estrada observo cada pedrinha do caminho. O sol, a chuva, as folhas, as plantas, animais. Sou feliz por viver, por respirar, andar, enxergar, poder falar, ter corpo perfeito, cérebro que funciona, mente que trabalha.
Observo especialmente o ser humano e suas diversas vestes. Não as do corpo… porque são irrelevantes. Mas as da alma.
A veste da cultura pode encobrir uma personalidade bronca, rude, vazia, egoísta.
O ouro, a riqueza… podem encobrir a pobreza extrema do espírito.
Em contrapartida a veste da simplicidade pode encobrir um espírito de um estado de nobreza irretocável, sutil, de uma elevação indescritível.
Fim de ano é tempo de repensar. Reavaliar o que foi feito durante um ano inteiro e sobre o que se pretende mudar. Ano novo é hora de novos sonhos, novas autopropostas.
Não adianta sonhar, ter um réveillon maravilhoso, se não houver um réveillon íntimo. Roupas não vão vestir nem o meu nem o seu futuro.
Não importa ser vou passar de branco, de prata, numa festa em família, vendo a queima de fogos... com champanhe, num lugar chiquérrimo, na montanha ou à beira da praia ou num barracãozinho.
Nem o cenário nem o figurino são essenciais... são meros detalhes. Não importa se vou virar o ano dormindo. Só não posso dormir por mais um ano. Fechar os olhos aos meus objetivos, às minhas metas, ao meu melhoramento. Se eu fizer isso não será um ano novo. Não será nada além de “mais um novo ano velho”.
Fecho o ano agradecendo. Agradecendo a chance de existir, de respirar, andar, enxergar. Ter tido o privilégio de ser trazida à terra pelos meus anjos: pai e mãe. Ter uma família especial, ter tido uma infância de sonhos e oportunidade de aprendizado de vida, de valor imensurável. Pela oportunidade de ter saúde bastante para dar vida à outra vida. Pela oportunidade de trabalho, sob todos os ângulos. Pela oportunidade da queda que ensina a levantar... pela oportunidade dos enganos, pra aprimorar escolhas.
Pela tentativa constante e incansável de manter mãos e coração limpos. Pela presença de pessoas que me amam e a quem amo também.
E o presente de amigos “presentes”, os mais distantes, os de sempre e os que chegaram de surpresa.
Estou pronta pra me revisar... me reavaliar. Estou de malas prontas.
Faça as malas você também... deixe pra traz o que você não conseguiu melhorar. Melhore-se, melhore a vida de quem puder... melhore o seu jeito de olhar e agir com o outro, com o mundo.
Siga em frente e boa viagem!
 

(Por Magaly Reinaldo)"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Render-se nunca, retroceder jamais

Apesar da truculência do título, que é o nome de um filme antigo ao contrário, este post é para falar sobre covardia.
Quem de nós diante de um obstáculo, nunca pensou em desistir e entregar os pontos?
Quem diante de uma perda que considerou gigante, nunca pensou em deixar de viver?
E o que nos fez mudar de ideia?
Esta semana soube da morte de uma amiga da adolescência (a segunda este ano), era uma pessoa extremamente boa, engraçada, daquelas que você podia contar a qualquer dia e hora que ela estava lá.
Essa amiga, soube a pouco tempo, tinha sido acometida por uma doença do fígado devido ao alcoolismo.
Há dois meses minha mãe foi visitá-la e ela disse categoricamente à minha mãe que queria morrer.
Mamãe ficou abalada com o estado dessa amiga.
Eu tive medo de vê-la. Sou muito covarde ainda em relação a ver pessoas doentes, definhando... Não gosto de guardar certas imagens.
Essa amiga deixou duas crianças. Imagine o que é para duas crianças verem sua mãe sendo lentamente abraçada pela morte. Cada dia mais entrelaçada...
Ontem à noite, eu estava aqui no sofá de casa, vendo o filme desses bem clichês, Um dia. E parece que ao ver aquele filme, um filme à parte passou em minha cabeça.
Eu imaginei minha amiga se entregando, deixando a vontade de viver, seus filhos sofrendo e caí no choro.
Talvez ela precisasse de ajuda para ver o que de bom ela estava deixando. Talvez a minha covardia me impediu de tentar mostrá-la o que ela tinha em volta.
Não gosto de pensar jamais no "E se..." mas ontem caí nessa armadilha.
Talvez eu seja teimosa demais e por isso não me entrego fácil.
Como boa brasileira que sou, não desisto nunca.
Risquei do meu dicionário o verbo desistir.
Quanto à retroceder, algumas vezes precisamos recuar para refletir sobre o próximo passo com cuidado, às vezes ser calculista é bom... mas voltar atrás num processo, NUNCA. 
Às vezes por mais frágeis que nos encontremos, devemos perceber que a fraqueza é só um estágio e que ela vai passar. 
Precisamos ter fé. 
Se renda, sim. Se renda à beleza, ao amor, à Deus, à vida.
Não se entregue à tristeza, à mágoa, aos maus sentimentos.
Risque palavras negativas do seu dicionário.
Se a felicidade é feita de momentos, a tristeza também não é eterna.
Nada dura para sempre.

"Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem, como acontece com muitas pessoas que cruzam nosso caminho." (
François de Bitencourt)




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O homem no mundo

"Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro. - Chico Xavier"


Nasci e fui criada, até me entender por gente, na religião Católica.
Sempre ouvi dizer que Deus era vingativo, que Ele castigava as pessoas que erravam...
Pensava: Que cara doido! Dá a gente o livre arbítrio, a gente erra e Ele castiga?! Como assim?
Quando comecei a fazer catecismo, aos nove anos, tive que pela primeira vez (e última) me confessar a um padre.
Me lembro que tremia de medo antes de entrar na sala. E confessei a ele meus pecados (tão inocentes) chorando de medo de Deus me castigar.
Aos doze anos estudei a Santa Inquisição e comecei a temer também a Igreja Católica, quando soube as atrocidades cometidas com tantos homens e mulheres que foram torturados e mortos acerca de acusações mirabolantes e sem fundamento.
Muitas pessoas vão querer me apedrejar por isso. Mas eu rompi com as igreja aos poucos quando fui crescendo.
E concluí este rompimento há pouco tempo. 
Tentei no decorrer de minha curta existência, buscar outras igrejas, mas nenhuma me preenchia, uma vez que o catolicismo pregava o castigo e a caridade e o protestantismo pregava a salvação mas não falava de caridade, e nem de Maria, mãe de Jesus, como se ele fosse filho de Deus com uma pedra, enfim...
A religião deveria nos aproximar uns dos outros e de Deus, mas ao invés disso, pessoas se matam pela fé cega, quando na verdade o objetivo de todas é o mesmo.

Devido a isso, sempre fui muito confusa quanto às religiões e resolvi crer em Deus e em Jesus somente.
Me deitava em oração e pedia a ele que me mostrasse qual a minha missão nesse mundo. Me atormentei e me deprimi por anos a fio, já que não obtinha resposta.

Até que certo dia, fui fazer estudo do evangelho por Allan Kardec e li uma passagem que se chama "O homem no mundo". (Item 10, Cap. XVII - O Evangelho segundo o espiritismo).



Percebi que não devemos nos isolar porque a maior prova de fé é conseguir conviver com as pessoas que pensam diferente de nós e não impormos nossos pensamentos.Que devemos nos respeitar como pessoas que pensam e agem diferentes umas das outras, compreendendo os seres com espírito menos evoluído.


Aprendi também que abraçar a cruz do mártir, não nos trará o reino dos céus porque Deus não nos fez para sofrer, ele nos fez para sermos felizes e para amarmos ao nosso próximo, sem esquecer que a primeira pessoa que devemos amar é a nós mesmos.

“Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.

Todos os seres humanos buscam ser perfeitos para Deus.
Essa busca pela perfeição leva-nos a trilhar vários caminhos. 
Mas o único caminho que nos leva até Ele é o amor.
A perfeição é um estágio que nunca alcançaremos. O que não nos impede de tentar.
O único ser humano perfeito que existiu foi Jesus. 
Muitas pessoas tentaram seguir seu exemplo, mas ainda assim, em algum momento da vida, fraquejaram.
Por isso, concluo que devemos fazer o bem e amar, assim, agradamos ao coração de Deus, independente da crença religiosa que sigamos.
Uma coisa na vida é certa: A lei do retorno. Para o bem e para o mal ela existe e é implacável.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos..."

