sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dona Teresinha

(Essa sou eu um pouco antes de me ingressar no caminho do saber)

Nunca escondi de ninguém que esse blog é meu xodó.
De vez em quando fico admirando as visitas, que já passam de 25.000.
Modestamente, começou de uma brincadeira com um amigo, num dia em que andei em BH e vi o ex-garoto mais bonito da escola...
Três anos completos em outubro, quanta gente lê, comenta, segue...
Gente de vários cantos do mundo, o que me deixa espantada, devo confessar.


Hoje quando fui observar as fotos dos seguidores, vi muitos rostos amigos, mas um em especial me chamou a atenção: Maria Teresinha, seguidora desde 14/12/2011.
A foto é pequena, não deu para identificar se é a minha professora "Dona Teresinha" da Sandoval.
Se parece muito com ela...
Visto isso, me bateu uma nostalgia... Esse ano, completou 25 anos que ela me ensinou os primeiros passos da escrita e acreditou no meu potencial. Olha no que deu...


Fato é que eu e um ex-colega da turma 1ª série B de 1986, Otoniel, tínhamos uma ideia de reunir os colegas que encontrássemos nesse ano para celebrarmos esse quarto de século.


Dona Teresinha foi a Inspiração para que eu seguisse a profissão que tenho hoje e que eu amasse tanto ler.
Profissão essa que me dá muitas alegrias, como no último domingo, quando fui paraninfa dos formandos do Ensino Médio, com direito a discurso e tudo mais.


Drummond, Lispector, Vinícius... Clarice Drummond. Pseudônimo que ela me deu quando me inscreveu num concurso de poesias aos 8 anos de idade.
Graças à minha querida professora conheci o melhor  livro do mundo e o meu  preferido, diga-se de passagem: O pequeno príncipe (lido pela primeira vez nesta época e várias outras vezes depois no decorrer desses anos).
Se for você, a minha Dona Teresinha, me deixe um depoimento, me passe seu e-mail, queria muito vê-la...
Muitas saudades.

2 comentários:

Teresinha disse...

Olá minha pequena e adorável escritora! Te encontrei por acaso, navegando nesse imenso oceano virtual e a reconheci pelos olhos – fundos, silenciosos, pescadores de palavras , poéticos... Li o seu texto sobre inferências, o qual adorei. E comecei a passear pelo seu blog como quem retorna a um jardim muito bem cuidado e fui encontrando as flores que um dia, ajudei a plantar... Percebi que são maravilhosas, coloridas, perfumadas, alegres, tristes, irreverentes, mas todas , sem desprezar nenhuma, profundamente belas. Coincidentemente, estou lendo “A arte de ser leve, da Leila Ferreira ( penso que ainda temos muito em comum!!!) e me chamou a atenção uma frase “Quem escolhe fazer de seu cotidiano um exercício de delicadeza e respeito, certamente tem mais chance de envelhecer com leveza”Hoje ao ler o que você escreveu sobre a minha pessoa, fiquei delicadamente emocionada e muito feliz em saber que você floresceu delicadamente. Se conseguirem marcar o encontro da turma, me convidem. Faço questão de abraçar a todos vocês que com certeza, foram os meus mais brilhantes alunos....Acho que a frase do antropólogo Tião Rocha , no livro da Leila diz que , “ a gente quer tanto ser substantivo que perde os adjetivos” nunca prevaleceu como parâmetro para o meu trabalho na educação. Cada um de vocês sempre carregava inúmeras qualidades singulares;sobravam adjetivos.... Eu sempre acredito que o ser humano pode dar certo... Você é uma prova disso. Estou muito orgulhosa e imensamente feliz por ler seus textos e saber que esse seu blog teve início,lá na Sandoval, nas nossas aulas maravilhosas, no nosso jornalzinho (lembra?) . Continue florescendo e fazendo florir...espalhando sementes e construindo jardins. Agindo dessa maneira, podemos não dar conta de consertar o mundo, mas que vamos deixá-lo um pouquinho mais bonito, lá isso , vamos!!! Beijo no seu coração. Teresinha.

Chris disse...

Nossa... sem palavras... Muito feliz.