quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma boa conversa e O poder da palavra

Hoje eu estava arrumando umas coisas e ouvi meu filho Bruno Henrique chamando a irmã e dizendo: "Fala comigo, Belle!"


Pensei imediatamente em quantas vezes eu fiz isso, tentando resolver um problema de maneira mais pacífica apesar de ter sido mal interpretada na maioria das vezes.


Engraçado como meus filhos tem personalidades tão definidas. Anna introspectiva tal qual o pai. Bruno Henrique falante e questionador, tal qual a mãe.
Sempre fui considerada alguém que fala demais. E sou obrigada a concordar.
O resultado disso eu colho hoje fisicamente falando: tenho problema nas cordas vocais.


Tudo nessa vida podia ser resolvido com uma boa conversa.
Acho que as pessoas que sabem conversar são mais diplomáticas do que as que reprimem.
Ontem li um texto do Chico Xavier, ironicamente no perfil do facebook de alguém que nunca foi muito eloquente. 
Alguém que me exauriu  de tanto falar sozinha e que nunca dizia o que pensava. 
Será que o meu "falar demais" o impedia?
Nunca vou saber o que ele pensava... 
Minha bola de cristal quebrou.
"Ninguém me ama...", "Que desgraça!", "Não me rotule"... etc... eram as frases eu ouvia. 
Mas nunca questionou o porque de certas coisas acontecerem, apenas aceitou dando as costas sem nada falar.
Dar as costas dói, desligar o telefone na cara dói, a falta de resposta dói...




Se as pessoas expusessem seus problemas numa boa conversa, talvez nem existissem guerras  no mundo, nem casamentos desfeitos, nem brigas de bar...
Os mal entendidos seriam evitados se você falasse as coisas diretamente a quem de interesse, ao invés de mandar recado, evitando,  assim, as  fofocas e conversinhas fiadas...
É melhor pecar pelo excesso que pela falta.
Por isso fale. Mas fale na hora certa. 
Não deixe para amanhã ou depois.
As pessoas não advinham.
Diga SIM abertemente.
Diga NÃO escancaradamente.
Mas nunca deixe de dizer.
Peça se tiver que pedir.
Xingue quem tiver que xingar.
Só não se cale.
Fale para as paredes, para si mesmo, para a calçada, para o manequim da loja de departamentos.
Só não fique mudo diante das coisas que com uma palavra você pode resolver.
Não vai te custar nada.
Nem vai te diminuir ou humilhar. 
Ou melhor, pode te custar muitos mal entendidos, dores e ofensas a menos.
Antes eu achava que as pessoas se calando eram sábias.
As pessoas sábias são aquelas que filtram o que vão falar pois sabem que mal não é o que entra na boca, como diria a Bíblia, mal é o que sai dela.
Eu não sou nada sábia, porque nunca, NUNCA tive filtro.


O Poder das Palavras

Livro: Busca e Acharás


André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em 



variadas comparações.

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.

A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.

O conceito otimista é luz no caminho.

O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.

O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.

O comentário deprimente é pasto da obsessão.

A nota de esperança é porta de paz.

O conceito pessimista é nuvem enregelante.

A frase calmante é ingrediente de paz.

O verbo agressivo é indução à doença.

Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.

A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.

E o uso dessa força que equilibra ou desequilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou 



abate está em nós.
Eu apenas tenho um pedido a fazer:
Abra seu coração e deixe que ele fale, quando você não tiver mais forças e nem voz para fazê-lo.


Um comentário:

Clarisse Reis disse...

"Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar."

Tiago 1:19