Ás vezes é preciso sofrer uma perda. Seja de uma pessoa que amamos (que nos deixa por vontade própria ou por que Deus a chama para Si) seja a saúde para que demos mais valor à nossa vida...
Perder nunca é bom.
Outras vezes, precisamos ganhar para acreditarmos que Deus nos ouve e nos atende os pedidos.
Aprendi que Deus nos dá muitos presentes, alguns que pedimos, alguns que não pedimos ou não merecemos e outros não damos valor simplesmente porque não estamos preparados para receber.
Nós seres humanos pensamos que temos que sempre estar pedindo à vida alguma coisa. Eu, particularmente, chamo a força maior que me rege de Deus. 
Muita gente não acredita, mas não é esse o objetivo do meu post de hoje.
Esta semana foi muito reflexiva.
Algumas perdas e muitas restrições.
Uma conversa com minha fonoaudióloga Dani (maravilhosa) sobre o corre-corre diário, que nos levou a concluir que temos que tirar um tempo para vivermos a nossa vida, nos amarmos de verdade. 
Jesus disse para amarmos ao próximo como a nós mesmos, mas, constantemente, atentamos contra a nossa felicidade e bem estar. Com escolhas erradas e excessos (sejam eles de qualquer tipo).
Então, como conseguiremos cuidar do próximo se não cuidamos de nós mesmos?
O tempo passa e, muitas vezes, não prestamos atenção ao que está à nossa volta. Mesmo diante dos sinais que a todo tempo recebemos.
Trabalhamos tanto, atropelamos etapas, deixamos de lado pessoas que nos são caras pensando que depois vamos ter tempo de estarmos com elas.
O depois não existe. O que existe é o HOJE. Um PRESENTE (porque é assim que tem que ser, mas não é).
Passamos por ele correndo, não aproveitamos, não desfrutamos pensando que o amanhã virá e com ele todas as coisas resolvidas, sem que para isso precisemos nos esforçar.
Em julho perdi uma amiga que não via há 10 anos. Sempre achava que um dia íamos nos encontrar, rir das coisas que fazíamos, ver nossos filhos brincando... Um dia... Um dia que não chegou porque não deu tempo. 
O tempo acabou antes do esperado por nós, como se pudéssemos prever quanto tempo ainda teremos para realizar as coisas que planejamos. (Como se os planos fossem mesmo facilmente controláveis... )
Não quis vê-la em seu velório porque queria preservar nossa última imagem juntas. 
Não quis guardar uma lembrança tão triste...
Depois do falecimento de Clarice, comecei a mudar minha forma de ver e viver a vida.
Não trabalho mais do que posso.
Não faço nada além do que posso.
E tento viver o hoje e dele tirar algum aprendizado para esperar pelo amanhã.
Algumas coisas sobre o futuro (que não me pertence) ainda me preocupam, mas sei que o tempo vai acontecer naturalmente, seguindo o curso da vida.




O texto que segue é atribuído a Pedro Bial, mas não sei ao certo...
Sei que ele me foi dado um dia de presente, no trabalho, quando retornávamos das férias de julho e quando minha vida passava por muitas turbulências profissionais e pessoais.
Mas sempre é preciso um sacode para fazermos escolhas em nossa vida.
"Mesmo sem se sentir, não há tempo que volte amor, vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos per-mi- tir." (ao vivo ele cantou assim) Lulu Santos - Tempos modernos

"Escolhas de uma vida 

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".


Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.


Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". 


Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.


As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...


Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.


Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.


Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.


Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!"

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pause...

