quarta-feira, 30 de março de 2011

Afinal, o que querem as mulheres? - Parte II - A casada


(Novamente tenho que usar a imagem da série da Globo, adoro o Freud com a cabeça cheia de pirações)


Hoje vamos falar sobre o que querem as mulheres casadas.
Assim como eu, as mulheres casadas conseguem ser ainda mais complicadas do que as solteiras.
Na verdade elas nem queriam ser casadas, mas queriam os filhos, a casa e o marido. 
Porque dificilmente o pacote pode ser separado.
A mulher casada quer a casa organizada, limpinha, cheirosa.
Quer os filhos impecáveis e de preferência sem respirar, porque senão se despenteiam e se sujam.
Quer o marido como um macho alfa, provedor, protetor, carinhoso, cuidadoso, romântico, que lhe cubra de afeto, presentes, que a leve para jantar fora, que seja gentil cavalheiro, barbeado, cheiroso, limpo, organizado e de preferência dentro de casa, sob sua vista. E que lhe dê SEMPRE razão.

Mas não quer se estressar com nada isso...
Ela quer ter todas essas coisas e quer que elas aconteçam de preferência num passe de mágicas e se possível que ela fique deitada enquanto a magia acontece.
Ela quer viagens em família, compras no shopping, trocar a mobília quando cansa, e se não tem grana, quer mudar de lugar as coisas para que pareçam novas. 
Ou pelo menos diferentes.
E fotografar tudo isso para fingir para as amigas que tem uma vida perfeita colocando fotos nos sites de relacionamento.
Sente-se um mártir, principalmente se tiver filhos.
Acha que deu sua vida em prol da família e que todos dentro dela tem que fazer o mesmo.
Quando isso não acontece, sente-se desmotivada e o casamento vira um caos.
E a casa, e os filhos e tudo o mais.
Porque a mulher tinha que ser o pilar da casa, mas, quem dá conta de sustentar tanto peso sozinha?




O amor morre

Como tudo na vida tem seu princípio, meio e fim, assim também é o amor.
Ele nasce, cresce, vive e morre.
Sem nenhum motivo ou particularidade, um belo dia saímos de casa e sem mais nem menos somos tocados por um sentimento que antes não havíamos sentido por ninguém.
Esse sentimento faz com que queiramos estar perto dessa pessoa, viver o resto de nossos dias ao lado dela, até que a morte nos separe...
O problema é que não contamos com a possibilidade do amor morrer antes de nós.
Porque, sim, caso alguém aqui não acredite, o amor morre.
Porque ele é um organismo vivo, que precisa ser alimentado, regado, adubado, como uma planta.
Eu, por exemplo, sou péssima para cuidar de plantas.
Quando amamos, muitas vezes achamos que o amor dá conta de viver sozinho e cresce por si mesmo, mas não, ele precisa de cuidados especiais, de ambas as partes, pois afinal ele é um inteiro, dividido em duas partes iguais.
Se um regar mais que o outro o amor morre.
Se um ceder mais que o outro o amor morre.
Se um esperar mais que o outro o amor morre.
Se um lutar mais que o outro o amor morre.
E assim por diante, até que só reste a mágoa, a indiferença e a 'solidão a dois'.
E junto com o amor vamos morrendo aos poucos, desesperançosos, procurando achar culpados, nos vitimando...
Nos esquecendo que " o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória" por isso devemos cuidar bem de tudo o que plantamos.
Para que não seque e não morra, como muitas vezes fazemos com o amor que sentimos por alguém.
Segue um texto que recebi há alguns anos de minha amiga Sônia e que nunca me esqueci:



"Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. 

Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. 
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição. 

Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem. 

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa evidências. 

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, como o Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho papão. Outros confessam sua culpa em altos brados e fazem de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda, com nomes paradoxais como "O Amor Inteligente" ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "A Paixão Tem Olhos Azuis", difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes. 

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos. 
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos e definharão até se tornarem laranjas chupadas. 

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4a. série ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (Bah, isso não é amor. Amor vivido só do pescoço pra cima não é amor). 

Existem, por fim, os AMORES-FÊNIX. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas."

