terça-feira, 25 de outubro de 2011

Externando a Ira

Há pouco tempo numa das minhas sessões com a Aline ela me perguntou como eu botava pra fora a minha raiva e eu disse:
"Eu não tenho esse sentimento, Aline. Acho que quando eu tô brava com alguém eu choro."
A gente não tem esse sentimento até que sofre um golpe muito grande de onde não se espera.
Eu sou uma pessoa muito intuitiva, na verdade eu já sabia o que estava acontecendo e ainda assim, consegui ser surpreendida, porque a forma como fui tomada pelo golpe, foi inesperada.
A hora, o lugar, a forma, não foram propícios.
Mas enfim, dentro de mim surgiu uma outra pessoa, uma pessoa que eu não imaginava existir.
Eu senti todos os piores sentimentos de revolta e escrevi isso no Facebook, mandei torpedos absurdos pelo celular.
Baixei o nível do palavreado.
Como se eu fosse um leão ferido e quisesse matar tudo o que viesse pelo meu caminho.
Eu ainda me sinto um pouco assim.
Aceito minha parcela de responsabilidade no ocorrido. O que não dá direito a ninguém de me julgar, de me recriminar por sentir ódio.
Quem nunca sentiu e saiu da linha que atire a primeira pedra.
Mas tenho pedido a Deus, sempre Ele, que não deixe que a cegueira da mágoa e do rancor me tornem alguém que eu não sou e me impossibilitem de ver a luz novamente.
Eu não sou um ser humano ruim, rancoroso.
Eu amo as pessoas e vou continuar amando até que se esgote toda a minha credibilidade nelas.
Jesus ofereceu a outra face quando foi ofendido. Eu ofereço a outra. também.
E se não for suficiente, eu ofereço, com o perdão da palavra, a bunda também porque eu não me canso de levar nela.


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