quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O lado negro das Virgens

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Ninguém é perfeito mesmo... Li esse texto no Facebook e como sou uma autêntica virginiana, não poderia deixar de ter um lado negro.
Leiam e se divirtam, Virgens!

Virgem
Ummmmmmmm…
Faz de conta que você tem uma empresa e acha que o seu sócio está te roubando e você precisa ter certeza e para isto, você terá que mexer em todo o compexo livro caixa ,numa busca pelos ultimos três anos de lucros da empresa.Que chato,não?

Não para um virginiano.

Minúcias , detalhes, cálculos complicados, deixe tudo para ele.
O virginiano é muito organizado, e não só no sentido de casa impecável e limpa ,mas sim na organização mental.

A capacidade de concentração destas pessoas é impressionante e se você resolver mentir para eles, espero que seja bom, porque eles vão somando detalhes , expressões de rosto e friamente vão dizer na sua cara:
Você mentiu!E vão explicar o porquê.

Dá ódio.Não se esquecem de nada, anotam tudo, conseguem ser pontuais e obedecer a rotina de uma maneira perfeita.
Espiem só a agenda de um virginiano típico:

07:15-o despertador toca e o virginiano reza, não se esquecendo de agradecer o aumento que ganhou e os 3 kgs que conseguiu perder.

07:20-O virgianiano vai para o banheiro e faz xixi, em seguida cocô ,usa 7 vezes o papel higiênico(mesmo sabendo que tomará banho em seguida), e aperta duas vezes a descarga , pois tem pavor de resíduos.

07:25-o virginiano entra no chuveiro e molha bem os cabelos e depois de bem molhado, ele passa o shampoo , esfregando bem e enquanto o shampoo age, ele escova os dentes com a escova elétrica.
Enxagua os cabelos e a boca, e repete as duas operações(cabelos e dentes) por mais um minutos e novamente enxagua..
Não passa condicionador porque só usa dia sim , dia não.E hoje é o dia do não.

Em seguida esfrega com a esponja vegetal as partes mais ásperas do corpo(cotovelos,calcanhares ,joelhos) e depois com o sabonte antibacteriano ele lava axilas, solas dos pés, e partes pudentas.
Depois lava o restante do corpo com o sabonte liquido hidratante e enxagua tudo com a água fria porque tonifica os músculos.
Sem medo de ser feliz, lava o rosto com o sabonete para peles mistas.
Depois…
E por aí vai…

Sexualmente eles usam o lado b, então fazem o sexo com muito beijo molhado, saliva, palavrões ,tapas, ou seja o chamado ‘sexo sujo’, porque é ali que eles se soltam.
Não se esqueçam que todo mundo tem um lado b, mas o do virginiano é quase c.

As mulheres são excelentes esposas e namoradas mas são exigentes demais, detalhistas, do tipo que se o coitado deixar a toalha molhada em cima da cama ela surta.

São excelente executivas, secretárias, médicas e cobradoras de ônibus.
E quando discutem a relação é péssimo, porque fazem um apanhado dos ultimos 5 anos, sem perder nenhum episódio de briga e ofensas, repetindo até frases e insultos.



Mas o virginiamo em geral é bem asseado.
Se você estiver na cama com algum deles e tiver com mau hálito, chulé ou um cheiro forte debaixo do braço…ele fala na sua cara e te manda para o banho.

E Se você quer um sexo filme pornô, pegue alguém deste signo.O que é excitante pois eles tem uma aparência distinta e tímida, mas…ui!
Claro, mas com muita higiene.
E tem todos os remédios do mundo ..São hipocondríacos.
São capazes de tomar Imosec antes da feijoada.

