terça-feira, 22 de novembro de 2011

Gentileza gera Gentileza




" ESTE E O PROFETA GENTILEZA GERA AMORRR / MEUS FILHOS ANUNCIAIS UNS AS OUTROS QUE DEUS NOSSO / PAI GENTILEZA E A NATUREZA NOSSO DONO CRIADORR / ELE NÃO VENDE TERRAS NÃO COBRA PARA NOS DAR ALIMENTACÃO / ESTA LUZ DO MUNDO QUE E A NOSSA VI-DA E DE TODOS SERES / VIVENTES E DE GRACA NÃO COBRA NADA O! DESTRUIDORR DA / MENTE CEGA SURDOS DESTROI O AMORRR DA HUMANIDADE E / OBRA DO CAPETA DOS FILHOS HOMENS PECADO CAPITAL FAZ / O DIABO DEMONIO O MARGINAL AI OS FILHOS DE DEUS VIVEM MAL / DE SETUACÃO E DE MALDADE CAPITALISMO SATANA EM 2000 PERDE / S O MANDATO POR JESUS DISSE PROFETA GENTILEZA AMORRR PAZ" (Poema do Profeta Gentileza - O mesmo que escreveu a frase que dá título a esse post e criador da imagem da foto acima)

Como foi prometido há quase uma semana, fiquei de escrever pelo menos dois posts a respeito da palestra de Leila Ferreira, no evento Sempre um Papo, ocorrido na Prefeitura de Betim.
Leila veio para contar um pouco sua história de vida e falar sobre seu livro A Arte de Ser Leve.
E foi realmente com muita leveza que eu e minha amiga Mércia Bueno nos deleitamos com os ensinamentos e vivências de Leila.
"Gentileza é qualidade de vida. Por um motivo simples a vida é feita de relacionamentos. Vive melhor quem tem competência para se relacionar e faz parte dessa competência tratar o outro com civilidade E RESPEITO.Estique o braço para os lados para cima e para baixo.É nessa área que você deve atuar. Crie harmonia e beleza em seu entorno basta que cada um cultive gentileza em seu palmo de terra" (Leila Ferreira - A arte de ser leve) .
Hoje vou falar a respeito de Gentileza.
Para ser gentil é preciso leveza de espírito.
Nossa vida hoje é tão corrida... Mal temos tempo de tomarmos um café da manhã com tranquilidade, almoçarmos junto de nossa família.
São tantas demandas que nos esquecemos de ser gentis.
E as pessoas em geral também se esquecem. 
Gentileza gera gentileza?
Nem sempre. As vezes é muito mais fácil ser grosseiro com as pessoas, é muito mais fácil revidar um mau trato do que responder com cortesia.
Quando somos gentis, esperamos pelo menos que sejam gentis de volta. Não é mesmo?!
Experimente um dia sair na rua e ser amável sorrindo e cumprimentando ilustres desconhecidos e depois contabilize quantos sorrisos você vai ter de volta. Não se espante se o saldo for zero.
Me lembro de uma vez que fui fazer uma caminhada e pensei: "Hoje vou dar bom dia para todas as pessoas que passarem por mim...."
A grande maioria delas se assustou comigo.
Pouquíssimas responderam.
Desanima, sim, não nego. Mas nunca vou deixar de ser simpática e gentil porque as pessoas não querem ser.
Quantas vezes você já deu bom dia para a caixa do supermercado e ela não respondeu, ou algumas vezes ela sequer olhou para você?
O mundo é um lugar duro, mal educado, mal humorado... 
Por que eu não tenho carteira de motorista?
Porque não sei lidar com a burrice e a falta de educação no trânsito.
Tenho medo também, porque sou meio pavio curto.


Mas quando ouvimos pessoas feito a Leila Ferreira falando com uma voz doce e um sorriso sempre pronto para as adversidades, vemos que o mundo ainda tem jeito e que ser leve é realmente uma arte.
Que não é para qualquer ser humano praticar, infelizmente.
O mau humor é contagioso.
E como seres humanos que somos, algumas vezes acabamos desistindo de ser bons, porque é muito mais fácil sermos maus e sempre esperamos algo em troca.
Para o mal, infelizmente, estamos sempre preparados.

