domingo, 25 de setembro de 2011

Cada signo, uma mulher... Mulher de Virgem


Estou publicando esse texto em meu blog porque nunca vi nada que parecesse tanto comigo.
Não acredito em horóscopo, tipo previsão mas na astrologia como estudo das personalidades das pessoas nascidas em dados períodos.
É bem provável que você faça uma imagem de mulher delicada, frágil e virginal dessa mulher. Bom, não é bem assim. Na realidade, não é nada assim. As virginianas fazem coisas que nós nunca esperaríamos que elas fizessem. Não é que elas sejam imprevisiveis. Elas agem naturalmente, você é que enxerga errado.

É realmente de ficar de queixo caído com a capacidade das virginianas de ser absolutamente o oposto do que a sua aparência indica. Ela é capaz de enfrentar sozinha um mundo hostil, desbravar o último pedaço virgem da amazonia e procurar pela última espécie de arara azul só para provar que elas ainda existem. Elas parecem porcelana, mas a espinha é de titânio.
Eis o seguinte. A mulher de virgem tem uma visão clássica do amor. E ela é tão pura quanto as águas que nascem nos alpes suíços. Portanto se os olhos dela enxergarem em você imperfeições que batalham com um amor sem falhas que ela acredita ter conhecido ontem, ela não vai hesitar em romper laços antigos. E quando a virginiana termina um relacionamento, o que é fatalmente doloroso, não vê porque amenizar seu corte cirúrgico com anestésicos. Dor dói, não importa o quanto. E o seu conceito de relacionamento é mais coerente e irrefutável do que qualquer documento legal. Ela sabe ser mortalmente prática e divinamente romântica, ao mesmo tempo.
Quando marcar um encontro com a sua amada virginiana, tome o cuidado de não se atrasar. Elas são as discipulas da organização, eficiencia e pontualidade. Não se atrase a menos que queira estragar as coisas. Elas não vão fazer estardalhaço e muito barulho. Mas as virginianas sabem ser beeeeem desagradáveis. Dou a solução: colha algo da natureza para presentea-la, admita o erro e não discuta mais. Você não pode vence-la. Espere. Espere. Espere. Pronto, ela está ótima de novo e nem importa quem venceu.
Treine em casa algumas palavras antes de lidar com virginianas que prezam por uma boa gramática. Não seje, nem menas e nada pra mim dizer. É fundamental. Esteja bem aprensentado, cabelo e barba no lugar, todo trabalhado na impecabilidade. O senso dela de limpeza e organização transita em todos os lugares, inclusive em você.
Não a atormente apertando-a por ai, não fique de beijos demais, não faça espetáculos. Com a virginiana é devagar, graciosamente e com charme. Uma vez que você a tenha, elas serão fiéis assim como são leais a sua idéia de amor e relacionamento. Se ouvir de alguma virginiana que ela traiu alguém, é muito provável que tenha durado muito pouco e aconteceu apenas para ela provar algo para si mesma. Se elas cometem deslizes, sabem enconbri-lo com maestria.
Mas apesar da meticulosidade aborrecida, da chatisse dos dias de chatisse e de seu poder de criticar sem medo, o que você faria sem essa virginiana, né verdade? Há algo de louvável em sua precisão e exigencias. Inegavelmente te faz alguém melhor. O jeito tímido e olhos convictos reservam uma inteligencia encatadora impossivel de resistir, principalmente depois que ela esboça um sorriso e, de repente, parece que ela não é nada mais que nada.
Mas para alguém que ama esta espécie e, principalmente, sente a mão dela em sua própria vida... ela é tudo.
Sutilmente indispensável.


O texto que segue foi retirado de  GOODMAN, Linda. Seu futuro astrológico. Rio de Janeiro: Record, 1968.

domingo, 18 de setembro de 2011

Ciclos

Sempre que fazemos aniversário sentimos como uma espécie de recomeço.
Um novo ano de vida se inicia.
É como se uma nova chance nos fosse dada de mudar alguma coisa que não conseguimos nos últimos doze meses passados.
Encerra-se um ciclo.
Nesse meu último ano, não posso dizer que não fiz nada de produtivo.
Muitas coisas me aconteceram algumas boas e outras não tão boas.

Grandes transformações. Desconstruções. Reconstruções.Medo. Mudanças. Responsabilidades sem culpa.
Nos últimos doze meses posso dizer que tive os maiores aprendizados da minha vida.
Cresci, me reconheci, aprendi a me amar, me respeitar e vi que a melhor companhia que existe no mundo é a minha.
Agora é juntar os pedaços e os aprendizados e começar uma nova etapa. 