1. Frase:  'Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA... mas porque você ainda não fez o que eu MANDEI?'
2. O que o virginiano espera de seu parceiro:  Busca um relacionamento funcional onde predomine a ordem, a limpeza, e o bom senso, alguém que faça com que tudo corra como deve ser, sem sair da rotina, e sem grandes contratempos.
3. O que o virginiano diz depois do sexo: 'Preciso lavar os lençóis'
4. Como irritar um virginiano: Choramingue bastante. Desarrume sua casa, atrapalhe sua programação, esqueça de atarraxar a pasta de dente. Diante do armário do banheiro, indague: 'para que tanto remédio?'.
5. Como o virginiano reza antes de dormir: 'Querido Deus, por favor faça do mundo um lugar melhor, e não o destrua como você fez da última vez.'
6. Por que o virginiano atravessou a rua? Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros, se essa experiência é válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc.
7. Você foi assaltado e o virginiano.... Rodando, preocupado: 'Vocês tem certeza que não e melhor chamar um medico? Ou medir a temperatura?'
8. Adesivo para o vidro do carro do virginiano: 'Não me siga. Preciso passar no médico'
9. Quantos virginianos são necessários para trocar uma lâmpada? Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que ela foi comprada, outro para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada...


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ei medo, eu não te escuto mais

Hoje vou falar sobre a palavra que mais povoou minha vida nos últimos dois anos, ou pouco menos que isso.
MEDO.
E dedico esse post a duas pessoas distintas mas muito ligadas à mim de alguma forma.
Sei que as duas se identificarão com parte do que vão ler, ou, talvez, com o texto todo.
Eu sempre fui considerada uma mulher forte, trabalhadora, racional e sensata pela maioria das pessoas que me conhecem.
Até eu sentir medo.
Imagine um animal tendo sua integridade física e moral sendo atacadas por uma situação ou um ser adverso ao seu cotidiano.
A reação óbvia de um animal ao se sentir acuado, ou seja, com medo, é de partir para o ataque.
Eu sinto medo por meus filhos, pelo pai deles, por meus amigos, por meus familiares...


O medo fez com que eu atacasse muitas pessoas e principalmente a mim mesma.
O medo me impediu e me impede de correr atrás das coisas as quais sempre considerei importantes.
O medo me fez perder tudo o que eu tive de concreto na vida, pelo simples medo de perder.
O medo fez com que eu sofresse desnecessariamente e causasse dor em pessoas que nunca quis causar.
O medo me ofusca a visão e faz com que eu haja como alguém que eu não sei quem sou.


O medo nos impede de realizar.
O medo nos impede de prosseguir a vida.
O medo nos impede de tentar, por medo de não dar certo.
O medo nos trava as atitudes.


O medo faz com que façamos escolhas erradas, só por medo de tentar de novo.


O medo de perder é pior do que a própria perda.


O medo é o maior obstáculo para o nosso crescimento.


Nos momentos em que sentimos medo, a única coisa que queremos é um porto seguro.
Geralmente depositamos nossos medos nas mãos de outras pessoas pois achamos que elas são nossos super-heróis.
Todos somos feitos de carne, osso e medo.


Eu queria ficar surda à essas vozes do medo que me impedem de prosseguir com a minha vida por medo de falhar, de magoar as pessoas, de me magoar.


O medo faz com que busquemos culpados por senti-lo.


Hoje acordei disposta a dizer "EI MEDO, EU NÃO TE ESCUTO MAIS, VOCÊ NÃO ME LEVA A NADA"


Hoje estou colocando todos os meus medos nas mãos de Deus e que ele me dê forças para superá-los e nunca mais dê ouvidos a eles.



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Externando a Ira

Há pouco tempo numa das minhas sessões com a Aline ela me perguntou como eu botava pra fora a minha raiva e eu disse:
"Eu não tenho esse sentimento, Aline. Acho que quando eu tô brava com alguém eu choro."
A gente não tem esse sentimento até que sofre um golpe muito grande de onde não se espera.
Eu sou uma pessoa muito intuitiva, na verdade eu já sabia o que estava acontecendo e ainda assim, consegui ser surpreendida, porque a forma como fui tomada pelo golpe, foi inesperada.
A hora, o lugar, a forma, não foram propícios.
Mas enfim, dentro de mim surgiu uma outra pessoa, uma pessoa que eu não imaginava existir.
Eu senti todos os piores sentimentos de revolta e escrevi isso no Facebook, mandei torpedos absurdos pelo celular.
Baixei o nível do palavreado.
Como se eu fosse um leão ferido e quisesse matar tudo o que viesse pelo meu caminho.
Eu ainda me sinto um pouco assim.
Aceito minha parcela de responsabilidade no ocorrido. O que não dá direito a ninguém de me julgar, de me recriminar por sentir ódio.
Quem nunca sentiu e saiu da linha que atire a primeira pedra.
Mas tenho pedido a Deus, sempre Ele, que não deixe que a cegueira da mágoa e do rancor me tornem alguém que eu não sou e me impossibilitem de ver a luz novamente.
Eu não sou um ser humano ruim, rancoroso.
Eu amo as pessoas e vou continuar amando até que se esgote toda a minha credibilidade nelas.
Jesus ofereceu a outra face quando foi ofendido. Eu ofereço a outra. também.
E se não for suficiente, eu ofereço, com o perdão da palavra, a bunda também porque eu não me canso de levar nela.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Entendendo a alma humana…



Em alguns momentos tomo uns tapas na cara vindo das mais diversas direções...
Esse texto, vi no Facebook de minha amiga Sônia Vasconcellos e perguntei de quem era, ela me disse apenas a fonte, mas não tinha visto o nome da autora.
Logo saquei que era da Sandra Maia.  Colunista do Yahoo que acho PHODA. 


Entendendo a alma humana…




Por Sandra Maia (colunista do Yahoo)
É claro que somos imperfeitos, e essa é a nossa condição humana! A questão hoje é: por que nos sentimos no direito de julgar os outros?
Por que nos achamos em condições melhores que as do outro que está fazendo algo que, segundo nossa referência, não está correto?
É bem verdade que existe a moral e, então, se todos a seguíssemos, muita coisa seria diferente. Existe também a ética — mas, até onde os sábios afirmavam, quando somos ignorantes a tudo isso, "podemos errar..." Agora, só não é virtuoso quem não quer. Está tudo aí. Podemos estudar pela internet, frequentar os melhores cursos, as melhores universidades, podemos o que quisermos. Podemos ler, tratar tudo de forma autodidata, buscar, pesquisar, encontrar o que existe entre emoção e razão que possa nos fazer melhor!
Aliás, ouvi de um mestre nesta semana que, para o budista, não existe separação entre razão e emoção. Eles andam juntos, lado a lado, diferentemente de como enxergamos no mundo ocidental.
Enfim, filosofia à parte, o que nos impede de ser melhores? Fico aqui me perguntando quanto tempo gastamos investindo em relações furadas, em diálogos absurdos, em vícios que em nada contribuem, e, então, vem a resposta: Sou carente, não aguento ficar só, ruim com ele pior sem ele, o amor — mesmo distorcido — me faz bem, não sei viver sem ele, adoro uma balada, meu negócio é ser "feliz" etc. Não, eu não estou julgando nem sugerindo nada, a ideia mesmo é tentar compreender...
A questão é: a união ou a escolha por um ou outro caminho não podem ser uma desculpa para paralisarmos.
Não pode ser um peso que tenhamos de carregar para o resto da vida. Não pode ser uma prisão que nos faça encolher e, aos poucos, deixar de existir. Não deveria, pelo menos. Toda escolha saudável pode ter como base a saúde, a integridade, a evolução do ser. A manutenção dos sonhos e da capacidade de aprender, superar-se, crescer.
Então, o amor não deveria ser um entrave. Incluir alguém em nossa vida pode ser maravilhoso, e isso não quer dizer, em absoluto, abandonar-se, misturar-se, desistir de si mesmo... Será isso muito complexo? Será que com a liberação sexual nos tornamos reféns do que não temos? Homens e mulheres dependentes emocional e fisicamente, esperando o outro para ser feliz? Para decidir se serão ou não melhores, se serão ou não capazes de buscar novos desafios?
Será essa a alma humana que sempre bradou por liberdade, igualdade e fraternidade? Será esse o nosso fim? Limitarmo-nos ao convívio com o outro e deixar de lado nosso potencial de beleza e verdade? O que será que reservamos para nós?
Outro dia ouvi de um amigo: "Essa não é a família ideal, não é a mulher nem o filho que sonhei para mim". Fica a pergunta: O QUE ELE ESTÁ FAZENDO PARA MELHORAR SUA VIDA, SUA RELAÇÃO, SUA FAMÍLIA? Ou melhor: o que ele está fazendo para encontrar aquilo que lhe satisfaça? Por que se condena a viver infeliz para o resto da vida e, por consequência, condena também os outros?
O que vai pela alma humana? Qual é o caminho, qual é a escolha, qual é a penitência? Por que será que pensamos que temos de morrer mártires de uma causa que não abraçamos? Até onde entendo, esses heróis à moda antiga faziam por amor, e não pela dor...
Vale a reflexão!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fazer o bem sem esperar de ninguém


