terça-feira, 26 de julho de 2011

Até que o amor nos separe



Esse post tem título de uma das mais belas composições do Rodrigo Freitas, um velho amigo.
O amor separa as pessoas.
É um fato que tenho comprovado em minha vida, mais uma vez.


Até que o amor nos separe
Até que o amor nos separe, novamente
As lembranças ferem o corpo num cansaço que persiste
Por palavras agressivas que nós não queremos mais dizer


Por que o amor separa as pessoas?
Simplesmente porque não há uma sintonia, um tempo certo onde ele seja recíproco.
Uns amam antes do tempo, uns amam demais, outros de menos, e alguns nunca amam.
O amor para nós é visto como moeda de troca.
Me ame e eu te amo de volta.
Ninguém ama simplesmente por amar.
Sempre espera um retorno, cria expectativas...
Não tem jeito.
Por mais que tentemos o tal amor Ágape, que não exige nada em troca, somos incapazes de tal feito.
Por que então, eu, mera mortal, sou obrigada a amar, sem esperar pelo retorno?
Por acaso eu sou a Madre Teresa?
Por isso, acho que o amor separa. Porque ele nunca chega na hora para as duas pessoas.
Alguém sempre sai no prejuízo.
O problema é a banalização do "Eu te amo", alguns dizem sem saber o que estão dizendo.
Não sabem o que essa frase implica quando dita a alguém...
Caio Fernando Abreu diz que significa o mesmo que dizer eu morreria por você.
Então, verifique o peso da morte e o peso do amor.
Quando postos em uma balança, o peso deles é praticamente igual.
Salvo que para o amor, há sempre uma solução, para a morte, não há.
O amor separa as pessoas...  

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