Eu e Caísse no meu aniver que foi sensacional.




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As pessoas mais importantes da minha vida - Parte 2 - Bruno (Bizzoni) Pin

Seremos sempre "nós"


Ainda me lembro bem daquela quinta-feira... 14 de janeiro de 1999. Eu saí com minha prima Roberta que na época namorava o Rodrigo Freitas, amigo do Bruno.
Quando o conheci, de cara criou-se uma certa antipatia porque primeiro ele disse que o Leonardo Di Caprio (meu ídolo na época) era gay e falou mal do PT (que era o meu partido político).
Depois disso ele conseguiu se retratar. Cantou minhas três músicas preferidas do Legião (que eu era apaixonada) e eu me apaixonei por ele, prometi que seria dele. 
Vivemos os primeiros anos do namoro eu, ele e os amigos que ambos se deram. 
No terceiro ano, fiquei grávida da Anna Gabrielle. E construímos nossa linda família.
Não vou entrar nos méritos dessa história porque não cabe aqui nesse contexto.
Durante os doze anos que compartilhamos lado a lado, aprendi muito com Bruno e ele comigo. Nos tornamos os melhores amigos um do outro. 
Ele é aquela pessoa que sei que mesmo agora, que estamos nos separando, eu poderei contar a qualquer hora,  e ele comigo, porque nos respeitamos, nos amamos e somos excelentes parceiros.
Tivemos lá as nossas divergências, por isso tomamos a decisão de nos separar, uma vez que nossa missão juntos foi mais que cumprida.
Fizemos nossos dois maravilhosos filhos, damos a eles todo o amor que nos é possível e vamos fazer deles seres humanos melhores que nós, sem dúvida.
Nosso maior presente.


Muitas discussões, brigas e ofensas foram trocadas, mas em nenhum momento, deixamos de amar um ao outro e nem de cuidar um do outro.
Alguém em quem confio plenamente, independente de qualquer coisa.
Bruno é um grande homem. É talentoso. Inteligente. Bom. No sentido mais lato das palavras que eu citei.
Mesmo não estando mais casados, nosso vínculo familiar e de amizade será eterno. 
Assim eu espero, rss...
Agradeço a ele pelos anos mais importantes que passei em minha vida, pelo apoio, pelo incentivo, pelo cuidado e pelos dois melhores presentes que ele me deu.
Todos nós passamos por momentos difíceis, mas é necessário para que possamos crescer.
Eu cresci muito mas o impedi de crescer, sempre querendo fazer tudo sozinha.
Agora Bruno vai crescer sem meu impedimento.
Uma das músicas que ele cantou para mim foi "Os Barcos" da Legião - O Descobrimento do Brasil, ou disco seis - ou: 



Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou pra você
São só palavras teço, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto,um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e quem me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno
É dor, se há, tentava, já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor, se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade e você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver
Só terminou pra você
Só terminou pra você

Doze anos atrás... Como nós melhoramos, hehehe...