Ultimamente tenho parado para pensar sobre as coisas que acontecem conosco.
Todas elas de alguma maneira nos servem de aprendizado.
Sejam as coisas boas ou as ruins.
Não tenho parado para questionar a Deus por que isto ou aquilo acontece comigo.
Acredito que tudo tenha uma razão de ser e cabe a mim compreender o que posso aproveitar dela.
Fui diagnosticada com calo nas cordas vocais. 
Eu que trabalho como professora e que gosto muito de falar.
Sou do tipo de pessoa eloquente e frenética.
Muitas vezes ajo antes e penso depois.
Muitas vezes falo mais do que devia. A grande maioria delas.
Devido à minha fé e algum estudo, vejo nisso uma forma de Deus me dizer: "Você precisa parar um pouco". 
Porque no que dependesse de mim eu nunca pararia.
Sou agitada.
Ligada no 220.
Minha pilha é Duracell, só que Lithium.
Sou hiperativa.
Por isso me autointitulo MULTIMULHER.
Então, resolvi sentir minha dor de não poder atuar como uma espécie de pausa. 
Talvez tenha chegado o momento de parar para aprender a ouvir.
Calar forçada e necessariamente.
Sem blasfêmias, sem ai de mim, sem autopiedade.
Sem me nivelar  pensando que tem pessoas que estão piores ou melhores do que eu.
É hora de cuidar do que é preciso.
De mim, do próximo...
É hora de assumir a responsabilidade pelos meus atos.
Pelo meu descuido de mim.
Esse pode ser um alerta para o que é realmente importante. 
A pergunta que faço a Deus todas as noites é: "Senhor, qual a minha missão neste mundo?"
Chegou o momento de observar.
Quero apenas com esse meu post falar sobre causa e efeito, ou ação e reação, segundo as leis de Newton.
O efeito de falar demais pode ser perder um pouco da voz.
O efeito fumar pode ser um problema de pulmão.
O efeito da consumir álcool pode ser uma cirrose.
E uma lista sem fim de coisas boas ou não que podem surtir um efeito em nossa vida.
Pedimos à vida sempre o melhor.
Mas será que estamos fazendo o nosso melhor?
Será que somos merecedores de recompensas?
Estamos fazendo jus ao prêmio final?
São perguntas que queria que você se fizesse.
Pois me faço todos os dias.
Tenho tantas coisas boas em mim e fora de mim, que só posso agradecer por tantos prêmios.
Mas preciso fazer jus porque ainda não me vejo merecedora de tantas dádivas.
Hoje quero que você dê uma pausa.
E faça essa reflexão.
Apenas pense.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Amor é uma conquista diária, eu sei, já disse isso


Há um tempo atrás, escrevi um texto chamado: "A conquista precisa ser diária - Você está fazendo isso certo?"
Todo relacionamento afetivo começa da mesma forma, busca de afinidades, carinho, conversas longas... 
Isto serve também para a amizade.
Mas hoje, mais uma vez, vou falar sobre o amor, este tema que move o meu blog e a minha vida.
Estou lendo um livro muito bom chamado "O amor como estilo de vida".
O autor Gary Chapman fala sobre sete características das pessoas que tem a capacidade de amar. São elas:
Gentileza, Paciência, Capacidade de perdoar, Cortesia, Humildade, Generosidade e Honestidade.



Quando um relacionamento amoroso começa, as pessoas mostram o seu lado bom, porque estão focados na conquista.(Eu acho que não sou assim, e nem sei ser, não sei fingir, mas enfim...)
Depois com o tempo e a convivência, a conquista foi feita e está tudo certo.
Certo?!
Errado. Muito errado.
No início são carinhos, mensagens românticas e todas as coisas que citei anteriormente (Gentileza, Paciência, Capacidade de perdoar, etc...) além do toque físico que muita gente considera importantíssimo.
O que a maioria de nós se esquece é que o amor é uma conquista diária.
Depois que uma pessoa se torna cativa de nós, devemos continuar cuidando com o mesmo carinho, dedicando a ela o nosso tempo, a nossa atenção e diariamente cercá-la com gentilezas.
É muito difícil. É uma prática que tem que ser adquirida.
Para mim é difícil, para você é difícil. Para todos nós.
Mas eu é necessário tentar com afinco, mesmo quando queremos desistir de tudo.
Às vezes nas coisas mais sutis. 
"Ouvi uma música e me lembrei de você."
Fazer o prato preferido, preparar o café, mandar uma mensagem no celular fora de hora, expressando saudade... 
Dar um presente sem ter data especial.
Ouvir um desabafo ou simplesmente se sensibilizar com um problema de quem amamos.
Eu sei, o corre-corre diário algumas vezes nos impede de pararmos para fazer pequenas sutilezas.
Mas pense no quanto é bom receber uma gentileza. Mesmo sendo de alguém que nunca vimos na vida.
Quando é de alguém que amamos, sem dúvida é muito melhor.
Gentileza gera gentileza. 
O amor tem que ser desenhado diariamente. Tudo o que deixamos no esquecimento se torna obsoleto.
Assim também são os sentimentos.
Se o mundo é um lugar ruim hoje. É porque deixamos que muita coisa caia no esquecimento. Até mesmo o amor.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Algumas passagens sobre o amor por Fabrício Carpinejar


Li essas três passagens sobre o amor, escritas por Fabrício Carpinejar, e acho que assim como era tudo o que eu precisava ler hoje, acredito que também servirá para alguém.
Seguem as três citações:

"Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem:
que ele não ame com coragem.
Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos ...
Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem.
Amar com coragem não é viver com coragem.

