quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os meus 7 pecados capitais - Capítulo IV A Luxúria

Depois de vários dias sem escrever nada, vou retomar os meus sete pecados.
Hoje vou falar sobre a luxúria, pecado que afinal entendo bem.
Na wikipédia lemos: "A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: 'deixar-se dominar pelas paixões'."
Até que o prazer sensual não me faz a cabeça. Só um pouco.
Mas a luxúria material... nossa... essa é a que domina todas as células do meu corpo.
Quer me ver feliz? 
Me solte num centro comercial, numa loja de departamentos ou num shopping.
Minhas mãos coçam, meu corpo chega a ter comichão de tanta vontade de ter. Coisas que na maioria das vezes não preciso.
Fico pensando se será pecado mesmo, querer compensar a falta de afeto, atenção e felicidade com coisas materiais.


A satisfação pessoal é mesmo egoísmo?
Se eu não me preocupar comigo em primeiro lugar, será que alguém vai preocupar?
Qual a recompensa que terei se colocar a vida do outro em primeiro plano?
Não sei mais se consciência tranquila é bom.
Há momentos em que realmente dá vontade de se deixar dominar pelas paixões mundanas, materiais ou não.
O que falta é coragem.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os meus 7 pecados capitais - Capítulo III A Avareza



A Avareza é o terceiro dos sete pecados que vou tentar falar.
Para a Wikipédia, a Avareza representa "o medo de perder algo que possui. Uma pessoa avarenta tem dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca, tem cuidado com seus pertences como uma pessoa egoísta. Prefere abrir mão do que tem menos valor a preservar o que é mais valioso. Acha que perder algo pode ser um desastre."
Pensando sobre mim, eu não sou avarenta...nem um pouco.
A coisa que mais tenho feito nessa minha vida é abrir mão.
Abri mão da minha vida, dos meus sonhos e desejos, desde sempre.


Agora, por exemplo, estou abrindo mão da minha saúde. 
A felicidade do outro sempre em primeiro lugar. 

Se isso me garantir a absolvição de todos os meus pecados capitais, então tenho lugar garantido no céu.
Se é que o céu existe, porque o inferno é aqui, dentro dessas quatro paredes que nos rodeiam e desse mundo vasto onde "aqui se faz, aqui se paga".
Sendo breve, pois não há muito o que falar, já que não tenho o menor apego material, percebo que se existisse o pecado da generosidade e da mão aberta eu estava condenada ao inferno.
Mas creio, que na bíblia, deve ter alguma parábola que fale sobre os trouxas.













terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nos fazendo


Um belo dia, nos descobrimos realmente adultos.
Não podemos mais ser tão impulsivos, nem termos tantos amigos como gostaríamos.
Nesse dia descobrimos que toda aquela “galera” de amigos da adolescência não passaram de meros conhecidos e que os amigos de verdade, se contados, não enchem uma das mãos.
Percebemos que muito tempo se passou, mas que ainda nos resta muito tempo para transformar.
Descobrimos que existem pessoas que precisamos perdoar.
Descobrimos o que é realmente ser belo, quando as primeiras marcas surgem em nosso rosto e quando aquele pneuzinho já não nos incomoda tanto...
Percebemos também que “grande amor da vida” só existiu um.
Se ele está junto de nós, tudo certo, mas se ele passou, acabou, e infelizmente não voltará.
Mesmo ainda tendo muitos sonhos, de sermos felizes, de sermos bem sucedidos, assim como tínhamos há dez anos nesse dia descobrimos que os sonhos estão mais próximos de nossas mãos agora.
Infelizmente nem todas as pessoas descobrem-se adultas, seja por pararem no tempo, seja por pularem algumas etapas...
Somos saudosistas sim, mas não menos felizes quando crescemos, pois aprendemos a dar valor ao que conquistamos e ao que ainda vamos conquistar.
Me considero feliz em ter chegado aqui, sem pular etapas, tendo vivido um dia de cada vez, sabendo esperar pelos meus sonhos, sem querer voltar no tempo, sabendo que devo buscar sempre o norte, porque é lá que habitam os sonhos.


Esse ator, Denner Pacheco, morreu em 6/03/2010 de câncer aos 28


PS: Esse texto se chamava Aos vinte e oito, escrevi, obviamente quando fiz essa idade, mas sempre que leio, vejo que ainda tenho muitas descobertas a fazer, muitos sonhos e muitas realizações. Estamos sempre em constante processo de  feitura, como diria o meu mais novo autor preferido Padre Fábio de Melo.

