sexta-feira, 18 de março de 2011

Era só isso...




Nada pior do que perder a admiração pelas pessoas.
Quando conhecemos alguém, e nos afeiçoamos àquela pessoa, ou nos apaixonamos, ou amamos, é porque ela tem algo de especial e que nos encantou à primeira vista.
Isso dá início a um relacionamento, pode ser uma grande amizade, um namoro, um casamento... enfim, as pessoas para estarem juntas tem que ter algo além de afinidade.
Pois com o passar do tempo o normal do ser humano é mudar. O certo seria evoluir.
Mas não é o que acontece sempre.
Algumas pessoas estagnam, outras regridem, umas simplesmente pioram. Isso é totalmente normal.
E aquela admiração que eu falei no início, simplesmente se vai.
Então bate aquela frustração do "Era só isso...".
É como se o presente viesse num lindo pacote e ao abrir você se deparasse com a caixa vazia.
Me lembro uma vez que ganhamos um ovo de Páscoa (eu e meu irmão Nando) enorme e num cesto grandão de um amigo do meu pai, um italiano e imaginamos o conteúdo daquele ovo.
No dia de abrir demos de cara com uma casca vazia.
Foi a maior frustração... me lembro da cara que meu pai fez ao dizer que o coelho que estava dentro dele tinha fugido muito rápido, rss...


Existem outras pessoas, que você simplesmente não investe nelas em nada, nem amizade, nem namoro, nadinha...
Aí um belo dia, você reencontra aquela pessoa e vê o quanto ela evoluiu. 
E você então se questiona: por que eu não dei a ela uma chance de me mostrar o seu potencial?
(Em nenhum momento falo de evoluir materialmente.)
Falo na evolução como um todo, o corpo, a mente, o espírito...
E o material é conquistado quando estas três coisas estão em sintonia, em ordem, evoluindo.
Nem só de pão vive o homem.
O que mais me impressiona são as pessoas que estão em constante evolução.
Tenho orgulho de alguns amigos que eu achava tão indefesos e ingênuos e hoje se apresentam como verdadeiras fortalezas.
Acho que quando temos a missão de viver nossas vidas, temos que aceitar que estamos aqui para evoluir, um pouco que seja.
Sem apegos, sem materialismos, sem medos, sem infelicidade.
Se estamos habitando esta Terra é porque somos capazes de crescer e nos tornarmos criaturas melhores, felizes e auto suficientes.
Deus não nos criou à sua imagem e semelhança para que nos sentíssemos feios, fracos, temerosos ou para que fôssemos infelizes.
Ele nos fez lindas criaturas, dotadas de inteligência, para se amar e para serem amadas.


Por isso, quando você não se sente bem com você, não culpe o mundo, nem as circunstâncias.
Deixar de admirar alguém é tão igual ou pior do que perder a admiração do outro.
Quando eu deixo de admirar alguém me sinto mal.
Porque penso no quanto aquela pessoa podia ter crescido, mas não quis.
No quanto ela perde não abrir-se para o novo, para a mudança.
No quanto ela teve medo de sair de sua zona de conforto e perdeu um belo e desconhecido mundo ao seu redor.
As pessoas que perdem a admiração do outro começam a ficar invisíveis, pois é assim que elas se sentem.
Nunca estamos e nem estaremos prontos.
Então para que ter medo?
















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