"Pessoas felizes não são pessoas que não tem problemas. São aquelas mais preparadas para enfrentá-los porque geralmente tem bom senso e resistência capacidade de tolerar frustrações. Investir na estrutura emocional e investir na felicidade. A competência para conviver pode ser um grande aliado da felicidade. A arte de viver bem que inclui a competência para se relacionar com os outros deveria ser ensinado nas escolas. Só é feliz quem souber reciclar suas tristezas." (Leila Ferreira - A arte de ser leve)

domingo, 20 de novembro de 2011

Almas gêmeas (!) (?)


Desde menina acredito que temos almas gêmeas, ou almas irmãs.
Não me refiro somente a uma pessoa companheira a quem devotamos o nosso amor, nos casamos e constituímos família.
Sou uma tola romântica, confesso, sempre busquei minha metade da laranja.
E confesso também, que encontrei umas quatro durante a vida toda.
E que me fizeram me sentir plena e depois se foram. 
Na hora certa.


Apesar de ser esse o tema do post, falo também dos amigos: aqueles que consideramos irmãos que a vida coloca em nosso caminho durante nossa passagem por este planeta, para que possamos tirar algum aprendizado.
Eu em minha curta vivência, conheci almas gêmeas e com elas aprendi muitas coisas.
Porém algumas pessoas marcam e se tornam mais importantes em nossa vida.
Elizabeth Gilbert (autora do best-seller Eat, Pray, Love) diz que  "As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora."
A pessoa que nos revela e a qual me refiro nesse post é aquela que quando você encontra, parece que já conhece desde sempre. 
E, no primeiro instante, nos sentimos tão atraídos que parece que alguma coisa em nós passa a fazer sentido, ou se complementa.
Como se fosse uma extensão de você. Se é que me entende.
 

É alguém a quem você não tem vergonha de se mostrar, de ser naturalmente você mesmo e que te deixa totalmente à vontade. 
Alguém que você não imagina como chegou até aqui sem ter encontrado antes.
E você pode junto dela viver uma linda história, ou uma grande descoberta de si mesmo, talvez vocês possam viver juntos e envelhecer lado a lado. 
Por que não?


Mas a função de nossas almas gêmeas, na verdade, é nos mostrar onde temos que mudar ou melhorar por assim dizer.
Como na citação de Liz, é nosso espelho, é onde podemos nos ver  e encontrar o que fazemos de errado e de certo e inconscientemente tratamos como gostaríamos de ser tratados.
E há reciprocidade: Ela corresponde às nossas demandas, ou pelo menos tenta, e nós igualmente tentamos corresponder às dela.
Um encontro de almas desse porte é esplêndido.
Há uma completude de sentimentos, amor, carinho, pensamentos e as maravilhosas sensações físicas que só as almas gêmeas podem nos trazer com um simples abraço ou até mesmo o mais sincero sorriso.
Liz Gilbert está certa...
As almas gêmeas são as pessoas mais importantes que passarão pela nossa vida, as quais amaremos muito num curto espaço de tempo e as quais sabemos que tem como função nos presentear com descobertas e aprendizados.
Mas que cedo ou tarde terão que ir e ensinar a outras pessoas, assim como nós também teremos. 
Algumas ficarão por um tempo curto, mas vão nos revirar como só os furacões são capazes de fazer.
Outras vão chegar com sua doçura e ficar um tempo longo, talvez até o último dia de nossas vidas. 
Vai saber?

Como acreditar na história de que só temos um amor na vida, ou ainda que só amamos uma pessoa por vez?

Nosso coração tem uma infinita capacidade de amar e o do outro também.
E ao mesmo tempo. 



