domingo, 20 de fevereiro de 2011

Shopgirl e Up in the air

Ontem vi dois filmes excelentes.


Amor sem Escalas
Imagem do filme Amor sem escalas (Up in the air)

O primeiro filme com George Clooney, Amor sem escalas, achei muito, muito interessantes, algumas coisas que ele fala no decorrer da história. Como a metáfora da mochila:


"Imagine que você tem uma nova mochila,coloque conhecidos casuais nela comece por amigos de amigos,pessoas do escritorio e ai passe as pessoas de sua
confiança com os seus segredos mais intimos,seus primos,tios e tias
seus irmãos,pais,melhor amigo e, finalmente,seu marido ou esposa,seu namorado ou namorada,sinta o peso da mochila
Nao se engane,seus relacionamentos são os maiores componentes em sua vida.Voce sente as alças cortando seus ombros? 

Todas essas negociaçoes e discussões,segredos e compromissos.
Você não precisa carregar todo esse peso.

Porque não coloca essa mochila no chão?"


Algumas vezes na vida é isso que temos vontade de fazer com nossos relacionamentos. Colocá-los no chão porque não damos conta do fardo ou deixarmos num armário, guardado e de vez em quando darmos uma "guaribada" para que não percamos para sempre.


Clooney que no filme se chama Ryan Hubner,  prega isso em seu papel de palestrante, e não pensa em se prender a ninguém, até conhecer uma mulher que se dispõe a viver esse "amor sem escalas" que tanto o agradaria, mas as lições importantes de vida ele aprende com sua assistente, uma recém formada de 23 anos.
O ponto culminante do filme para mim foi quando ele tem que  colocar em prática esse aprendizado que contradiz sua filosofia da vida inteira, no momento em que seu cunhado prestes a casar, "amarela" depois de tudo pronto na cerimônia ele se vê obrigado a ajudar a irmã caçula que está para ser abandonada no altar. Tudo o que ele diz, se resume em: “Lembre-se de quem estava ao seu lado nos melhores momentos que já teve na vida'" e "Todos precisamos de um co-piloto”.
Daí pensei, que a base de uma vida feliz a dois é termos do lado, alguém pra co-pilotar junto com a gente nessa viagem difícil, alguém que nos direcione, porque senão, tendemos a cair.
Ninguém consegue ser feliz sozinho.


Imagem do filme Shopgirl de Steve Martin baseado em seu livro A balconista


O outro filme Garota da vitrine, baseado em um livro de Steve Martin (aquele mesmo que protagonizou vários filmes de comédia em Hollywood), sobre os romances modernos, narra a história de uma mulher de 27 anos, depressiva, carente, que precisava de alguém que a amasse, a abraçasse e a protegesse... (como a maioria das mulheres de hoje).
Descobri um monte de coisas sobre o que um abraço pode fazer por alguém.
Principalmente depois do sexo.
Mas o que mais me chamou a atenção foram os problemas de comunicação entre o casal principal (Mirabelle e Ray Porter),  que levou ao fim o romance, mas sem acabar com o amor. 
Porque dos dois homens do filme e possíveis candidatos ao coração de Mirabelle, um tem medo de se envolver e o outro não tinha traquejo algum com mulheres. 
Eles se comunicavam por bilhetes, cartas e telefone...
Me lembrei das conversas controversas que temos hoje em dia por e-mail e msn.
Nossa... ontem antes de assistir a esses filmes pensei em tanta coisa.
Inclusive em sumir e deixar para trás a mochila, juro que pensei em por um fim em tudo.
Inclusive em algumas coisas que já disse, e eram desnecessárias, ou foram mal interpretadas, por não estarmos frente a frente com alguém.
E também algumas vezes, pensamos e falamos coisas bobas das quais nos arrependemos depois. 
Como por exemplo o fato de eu ir e deixar para trás minha mochila.
Freud tem uma frase, sobre a qual irei refletir muito daqui por diante, e tentar me tornar uma pessoa mais sábia:  "O HOMEM É DONO DO QUE CALA E ESCRAVO DO QUE FALA."
Acho bom ficar mais calada daqui pra frente, e não por as coisas com as quais sonhei a vida toda a perder.
Assistam esses dois filmes quando puderem. 
E pensem nas outras coisas que fazemos e pensamos todos os dias e das quais podemos nos arrepender.

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