Os meus 7 pecados capitais - Capítulo II A Ira

Hoje especialmente e de TPM (tocou, perguntou, morreu!) vou falar sobre o pecado da Ira. Segundo a Wikipédia "Ira é um intenso sentimento de raivaódiorancor, um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão geralmente derivada de causas acumuladas ou traumas. Pode ser visto como uma cólera e um sentimento de vingança, ou seja, uma vontade frequentemente tida como incontrolável dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ira)
Sou uma pessoa muitíssimo estressada, mas quando estou de TPM, isso se eleva à centésima potência, e não tem barra de chocolate que dê jeito no meu incontrolável desejo de trucidar qualquer coisa que se mova.
Então, tem pessoas que não tem amor a vida e insistem em provocar.
Quando eu estiver de TPM, enfrente o capeta, mas não mexa comigo. Vou achar que tudo é provocação, vou levar tudo para o lado pessoal, vou ouvir as tolices habituais das pessoas e vou dar coices a torto e a direito.
Quem me conhece sabe disso.
Minha Ira em alguns casos é temporária. Posso ficar irada com alguém por milésimos de segundo e depois esquecer de tudo.
Quem me conhece também sabe disso.

(adorei a menininha arrancando os cabelos)

Espertos são os que me irritam pelo msn. 
O ruim é que tomados pela Ira conseguimos fazer uma merda enorme em um milésimo de segundo.
Se contar até dez não adianta, aumente a dosagem, conte até mil se for preciso.
Tome uma fluoxetina. Mas não faça nada de que possa se arrepender.
Sei que as vezes temos gana de matar alguém com as nossas próprias mãos, e muitas pessoas fazem isso no momento de Ira, mas, tem certos indivíduos que não merecem que apodreçamos na cadeia por causa deles.
Pense nisso. Eu penso. Se não pensasse, não estaria aqui.
Certamente, em algum presídio. rss...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os meus 7 pecados capitais - Capítulo I A preguiça



Essa semana vou tentar falar dos meus sete pecados capitais.
Não adianta falar que estamos livres disso, porque não estamos.
Resolvi falar primeiro da preguiça, já que dela entendo bem.
Peguei num site da net uma definição do pecado da PREGUIÇA:
É definida como aversão ao trabalho, negligência. Este sentimento faz com que as pessoas desqualifiquem os problemas e a possibilidade de solução destes. A preguiça não se resume na preguiça física mas também na preguiça de pensar, sentir e agir. A crença básica da preguiça é "Não necessito aprender nada", levando a um movimento freador das idéias e ações dentro das organizações que no cotidiano e traduzido pelo "deixa para depois". http://www.guiarh.com.br/PAG21H.htm
Eu me enquadro nas três preguiças supracitadas.
A de pensar. A de sentir. E a de agir.
Pensar?! Pra que pensar?! Existe a calculadora, internet, google,  wikipédia, yahoo answers, e por aí vai...
Pra que perder meu precioso tempo pensando, se tenho quem faça isso pra mim?
Pra que vou ler um livro inteiro se tem encontro o resumo na internet?
Pra que estudar? Existe o Google. (essa, especialmente, aprendi com meus alunos) O google tem trabalhos prontos, viva o plágio minha gente!
Sentar a bunda na cadeira, estudar, pensar... por quê?
Só de pensar em preguiça, já me deu preguiça.
Sentir?! Ah meu Deus... pra que usar os sentidos? Cheirar, ouvir, falar... Dá muito trabalho e não adianta. Ninguém ouve hoje em dia.
Experimentar, ter um sentimento... Dá uma canseira. Gostar, cuidar, preocupar.
Mas pra quê? Não sei, então não vou mais sentir. 
Não tem sentido.
Relacionar-se, amar, odiar... tudo isso cansa.
Mas a preguiça campeã é a de agir. Pra que fazer hoje? Ah meu nego, vamos deixar pra amanhã? Pra semana que vem? Pro mês que vem? Pro ano que vem? Pra daqui há 100 anos?
Pra que agir, se posso ficar aqui sentada, sem fazer nada, só pensando besteiras?
Preguiça é tão bom... Nenhum preguiçoso deve morrer de enfarte.
Quando eu morrer, conto pra você.
Mas morrer também dá uma preguiça... ai meu Deus...