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A felicidade não é desse mundo

Considero essa semana, uma semana de grandes aprendizados. Acho que tenho material para uns quatro posts que prometo, farei com a maior tranquilidade, para não perder nada do que foi ouvido e aprendido.
Ontem assisti a uma palestra sobre a felicidade, cujo título era o mesmo deste post que vos escrevo:
"A felicidade não é desse mundo".
Um título bastante assustador, não?
No começo também achei, até que a palestrante explicou o título e bateu com os meus últimos aprendizados.
Na verdade, nossos aprendizados só são válidos quando os tornamos hábitos.
Um dia descobri que de ninguém mais dependia minha felicidade, além de mim.
Eu sempre colocava a felicidade nas conquistas materiais e no outro.
Por exemplo, me deixava feliz, gastar numa loja com coisas que eu desejava como roupas, sapatos, bolsas, cosméticos...
Iria ficar feliz se tivesse um bom emprego, se tivesse uma casa, se tivesse um carro...
Seria feliz se meu marido e meus filhos correspondessem à todas as expectativas que eu criei em relação a eles.
Seria feliz se eu fosse a mãe, esposa, filha, trabalhadora e perfeitas.
Seria feliz se Deus atendesse minhas inúmeras e infindáveis demandas.
Seria feliz se fosse amada e respeitada por todas as pessoas.
Resumindo: A felicidade era sempre externa a mim.
Eu não era feliz sozinha.
Um dia eu entendi, a duras penas, a custa de muitos males físicos e psíquicos que eu precisava estar bem comigo e que minha felicidade só dependia de mim.
Acho que a lição mais importante que aprendi nos últimos meses.
Eu sou detentora da capacidade de me fazer feliz, e mais ninguém.
Aliás todos nós somos detentores da nossa própria felicidade.
Uma pena jogarmos a responsabilidade nas mãos das outras pessoas ou nas coisas que desejamos ter e não temos...
Ser feliz é fácil.
É estar bem consigo, é se amar, é se respeitar em primeiro lugar.
É  tratar os outros como você gostaria de ser tratado.
É respeitar se quiser ser respeitado.
É aprender que para amar o próximo, tem que antes amar a ti, e não o contrário.


Mas o essencial é que saibamos que a felicidade está nas coisas mais simples da vida, como diz a música Felicidade de Marcelo Jeneci.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Do que eu sou feita?

Dentre os últimos acontecimentos de minha vida, os quais muitas vezes achei que não iria dar conta de superar, outros que ainda estou superando e alguns que consegui transpor, muitas pessoas me perguntaram de que matéria eu sou feita.
Três pessoas exatamente.
Eu respondi a uma: Acho que sou feita de gelatina, porque você pode furar que depois cola e volta a ser como antes.
Para outro eu respondi: Acho que as pessoas pensam que sou feita de ferro.
E ele então me respondeu: Você, apesar de estar muito perto de ser uma MULHER MARAVILHA, não precisa ser uma de verdade. 
E para a terceira respondi: Acho que sou feita de fé.
"E ela é teimosa, não por arrogância, mais por persistência, é teimosa para seguir em frente, mesmo com as quedas, em acreditar novamente nas pessoas, mesmo com as desilusões em abrir as janelas, mesmo com as portas fechadas, em pular, mesmo sem chão, em sorrir mesmo com as lágrimas, porque ela acredita na magia da vida, por um único motivo: Ela tem fé!"
Muitas vezes já pensei em desistir de tudo, mas sempre acreditava que se não tinha dado certo, é porque não tinha chegado no fim, como diria o escritor Fernando Sabino. 
Saltando no escuro, sem saber se um dia chegaria ao chão.
Engraçado como algumas lições que temos na vida sempre nos servem em outro momento para que possamos refletir sobre onde estamos errando. 
Em um post mais antigo, Coração partido devia ser considerado deficiência física..., que eu reli por acaso, descobri que eu também sou feita de perdão.
Então àqueles que me viram revirando os últimos dias, que me ajudaram a ter concentração, discernimento e principalmente que me deram atenção e carinho.
Fé e perdão. 
É disso que sou feita.