sábado, 10 de setembro de 2011

The ugly truth

Essa semana vi vários filmes bons.
Aproveitei o molho da perna ralada, deitada no sofá e fiz um apanhado de vários que já tinha visto e alguns que tinha vontade de ver mas não sobrava tempo.
Hoje quero falar sobre a verdade sobre alguns homens. 
Mas advirto que ela é muito, muito feia. 
Estamos carecas de conhecê-la mas sempre queremos nos manter às cegas, porque gostamos de nos iludir e esperar o príncipe do cavalo branco.
Ele não existe.  Esse amor que você espera menina, é uma idéia.
Como tudo na vida tem exceção então, não estou generalizando. Existem os raros "excetos"...
Vamos a ela, então, a verdade nua e crua:
Em se tratando de mulher. Os homens pensam primeiramente em sexo. 
Portanto, ele nunca irá chegar em você porque gostou dos seus belos olhos ou da cor do seu esmalte.
Ele provavelmente olhou para a sua bunda, seus peitos, sua boca e imaginou as coisas mais sujas e libidinosas possíveis quando chegou em você e seu interesse é só sexo MESMO.
Quando ele te conhecer, pode ser que curta sua personalidade e queira sair com você mais vezes, quem sabe  e até estender a relação por mais alguns encontros...
O namoro não é impossível, mas se você disser que pensa nisso logo no terceiro encontro, ele nunca mais vai ligar.
Pode ser que role, se você não mencionar a palavra compromisso e nem forçar a barra.
Até lá, conforme-se com a verdade  número um.
A verdade número dois é sobre compromisso.
Isso vale para as mulheres também.
Ninguém quer se comprometer realmente. Numa relação seja ela qual for, tem que ser 50% de cada. 
Namoros, amizades, casamento... não importa...
Quem se doa mais, se cansa mais e pula fora mesmo... Todo balde um dia entorna. Isso eu falo por experiência própria e com base em várias conversas com pessoas que conheço. 
A verdade número três é que por trás de todo homem sacana, tem sempre uma cachorra que o sacaneou e depois dessa experiência, além de não acreditar em nenhuma outra  mulher ele vai se sentir no direito de descontar em todas as outras.
Agora, a  verdade número quatro:
Os homens tem medo de amar, de se envolver de verdade, de se comprometer... Nem todos, Mas a grande maioria é mesmo muito covarde. Principalmente aqueles da verdade número três que sofreram na mão de alguma cachorra.
Ele sempre vai correr de um compromisso por mais promissor que seja.
Principalmente se essa mulher tiver todas as qualidades de um Mulherão, por falta de confiança em seu taquinho ele vai fugir mesmo, vai por mim.
Essa semana ouvi de um menino de quinze anos que eu meto medo nos homens... Fiquei assustada com isso.
Homens gostam de mulheres fáceis de administrar. 
As mulheres que como eu, difíceis de administrar, que dizem o que pensam, são independentes, gostam de sair, são divertidas, geralemente, metem muito medo nos homens e só servem para ser amigas, p.a.'s (para quem não sabe o significado leia em Casal Sem Vergonha )  e no máximo amantes.
Porque como disse naquele post, eles acabam se casando com as mulherzinhas. 
Hoje quando vejo os machistinhas que escrevem posts ridicularizando as mulheres, o romance e os etcéteras do amor que tanto gostamos, sinto pena...
Que dizem que são felizes com suas farras e bebedeiras... 
No mínimo esses pobres diabos ou tomaram um pé na bunda ou são cornos. Bebem e falam mal das mulheres para compensar seu ego machucado. 
Para essas almas penadas apenas rezo.
Os homens de verdade tratam as mulheres com carinho, falam delas com brilho nos olhos, dão apelidos carinhosos, não tem medo de parecer ridículos porque amam.
Mas esses são os raros, os "excetos" que falei anteriormente.
Em todas as relações, podemos ir com o pensamento da verdade número um.
E se ele quiser só sexo, não se importe, não é você que está perdendo. Saiba usufruir.
Afinal o sexo precisa de duas pessoas para ser bom.
Open your mind, o romance existe, mas também existe a feia verdade sobre os homens.
Esteja atenta a elas mas não canse de buscar o que é real. 
E o real é feito de carne e osso. Pode vir com umas gordurinhas, uma barba por fazer...  
Pare de buscar a perfeição. 
Todas sabemos disso, mas preferimos nos manter enganadas.
Os príncipes encantados estão nos de contos da carochinha.
Mas o homem certo existe, acredite,
Mesmo depois de algumas tentativas frustradas ainda não perdi a esperança... 
Não perca a sua também... Homem ou mulher que me lê.


Ele não precisa vir com a mão cheia de rosas. Ele pode te trazer um bombom, mas se ele pensou que você ficaria feliz com aquilo, sorria e agradeça. É o mínimo que você pode fazer.

As pessoas mais importantes da minha vida - Parte I - Bebelle e Iti (ou BH)

Eu sempre escrevo nesse blog alguma coisa sobre as pessoas que eu gosto.
Alguma situação interessante, algum momento que marcou, seja ele bom ou não tão bom.
Em geral, escrevo sobre o louco comportamento humano.
Hoje resolvi fazer posts sobre as pessoas mais importantes da minha vida.
Os anjos que Deus me presenteou para amar e cuidar, meus filhos.
Minha pequena Anna que em setembro, aos 23 dias exatamente completará 10 anos.
É sem dúvida nenhuma a criatura mais doce, mais solicita e mais bondosa do mundo para mim.
Quando o irmãozinho dela nasceu, meu anjinho bagunceiro (filho do Nando Reis) Bruno Henrique, além da minha mãe e da minha ex-sogra que me deram a maior força, ela foi a pessoa que diretamente cuidou de mim.
Aos sete anos ela disse: "Mãe, eu vou ser sua enfermeira."
Cuidava dos pontos da minha cesareana, trocando os curativos, me secava e vestia roupa depois do banho.
Sempre que conto isso às pessoas, meus olhos marejam. 
Peço a Deus todos os dias que por pior que o mundo seja, minha filha nunca desanime de fazer o bem.
E não deixe nunca que abusem da sua bondade. 'Aprenda a dizer não', é o conselho que dou a ela.
É excelente em tudo o que faz e só me dá alegrias.