Os últimos acontecimentos da minha vida, fizeram com que eu repensasse muito sobre fazer o bem.
Um dia desses ouvi uma pessoa que até então eu tinha em alta cota, dizer que a alegria dele era agradar os outros.
Ótimo, isso. E quando é que essa pessoa se importaria com a sua própria alegria? 
Ou será que ela fica esperando que alguém a agrade de volta?
Na vida, a gente se depara com certas situações interessantes.
Pessoas que fazem as coisas e esperam recompensa.
Jesus fez tanto por tanta gente e a recompensa dele foi o calvário, a humilhação, o sofrimento e a cruz.
Será que alguém queria ter isso como recompensa pelo bem que fez aos outros?
Duvido muito.
Portanto, analisando os fatos calorosamente como sempre faço, depois de muitas lágrimas derramadas hoje eu resolvi que continuarei fazendo as coisas sem esperar reconhecimento.
Vou continuar acreditando em Deus, em todos os momentos, até quando as coisas não dão certo.
E para as pessoas que tentaram e tentam me agradar esperando algo em troca digo enfaticamente:
Não vão ter nada de mim.  A não ser o que for necessário.
Mas é decepcionante saber que quando você acha que alguém está mudando, ela continua da mesma forma.











domingo, 9 de outubro de 2011

Carta aberta ao amor



Querido amor,


Hoje venho aqui não só para contar a você minha história de fracassos, como também para compartilhar alguns bons feitos que você fez em minha vida.
Tudo começou quando eu ainda tinha 14 anos apesar de que já tinha vivido aquelas paixonites infantis e adolescentes foi em 1993 um pouco antes de debutar que me deparei pela primeira vez com você.
Mas como eu ainda era muito jovem não durou tanto tempo quanto deveria ou durou o suficiente, vai saber.
Só sei que sofri muito quando ele foi embora. 
Depois de três longos anos de lágrimas, bebidas, vômitos e rock'n roll, conheci o segundo amor.
Não durou muito tempo. Eu ainda acreditava em alma gêmea...
Depois de muitas conversas, almoços, visitas, fomos ver o que era. 
Na semana seguinte, marcamos de sair, quando cheguei ele estava dormindo.
Saí sozinha e conheci o meu terceiro amor.
Esse durou mais tempo. Quase doze anos.  Rendeu mais frutos. Dois filhos. Mas também acabou.
Enfim, Amor, o que eu gostaria de te dizer é que em todas as ocasiões em que nos deparamos, eu dei o melhor de mim.
Me doei ao máximo às pessoas que cruzaram meu caminho, que me envolvi emocionalmente, meus amigos, minha família e os homens que dividi momentos da minha vida.
O que eu não consigo entender é: Por que nunca deu certo?
Eu sou uma pessoa difícil de lidar, mas sou uma pessoa boa, que se entrega de cabeça, que mergulha numa piscina rasa, sem pensar duas vezes.
Acredito na capacidade incondicional das pessoas de amar e perdoar.
Sonho em envelhecer ao lado de alguém. 
Acredito no amor romântico, acredito em príncipe encantado...
Mas eu sei que um dia eu vou estar num lugar e ELE também vai estar. Nós vamos nos olhar, nos reconhecer e mesmo que ele não chegue montado em um cavalo branco empunhando uma espada, eu vou saber que é ELE.
Talvez por isso eu sempre me ferre. 
Eu tropeço, caio, mas sempre me levanto, Amor. 
Não desisto de continuar procurando.
Porque apesar de todas as decepções que tive e que causei aos outros, a verdade Amor, é que eu ainda acredito em você.
E vou continuar acreditando até eu achar o THE ONE, ou até eu morrer tentando...
Um enorme abraço.