Nós também não temos bola de cristal

Ontem li um status no Facebook que me chamou bastante a atenção. Trata-se do texto abaixo:

"Homem também gosta de ser chamado de ‘meu’. Gosta de atenção, carinho, conversas, companheirismo... Gosta de se sentir amado, se sentir importante para alguém. Ao contrário do que muitos pensam, também possuem sentimentos.
Homens também ficam triste com uma discussão, também ficam noites pensando no que fazer. Homens choram. Quando o assunto são os defeitos do relacionamento, se fazem de forte na frente de sua garota, mas no fundo seu coração está doendo, está apertado e também têm vontade de sair gritando, às vezes. Homens também acordam desesperados à noite quando sonham que estão perdendo sua garota. Homens também amam. E acima de tudo - mesmo que alguns não demonstrem - precisam de uma mulher do seu lado para ajudar a viver. Mas prestem atenção, estou falando de homens, não qualquer canalha que finge ser um..." (Desconheço o autor)




Os homens vivem dizendo que nós somos complicadas, que falamos não quando queremos dizer sim, fazendo piadas sem fim sobre as nossas crises e indecisões.

As famosas DR's (Discussões de Relação) que 99,9999999...% são iniciadas por nós, na verdade existem porque os meninos muitas vezes não se expressam.

Se nós mulheres soubéssemos do que está escrito no texto acima, certamente muitas DR's, términos de namoros, noivados e casamentos seriam evitados.

Minha amiga Márcia Araújo acabou de me dizer o seguinte: "Homens são exatamente
 assim, mas o que os impede de demonstrar o que sentem, resume-se em: medo e machismo. Sentem medo porque poderão ser caçoados por outros homens, sentem medo por acharem que os outros o acharão idiotas ou frágeis ou ainda, medo por sentirem que são sim sensíveis e/ou sentimentais demais por assumirem que assim como nós, mulheres, possuem sentimentos e choram, se desesperam, ficam tristes e precisam de amor, carinho e atenção. Infelizmente, o machismo entra em cena e os impede de serem mais doces, amáveis e companheiros."
Ontem em conversa com meu amigo Luiz Fernando que eu acho que é desses homens de que nos falam o texto, falávamos sobre dar  valor às pequenas coisas como um carinho fora de hora, dormir abraçados, escrever um bilhete carinhoso, guardar as lembranças que damos no dia-a-dia, mesmo que não tenha nenhum valor material.
Fiquei pensando ao ler o texto se os homens expusessem o que sentem  e fossem mais emotivos e  abertos não evitariam tantos mal entendidos e interpretações particulares que fazemos por não sabermos adivinhar ainda.
Muitas vezes, sinceramente, pensamos que eles não se importam e acabamos desistindo de tudo. Foi assim comigo. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A gente sempre destrói aquilo que mais ama...


Hoje minha reflexão é sobre um pensamento de Oscar Wilde:
‎"A gente sempre destrói aquilo que mais ama. Em campo aberto ou em uma emboscada. Alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, os valentes com uma espada." 
Esse trecho adaptado, retirado de um poema gigante, para mim é uma das passagens mais sensacionais da Literatura Universal e é um erro crasso que alguns de nós vive cometendo.
Especialmente eu.
Por que não?
A felicidade a dois é uma coisa que sempre me deu medo. 


Quando estive feliz ao lado de alguém, sempre me achei desmerecedora disso, daí fui lá e estraguei.
Sempre. 
Para mim todos os relacionamentos são sérios, mesmo que durem uma semana, ou dois meses, ou anos...
Aprendi a ter responsabilidade com o sentimento dos outros. Mas potencializo demais os meus.  
Apesar de sempre me dedicar de todo o meu coração. 
Sempre segui o preceito de Vinícius: Infinito enquanto dure.


