segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A gente sempre destrói aquilo que mais ama...


Hoje minha reflexão é sobre um pensamento de Oscar Wilde:
‎"A gente sempre destrói aquilo que mais ama. Em campo aberto ou em uma emboscada. Alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, os valentes com uma espada." 
Esse trecho adaptado, retirado de um poema gigante, para mim é uma das passagens mais sensacionais da Literatura Universal e é um erro crasso que alguns de nós vive cometendo.
Especialmente eu.
Por que não?
A felicidade a dois é uma coisa que sempre me deu medo. 


Quando estive feliz ao lado de alguém, sempre me achei desmerecedora disso, daí fui lá e estraguei.
Sempre. 
Para mim todos os relacionamentos são sérios, mesmo que durem uma semana, ou dois meses, ou anos...
Aprendi a ter responsabilidade com o sentimento dos outros. Mas potencializo demais os meus.  
Apesar de sempre me dedicar de todo o meu coração. 
Sempre segui o preceito de Vinícius: Infinito enquanto dure.


Dure o tempo de eu ir lá e estragar tudo. Sempre foi assim.
Sempre tive tanto medo de me machucar gostando de alguém, que preferia terminar, no auge da relação, nos melhores momentos, imaginando um sofrimento que poderia vir a ter, mesmo que isso nunca acontecesse.
Neuroses. Chrises. 
O que acontece é que nunca esperamos que, ao terminar, para não sofrer e evitar sentir uma dor, acabamos sentindo dor do mesmo jeito. Talvez maior. 
Jogar fora uma relação boa, só por medo de fracassar é um ato de covardia dos mais horrendos, admito.
E aí não há como voltar atrás e desfazer porque existe um outro lado que certamente foi magoado por nossa atitude covarde e por que  não dizer infantil?
E isso me retorna a um outro pensamento, na verdade um provérbio chinês, daqueles bem clichês, de perfil de facebook:
"Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra proferida e a oportunidade perdida."
Eu queria poder reparar certos erros cometidos.
Sei que é egoísmo querer que a outra parte sempre perdoe nossas mancadas.
Sei também que há um limite até para o perdão. 
Mesmo que tenha se sentido bem ao seu lado, mesmo que haja cumplicidade, confiança, respeito, carinho,  afinidade e entrega, o outro se cansa de nossas pisadas na bola.
Aí resta arrepender, chorar pelo leite derramado talvez, mas sempre respeitar o pensamento do outro.
Fica a dica, inclusive para mim.
Espero sinceramente que eu pare de fazer isso um dia... 


2 comentários:

Angelita disse...

Amei, acho que todos nós, ou pelo menos a maioria, destroi o que ou quem mais ama por medo de um sofrimemto que talvez nem aconteça. Bjus.

Elaine disse...

halsAmiga, apesar dos nossos erros é sempre tempo de tentar reconstruir mesmo que as coisas não estejam no ponto exato que gostaríamos que elas estivessem. Reinvente.