É bem mais do que estar aí.
Amar com coragem não é questão de estilo, de opinião.
Amar com coragem é caráter.
Vem de uma incompetência de ser diferente.
Amar para valer, para dar torcicolo.
Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar.
Não usar atenuantes como “estou confuso”.
Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes.
Amar decidido, obcecado,
como quem troca de identidade e parte a um longo exílio.
Amar como quem volta de um longo exílio.
Amar quase que por, por bebedeira,
Amar desavisado . Amar desatinado, pressionando,
a amar mais do que é possível lembrar.
Amar com coragem, só isso."



"O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever. "


  



"Eu me planejei não me planejar. Amor para mim é doideira, descontrole, soluço de árvore na estrada. Andar de cadarços desamarrados, levar os ciscos e as ervas para a casa. Arrastar as folhas e o solo. Varrer a rua em direção à casa, em movimento inverso. Sujar a casa de mundo, de premência. Invejo quem programa seu casamento com antecedência, com dois ou três anos de noivado. Nunca fui assim, de fazer maquete, de brincar de casa de boneca, de planejar cada passo. 
Família não é uma empresa. Fali na família antes de ganhar alguma coisa. Invejo quem só casa após segurança financeira. Amor nunca me concedeu segurança. Invejo quem condiciona o enlace a uma lua-de-mel no exterior. Que seja na saúde e na doença de cara, na alegria e na tristeza de cara. 
Relâmpago não é tão bonito sem chuva. Relâmpago sem chuva pede esmola. Quero a chuva junto do clarão, o marulhar das calhas, a água nas escadas das telhas. Sou do amor fulminante, como um enfarte. Perder a razão. Casar na hora, em dias, esquecer que não era possível, esquecer as dificuldades, esquecer os entraves e pormenores. Não dar tempo para criar problemas. 
Não dar tempo para ponderar com opiniões dos próximos. 
Não aceitar conselhos de ressaca, decidir ébrio e arrepender-se amando. 
Ultrapassar-se. 
Não sei como montei minha casa. Amor junta os pertences, não reclama. Faz funcionar o que não existe. Deixo a demora para Deus, sou mesmo apressado em mim para ser lento no corpo dela. Invejo quem faz lista de presentes em lojas e recebe metade da casa mobiliada depois da aliança na mão esquerda. A aliança nem conheceu minha mão direita. Mal cumprimentou. Não recebi nada que está em casa, não tive poupança, fundos de investimento. Recebo os amigos. Sobrevivi, pois precisava. Não há desculpa para sobreviver. 
Invejo quem premedita o casamento, conhece os pais dela devagarinho, faz as reivindicações antes do contrato, briga por teimosia e capricho pelo tom das paredes e marca dos ladrilhos. Que escolhe a cor do cachorro para combinar com o capacho. Não consigo. Caso para quebrar as regras, para me aproximar no ato, para não deixar o inferno dourar a pele. Entro no primeiro apartamento e fico. Os livros já são estantes. Ponho o colchão no chão e subo devagarinho com os meses. Caso rápido porque nunca fui sozinho dentro de mim, porque a saliva é água potável, porque amor é urgência. Ajeita-se a vida como pode. Um dia a menos não será depois um dia a mais. Caso em segredo, a dois. 
Beijo tem muito despudor para ter medo. 
Não me exibo, caso. 
Não faço futuro, caso logo para fazer passado. "



terça-feira, 31 de julho de 2012

PALAVRAS QUE EU GOSTO III - Atitude


A terceira palavra da série, é Atitude. Mas atitude com enfoque na Psicologia, essa tendência que temos de responder de forma negativa ou positiva diante das situações...
Do dicionário ATITUDE: 1 Modo de ter o corpo; postura. 2 Norma de proceder ou ponto de vista, em certas conjunturas. 3Propósito ou significação de um propósito. 4 Psicol Tendência a responder, de forma positiva ou negativa, a pessoas, objetos ou situações. 5 Sociol Tendência de agir de uma maneira coerente com referência a certo objeto.


Ontem uma amiga, escreveu em seu status no Facebook a palavra A-TI-TU-DE grafada dessa forma. Achei aquilo tão interessante que me deu vontade de escrever algo sobre.
Não sei se foi essa a intenção da Elaine, mas vamos ver se consigo chegar perto do que ela pensou...


