terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pai é pai

Não tinha uma foto dele pra postar, por isso pus essa que achei bem legal.


Hoje sei lá por que, me deu vontade de falar sobre meu pai.
Acho que estava ouvindo Elton John no carro, é... também tenho meu lado brega, nostálgico, afinal, sou humana.
Meu pai Vicente, não passou muito tempo comigo.
Quando éramos pequenos (porque quando ele saiu de casa eu tinha 12 anos ainda) ele vivia trabalhando, durante a semana na fábrica, final de semana ele reformava bancos e interiores de automóveis.
Nos víamos muito pouco, mesmo.
O tempo em que ele passava com a gente, apesar de ser um pouco linha dura, era um bom pai. Não podia dar tudo o que queria pra gente, mas dava sempre que podia, geralmente fazia alguma coisa para tentar economizar, era tipo o Julius pai do Chris, qualquer centavo economizado era bem vindo, porque pagava aluguel e construía a casa onde minha mãe mora até hoje.
As coisas que ele fez com ela não foram legais, confesso que me magoaram também, mas sei que herdei algumas coisas boas dele além do gene.
Acho que muito da minha inteligência, do meu gosto por música, herdei dele. Depois de velho ele começou a ter mal gosto, mas enfim, herdei o gosto dele por coisas boas, tipo rock, além do Elton John, Abba, Bee Gees... sem me esquecer do sertanejo de raíz, que apesar de eu contestar sempre, acabo curtindo um Chitãzinho, Tonico e Tinoco, Christian e Ralph, rss... Detesto admitir isso.


Como ainda não sei dirigir e considero meu pai o melhor motorista do mundo, daí pensei:
-Será que isso também está no gene?
Tomara que sim, porque pelo de medo do tal do volante. Já fiz exame médico, passei e não consegui ir adiante.
Resolvi que vou fazer um tratamento psicológico, pra ver se tenho algum bloqueio que me impeça de ir adiante.


Voltando ao Vicente, bem, o que me lembro dele, antes de se separar de minha mãe e dos filhos, é que ele era legal. 
Não carrego nenhuma mágoa. Na verdade me sinto meio indiferente agora a tudo isso.
Não tenho traumas nos meus relacionamentos. Acredito no amor. Acredito que as pessoas podem ser felizes no casamento. Independente do relacionamento dos pais. 
Na verdade, prefiro tê-los visto se separando quando passaram do limite do suportável do que vivendo juntos por causa de bens ou para manter aparências como muitas famílias que tem por aí. De fachada.
Só me aborrece o fato de que alguns pais, ao se separarem das mães, também se separem dos filhos, por causa de outras mulheres.
Acho isso uma grande fraqueza do homem. Afinal a figura de pai faz falta por um certo tempo. Depois a gente acaba se acostumando a viver sem isso. 
Eu me acostumei.


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