Meu pequeno anjo de cabelos cacheados, Bruno Henrique, personalidade forte, questionador que só.
As vezes diz coisas que até Deus duvida. 
Um dia desses estávamos na padaria e ele me perguntou sobre um bolinho na vitrine e a moça disse: "Isso é um casulo". Ele imediatamente respondeu: "Isso não é um casulo. Casulo é o lugar onde dormem as borboletas."
É extremamente gramaticalizado. Usa todos os plurais e conjugações na medida do possível para um pequeno... Quando eu o chamo e ele aparece de alguma de suas aprontações,  pergunta: " Mamãe, você me procurou por toda parte?"
Esses dias que estou com a perna machucada ele chega perto de mim de tempos em tempos e diz: "Deixa eu te dar um beijo para sarar?"
Depois de dado o beijo o meu pequeno médico diz: "Já está bem melhor!"
Quando eu vejo as pessoas reclamando, ou até eu mesma quando reclamo ou cometo meus erros, penso por que tenho duas coisas tão preciosas aos meus cuidados?
Aí meu coração me diz:  "É porque Deus te ama e te confiou a missão maravilhosa de ser mãe e de cuidar de dois anjos."
Hoje entendo a letra da Legião Urbana que diz que "são meus filhos que tomam conta de mim".
Com eles aprendo todos os dias uma lição nova. Seja fazer uma fantasia de batgirl ou quando BH diz para mim e 'Caísse': "as abelhas e os pássaros retiram o 'nécata' (nectar) das 'fois' (flores) e das 'futas' (frutas) que caem no chão."
Ele me pede: Mamãe me pinta de palhaço?" e o mais próximo que a 'mamãe mal de parkinson' consegue chegar é da maquiagem do coringa do Batman.
Amo muito vocês, meus preciosos. 



O palhacinho 
 A heroína



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tudo na vida é aprendizado - Comer, rezar, amar

Eu sou aquela pessoa que é otimista ao extremo.
Aliás, sempre fui assim e na maioria das vezes me desapontei.
Mas acredito muito que nada acontece por acaso e que de todas as coisas, boas ou más tiramos um aprendizado.
Estava assistindo ao filme Comer, Rezar, Amar pela terceira vez.
Em cada uma das vezes que assisti a esse filme, tive um olhar diferente sobre a história e o que ela quer transmitir, tendo em vista que foi retirada de um Best Seller de autoajuda de mesmo nome.
O objetivo da minha psicóloga quando me mandou assistir a esse filme eu não sei, ou melhor, nunca vou saber o que se passou na cabeça dela mas vamos por partes o que eu pude aprender com isso:
Liz Gilbert a personagem principal do filme assim como eu pensava e sentia demais.
Eu percebi um dia enquanto comia um Subway de rosbife, no qual eu havia idealizado toda a manhã que ao invés de apreciar aquele momento tão maravilhoso, saborear aquele sanduíche delicioso o qual eu escolhi cada coisinha pra rechear, prestava atenção somente no relógio e no que tinha programado para depois do almoço: a minha consulta com a Aline.
Durante nossa sessão falei a ela isso.
Se estivesse comendo, rezando, transando, bebendo, trabalhando... o que quer que eu estivesse fazendo, sempre estaria pensando no depois e nunca no durante.
Eu não conseguia manter um foco.
A única diferença que percebi de mim para Liz foi que eu consigo estabelecer uma relação amigável com Deus, tenho uma fé muito grande e acredito que ele me ama infinitamente, pois me deu uma vida maravilhosa e a cada dia me brinda com mais coisas boas que nem sei se mereço.
"O que você precisa ententer é o seguinte, Sacolão. Se você liberar todo esse espaço na sua mente que está usando agora na sua obsessão por esse cara, e pelo seu casamento falido, vai descobrir um vazio ali, um espaço aberto... uma entrada. E adivinhe o que o universo vai fazer com essa entrada? Ele vai entrar... Deus vai entrar... e vai encher você com mais amor do que você jamais sonhou."
Quando as coisas não são tão boas, ainda dentro do processo de rezar no qual é citado no livro, penso no meu acidente de moto do último final de semana.
Esse machucado que tenho na perna agora me fez pensar no quanto é doloroso e lento qualquer processo de cura, então ele me serviu para alguma coisa.
Ter paciência para aceitar que a cura não tem data marcada.
Ainda mais quando penso nas mil coisas que poderia fazer nesta semana e que infelizmente não poderei por causa disso.
Um simples ralado, pode trazer infinitos aprendizados. Tudo e todos nessa vida podem ser nossos professores. E não podemos ter medo de aceitar isso.
A terceira parte do filme onde ela fala de amar me vi também muito familiar à Liz.
Eu tinha muito medo de deixar as coisas que achava que eram seguras, confortáveis e certas.
E nada na vida é. Nenhum relacionamento é.
Por pensar assim, morro de medo de que apareça alguém e me arrebate, me tirando todo o equilibrio que acho que possuo em relação à entrega, porque temo que meu coração seja partido de novo.
E eu, sinceramente, ainda não sei diferenciar as pessoas boas das más.
Acredito em todas até que me provem o contrário. 
Mas enfim, tudo é aprendizado, como disse antes. 
Até um machucado.
Basta que saibamos entender e aceitar.
"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (interna ou externa), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma... então a verdade não lhe será negada." 


