quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Seguindo o amor

Analisando hoje, pelo prisma dos relacionamentos que não deram certo (isso me inclui), intitulei o post de seguindo o amor, mas acho que deveria ser seguindo o amado (a).
Isso mesmo. Seguindo o amado, não no sentido de perseguir, mas acompanhando ele em tudo o que ele faz, e sente-se feliz com sua companhia. Seja uma festa ou um velório.
Gosto de usar sempre como exemplo os casais antigos, nossos avós que viveram casados até que a morte os separou (porque não conheço avós ou pais mais velhos que sejam divorciados), esses casais para mim são uma referência perfeita para relações duradouras.
Por que suas relações vingaram?
Porque as mulheres acompanhavam e cuidavam dos maridos, eram companheiras, carinhosas e compreensivas.
Três C's que para mim são fundamentais numa relação.
Os casais se separam hoje e os namoros terminam, porque as pessoas não querem acompanhar  umas as outras, não querem ser companheiras (tipo: ali para o que der e vier), pensam somente em si, em si e em si.
Lamentável como o mundo hoje se resume em um simples umbigo.


Antes de sermos casal, somos indivíduos (individuais) e humanos, então por uma questão de humanidade devemos olhar para dentro do outro e não através dele.
A vida toda as pessoas olharam através de mim, e por minha culpa, até eu mesma olhava. Quando eu olhei pra dentro de mim mesma, e vi o meu coração, descobri que eu era a pessoa que devia amar primeiro, assim, os outros começariam a me amar de volta.


No meu atual emprego, converso com mulheres e homens bêbados, que sempre reclamam pelo mesmo motivo: "Estou sozinho, porque não encontro ninguém que goste do mesmo que eu!" ou ainda: "Minha namorada não gosta desse estilo de música e me deixou vir sozinho."
Por que não compartilhar do gosto do outro? Mesmo que sua opinião não mude nem um pouco sobre gostos, pelo menos, você está fazendo alguém feliz só pelo prazer de sua companhia. 
E essa companhia deve ser compartilhada também nas coisas não tão boas, mas que você sabe que a pessoa que você ama, pode estar simplesmente precisando da sua mão para segurar, do seu apoio, do seu abraço...


Alguns sacrifícios devem ser feitos em prol do bem da relação. Quando os dois querem o mesmo, que bom!
Nunca acreditei nesse papo de que opostos se atraem mesmo...
Nesse caso, para que insistir?
Nunca devemos nos esquecer que qualquer relação é uma troca, à base de concessões mútuas.
O egoísmo não cabe aqui.
Comece a seguir o amor, há 50% de possibilidade de dar certo. Os outros 50% ficam com seu amor, porque  afinal ele é a outra metade da relação.


PS: Venho de uma família de casamentos desfeitos, onde as mulheres nunca acompanhavam seus maridos para o que quer que fosse, sempre usando os filhos como desculpa para não sair de casa. Já dá para supor porque os casamentos acabaram, não? 

Nenhum comentário: