segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Respondendo à Michelle Canedo



Sexta-feira, encontrei com a querida Michelle Canedo no Ponto do Churrasco e estávamos falando sobre meus posts.
Ele disse que tem achado meus posts muito apaixonados.rss...
Querida Michelle, bem, faz algum tempo que me apaixonei perdidamente.
Era uma pessoa que eu conhecia há muito tempo, mas que não prestava muita atenção.
Depois de sofrer por muito tempo, com amores que não me deram valor, depois de colocar sempre os outros em primeiro lugar, eis que olhei com mais atenção para esse alguém e hoje vivo uma paixão louca.
"Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz. (Caio Fernando Abreu)"
Estou  amando tanto esse ser, que algumas pessoas acham que enlouqueci, tendo em vista que me tornei uma pessoa um pouco mais egoísta.
Antes eu era só doação, hoje, me dôo a quem mereça e conforme é possível, desde que não me impossibilite de atender aos desejos da pessoa que mais amo.
Eu mesma.
That's it.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre sermos bons pais

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Existem as boas mães que moram sozinhas e as que moram com os filhos

Sempre pensei se eu era uma boa mãe.
Na verdade, acho que todos nós que temos filhos nos tempos atuais, nos questionamos sobre isso, constantemente.
Esse semana, que foi especialmente uma semana em que ouvi histórias de perdas, sofridas por mães, me questionei mais ainda sobre minha condição.
Na minha época, as mães ficavam em casa cuidando dos filhos, da casa, fazendo coisas gostosas pra gente comer, indo em reuniões de colégio, e na medida do possível, orientando-nos no para casa.
Um número muito menor de mães trabalhadoras, em relação a hoje.
Os valores éticos, religiosos, cívicos, eram todos passados por nossas mães e reforçado pelos nossos pais.
Mesmo que na base da correia...
Estes por sua vez, trabalhavam duro, sem folga, sem diversão para manter a casa em dia com as contas e a mesa farta.
Muitas vezes não podiam nos dar os presentes de aniversário, Natal, os ovos de páscoa, etc.


Na minha época também alguns pais se separavam, como os meus por exemplo,  e deixavam nossa cabeça dividida e muitas mães tinham que pegar no batente mesmo nunca tendo feito nada na vida além de cuidar da casa e dos filhos. 
Muitas delas, não tinha nem escolaridade completa.
Mas agora vou chegar no ponto que eu quero.
Na minha vida, recebi muitos nãos, vários, infinitos...
Achava que iria morrer por causa disso, você NÃO vai sair com aquela pessoa, você NÃO vai faltar de aula a toa, você NÃO vai namorar aquele menino, você NÃO vai àquela festa... e por aí vai.
Se eu desrespeitasse um desses NÃOS, estava de castigo por tempo indeterminado.
Sem sair nem na esquina pra fofocar com minhas amigas de infância.


Essa semana fiquei muito triste porque vi uma mãe perdendo um filho, jovem, que foi meu aluno.
Na escola um bom menino, bonito, inteligente, educado, respeitador...
Mas através do jornal sensacionalista da minha cidade, soube que ele morreu durante uma troca de tiros com a polícia, durante um assalto no qual ele era o mentor.
Vai saber...
Existem os bons pais que moram sozinhos e os que moram com os filhos


O que eu sei é que os jovens desse tempo não sabem o que significa um NÃO, os pais, no caso nós, achamos que a nossa falta de tempo, ou as nossas angústias e medos de não sermos bons pais, são compensadas com excesso de liberdade, presentes que as vezes não podemos (ou não precisamos) dar, mas damos.
Achamos que esses pequenos gestos compensarão a carência, a conversa que não tivemos, os conselhos que não demos, os NÃOS que não falamos quando foi preciso, ou seja, os momentos em que estávamos ausentes seja por trabalho, estudo, ou qualquer outro motivo.


O garoto que me contou que também era meu aluno, disse que esse menino que morreu tinha TUDO, e não precisava ter ido assaltar a mão armada.
Fiquei pensando ao TUDO que ele se referiu. Será que era tudo material que é possível ao dinheiro comprar?
Ou será que era TUDO de carinho, de atenção, de conversas, de conselhos, de valores morais, éticos e cívicos que os pais podem dar ao filho.