Quando a vida nos dá certos golpes, muitos de nós tem a reação de encarar e bater de frente com aquele problema ou situação e travar uma batalha até que as coisas se resolvam em seu favor, para que tudo volte à posição de origem.
Isso pode ocorrer de várias formas: no trabalho, em casa, numa relação pessoal... existem N situações conflitantes que vão exigir de nós uma postura.
Essa postura de encarar e se posicionar diante de uma situação é chamada de atitude positiva.

E é ela que precisamos ter para que consigamos obter êxito em toda e qualquer circunstância.




Outras pessoas tem uma reação diferente diante dessas situações e se escondem, se omitem, ficam em cima do muro, sem se posicionar de nenhum lado...

Pessoas que se vitimizam, se sentem frágeis ou fracas, preferindo se lamentar, maldizer a vida, se encolher num canto confortável e esperar que as coisas se resolvam por si, nem que para isso sua vida se comprometa e se acabe.

Elas preferem simplesmente deixar que tudo desmorone, que outras pessoas sofram, que o mundo caia, por pura covardia e falta de atitude. Vivem infelizes em trabalhos que não gostam, com pessoas que não queriam estar porque é cômodo esperar sabe-se Deus até quando...
Até que explodem e botam tudo a perder reagindo de maneira impensada.
Essa é a dita atitude negativa.
Acho que todos nós já tivemos os dois tipos de atitude.
Por comodismo, co-dependência, estabilidade financeira e sei lá por quais motivos...
Não devemos julgar quem tem atitudes negativas porque as situações mudam a todo instante e nunca sabemos que tipo de ATITUDE devemos tomar.
Ninguém tem só um ou outro tipo de atitude.
Existe um pensamento que penso que tem muito a ver com o que escrevi hoje e que é atribuído a Fernando Pessoa, mas que se não for de sua autoria, não deixa de ser um texto excepcional:



"PALCO DA VIDA


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

E você pode evitar que ela vá a falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar eu errei.
É ter ousadia para dizer me perdoe.
É ter sensibilidade para expressar eu preciso de você.
É ter capacidade de dizer eu te amo.
É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz . . .
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo . . ."


(Fernando Pessoa)



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Os dois lobos - Uma breve história sobre o lado escuro que há em nós


Estou lendo um livro muito bom de Debbie Ford "Como  entender o efeito sobra em sua vida - Por que pessoas boas fazem coisas ruins?", vou falar mais detalhadamente sobre ele noutro momento, mas uma passagem dele me chamou muito a atenção e gostaria de compartilhar esse texto com você: 