Dure o tempo de eu ir lá e estragar tudo. Sempre foi assim.
Sempre tive tanto medo de me machucar gostando de alguém, que preferia terminar, no auge da relação, nos melhores momentos, imaginando um sofrimento que poderia vir a ter, mesmo que isso nunca acontecesse.
Neuroses. Chrises. 
O que acontece é que nunca esperamos que, ao terminar, para não sofrer e evitar sentir uma dor, acabamos sentindo dor do mesmo jeito. Talvez maior. 
Jogar fora uma relação boa, só por medo de fracassar é um ato de covardia dos mais horrendos, admito.
E aí não há como voltar atrás e desfazer porque existe um outro lado que certamente foi magoado por nossa atitude covarde e por que  não dizer infantil?
E isso me retorna a um outro pensamento, na verdade um provérbio chinês, daqueles bem clichês, de perfil de facebook:
"Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra proferida e a oportunidade perdida."
Eu queria poder reparar certos erros cometidos.
Sei que é egoísmo querer que a outra parte sempre perdoe nossas mancadas.
Sei também que há um limite até para o perdão. 
Mesmo que tenha se sentido bem ao seu lado, mesmo que haja cumplicidade, confiança, respeito, carinho,  afinidade e entrega, o outro se cansa de nossas pisadas na bola.
Aí resta arrepender, chorar pelo leite derramado talvez, mas sempre respeitar o pensamento do outro.
Fica a dica, inclusive para mim.
Espero sinceramente que eu pare de fazer isso um dia... 


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ser Peter Pan não é sofrer de Síndrome de Peter Pan

Eu e um Peter Pan que conheci recentemente, o músico Fred Bolognani, um dia, num bar, estávamos falando sobre ter uma certa idade e todo mundo (por qualquer motivo, seja ele físico ou psicológico) achar que você parece ter bem menos anos de vida do que realmente tem.
Eu aos 33 e as pessoas dizendo que pareço ter 28, 27, 26 e até 22 anos e ele aos 32 com cara de 18 e o Fred a mesma coisa. Um menino de 32 anos. 
Isso é ser Peter Pan.
Conservar o espírito jovem e ter cuidado com o corpo, com a pele, com a cabeça para não envelhecer demais antes do tempo.
Infelizmente algumas pessoas confundem ser Peter Pan com adolescência tardia, ou Síndrome de Peter Pan.
Essa doença ocorre em pessoas entre os 30 e os 40 anos.
Os principais sintomas:
Procurar amigos de infância em sites de relacionamento.
Relembrar coisas que faziam quando eram adolescentes.
Arrumar uma pessoa bem mais nova para se relacionar e se sentir mais jovem.
Sair com a galera do Ensino Médio.
Usar roupinhas de adolescente, principalmente as mulheres sem senso de ridículo.
Procurar um ex-amor para tentar reviver uma história antiga, que se não deu certo na época, com certeza não dará agora.
Viver de nostalgias do passado. 
Se alimentar de lembranças e não se preocupar com o futuro.
Pensar só em si mesmo, esse é o sintoma mais grave.
A Síndrome do Peter Pan é uma doença muito séria e que deve ser tratada urgentemente.
Ao sentir os primeiros sintomas, você deverá procurar um psicólogo.
Essa síndrome já tentou me pegar várias vezes, eu confesso, mas o remédio do bom senso sempre fala mais alto e eu volto a me comportar como uma pessoa de 33, com espírito jovial e que busca tratar as pessoas bem e ser feliz sem tentar viver de falsas ilusões.
Cuidado, caríssimos leitores e leitoras, com a  Síndrome de Peter Pan pois você já pode estar sofrendo desse mal e nem sabe. Esteja atento aos sinais.
É só olhar em volta e ver o quanto estamos cercados por pessoas que insistem em ser ridículas e patéticas.
A exemplo prático, olhem algumas pessoas da TV, algumas já perderam até a expressão facial de tanta plástica que fez, pelo simples fato de achar que a beleza externa é a mais importante e por não admitirem que a vida é feita de etapas e uma delas é o envelhecimento do corpo.
Ser Peter Pan é saber manter acordada a sua criança interior, é nunca deixar que o tempo te enferruje ou te endureça.
É saber que podemos ser crianças no sentido de sermos alegres mas não esquecer que temos que ter responsabilidades sobre o que fazemos.
Quando você se mantém jovem por dentro, com certeza vai se conservar também por fora. 
Por isso há uma enorme diferença entre ser Peter Pan e sofrer da Síndrome de Peter Pan.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma boa conversa e O poder da palavra