(Desconheço o autor)

domingo, 27 de março de 2011

Controle Absoluto






Depois que eu comecei a fazer terapia, porque não consigo ter controle sobre minha vida, foi que percebi que TODAS AS PESSOAS DO MUNDO precisam de terapia.
Quando as pessoas perdem o controle sobre as suas vidas, começam a se preocupar com a vida dos outros, querendo controlar.
Essas pessoas percebem uma pequena brecha de vulnerabilidade e quando você vê, está tomando conta da sua vida.
Sabe cada um de seus passos, a que horas você sai, que horas chega, se você foi a padaria, se o seu carro está na rua... 
Geralmente as pessoas que querem controlar a vida alheia, tem suas vidas um verdadeiro caos.
Aliás, essas pessoas são a própria desordem. E acham no intrometer na vida dos outros, a válvula de escape para saírem de suas vidinhas medíocres.
Por que eu comecei a fazer terapia? 
Porque não tenho mais paciência com as pessoas que insistem em me controlar, em achar que são donas da verdade, que porque tem algum vínculo com você, por menor que seja, se dão ao direito de dizer o que você deve ou não deve fazer da SUA VIDA.
Deus deu a cada um UMA VIDA que é para cada um cuidar direito dela.
Então, hoje, estou aderindo à campanha pela vida: CADA UM CUIDANDO DA SUA!
Olhe para você mesmo, veja do que você precisa, sua vida merece atenção mais do que a vida de qualquer outra pessoa.
Se não temos controle nem sobre nós mesmos, então para que cuidar das coisas que não nos pertencem?
Cuide da sua vida e da sua saúde também.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Afinal, o que querem as mulheres? - Parte I - A solteira


(Peço lincença para usar essa imagem, é que quando procurei no google não tinham muitas opções)



Freud, um cara muito mais inteligente do que eu não conseguiu responder a essa pergunta.
Ele escreveu vários livros, milhares de páginas e morreu sem conseguir o feito.
Bastava que ele deixasse uma louca dessas deitar no seu divã e começasse a anotar compulsivamente, porque a lista seria bem grandinha, mas não interminável. Mas não podemos nos esquecer que Dr, Freud era homem, e que homem tem o péssimo hábito de não ter paciência para nos ouvir...
Então vamos ao capítulo um, o que a mulher solteira quer:
A mulher solteira quer um namorado que não seja rico, mas que também não seja um durango.
Que esse namorado seja carinhoso, mas que não seja um grude.
Que ele goste de sair, mas que também não seja um baladeiro de plantão.
Ela quer um homem que seja arrumadinho, cheirosinho, cabelo cortadinho, barbeadinho,  mas que não seja um metrosexual.
Ela quer um homem que goste de suas amigas, que a deixe ter um tempo livre para sair com elas, sozinha, mas que não ouse, sob nenhuma hipótese querer o mesmo.
Ela quer estar com ele nos lugares acompanhado o movimento com os olhos e o pescoço, mas se ele fizer o mesmo, no mínimo foi para olhar para "alguma vagabunda".
Ela quer que o namorado a ouça falar sobre tudo: amenidades, futilidades...
Quer que ele a apresente ao cachorro, ao papagaio, ao periquito, que ele a ASSUMA perante todos os seus familiares, amigos, e principalmente conhecidas e ex-peguetes.
Ela quer que ele não se importe de passar hooooooooooooooooooooooooras esperando ela se arrumar.
Que ele pague as contas das saídas, que a leve em lugares do momento.
Que ele não a mate de vergonha nesses lugares e nem na presença de seus amigos e família.
Algumas fazem questão de Caratê (cara tê carro, cara tê grana) mas afirmo que não são todas. Apenas aquelas que se contentam com pouco. Mas vão por mim, elas estão por aí em toda parte, loucas por uns $$$$$.
Se eu me esqueci de alguma coisa, me perdoem, não sou mais solteira, rss...