"Existe uma antiga história dos índios cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia. Um dia, o cacique decidiu que era hora de orientar o seu neto favorito sobre a vida. Ele o levou para o meio da floresta, fez com que se sentasse sob uma velha árvore e explicou:
- “Filho, existe uma batalha sendo travada dentro da mente e do coração de todo ser humano que vive hoje. Embora eu seja um velho e sábio cacique, o líder da nossa tribo, essa mesma batalha é travada dentro de mim. Se você não souber dessa batalha, ela o fará perder o juízo. Você nunca saberá que direção tomar. As vezes vencerá na vida e, depois, sem entender o porquê, perceberá que está perdido, confuso, com medo, arriscado a perder tudo o que trabalhou tanto para ganhar. Você muitas vezes achará que está fazendo a coisa certa e depois descobrirá que fez as escolhas erradas. Se você não entender as forças do bem e do mal, a vida individual e a vida coletiva, o verdadeiro eu e o falso eu, você viverá a vida todo num grande tumulto”.
“E como se existissem dois grandes lobos vivendo dentro de mim; um é branco e o outro é preto. O lobo branco é bom, gentil e não faz mal a ninguém. Ele vive em harmonia com tudo à sua volta e não se ofende se a intenção não era ofender. O lobo bom, sensato e certo de quem ele é e do que é capaz, briga apenas quando essa é a coisa certa a fazer e quando precisa se proteger ou à sua família, e mesmo então ele faz isso da maneira certa. Ele toma conta de todos os outros lobos da matilha e nunca se desvia da sua natureza”.
“Mas existe o lobo preto também, que vive dentro de mim, e esse lobo é bem diferente. Ele é ruidoso, zangado, descontente, ciumento e medroso. Basta uma coisinha para que ele se encha de fúria. Ele briga com todo mundo, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar com clareza, porque a sua ganância para ter sempre mais e a sua raiva e a sua ira são grandes demais. Mas trata-se de uma raiva infrutífera, filho, porque ela não muda nada. Esse lobo só procura confusão aonde quer que vá, e por isso sempre acaba achando. Ele não confia em ninguém, por isso não tem amigos de verdade.”
O velho cacique ficou sentado em silêncio durante alguns minutos, deixando que a história dos dois lobos penetrasse na mente do jovem neto. Então ele lentamente se curvou, olhou fixamente nos olhos do menino e confessou:
- “As vezes, é difícil viver com esses dois lobos dentro de mim, pois eles brigam muito para dominar o meu espírito”.
Cativado pela história do ancião sobre essa grande batalha interior, o menino puxou a tanga do avô e perguntou, ansioso:
- “Qual dos dois lobos vence, vovô?”
E com um sorriso cheio de sabedoria e uma voz firme e forte, o cacique disse:
- “Os dois, filho. Veja … se eu escolho alimentar só o lobo branco, o preto ficará à espreita, esperando o momento em que eu sair do equilíbrio ou ficar ocupado demais para prestar atenção às minhas responsabilidades, e então atacará o lobo branco e causará muitos problemas para mim e nossa tribo. Ele viverá sempre com raiva e brigará para atrair a atenção pela qual tanto anseia. Mas, se eu prestar um pouquinho de atenção no lobo preto, compreendendo a sua natureza, se reconhecê-lo como a força poderosa que ele é e deixá-lo saber que eu o respeito pelo seu caráter e o usarei para me ajudar se um dia eu ou a tribo estivermos em apuros, ele ficará feliz, e o lobo branco ficará feliz também, e ambos vencerão. Todos venceremos”.
Sem entender direito, o menino perguntou:
- “Não entendi, vovô. Como os dois lobos podem ganhar?”
O cacique continuou a explicação:
- “Veja, filho, o lobo preto tem muitas qualidades importantes de que eu posso precisar, dependendo das circunstâncias. Ele é feroz, determinado, e não se deixará subjugar nem por um segundo. Ele é inteligente, astuto e capaz dos pensamentos e estratégias mais tortuosos, o que é importante em tempos de guerra. Ele tem os sentidos aguçados e superiores que só aqueles que olham através da escuridão podem apreciar. Em meio a um ataque, ele poderia ser o nosso maior aliado”.
O cacique então tirou da sua bolsa alguns pedaços de carne defumada e colocou-os no chão, um à direita e o outro à esquerda. Ele apontou para a carne e disse:
- “À minha esquerda está a comida para o lobo branco e à minha direita está a comida para o lobo preto. Se eu optar por alimentar os dois, eles não brigarão mais pela minha atenção, e eu poderei utilizar cada um deles como precisar. E como não haverá guerra entre eles, poderei ouvir a voz da minha sabedoria profunda e escolher qual dos dois pode me ajudar melhor em cada circunstância. Se a sua avó quer uma carne para fazer uma refeição especial e eu não cuidei disso como deveria, posso pedir para o lobo branco me emprestar a sua magia e consolar o lobo preto da sua avó, que estará zangada e faminta. O lobo branco sempre sabe o que dizer e me ajudará a ser mais sensível às necessidades dela”.
“Veja, filho, se você compreender que existem duas grandes forças dentro de você e respeitar a ambas igualmente, as duas sairão ganhando e haverá paz. A paz, meu filho, é a missão dos cherokees – o propósito supremo da vida. Um homem que tem paz dentro de si tem tudo. Um homem dividido pela guerra em seu íntimo não tem nada. Você é um jovem que precisa escolher como vai lidar com as forças opostas que vivem no seu interior. A sua decisão determinará a qualidade do resto da sua vida. E quando um dos lobos precisar de atenção especial, o que acontecerá às vezes, você não terá do que se envergonhar; poderá simplesmente admitir isso para os anciãos e conseguirá a ajuda de que precisa. Quando isso for de conhecimento público, aqueles que já travaram essa mesma batalha podem oferecer-lhe a sua sabedoria”.
Essa história simples e pungente explica como é a experiência humana. Cada um de nós está em meio a uma batalha contínua, em que as forças da luz e da escuridão competem pela nossa atenção e pela nossa submissão. Tanto a luz quanto a escuridão habitam dentro de nós ao mesmo tempo. Verdade seja dita: existe uma matilha inteira de lobos dentro de nós – o lobo amoroso, o lobo bondoso, o lobo esperto, o lobo sensível, o lobo forte, o lobo altruísta, o lobo generoso e o lobo criativo. Junto com esses aspectos positivos existem o lobo insatisfeito, o lobo ingrato, o lobo autoritário, o lobo desagradável, o lobo egoísta, o lobo indecente, o lobo mentiroso e o lobo destrutivo. Todo dia temos a oportunidade de reconhecer todos esses lobos, todas essas partes de nós mesmos, e escolher como iremos nos relacionar com cada um deles. Será que continuaremos condenando alguns e fingindo que eles não existem ou vamos tomar posse de toda a matilha?
Por que sentimos a necessidade de negar a matilha de lobos que vive em nós? A resposta é fácil. Ou achamos que ela não existe ou que não deveria existir. Tememos que, se admitirmos todos os diferentes “eus” que ocupam espaço na nossa psique, de algum modo seremos rotulados de esquisitos, diferentes, prejudiciais ou psicologicamente fragmentados. Achamos que devemos ser pessoas boas e “normais”, dentro das quais só mora um único “eu”. Mas existem muitos “eus” e a recusa em entrar em acordo com eles é um grave erro – que nos levará a cometer atos estúpidos e temerários de auto-sabotagem.
Eis o grande segredo: existem muitos “eus” contidos dentro do nosso “eu”, pois dentro de cada um de nós existem todas as qualidades possíveis. Não há nada que possamos ver e nada que possamos julgar que não exista dentro de nós. Todos somos luz e escuridão, santos e pecadores, pessoas adoráveis e abomináveis. Somos todos gentis e calorosos, mas também frios e cruéis.
Dentro de você e dentro de mim existem todas as qualidades conhecidas pela espécie humana. Embora possamos não estar conscientes de todas as qualidades que possuímos, elas estão adormecidas dentro e nós e podem despertar a qualquer momento, em qualquer lugar. A compreensão disso nos permite entender por que todos nós, que somos “bons”, somos capazes de fazer coisas ruins e, mais importante, por que às vezes nos tornamos os nossos piores inimigos."
Espero que essa história acrescente algo a você.
Alimente seus dois lobos, porque quando o lobo preto não é alimentado, pode se sentir faminto e devorar o que houver pela frente. 
Ele apenas espera que se abra uma pequena fresta e nessa hora, salta voraz e destrói o que vir em seu caminho.
Não guarde, não refreie seu lobo preto. 
Deixe ele se mostrar ao mundo de vez em quando. 



