domingo, 20 de março de 2011

Relações superficiais


As vezes penso sobre a loucura que estamos vivendo no mundo contemporâneo.
O medo de nos envolvermos verdadeiramente com as pessoas.
Construímos relações extremamente superficiais.
Não nos entregamos por medo de parecermos piegas, bobos... por medo do outro não estar sentindo o mesmo que nós, por medo do que os outros vão pensar (aliás esse é o maior medo de todos).
"Ah.... não vou assumir que sou louca por fulano, porque senão meus amigos vão me achar uma boba, já que ele não tem nada a ver comigo."
"Ah.... melhor ficar infeliz nesse casamento porque senão as pessoas vão me crucificar se eu me separar. Já pensou? Uma separada..."
O que eu tenho visto é que quando uma pessoa se entrega ao amor (digo a todo tipo de amor) as pessoas a tacham de louca.
Uma vez um amigo deixou tudo e foi fazer caridade, tinha uma profissão bacana, grana, algumas posses... doou tudo e foi tentar ser frade.
Ele precisava daquilo, se doar, amar... Mas quase ninguém o entendia.
Achava que ele era louco porque deixou uma vida que todos queriam ter, para se dedicar ao amor de Jesus.
Sem contar as várias pessoas que conheço que deixaram uma relação superficial, de aparências para viver um grande amor e foram apedrejadas até pela própria família. Imagine o que as outras pessoas não falaram delas.
Mas elas não ligaram e foram ser felizes.
Existem pessoas que não tem essa coragem. 
A coragem de assumir o amor que quer ter.
Que vivem uma falsa felicidade de amigos, baladas e bebedeira, mas no fundo, o que queriam mesmo era estar na frente da TV, vendo um filme abraçadinhas com alguém especial, comendo pipoca, embaixo do edredom... (se não estiver um calor infernal é claro) Fazendo mil planos sobre mil coisas diferentes.
Mesmo que as pessoas não queiram ter uma penca de filhos, todas elas querem um pezinho quentinho para por por cima do seu de noite. Querem ter em quem se enroscar nas madrugadas frias, querem alguém que as faça se sentirem de verdade.
Não somos máquinas, não somos tão auto suficientes assim e nem somos objetos.
Somos sim carentes de afeto, de atenção, de uma boa conversa, de um sorriso amigo, de companheirismo, de carinho, de beijo, de sexo, de andar de mão dada na rua, de sermos apresentadas como " Essa é minha namorada" (ou namorado, para os nossos amigos e família).
Temos medo de juntarmos nosso mundo ao do outro, temos medo de falhar.
Mas estamos em fase de constante adaptação, desde os primórdios.
E não é só porque temos um polegar opositor.
O amor é piegas, quando amamos temos cara de bobo, brilho nos olhos e na pele.
Sentimos vontade de ouvir Roberto Carlos e gritar pra todo mundo saber que estamos entorpecidos pelo amor.
Todos queremos uma cara metade, um complemento, sei lá...
Mas, cadê coragem para isso?
Precisamos nos assumir.
That's it.




PS.: Eu ainda estou entre essas pessoas. Mas com fé em Deus vou me libertar disso porque tem um pensamento que diz:
"Seja feliz e não se importe com as pessoas ao seu redor, elas não sabem METADE do que acontece com você. (Autor desconhecido)"

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