quarta-feira, 23 de março de 2011

O salto

Queria entender porque o ser humano em geral é tão inseguro.
Porque temos tanto medo de dar um passo rumo ao novo, ao que nos é incerto, ao que não sabemos...
Por que temos esse medo de nos jogarmos, num salto rumo ao desconhecido, que as vezes nem é tão desconhecido...
Porque algumas vezes sabemos bem onde queremos chegar, mas temos medo do caminho?
Queria não ter tantas dúvidas.
Graças a Deus a dúvida é inerente ao ser humano.
E eu posso me considerar uma pessoa absolutamente normal.
Para termos algumas coisas que queremos, temos que abrir mão de outras.
Porém nunca queremos abrir mão pelo medo de não ter como voltar atrás.
Quando a gente sai da casa dos pais da gente é assim.
Eles dizem: "Se eu fosse você não faria isso, porque não é bom."
Mas fazemos e não voltamos atrás, para não ouvirmos a odiosa frase: " Eu te disse".
Mais uma vez na porta do avião, pensando se devo me jogar.
Lançar-me ao novo, ao desconhecido.


O máximo que pode acontecer é termos a certeza de que com a queda não passaremos do chão.
Mas para alcançar o céu, temos que saltar, é inevitável.
Demo-nos as mãos, então.

terça-feira, 22 de março de 2011

Sem tempo a perder

Estava aqui lendo no perfil de minha melhor amiga a frase "Sem tempo a perder", tinha acabado de decidir o que iria escrever hoje, já que tinha duas idéias fresquinhas na minha cabeça.
Então, vou escrever sobre uma delas e  aproveitar e tentar pensar nessa frase que mexeu muito comigo agora.
Sou uma pessoa muito carente de atenção.
Não quero ser olhada, quero ser vista.Enxergada. Assim como muitas pessoas querem ser: Notadas.
Ás vezes passamos anos ao lado de uma pessoa que te olha, mas não te vê.
Te escuta mas não te ouve.
E enquanto vamos lutando para sermos notados e ouvidos.
O tempo vai nos escapando. Escorrendo pelas mãos literalmente.

Daí quando vi a frase dela aqui "Sem tempo a perder" comecei a pensar no tempo que estou perdendo falando às pessoas.
Tentando ser enxergada. Tentando ser ouvida. Sem sucesso.
Já desisti de algumas pessoas por isso. E não é difícil desistir de outras.
Paciência é uma virtude que eu definitivamente não possuo.
Quero tudo. E pra ontem.Não sei esperar. Sou ansiosa e tudo que demora muito eu desanimo.
Ninguém quer ficar em segundo plano, ser deixado de lado, nem para depois.
Existem assuntos que requerem urgência, nossa felicidade é uma delas.
Apesar de não dependermos de outra pessoa para sermos felizes.
Não temos tempo a perder, como diria Renato Russo, apesar de sermos jovens, não vamos continuar a sê-lo eternamente.
O tempo está correndo. O tempo não pára.
Então, se você está perdendo tempo com alguma coisa, ou com alguém, mande-os empatar a  PQP!
That's it.