Quando eu falo NÃO para os meus filhos, ouço gritos, esperneios, vejo caras amarradas e bicos.
Eu também já fiz tudo isso.
Hoje eu compreendo. Hoje dou mais valor às coisas que conquisto com meu trabalho, e sei que é só com muito trabalho que vou realizar meus sonhos.
Que nada vem pra mim de mão beijada.
E é assim que eu quero que meus filhos cresçam. Com a minha total participação.
Nas reuniões de escola, nas festinhas de família (que eu adoro e abro o bué, sempre).
Quero que eles tenham lembranças de mim como a mãe que estava lá sempre que eu precisei, assim como eu tenho da minha.
Se eu sou uma boa mãe, não sei. A Anna diz que sou a melhor do mundo e isso não tem preço.
Mas eu tento ser a melhor mãe que ela tem.

E existem as famílias onde todos moram juntos e participam, nenhuma família seja ela como for, deve ser desprezada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Belas citações de Grey's Anatomy


Adoro esse seriado!



“Entramos no mundo sozinhos e saímos dele sozinhos. E tudo que acontece entre isso? Devemos nós mesmos encontrar uma companhia. Precisamos de ajuda. Precisamos de apoio. Caso contrário, estamos nessa sozinhos. Estranhos. Desligados um dos outros. E nós nos esquecemos o quanto conectados estamos. Então, ao invés disso, escolhemos o amor. Escolhemos a vida. E por um momento nos sentimos um pouco menos sozinhos.”

“Desejamos porque precisamos de ajuda. Estamos assustados e sabemos que talvez pedimos demais, mas ainda desejamos porque às vezes os desejos se realizam.”

“Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes, oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo.”


“Quer dizer, se a vida já é tão difícil, por que a gente fica arranjando mais problemas pra gente? Que necessidade é essa de apertar o botão de autodestruição? [...] Talvez a gente goste da dor... Talvez sejamos feitos assim... Porque sem ela, sei lá... Talvez a gente não se sentisse real... Como é aquele ditado? ‘Por que eu continuo a me bater com um martelo? É porque me sinto bem quando eu paro’".



“Se lembra de quando era pequeno e sua maior preocupação era se você ia ganhar uma bicicleta de aniversário ou se ia ter biscoito no café da manhã? Ser adulto? Total superestimado! É sério, não se engane por aqueles lindos sapatos, ótimo sexo e a falta dos seus pais te dizendo o que fazer. Ser adulto significa ser responsável. Responsabilidade é realmente uma merda. De verdade mesmo. Adultos têm que estar em certos locais e têm que ganhar a vida para pagar o aluguel.”

"Responsabilidade é realmente uma merda. Infelizmente, uma vez que você passa da fase dos aparelhos e do primeiro sutiã, a responsabilidade não vai embora. Ou alguém nos força a encará-la ou então sofremos com as consequências. E, ainda assim, ser adulto tem seus pontos altos. E eu falei dos sapatos, do sexo e da falta dos seus pais te dizendo o que fazer. Isso é bom, muito bom!".


“Então o que torna a Ira diferente dos outros seis pecados capitais? É bem simples na verdade: se entregue a um pecado como inveja ou orgulho e você só machuca a si mesmo. Experimente luxúria ou ganância e você machuca a si mesmo e mais uma ou duas pessoas. Mas a Ira… Ira é a pior. A mãe de todos os pecados. A ira pode levar não somente você até o limite, mas também um número terrível de pessoas junto consigo.”
“Todos nós já ouvimos os provérbios, os filósofos, os nossos avós nos falando para não perdermos tempo, aqueles poetas chatos clamando para gente "aproveitar o dia". Ainda assim, às vezes a gente tem que pagar para ver. Temos que cometer nossos próprios erros. Temos que aprender nossas próprias lições. Temos que varrer as possibilidades do hoje pra baixo do tapete do amanhã até não podermos mais, até a gente compreenda por si só... Que o saber é melhor que o ponderar, que o despertar é melhor que o sonhar. E que mesmo a maior falha, mesmo o pior erro possível, é melhor do que nunca tentar nada.”


“Todos queremos crescer. Somos desesperados para chegar lá. Agarrar todas as oportunidades que pudermos para viver. Nos ocupamos tanto em sair do ninho... Que não pensamos no fato de que será frio lá fora. Frio pra caramba. Porque crescer significa deixar as pessoas pra trás. E no momento em que estamos firmes... Estamos sozinhos.”




