quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Quando acaba a Passione



Não comemorem antes da hora, porque sei que o sonho de consumo de muitas pessoas é que aquela novela das 21hs horrorosa termine e rápido.
A Passione a qual me refiro, é a centelha que vivifica e anima os relacionamentos amorosos, principalmente os longos.
Geralmente as pessoas casadas, como eu, são as que mais reclamam disso.
Mas quando você começa qualquer relação homem/mulher tem que estar preparado para o prazo de validade da Passione que é em média de dois anos.
Depois disso, vira amor, ou cada um segue seu caminho.
Geralmente cada um segue o seu caminho. 
Quando um casal apaixonado resolve se casar, tomado pela paixão, tem que ter muito jogo de cintura para driblar esse sentimento efêmero que enlouquece a cabeça, aumenta a temperatura e acelera os batimentos...
Em outros casos ela vira amor. Aconteceu comigo. E pode acontecer com qualquer um.
O amor se alimenta de um tesão diferente.
Ele sobrevive à falta de beijos ardentes, sexo, jantares românticos, presentes...
Na verdade, ele quer muito pouco. E muito poucos são os que entendem isso.
O pior mesmo é quando o ele, o amor,  acaba. Quando você fica indiferente ao outro. (Mas isso é um outro caso que não cabe nesse post.)
A paixão é dominadora, ela é egoísta, ela é fogo de palha.
Ela promete coisas que não vai conseguir cumprir antes de morrer.
Ela ilude, machuca e parte o coração.
Por isso não tenho a menor saudade dos momentos de paixão que vivi.
Sangue nos olhos, loucura, ciúme... ninguém merece paixão.
Todos precisamos de amor.
Como diriam os Beatles.
"All we need is love. Love is all we need."





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