domingo, 20 de março de 2011

Relações superficiais


As vezes penso sobre a loucura que estamos vivendo no mundo contemporâneo.
O medo de nos envolvermos verdadeiramente com as pessoas.
Construímos relações extremamente superficiais.
Não nos entregamos por medo de parecermos piegas, bobos... por medo do outro não estar sentindo o mesmo que nós, por medo do que os outros vão pensar (aliás esse é o maior medo de todos).
"Ah.... não vou assumir que sou louca por fulano, porque senão meus amigos vão me achar uma boba, já que ele não tem nada a ver comigo."
"Ah.... melhor ficar infeliz nesse casamento porque senão as pessoas vão me crucificar se eu me separar. Já pensou? Uma separada..."
O que eu tenho visto é que quando uma pessoa se entrega ao amor (digo a todo tipo de amor) as pessoas a tacham de louca.
Uma vez um amigo deixou tudo e foi fazer caridade, tinha uma profissão bacana, grana, algumas posses... doou tudo e foi tentar ser frade.
Ele precisava daquilo, se doar, amar... Mas quase ninguém o entendia.
Achava que ele era louco porque deixou uma vida que todos queriam ter, para se dedicar ao amor de Jesus.
Sem contar as várias pessoas que conheço que deixaram uma relação superficial, de aparências para viver um grande amor e foram apedrejadas até pela própria família. Imagine o que as outras pessoas não falaram delas.
Mas elas não ligaram e foram ser felizes.
Existem pessoas que não tem essa coragem. 
A coragem de assumir o amor que quer ter.
Que vivem uma falsa felicidade de amigos, baladas e bebedeira, mas no fundo, o que queriam mesmo era estar na frente da TV, vendo um filme abraçadinhas com alguém especial, comendo pipoca, embaixo do edredom... (se não estiver um calor infernal é claro) Fazendo mil planos sobre mil coisas diferentes.
Mesmo que as pessoas não queiram ter uma penca de filhos, todas elas querem um pezinho quentinho para por por cima do seu de noite. Querem ter em quem se enroscar nas madrugadas frias, querem alguém que as faça se sentirem de verdade.
Não somos máquinas, não somos tão auto suficientes assim e nem somos objetos.
Somos sim carentes de afeto, de atenção, de uma boa conversa, de um sorriso amigo, de companheirismo, de carinho, de beijo, de sexo, de andar de mão dada na rua, de sermos apresentadas como " Essa é minha namorada" (ou namorado, para os nossos amigos e família).
Temos medo de juntarmos nosso mundo ao do outro, temos medo de falhar.
Mas estamos em fase de constante adaptação, desde os primórdios.
E não é só porque temos um polegar opositor.
O amor é piegas, quando amamos temos cara de bobo, brilho nos olhos e na pele.
Sentimos vontade de ouvir Roberto Carlos e gritar pra todo mundo saber que estamos entorpecidos pelo amor.
Todos queremos uma cara metade, um complemento, sei lá...
Mas, cadê coragem para isso?
Precisamos nos assumir.
That's it.




PS.: Eu ainda estou entre essas pessoas. Mas com fé em Deus vou me libertar disso porque tem um pensamento que diz:
"Seja feliz e não se importe com as pessoas ao seu redor, elas não sabem METADE do que acontece com você. (Autor desconhecido)"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Era só isso...




Nada pior do que perder a admiração pelas pessoas.
Quando conhecemos alguém, e nos afeiçoamos àquela pessoa, ou nos apaixonamos, ou amamos, é porque ela tem algo de especial e que nos encantou à primeira vista.
Isso dá início a um relacionamento, pode ser uma grande amizade, um namoro, um casamento... enfim, as pessoas para estarem juntas tem que ter algo além de afinidade.
Pois com o passar do tempo o normal do ser humano é mudar. O certo seria evoluir.
Mas não é o que acontece sempre.
Algumas pessoas estagnam, outras regridem, umas simplesmente pioram. Isso é totalmente normal.
E aquela admiração que eu falei no início, simplesmente se vai.
Então bate aquela frustração do "Era só isso...".
É como se o presente viesse num lindo pacote e ao abrir você se deparasse com a caixa vazia.
Me lembro uma vez que ganhamos um ovo de Páscoa (eu e meu irmão Nando) enorme e num cesto grandão de um amigo do meu pai, um italiano e imaginamos o conteúdo daquele ovo.
No dia de abrir demos de cara com uma casca vazia.
Foi a maior frustração... me lembro da cara que meu pai fez ao dizer que o coelho que estava dentro dele tinha fugido muito rápido, rss...


Existem outras pessoas, que você simplesmente não investe nelas em nada, nem amizade, nem namoro, nadinha...
Aí um belo dia, você reencontra aquela pessoa e vê o quanto ela evoluiu. 
E você então se questiona: por que eu não dei a ela uma chance de me mostrar o seu potencial?
(Em nenhum momento falo de evoluir materialmente.)
Falo na evolução como um todo, o corpo, a mente, o espírito...
E o material é conquistado quando estas três coisas estão em sintonia, em ordem, evoluindo.
Nem só de pão vive o homem.
O que mais me impressiona são as pessoas que estão em constante evolução.
Tenho orgulho de alguns amigos que eu achava tão indefesos e ingênuos e hoje se apresentam como verdadeiras fortalezas.
Acho que quando temos a missão de viver nossas vidas, temos que aceitar que estamos aqui para evoluir, um pouco que seja.
Sem apegos, sem materialismos, sem medos, sem infelicidade.
Se estamos habitando esta Terra é porque somos capazes de crescer e nos tornarmos criaturas melhores, felizes e auto suficientes.
Deus não nos criou à sua imagem e semelhança para que nos sentíssemos feios, fracos, temerosos ou para que fôssemos infelizes.
Ele nos fez lindas criaturas, dotadas de inteligência, para se amar e para serem amadas.


