sexta-feira, 17 de junho de 2011

O amor é uma ideia

Hoje vou falar sobre o amor como uma idéia, ou a idéia que temos sobre o amor.
Inspirações não me faltam. 
Em conversa com minha amiga Sámatha sobre um texto de Martha Medeiros que diz: "Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa."
Comecei a pensar que o amor não passa de uma idéia que cada um faz sobre a outra pessoa.
Conhecemos alguém e nos apaixonamos por um ideal de pessoa que criamos em nossa cabeça.
Namoramos essa pessoa, nos casamos, com uma figura que construímos em nosso imaginário para amarmos.
Muitas das vezes não deixamos que ela se mostre verdadeiramente para que não nos desapontemos com a pessoa real.
É inconsciente.
Um belo dia, depois de convivermos um tempo, descobrimos que não estamos com a pessoa que amávamos...
Trágico, não?!
Pior, descobrimos que ela NUNCA existiu.
Isso porque simplesmente o amor é uma ideia que colocamos na cabeça a respeito do outro.
Idealizamos o nosso par perfeito e não queremos que aquela imagem se quebre.
Elegemos o outro como nosso THE ONE e não admitimos que essa imagem bela e casta de santidade e perfeição se desmanche.
Quando nos deparamos com a verdade, chocante, nos desapontamos e botamos a culpa de tudo no outro e no amor.
Mas nunca aceitamos a nossa parcela de responsabilidade no fracasso das relações.
Eu tenho aprendido isso, mas é difícil encarar.
Mais difícil, é saber que o homem perfeito, não passa de fruto da minha imaginação. 
Enquanto eu não aceitar a humanidade dos homens, e esquecer o príncipe encantado ou o superman, nunca vou me dar bem com ninguém.
Assim como ninguém ficará satisfeito comigo, depois de conhecer a minha humanidade e as minhas fraquezas, e o meu lado mulherzinha que é bem complicado por sinal.
A impressão que temos é que o amor é como fumaça, ou nuvem, efêmero, passageiro, frágil.
Quando na verdade, ele deveria ser transparente, verdadeiro e descomplicado.
Todas as pessoas ao se conhecerem e decidirem por ter um relacionamento, deveriam fazer uma espécie de "streaptease", se mostrar ao outro, para ninguém depois reclamar que não foi avisado antes de levar pra casa.
Quando na verdade tudo o que fizemos foi transformar o amor numa ideia.




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