“Você disse? Eu te amo. Eu não quero viver sem você. Você mudou a minha vida. Você disse? Faça um plano, tenha um objetivo. Trabalhe para alcançá-los, mas de vez em quando, olhe ao seu redor e aproveite, porque é isso. Tudo pode acabar amanhã.”

“Não importa se somos fortes, traumas sempre deixam uma cicatriz. Seguem-nos até nossas casas, mudam nossas vidas. Traumas derrubam a todos, mas talvez essa seja a razão. Toda a dor, o medo, as idiotices. Talvez viver isso é que nos faz seguir adiante, é o que nos impulsiona. Talvez precisamos cair um pouco para levantar novamente.”
“Comunicação. É a primeira coisa que realmente aprendemos na nossa vida. O engraçado é que, depois que crescemos, aprendemos as palavras e começamos a falar pra valer, fica mais difícil saber o que dizer.”

“E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz.”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Shopgirl e Up in the air

Ontem vi dois filmes excelentes.


Amor sem Escalas
Imagem do filme Amor sem escalas (Up in the air)

O primeiro filme com George Clooney, Amor sem escalas, achei muito, muito interessantes, algumas coisas que ele fala no decorrer da história. Como a metáfora da mochila:


"Imagine que você tem uma nova mochila,coloque conhecidos casuais nela comece por amigos de amigos,pessoas do escritorio e ai passe as pessoas de sua
confiança com os seus segredos mais intimos,seus primos,tios e tias
seus irmãos,pais,melhor amigo e, finalmente,seu marido ou esposa,seu namorado ou namorada,sinta o peso da mochila
Nao se engane,seus relacionamentos são os maiores componentes em sua vida.Voce sente as alças cortando seus ombros? 

Todas essas negociaçoes e discussões,segredos e compromissos.
Você não precisa carregar todo esse peso.

Porque não coloca essa mochila no chão?"


Algumas vezes na vida é isso que temos vontade de fazer com nossos relacionamentos. Colocá-los no chão porque não damos conta do fardo ou deixarmos num armário, guardado e de vez em quando darmos uma "guaribada" para que não percamos para sempre.


Clooney que no filme se chama Ryan Hubner,  prega isso em seu papel de palestrante, e não pensa em se prender a ninguém, até conhecer uma mulher que se dispõe a viver esse "amor sem escalas" que tanto o agradaria, mas as lições importantes de vida ele aprende com sua assistente, uma recém formada de 23 anos.
O ponto culminante do filme para mim foi quando ele tem que  colocar em prática esse aprendizado que contradiz sua filosofia da vida inteira, no momento em que seu cunhado prestes a casar, "amarela" depois de tudo pronto na cerimônia ele se vê obrigado a ajudar a irmã caçula que está para ser abandonada no altar. Tudo o que ele diz, se resume em: “Lembre-se de quem estava ao seu lado nos melhores momentos que já teve na vida'" e "Todos precisamos de um co-piloto”.
Daí pensei, que a base de uma vida feliz a dois é termos do lado, alguém pra co-pilotar junto com a gente nessa viagem difícil, alguém que nos direcione, porque senão, tendemos a cair.
Ninguém consegue ser feliz sozinho.


Imagem do filme Shopgirl de Steve Martin baseado em seu livro A balconista


O outro filme Garota da vitrine, baseado em um livro de Steve Martin (aquele mesmo que protagonizou vários filmes de comédia em Hollywood), sobre os romances modernos, narra a história de uma mulher de 27 anos, depressiva, carente, que precisava de alguém que a amasse, a abraçasse e a protegesse... (como a maioria das mulheres de hoje).
Descobri um monte de coisas sobre o que um abraço pode fazer por alguém.
Principalmente depois do sexo.
Mas o que mais me chamou a atenção foram os problemas de comunicação entre o casal principal (Mirabelle e Ray Porter),  que levou ao fim o romance, mas sem acabar com o amor. 
Porque dos dois homens do filme e possíveis candidatos ao coração de Mirabelle, um tem medo de se envolver e o outro não tinha traquejo algum com mulheres. 
Eles se comunicavam por bilhetes, cartas e telefone...
Me lembrei das conversas controversas que temos hoje em dia por e-mail e msn.
Nossa... ontem antes de assistir a esses filmes pensei em tanta coisa.
Inclusive em sumir e deixar para trás a mochila, juro que pensei em por um fim em tudo.
Inclusive em algumas coisas que já disse, e eram desnecessárias, ou foram mal interpretadas, por não estarmos frente a frente com alguém.
E também algumas vezes, pensamos e falamos coisas bobas das quais nos arrependemos depois. 
Como por exemplo o fato de eu ir e deixar para trás minha mochila.
Freud tem uma frase, sobre a qual irei refletir muito daqui por diante, e tentar me tornar uma pessoa mais sábia:  "O HOMEM É DONO DO QUE CALA E ESCRAVO DO QUE FALA."
Acho bom ficar mais calada daqui pra frente, e não por as coisas com as quais sonhei a vida toda a perder.
Assistam esses dois filmes quando puderem. 
E pensem nas outras coisas que fazemos e pensamos todos os dias e das quais podemos nos arrepender.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O amor causa dependências