Por isso, quando você não se sente bem com você, não culpe o mundo, nem as circunstâncias.
Deixar de admirar alguém é tão igual ou pior do que perder a admiração do outro.
Quando eu deixo de admirar alguém me sinto mal.
Porque penso no quanto aquela pessoa podia ter crescido, mas não quis.
No quanto ela perde não abrir-se para o novo, para a mudança.
No quanto ela teve medo de sair de sua zona de conforto e perdeu um belo e desconhecido mundo ao seu redor.
As pessoas que perdem a admiração do outro começam a ficar invisíveis, pois é assim que elas se sentem.
Nunca estamos e nem estaremos prontos.
Então para que ter medo?
















E se...




Se tem uma frase com reticências que me enlouquece é a tal da "E se...".
Um dia desses comecei a pensar no poder que essa frase tem de deprimir um ser humano.
Basta você pensar e se... e tudo o que você acredita que é certo e seguro vai por água abaixo.
Se eu fosse pensar " E se..." acho que não estaria aqui escrevendo neste blog.
Não gosto de pensar nisso.
"E se..." cheira a arrependimento, e eu não tenho costume e nem tempo para arrependimentos. Lembra fracasso, fraqueza, desilusões, falta de fé... e um monte de outras coisas.
"E se..." eu não estivesse em tal lugar, em tal dia e não tivesse conhecido tal pessoa?
" E se.." eu tivesse feito faculdade de medicina?
"E se..." um dia eu me pegar pensando dessa forma?
Eu tenho a plena convicção de que as coisas são como devem ser. Que tudo acontece no tempo certo.
Se não acontecem é porque não tinham que acontecer.
Tendo em vista de que temos livre arbítrio, as escolhas são nossas. E não adianta pensar em como teriam sido.
Então "E se..." não é coisa de se pensar. Você fez. Você quis. Você estava lá.
E se (olha aí ) você se arrependeu da escolha feita encare todo dia como uma nova oportunidade e construa, ao invés de olhar em volta e ficar pensando que poderia ter sido diferente sem você ter feito nada para isso.
Não se arrependa de nada do que tenha feito. Serviu de lição para fazer melhor da próxima vez.
Esqueça o "E se..." e siga em frente, o caminho sempre estará lá para ser trilhado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O terremoto do Japão ou a vergonha de ser brasileira

 
Dados os últimos acontecimentos mundiais, comecei a refletir sobre o que é a cultura (ou a falta dela).
O terremoto no Japão foi o ponto culminante para aumentar em mim a vergonha de ser brasileira.
Vamos analisar primeiramente se o terremoto:
Os japoneses conseguiram manter o equilibrio durante o caos.
Sem engarrafamentos.
Sem corre-corre pelas ruas.
Resignados.
Pacientes.
Solidários.
Os homens comem duas porções as mulheres uma, e elas não reclamam.
(Eu iria adorar um regime forçado, mas enfim, as pessoas acham machismo...)
Se o terremoto fosse no Brasil:





Sem terremoto, engarrafamento já é cultural, então nem precisa dizer nada.
As pessoas correriam tanto que pisoteariam os que caíssem.Um salve-se-quem-puder, um deus-nos-acuda, que só mesmo o próprio Deus em pessoa para conter o que seria a filial do inferno na terra.
Fila para supermercado? Claro que não! Porque os supermercados já teriam sido saqueados e incendiados, o combustível já teria sido derramado pelas ruas e as labaredas dariam o ar teatral que faltava para a nossa cena de terror.
Indignados.
Impacientes.
Egoístas.
Não haveria distruibuição de comida, porque esta já teria sido roubada. E estaria sendo vendida a preço de ouro por aproveitadores.
Fila no Brasil, nunca daria certo, porque brasileiro, nem fila sabe fazer... 
É só observar quando estiver no banco, quando for ao banco (e olha que tem desenho no chão).
(As imagens falam por si, veja se tem alguém seguindo o desenho no chão)

Quando você vê brasileiro em fila é para vender o lugar. E ainda assim rola bate boca e confusão.


