terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock'n roll na veia pt II - Os bons morrem jovens




Como diria o Renato "é tão estranho, os bons morrem jovens"... Por isso quero dedicar o post de hoje aos que se foram cedo demais.


Ontem assisti ao especial do Queen, quando a banda veio ao Rock'n Rio I, nossa... eu era muito pequena, ainda nem tinha completado sete anos, mas me lembro perfeitamente de assistir na globo com meu pai, a Globo transmitindo ao vivo direto da Cidade do Rock...


Naquele ano, 1985, o Barão Vermelho dava seus primeiros passos e fez um mega show, também nesse mesmo evento.
Freddie Mercury com sua toalha no pescoço e o microfone gingando em suas mãos como se tivesse vida própria... ontem senti vontade de estar lá. No dia em que Freddie morreu, estávamos brincando na rua, e ouvi no rádio do bar da vizinha, a notícia. A primeira imagem que me veio à lembrança foi a do show do Rio, lindo, as pessoas cantando em uníssono, Love of my life can't you see... bring it back, bring it back...

Cazuza, nunca foi para mim um exemplo de vida mas, sem dúvida, foi um grande cantor e compositor, além de um lutador. Quando ele morreu, estávamos meu irmão e eu no carro esperando meu pai, no estacionamento de um supermercado. Acho que era 7 de julho de 1990 por volta de umas 19hs.
(Em Brasília, algumas bandas despontavam para a glória na década de 80.)
Me lembro bem de assistir na TV a alguns shows no Circo Voador.
Blitz, Legião, Paralamas, Capital...


Ah... mas veio a década de 90 e com ela o grunge das bandas de Seattle, o Nirvana de Kurt Cobain... Como foi bom e como durou pouco! 
Me lembro perfeitamente daquele 8 de abril de 1994, quando encontraram o corpo de Cobain, após três dias de seu falecimento, eu sentei na esquina da rua de casa, tarde da noite já, e fiquei me perguntando a Deus, por que?
Depois foi o Renato Russo. 


11 de outubro de 1996, eu sentada na sala de casa tomando café da manhã e entra o maldito plantão do JN, a Fátima Bernardes diz: Morre Rio o cantor (eu me levanto) Renato Russo (eu caio de novo sentada no sofá) e fico em estado de choque, depois desespero e depois depressão.
Nossa, como eu o amava. Amava mesmo, de verdade. O dia em que o Renato morreu, me senti como se um pedaço da minha vida estivesse indo junto com ele. E na verdade estava. Uma parte da minha história morreu ali, certamente, vários momentos que ouvia suas músicas, momentos de amor, momentos de dor... Sete cidades, A Via Láctea, Strani Amore... Ai ai ai... Que saudade!...
11 de outubro de 1996, eu sentada na sala de casa tomando café da manhã e entra o maldito plantão do JN, a Fátima Bernardes diz: Morre Rio o cantor (eu me levanto) Renato Russo (eu caio de novo sentada no sofá) e fico em estado de choque, depois desespero e depois depressão.


Na mesma época, uma menina de Brasília, apareceu cantando umas músicas muito legais, covers, e uma tal de Malandragem, eu tinha uns 15 pra 16 anos quando conheci a Cássia, por intermédio de um amigo muito especial que disse que ouvia a música e se lembrava de mim, rss...ele me gravou uma fita K7 (e eu ouvi até que um dia alguém a tomou de apropriação indébita) "Quem sabe eu ainda sou uma garotinha?"...
Em dezembro de 2001, num sábado, perto do Reveillon, eu no trabalho, minha colega me diz: "Sabe aquela cantora que estava olhando o cd, na hora do café nas Lojas Americanas?" disse "Sei, a Cássia Eller, o que que tem?" , ela responde "Ouvi no rádio que ela morreu"... 
Meu mundo caiu. No auge da carreira, um filho... Lá se foi a Cássia, a do Nando Reis, do Chicão e um pouco minha também...
"Assim parece ser quando me lembro de você que acabou indo embora cedo demais..."
Vou pensar no post de amanhã. 

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