Estive pensando esses dias no quanto o amor pode ser ruim também, como uma droga, nos causando dependência física e/ou psíquica.
Quando nos entregamos verdadeiramente ao amor, deixamos com que ele nos enleve e nos deixamos levar, sem pensar muitas vezes e ele nos acorrenta.
E quando menos esperamos nos tornamos pessoas carentes do outro, seja esse outro quem for, filhos, pais, cônjuges, etc...
E nos sentimos frágeis criaturas que vão perdendo o controle sobre si mesmas.
Quem não amou demais que atire a primeira pedra.
Eu já amei demais, aliás, eu amo demais.
Tanta gente...
Me sinto acorrentada a essas pessoas que amo e só consigo pensar nelas, antes de tomar qualquer decisão, mesmo sabendo que pode me ser prejudicial, ou mesmo que não me satisfaça em nada.
Só por amor.
Quando não temos toda a atenção que gostaríamos de ter, vamos nos tornando pessoas dependentes, fisicamente por um beijo, por um abraço, por um colo, por uma atenção mínima e quando não temos, vamos definhando, como se nosso organismo sentisse falta de algo essencial à nossa sobrevivência, como um alimento.
Sentimos dores no coração, como se ele fosse explodir. 
Psicologicamente, nossa autoestima cai, entramos em depressão, não nos sentimos bons o suficiente para o outro, queremos demonstrações de afeto que vêm raramente ou nunca, e quando temos o que quer que seja, agimos como o cachorro que recebe um afago do dono depois de ter feito alguma coisa certa.
Nos sentimos importantes.
Acho que todos nós já nos sentimos assim um dia. Dependentes, carentes, solitários, mesmo estando com o outro ali diante dos nossos olhos.
Quantas vezes não me senti mal como amiga, como mãe, como mulher porque não soube ler nas entrelinhas o que as pessoas queriam de mim?
E quantas vezes não me senti pior ainda, abandonada, saudosa, porque não tive o mínimo de atenção de alguém que amo.
Atenção não toma muito tempo de ninguém, em compensação, a falta dela, pode fazer estragos irreparáveis na vida de uma pessoa.
Você pode fazer alguém feliz com um simples clique no mouse.
Mas tem uma infinidade de outras coisas que você pode fazer para que a outra pessoa se sinta importante, amada e menos carente.
Vamos aprender a ler nas entrelinhas.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Não vou me adaptar

Só em caso de vida ou morte, e olhe lá!




Na última semana, depois de assistir a entrevista do Lobão à Marília Gabriela, na qual ele disse que queria ser mais adaptável fiquei pensando no que é isso... 
Ele foi muito reticente... Ser mais adaptável a quê?
A bem da verdade, uma pessoa amiga, me falou sobre não se sentir adaptável, também nesta semana.
E fiquei os últimos dias pensando no que é ser ou não ser adaptável.
Eu ando pelas ruas, vejo no que o mundo se tornou e reconheço, não vou me adaptar a isso.
Eu por exemplo não me adapto às pessoas que vivem de aparências.
À falta de educação das pessoas, à falta de respeito com o mais velho, com o mais moço, com o ser humano, enfim.
Ao trânsito caótico, aos homicidas motorizados, aos buracos nas ruas das grandes cidades.
Eu não me adapto à falta de amor que há no mundo, no corre-corre das pessoas que não param para fazer um carinho na família, nos amigos, nos filhos...
Eu não me adapto à corrupção, ao tráfico, à exploração do trabalho, à super-exposição das pessoas, ao "jetinho", ao QI, à "peixada".
Eu não me adapto ao "se dar bem a qualquer custo"
Eu não me adapto a lesar alguém para me beneficiar.
Eu não me adapto a viver uma falsa vida, uma falsa felicidade, uma falsa satisfação, por causa do que pensa a sociedade. Que se danem todos!
Eu não fico bem entre pessoas que não tem nada a ver comigo. Eu não gosto de funk carioca, eu não gosto de pagode, não gosto de axé, nem de forró e sertanejo universitário.
Às vezes queria me esconder, num lugar onde não houvesse nem trânsito, nem poluição, nem falta de educação e nem música ruim.
Queria muito riscar as pessoas que não me acrescentam nada, mas que sou obrigada a conviver. Seja por questões profissionais ou mesmo familiares, infelizmente, não escolhemos nem nossa própria família. Temos simplesmente que nos adaptar a ela.
Onde está o tal do livre arbítrio?
Será que isso é não ser adaptável?
Me responda!