Agora continuando a vergonha de ser brasileira.
No ranking mundial de Ensino Superior, não estamos nem entre as 100 melhores faculdades do mundo.
NENHUMA no Brasil.


Mais uma vez, quebramos o record de mortes nas estradas, no último feriado porque nossos motoristas, egoístas e imprudentes fizeram um número grande de merdas pelo caminho.
Chovendo não é fácil dirigir, mas como diria vovó, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
E para completar, os piores motoristas do Brasil, pasmem, são os mineiros. São os que menos seguem as normas de legislação. E acho que em sua grande maioria estão nesta cidade onde moro.
Sampa tem o pior trânsito, sem dúvida, mas os motoristas são educados, acho que na falta de educação só perdemos para os cariocas...
Mas se formos pesquisar a fundo todo mundo vai dizer que o pior motorista do Brasil é o do seu estado.




Amor pra mais de 100 anos



 
Pesquisei no Google dormir do conchinha e achei essa imagem fofinha. 

Uma ilustre figura que conheci, o Pai d'égua, piauiense, gente boa que fixou moradia na pacata cidade de Ibirité, usava muito essa expressão.
Hoje, depois que escrevi sobre o ciclo do amor, me lembrei disso, e do meu sonho de viver esse amor pra mais de 100 anos.
Acho que todas as pessoas sonham assim.
Eu especificamente.
O dia que a Cláudia Raia e o Edson Celulari anunciaram o fim do casamento de 16 anos, eu fiquei chocada e quase desacreditei de vez na teoria do Pai d'égua.
Suponhamos que o amor fosse uma semente, forte, tipo um jequitibá rosa, que pode durar milhares de anos.
Você acredita que se pegar a semente de jequitibá e jogar no fundo do quintal ele vai vingar?
Então, porque pensamos que o amor, essa semente que nasce no coração, vai simplesmente crescer sem o nosso menor esforço?
Sabemos que nosso coração é terreno fértil, mas o amor precisa ser cultivado diariamente, regado com beijos, vinho, carinhos, um café da manhã levado na cama...
Adubado com conversas agradáveis (não entenda isso como DR's), passeios a dois, cinema, presentinhos em datas especiais, almoços inesperados.
Sabe porque nossos avós, ou quem tem os pais mais velhos, criados na simplicidade do interior ficaram casados por anos a fio, até que a morte os separasse?
Porque a vovó fazia a marmitinha do vovô com todo carinho pra ele ir trabalhar, porque ela o acordava com aquele cheirinho de café vindo do fogão de lenha e chegava pra ele com a caneca de esmalte fumegando...
Era a forma dela de demonstrar seu carinho.
Hoje corremos tanto, que esquecemos como esses pequenos gestos, nos ajudam a colher os frutos do amor de mais de 100 anos.
Sei de mim que sempre valorizei essas pequenas coisas, e continuo valorizando, apenas não gasto com quem não merece, mas quem merece sabe que tem tudo de mim.
Uma dica para quem vive na correria e se esquece de cuidar bem do seu amor. 
Se você usa net, mande um e-mail com um simples bom dia, eu te amo, uma flor virtual, um coração, a letra de música preferida, use a criatividade...
Se você passou na loja e viu uma coisa que sabe que iria agradar quem você ama, mesmo que custe R$0,50, se for dado de coração, valerá mais que um carro.
Chegue de surpresa no trabalho, na hora do almoço, vá ao restaurante mais próximo e dividam a corrida refeição, no fim do expediente, pra happy-hour do shopping, ou do bar do calçadão...
E se for em casa, capriche na comidinha, compre um vinho, ponha pra gelar...
Só não espere ser tarde demais para fazer esses pequeno afagos na alma, pois podem soar como forçação de barra.


As imagens abaixo são resultado da mesma pesquisa, apreciem com os olhos do coração.




Todo mundo quer dormir do conchinha, isso é o amor!