Concurso de colunista

domingo, 22 de julho de 2012

PALAVRAS QUE EU GOSTO II - Fé

Continuando os posts sobre palavras que gosto, hoje vou falar sobre fé.
Do dicionário: s.f. Fidelidade em honrar seus compromissos, lealdade, garantia: a fé dos tratados.
Confiança em alguém ou em alguma coisa: testemunha digna de fé; ter fé no futuro.
Crença nos dogmas de uma religião; esta mesma religião: ter fé; a propagação da fé.
Crença fervorosa: fé patriótica.Afirmação, comprovação: em fé do que lhe digo... Testemunho autêntico que certos funcionários dão por escrito: a fé do tabelião.Estar de boa fé, estar convencido da verdade do que se diz; estar de má fé, saber muito bem que se diz uma coisa falsa; ter intenção dolosa.


A fé é o que me move. Na minha opinião ela deveria mover todos os seres do universo. Como um combustível, uma mola propulsora pra te lançar na direção daquilo que acredita, sem deixar que desanime.
Ter fé nada mais é do que crer, fervorosamente no que quer que seja. Dar um salto no escuro, sem temer o que possa acontecer, mesmo que não dê certo.
É abraçar uma causa, seja ela pessoal ou não. 
É mergulhar nas profundezas do desconhecido simplesmente porque acredita e não teme.


A fé é particular. Cada um crê no que quer.
Alguns creem em Deus, outros não, alguns creem nas pessoas, outros não, alguns acreditam em santos, Buda, dinheiro... 
Tanta coisa pra se ter fé e há quem não acredite em nada, nem em si mesmo.
A falta de fé tira de nós o gosto pela vida que é repleta de possibilidades.
Podemos deixar de ver muita coisa passar, porque não acreditamos na possibilidade.
Acho que FÉ é a palavra que mais gosto. Ela é como se fosse um alimento para os corações ansiosos.
Eu não conseguiria viver se não tivesse fé.
Por isso confie, creia e mantenha acesa a chama da esperança usando como combustível maior a sua fé.