terça-feira, 23 de novembro de 2010

O primeiro amor



Hoje vou falar sobre o "primeiro amor".
Não aquele que achamos sentir por outra pessoa nos primórdios de nossa existência.
Falo sobre o amor hierarquizado. O amor que deve vir em primeiríssimo lugar.
O também chamado "amor-próprio". Aquele que muitos de nós muitas vezes confundimos com egoísmo.
Por isso o primeiro amor, é tão mal interpretado.
Historicamente falando, muitos pensadores desmereciam o amor-próprio, pois o julgavam, além de egoísta, como sendo extremamente vaidoso.
Mas enfim, como falei anteriormente, vai da consciência de cada um.
Nietsche dizia que “Jamais alguém fez algo totalmente para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é auto-serviço, todo amor é amor-próprio. Não se ama o outro: ama, isso sim, as sensações agradáveis que tal amor produz em si mesmo.”
Se amamos o que os outros nos proporcionam então, já descobrimos o primeiro amor.
"[...]Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio. "(Kim McMillen)

Amar-se, acreditar-se, abraçar-se, sentir-se, formar-se, valorizar-se... se você não fizer isso primeiro, quem vai fazer?
Se você se olhar no espelho e não se sentir lindo, com todos os seus defeitos e virtudes, quem vai fazer isso por você?
O primeiro amor, o nosso amor por nós mesmos, não requer que sejamos o centro das atenções dos outros e sim o de nossas próprias.
Primeiro devemos suprir as nossas necessidades e anseios, para, só assim, conseguirmos satisfazer as necessidades e anseios do outro. Sem deixar que isso ocupe cem por cento de nosso tempo e de nosso pensamento.
Pois quando nos doamos por inteiro a outro e deixamo-nos de lado, a frustração e o sofrimento tomam proporções catastróficas.
Mas quando nos amamos em primeiro lugar, conseguimos canalizar as doses de amor necessárias à todos aqueles que merecem fazer parte do nosso círculo de amor.
Então, abrace-se!

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