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Não amo ninguém

Fui a um show do Balão Vermelho semana passada comemorando o aniversário de uma amiga e no meio de tantas músicas, uma em especial me baqueou.
Não amo ninguém, que inclusive minha diva Cássia Eller também gravou:




NÃO AMO NINGUÉM


(CAZUZA)


Eu ontem fui dormir todo encolhido 

Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir
Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida
Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada
Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro
SEM MAIS PALAVRAS.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu nunca quis um amor perfeito





Texto retirado do site Casal Sem Vergonha


por Jaque Barbosa


Ainda que fosse só a boa conversa, a química eletrizante, o sexo livre. Ainda que fosse só a atração física, a admiração das ideias ou os beijos encaixados.
Você já me valeria a pena.
Mas não é. Tem isso e ainda todo o resto. Escuto as pessoas se queixarem repetidamente que o amor completo anda escasso no mercado. Encontra-se, às vezes, só a beleza, a afinidade ou o sexo inesgotável. Falta o resto. Ou ainda, a paciência, o companheirismo, o aconchego. Mas a incompletude, ainda sim, reina. E os pessimistas, dizem que não é possível achar alguém do jeitinho que você quer. Alguém que te complete, que te baste, que te encante repetidamente. Eu, insisto no contrário. Porque amores incompletos, não saciam a fome. É como uma dieta só de proteína – você se sustenta por um tempo, se engana, inventa que o buraco no estômago está saciado – bebe água, fuma um cigarro. Mas, a falta de carboidrato, cedo ou tarde, pega. E você volta pro início.
Eu nunca quis um amor perfeito.
Sempre quis mesmo foi um amor cheio de erros, que vão sendo alinhados durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não vive-se o prazer da vitória.
Sempre quis um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.
Sempre quis um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos.
Sempre quis alguém com o qual pudesse fazer sexo sem regras – em nome das descobertas. Porque sexo bom de verdade, é aquele com instinto e sem razão.

Sempre quis um amor com respeito. Não daquele tipo das “moças de respeito” que querem seu patrimônio corporal preservado. Sempre quis aquele respeito que te permite ver o outro como um outro ser – cheio de vontades e desejos. Respeito é aceitar que o outro é diferente de você.
Sempre quis um amor que me fizesse crescer. Por que o essencial, faculdade nenhuma ensina. O essencial aprende-se na troca de ideias, no debate, nos pontos de vista trocados.
Sempre quis um amor que me valorizasse. Não somente pelas coisas cotidianas, mas principalmente pelas qualidades que poucos enxergam.
Sempre quis um amor que me enxergasse. Mas não que enxergasse somente as coisas óbvias – porque, de obviedades, a vida está cheia. Sempre quis alguém que me enxergasse lá no fundo – e, ainda, sim, gostasse de mim.

Sempre quis alguém que quisesse ouvir verdades – e falar, também, na mesma proporção. Porque meias-verdades não interessam. Difícil mesmo é achar alguém que esteja pronto pra ouvir até o mais pesado, até o mais doído e retribuir na mesma moeda.
Sempre quis alguém que me achasse gostosa – mas que entendesse que gostosura, mora mesmo nas entrelinhas.
Sempre quis um amor que me mostrasse caminhos – invés de impor trajetórias.
Sempre quis um amor que não me reprimisse – pelo contrário, que me provocasse para que eu conseguisse mostrar o que vive escondido lá no fundo.
Sempre quis um amor que sonhasse.  E que corresse atrás dos sonhos comigo. Não por imposição, mas por vontade de seguir a mesma trilha.

Sempre quis alguém que não tivesse jeito pra joguinhos. Porque deles, eu já me desencantei na adolescência.
Sempre quis alguém que me ganhasse nos detalhes. Alguém ao qual eu não conseguiria resistir. Alguém que trouxesse brilho pros meus olhos a cada nova atitude, a cada nova ideia a cada novo sorriso.
Sempre quis alguém pra ficar junto – alguém que entendesse que pra estar junto não é preciso estar perto o tempo todo, mas sim do lado de dentro. Por que a proximidade física nem sempre completa tanto quanto a do coração.
E não sei se foi por insistência ou merecimento – mas esse amor veio antes do esperado, contrariando os que diriam que amor completo é coisa rara. E hoje, entendo, que o amor bom é o amor livre – que se recicla todos os dias como energia renovável. O quanto vai durar – não sei. Prefiro a provisoriedade completa, do que a permeabilidade vazia.