Equilíbrio é não deixar ninguém te amar menos do que se ama. As vezes perder o 

equilíbrio por amor, faz parte de uma vida equilibrada. (Eat, Pray, Love)

"Se eu amo você, eu te dou tudo que tenho. Te dou o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro - Tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei vcê de sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você, na verdade, nunca cultivou em sí mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu te darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, te darei um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia, será me apaixonando por outra pessoa." (Elizabeth Gilbert)

domingo, 4 de setembro de 2011

A vida é um sopro

Este é um relato de quem quase viu a vida escapar três vezes. EU
Se eu tiver sete vidas, que bom que ainda tenho mais quatro para gastar.
Quando eu tinha quatorze anos, fui atropelada por um bêbado numa calçada, enquanto voltava alegre com minha amiga Sônia de algum lugar, que não me lembro, mas acho que era da praça de Ibirité num feriado, que também não me lembro.
A única lembrança que tenho é de um carro vindo em nossa direção e eu até o último minuto achando que aquilo não estava acontecendo.
Quando vi que não tinha mais jeito, empurrei a Sônia e tomei uma cassetada na perna direita. Voei por cima do carro e minha cabeça parou colada na roda de trás. Graças a Deus o bêbado que dirigia não deu ré, senão não estaria aqui agora escrevendo isso...
Senti a alma sair do corpo por uns instantes que não sei precisar, depois retomei a consciência sem entender nada do que tinha acontecido.
Se eu tivesse morrido nem ia perceber.
Mas enfim, a segunda vez não foi muito diferente, eu ia trabalhar de manha, era 14 de novembro de 2003 e fui pega por uma moto na faixa de pedestre com o sinal verde para mim. 
De novo, minha alma correu do corpo, porque ela não é boba, né?
E a loucura toda de retomar a consciência e não entender porcaria nenhuma do que está acontecendo.
Depois quando viu que estava tudo quase bem, voltou, mas minha perna direita ferrada de novo. E foi o meu primeiro rolé de cadeira de rodas. Inesquecível.
Ontem foi a terceira vida gasta, ganhei uma carona de moto e fatalmente derrapamos na areia e fomos pro chão. Estávamos a uns 40km/h mas tombo de moto é sempre tombo de moto e sempre deixa umas escoriações...
E de novo a alma saiu do corpo, quando voltou vi sandália pra um lado, roupa rasgada e meu amigo Thiago lá na frente com a moto ambos caídos.
Depois vou até perguntar a ele se teve a mesma sensação de ir do outro lado da vida e voltar.
Enfim, estou bem e gastei minha terceira vida.
Quando cheguei em casa, caí na gargalhada e gritei: Obrigada Deus por esses ralados e por ter poupado minha vida. Porque infelizmente, todos sabemos que podia ter sido pior.
O que quero dizer a você que em lê é que: a vida é um sopro.
Acidentes acontecem e eles não escolhem quem vão vitimar.
Então, viva bem o dia de hoje e seja grato pela sua vida porque além de breve, ela é fácil de ser perdida.
Eu já tive a experiência três vezes e como disse ao pobre do Thiago que ficou se sentindo culpado, porque eu morro de medo de andar de moto: "- Eu fui atropelada duas vezes na calçada e não deixei de sair na rua. Quando meus ralados sararem e sua moto estiver arrumada, aceito carona de bom grado."
Tudo na vida tem uma razão de ser, talvez essa tenha sido mais uma forma de eu valorizar ainda mais a vida que eu prezo tanto.
Estou bem, com alguns ralados, mas daqui a alguns dias, tô pronta pra outra porque meu aniver tá chegando né?
Queria aproveitar a oportunidade e agradecer à minha linda amiga Babá e ao namorado dela Ivan pela solidariedade que não terei nunca como pagar.

Eu e Babá horas antes do ocorrido.