Voto quebrado



Papel de Parede Tema do Windows - vidro quebrado


Primeiro post pós voto é para explicar porque este foi quebrado.
Ontem a tarde, estava passando mal, porque tem diversas coisas que preciso gritar para o mundo e estava tendo que engolir todas.
Comecei a ter indigestão e dor no peito.
Cortar o msn foi bom porque falei com todo mundo pelo telefone, ouvir as vozes das pessoas é sempre bom.
Isso sem contar as controvérsias numa conversa de msn, onde a pessoa fala X e você entende Y ao quadrado.
Então vou manter o telefone sempre a postos.
Que Deus me perdoe por não ter conseguido.
Mas acho que ele viu como eu estava me sentindo e vai ter misericórdia de mim.
Uma semana sem você, meu bloguinho, é um sacrifício muito grande para a minha vida.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Votos

Nós católicos (até mesmo os pouco praticantes feito eu) quando chega o período da quaresma fazemos votos de passar os quarenta dias aguardando pela ressurreição de Jesus, fazendo um voto de sacrifício, abrindo mão de alguma coisa que goste muito, talvez para sentirmos um pouco do sofrimento do Mestre em nós mesmos.
Já passei sem comer carne, macarrão, bebida alcoólica, refrigerante e outras coisas que não me lembro agora, mas enfim, nada dessas coisas realmente me afetava porque eram coisas que eu não representavam um sacrifício muito grande se me abstivesse.
Então, pensei nesse ano em fazer um voto de silêncio na web.
Não escreverei no blog, não comentarei Facebook e nem Orkut, não encaminharei e-mails (somente em caso de vida ou morte) e não usarei o MSN.
Portanto, quem quiser falar comigo, somente se tiver meu e-mail ou telefone para combinarmos de sair ou prosearmos um pouco "Via Embratel". (Lerei os e-mails, mas não responderei aos que não tiverem telefone)
Se eu pudesse fecharia minha boca também, mas dela depende meu sustento porque uma professora precisa falar, e muito.
Mas creio que o silêncio na web talvez me doa bem mais, devido a algumas pessoas que só tenho contato por aqui e as quais não sei ficar sem.
Então, a partir do meio-dia de hoje, 9 de março de 2011 até o domingo de páscoa, se quiser falar comigo, antes disso, as instruções foram dadas, então, até daqui a 40 dias.


"Quaresma, palavra que vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa"

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mr. Big, esse FDP irresistível



 


Ele é o "The One" de nossas vidas, geralmente o conhecemos na mais tenra juventude. 
É aquele homem que uma vez em seus braços, nenhum lugar do mundo será melhor e mais seguro.
Depois que você o beija, nunca mais quer provar outro.
Ele sabe que te tem nas mãos e usa isso o tempo todo, mesmo que não tenha intenção de te magoar.
Sabe que você é a mulher da vida dele, mas tem medo de se entregar, porque sabe que é mais forte do que ele e todo Mr. Big que se preze tem que estar no controle da situação, sempre. Mesmo que ele não consiga.




Ele tem um olhar que acaba com sua imunidade (aquela que você pensa ter criado em relação aos homens) fazendo com que a gente diga sempre SIM! 
Ele não sabe se te quer, mas também não te deixa em paz.
Ele é simpático, agradável, cheiroso, tem um bom papo, bom senso de humor,  tem pegada e nem sempre é lindo como o Chris Noth...
Suas amigas, sempre vão ter um pé atrás com ele porque afinal, sempre que aparece te machuca e depois some outra vez que nem fumaça. 
Daí você passa dias sofrendo e chorando arrependida por ter caído mais uma vez na sua conversa mole.
Ele até admite que precisa de você, que te ama, mas não acredita no sucesso da relação, ou acredita, mas não acha que mereça ser feliz, ou não tem coragem suficiente para isso.




E nós, bobinhas que somos, não resistimos ao seu charme, galanteios e mimos, porque quando estamos junto com Big, ele faz nos sentirmos únicas, importantes, felizes, amadas e lindas.
Os momentos ao seu lado são sempre os melhores e inesquecíveis em nossas vidas.
Mas se ele não fosse esse cafajeste, fdp, não teria a menor graça. Porque infelizmente toda mulher ama um cafajeste em um dado momento de sua vida.
Se não chorássemos mares de lágrimas por causa desse infeliz, não valeriam a pena os sorrisos e as gargalhadas que ele arranca da gente quando usa sua melhor cara de safado.
Ele sempre será o homem inesquecível de sua vida. Aquele que se você não se casar, ficará pensando, como teria sido se fosse diferente...
Se você conseguir fisgá-lo, digo casar-se com ele, passará o resto da vida reclamando do mesmo jeito, porque, a única coisa que sabemos fazer, é isso.