E bem-vindo ao mundo das pessoas que não conseguem ou não querem se adaptar.

"Será que eu falei

O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...
Trecho da canção Não vou me adaptar do Titãs"



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Seguindo o amor

Analisando hoje, pelo prisma dos relacionamentos que não deram certo (isso me inclui), intitulei o post de seguindo o amor, mas acho que deveria ser seguindo o amado (a).
Isso mesmo. Seguindo o amado, não no sentido de perseguir, mas acompanhando ele em tudo o que ele faz, e sente-se feliz com sua companhia. Seja uma festa ou um velório.
Gosto de usar sempre como exemplo os casais antigos, nossos avós que viveram casados até que a morte os separou (porque não conheço avós ou pais mais velhos que sejam divorciados), esses casais para mim são uma referência perfeita para relações duradouras.
Por que suas relações vingaram?
Porque as mulheres acompanhavam e cuidavam dos maridos, eram companheiras, carinhosas e compreensivas.
Três C's que para mim são fundamentais numa relação.
Os casais se separam hoje e os namoros terminam, porque as pessoas não querem acompanhar  umas as outras, não querem ser companheiras (tipo: ali para o que der e vier), pensam somente em si, em si e em si.
Lamentável como o mundo hoje se resume em um simples umbigo.


Antes de sermos casal, somos indivíduos (individuais) e humanos, então por uma questão de humanidade devemos olhar para dentro do outro e não através dele.
A vida toda as pessoas olharam através de mim, e por minha culpa, até eu mesma olhava. Quando eu olhei pra dentro de mim mesma, e vi o meu coração, descobri que eu era a pessoa que devia amar primeiro, assim, os outros começariam a me amar de volta.


No meu atual emprego, converso com mulheres e homens bêbados, que sempre reclamam pelo mesmo motivo: "Estou sozinho, porque não encontro ninguém que goste do mesmo que eu!" ou ainda: "Minha namorada não gosta desse estilo de música e me deixou vir sozinho."
Por que não compartilhar do gosto do outro? Mesmo que sua opinião não mude nem um pouco sobre gostos, pelo menos, você está fazendo alguém feliz só pelo prazer de sua companhia. 
E essa companhia deve ser compartilhada também nas coisas não tão boas, mas que você sabe que a pessoa que você ama, pode estar simplesmente precisando da sua mão para segurar, do seu apoio, do seu abraço...


Alguns sacrifícios devem ser feitos em prol do bem da relação. Quando os dois querem o mesmo, que bom!
Nunca acreditei nesse papo de que opostos se atraem mesmo...
Nesse caso, para que insistir?
Nunca devemos nos esquecer que qualquer relação é uma troca, à base de concessões mútuas.
O egoísmo não cabe aqui.
Comece a seguir o amor, há 50% de possibilidade de dar certo. Os outros 50% ficam com seu amor, porque  afinal ele é a outra metade da relação.


PS: Venho de uma família de casamentos desfeitos, onde as mulheres nunca acompanhavam seus maridos para o que quer que fosse, sempre usando os filhos como desculpa para não sair de casa. Já dá para supor porque os casamentos acabaram, não? 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

As coisas simples, que são boas - Praça do Papa BH

Sexta à tarde, contemplando essas belas imagens?  Felizes dos privilegiados! 
Uma paz que acredito não merecer...



Esse vai ser um post de imagens, porque algumas falam mais que palavras...