Hoje eu estava arrumando umas coisas e ouvi meu filho Bruno Henrique chamando a irmã e dizendo: "Fala comigo, Belle!"


Pensei imediatamente em quantas vezes eu fiz isso, tentando resolver um problema de maneira mais pacífica apesar de ter sido mal interpretada na maioria das vezes.


Engraçado como meus filhos tem personalidades tão definidas. Anna introspectiva tal qual o pai. Bruno Henrique falante e questionador, tal qual a mãe.
Sempre fui considerada alguém que fala demais. E sou obrigada a concordar.
O resultado disso eu colho hoje fisicamente falando: tenho problema nas cordas vocais.


Tudo nessa vida podia ser resolvido com uma boa conversa.
Acho que as pessoas que sabem conversar são mais diplomáticas do que as que reprimem.
Ontem li um texto do Chico Xavier, ironicamente no perfil do facebook de alguém que nunca foi muito eloquente. 
Alguém que me exauriu  de tanto falar sozinha e que nunca dizia o que pensava. 
Será que o meu "falar demais" o impedia?
Nunca vou saber o que ele pensava... 
Minha bola de cristal quebrou.
"Ninguém me ama...", "Que desgraça!", "Não me rotule"... etc... eram as frases eu ouvia. 
Mas nunca questionou o porque de certas coisas acontecerem, apenas aceitou dando as costas sem nada falar.
Dar as costas dói, desligar o telefone na cara dói, a falta de resposta dói...




Se as pessoas expusessem seus problemas numa boa conversa, talvez nem existissem guerras  no mundo, nem casamentos desfeitos, nem brigas de bar...
Os mal entendidos seriam evitados se você falasse as coisas diretamente a quem de interesse, ao invés de mandar recado, evitando,  assim, as  fofocas e conversinhas fiadas...
É melhor pecar pelo excesso que pela falta.
Por isso fale. Mas fale na hora certa. 
Não deixe para amanhã ou depois.
As pessoas não advinham.
Diga SIM abertemente.
Diga NÃO escancaradamente.
Mas nunca deixe de dizer.
Peça se tiver que pedir.
Xingue quem tiver que xingar.
Só não se cale.
Fale para as paredes, para si mesmo, para a calçada, para o manequim da loja de departamentos.
Só não fique mudo diante das coisas que com uma palavra você pode resolver.
Não vai te custar nada.
Nem vai te diminuir ou humilhar. 
Ou melhor, pode te custar muitos mal entendidos, dores e ofensas a menos.
Antes eu achava que as pessoas se calando eram sábias.
As pessoas sábias são aquelas que filtram o que vão falar pois sabem que mal não é o que entra na boca, como diria a Bíblia, mal é o que sai dela.
Eu não sou nada sábia, porque nunca, NUNCA tive filtro.


O Poder das Palavras

Livro: Busca e Acharás


André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em 



variadas comparações.

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.

A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.

O conceito otimista é luz no caminho.

O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.

O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.

O comentário deprimente é pasto da obsessão.

A nota de esperança é porta de paz.

O conceito pessimista é nuvem enregelante.

A frase calmante é ingrediente de paz.

O verbo agressivo é indução à doença.

Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.

A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.

E o uso dessa força que equilibra ou desequilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou 



abate está em nós.
Eu apenas tenho um pedido a fazer:
Abra seu coração e deixe que ele fale, quando você não tiver mais forças e nem voz para fazê-lo.