Mas se você não ficar com ele, não se preocupe. 
Assim como tudo na vida passa, ele também não será eterno.
Porém, sempre merecerá o nosso respeito e terá a sua devida importância no constante aprendizado que é a vida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Coração partido devia ser considerado deficiência física...

Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser. (Caio Fernando Abreu)


Por que algumas pessoas deixam seu coração ser partido?
Ou, por que algumas pessoas partem o coração do outro impiedosamente?
Ou ainda, por que deixamos a mesma pessoa partir o nosso coração várias vezes e em vários pedaços?
Eu sempre fiz tudo na vida de coração, seguindo os meus instintos, a consciência ás vezes é muito perversa e fria.
Acho que as pessoas mais frias, são as que partem os corações como o meu.
Aquelas que medem demais, que calculam demais, que preferem agradar a todos menos a si mesmas.

Porque agradar o coração vai contra os preceitos da sociedade, da famíilia e etc. 
Melhor magoar um só otário, e manter as aparências, não é verdade?
Na vida, deixei que várias pessoas partissem meu coração, por várias vezes.
Posso responder, a pós vida existe, pois já morri várias vezes de decepção e me levantei para contar a história.
O mais importante que aprendi com os machucados no coração, foi que, eles só cicatrizam se a gente perdoar a quem nos feriu.
Então todos os dias da minha vida, exercito o perdão para aqueles que me magoam diariamente. Sempre vai haver alguém para te magoar, todos os dias.
Seja quem for, estou sempre pronta para desculpar e esquecer.
Isso fez de mim uma pessoa mais bonita.
E a cada vez que meu coração é partido e remendado, ele cresce mais, e o amor aumenta.
Amor é caridade, caridade é perdão, perdão é amor. E no fim, tudo é a mesma coisa.
Então, eu  perdôo.
Sempre.





terça-feira, 1 de março de 2011

Hoje acordei feliz, independente de qualquer coisa...


"Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara"

O dia de ontem foi "very hard", fatigada por  um dia longo de trabalho, de manhã com os pequenos e a noite com os adolescentes, assisti a um filme - Lula, o filho do Brasil - e dormi, antes que terminasse, um sono leve, como há muito não dormia.
Quando me deitei, pensando: Depois desse cochilo no sofá, vou custar a pegar no sono...
Então, abracei meu pequeno, comecei a fazer minhas orações, enquanto passava a mão pelos seus cachinhos.
E dormi de novo e rapidamente.
Deus sabe, o quanto dormi preocupada ontem, então de noite, ele mandou que Jesus, aparecesse no meu sonho, segurasse minha mão, sorrisse e dissesse: Que Deus nos abençoe!
Os olhos dele eram como olhar para o próprio céu, de tão sereno e límpido.
O lugar em que estávamos, eu ainda não conheço, mas sei que era a Gruta do Lago Azul em Bonito-MS,  pelo tom de azul que coloria a água.


Num lugar desses não tem como não sentir a presença de Deus.

Não sei se ele quis me dar uma notícia boa, ou simplesmente me confortar por minhas aflições...
Mas sonhar com Jesus, só poder ser uma coisa muito boa, ainda mais com o sorriso aquecedor que ele me deu.
Acho que ele viu a necessidade de paz que eu sentia ontem.
Obrigada, Senhor, por me amparar, me confortar e ser meu porto seguro nos momentos em que penso que minha fé está abalada, que não existe saída, que estou sozinha e perdida.
Obrigada por mandar Seu filho em meu socorro.
Obrigada por me aceitar com meus defeitos, impaciências, julgamentos...
Obrigada por mais este dia, por poder com meus olhos contemplar a beleza do céu, com minhas mão acariciar meus filhos, poder com minha boca sentir o gosto das coisas, por poder correr, caminhar, sorrir, chorar...
Obrigada Senhor pela minha vida, pela vida dos meus amados filhos, família e amigos.
Proteja sempre àqueles que eu amo.
Em nome do pai, do filho e do espírito santo. Amém.