segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tudo na vida é aprendizado - Comer, rezar, amar

Eu sou aquela pessoa que é otimista ao extremo.
Aliás, sempre fui assim e na maioria das vezes me desapontei.
Mas acredito muito que nada acontece por acaso e que de todas as coisas, boas ou más tiramos um aprendizado.
Estava assistindo ao filme Comer, Rezar, Amar pela terceira vez.
Em cada uma das vezes que assisti a esse filme, tive um olhar diferente sobre a história e o que ela quer transmitir, tendo em vista que foi retirada de um Best Seller de autoajuda de mesmo nome.
O objetivo da minha psicóloga quando me mandou assistir a esse filme eu não sei, ou melhor, nunca vou saber o que se passou na cabeça dela mas vamos por partes o que eu pude aprender com isso:
Liz Gilbert a personagem principal do filme assim como eu pensava e sentia demais.
Eu percebi um dia enquanto comia um Subway de rosbife, no qual eu havia idealizado toda a manhã que ao invés de apreciar aquele momento tão maravilhoso, saborear aquele sanduíche delicioso o qual eu escolhi cada coisinha pra rechear, prestava atenção somente no relógio e no que tinha programado para depois do almoço: a minha consulta com a Aline.
Durante nossa sessão falei a ela isso.
Se estivesse comendo, rezando, transando, bebendo, trabalhando... o que quer que eu estivesse fazendo, sempre estaria pensando no depois e nunca no durante.
Eu não conseguia manter um foco.
A única diferença que percebi de mim para Liz foi que eu consigo estabelecer uma relação amigável com Deus, tenho uma fé muito grande e acredito que ele me ama infinitamente, pois me deu uma vida maravilhosa e a cada dia me brinda com mais coisas boas que nem sei se mereço.
"O que você precisa ententer é o seguinte, Sacolão. Se você liberar todo esse espaço na sua mente que está usando agora na sua obsessão por esse cara, e pelo seu casamento falido, vai descobrir um vazio ali, um espaço aberto... uma entrada. E adivinhe o que o universo vai fazer com essa entrada? Ele vai entrar... Deus vai entrar... e vai encher você com mais amor do que você jamais sonhou."
Quando as coisas não são tão boas, ainda dentro do processo de rezar no qual é citado no livro, penso no meu acidente de moto do último final de semana.
Esse machucado que tenho na perna agora me fez pensar no quanto é doloroso e lento qualquer processo de cura, então ele me serviu para alguma coisa.
Ter paciência para aceitar que a cura não tem data marcada.
Ainda mais quando penso nas mil coisas que poderia fazer nesta semana e que infelizmente não poderei por causa disso.
Um simples ralado, pode trazer infinitos aprendizados. Tudo e todos nessa vida podem ser nossos professores. E não podemos ter medo de aceitar isso.
A terceira parte do filme onde ela fala de amar me vi também muito familiar à Liz.
Eu tinha muito medo de deixar as coisas que achava que eram seguras, confortáveis e certas.
E nada na vida é. Nenhum relacionamento é.
Por pensar assim, morro de medo de que apareça alguém e me arrebate, me tirando todo o equilibrio que acho que possuo em relação à entrega, porque temo que meu coração seja partido de novo.
E eu, sinceramente, ainda não sei diferenciar as pessoas boas das más.
Acredito em todas até que me provem o contrário. 
Mas enfim, tudo é aprendizado, como disse antes. 
Até um machucado.
Basta que saibamos entender e aceitar.
"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (interna ou externa), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma... então a verdade não lhe será negada." 


Equilíbrio é não deixar ninguém te amar menos do que se ama. As vezes perder o 

equilíbrio por amor, faz parte de uma vida equilibrada. (Eat, Pray, Love)

"Se eu amo você, eu te dou tudo que tenho. Te dou o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro - Tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei vcê de sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você, na verdade, nunca cultivou em sí mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu te darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, te darei um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia, será me apaixonando por outra pessoa." (Elizabeth Gilbert)

2 comentários:

Clayton Anderson disse...

Gostei do Post, muito bacana !!! Vou ver esse filme qualquer hora...Bem interessante !!! Grande Beijo e Belo Blog !!!

Chris disse...

VALEU QUERIDO, OBRIGADA PELA VISITA.