Serra do Curral, vontade de tocar essas montanhas...







Eu amo BH, incondicionalmente, a cidade mais linda do mundo!
Que Paris, que Nova Iorque, o quê?


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Wasting love



Wasting love, é o nome de uma música do Iron Maiden que eu cismo que sei cantar, quando tomo umas...
O fato é que traduzindo para o nosso português significa "Desperdiçando amor".
Desperdício é uma palavra que não gosto. Desperdiçar não é comigo e odeio pessoas que desperdiçam água, comida, tempo, amor, carinho...
As três últimas coisas eu desperdiço diariamente. 
Mas graças a Deus a vida nos dá oportunidades constantes de mudança, o que acontece é que muitas vezes não as percebemos.
Ou simplesmente a deixamos passar por conta do medo, dos costumes, etc.
No mundo tem tanta gente que carece de amor, tanta gente com amor para dar e existe também o desencontro.
Sou uma pessoa que confia muito no modo com que Deus escreve, que é "certo por linhas tortas", o sofrimento é doloroso, mas não mata, pelo contrário, nos faz crescer. Só quem nunca sofreu é que acha que a vida é fácil. Que o amor é fácil.
Só desperdiçando o amor com quem não merece é que percebemos o quanto ele é precioso.
Assim como o tempo, a água e o alimento.
Trecho da música do Iron:


"Talvez um dia eu serei um homem honesto

Até agora estou fazendo o melhor que posso
Longas estradas, longos dias, do nascer ao por do sol
O tempo está passando e as linhas
Estão na sua mão"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pai é pai

Não tinha uma foto dele pra postar, por isso pus essa que achei bem legal.


Hoje sei lá por que, me deu vontade de falar sobre meu pai.
Acho que estava ouvindo Elton John no carro, é... também tenho meu lado brega, nostálgico, afinal, sou humana.
Meu pai Vicente, não passou muito tempo comigo.
Quando éramos pequenos (porque quando ele saiu de casa eu tinha 12 anos ainda) ele vivia trabalhando, durante a semana na fábrica, final de semana ele reformava bancos e interiores de automóveis.
Nos víamos muito pouco, mesmo.
O tempo em que ele passava com a gente, apesar de ser um pouco linha dura, era um bom pai. Não podia dar tudo o que queria pra gente, mas dava sempre que podia, geralmente fazia alguma coisa para tentar economizar, era tipo o Julius pai do Chris, qualquer centavo economizado era bem vindo, porque pagava aluguel e construía a casa onde minha mãe mora até hoje.
As coisas que ele fez com ela não foram legais, confesso que me magoaram também, mas sei que herdei algumas coisas boas dele além do gene.
Acho que muito da minha inteligência, do meu gosto por música, herdei dele. Depois de velho ele começou a ter mal gosto, mas enfim, herdei o gosto dele por coisas boas, tipo rock, além do Elton John, Abba, Bee Gees... sem me esquecer do sertanejo de raíz, que apesar de eu contestar sempre, acabo curtindo um Chitãzinho, Tonico e Tinoco, Christian e Ralph, rss... Detesto admitir isso.


Como ainda não sei dirigir e considero meu pai o melhor motorista do mundo, daí pensei:
-Será que isso também está no gene?
Tomara que sim, porque pelo de medo do tal do volante. Já fiz exame médico, passei e não consegui ir adiante.
Resolvi que vou fazer um tratamento psicológico, pra ver se tenho algum bloqueio que me impeça de ir adiante.


Voltando ao Vicente, bem, o que me lembro dele, antes de se separar de minha mãe e dos filhos, é que ele era legal. 
Não carrego nenhuma mágoa. Na verdade me sinto meio indiferente agora a tudo isso.
Não tenho traumas nos meus relacionamentos. Acredito no amor. Acredito que as pessoas podem ser felizes no casamento. Independente do relacionamento dos pais. 
Na verdade, prefiro tê-los visto se separando quando passaram do limite do suportável do que vivendo juntos por causa de bens ou para manter aparências como muitas famílias que tem por aí. De fachada.
Só me aborrece o fato de que alguns pais, ao se separarem das mães, também se separem dos filhos, por causa de outras mulheres.
Acho isso uma grande fraqueza do homem. Afinal a figura de pai faz falta por um certo tempo. Depois a gente acaba se acostumando a viver sem isso. 
Eu me acostumei.