domingo, 15 de fevereiro de 2009

O tempo esse carrasco que nos priva da liberdade de expressão.


Como não escrevo nada há muito tempo, não sei nem por onde começar.

Acho que começarei pelo fim.

O fim de três anos de uma batalha interna. A maior luta foi comigo, porque nunca terminei nada do que comecei, nem minhas relações.

Depois foi a luta contra a falta de tempo, de grana, de compreensão, de companheirismo, de concentração, de sono...

Falta de tanta coisa que poderia ficar aqui um ano falando só em faltas.

Uma coisa aprendi, o que é importante para você, só é importante para você. Óbvio? Nem tanto.

Não pense que as pessoas se importam com os seus sonhos, porque não se importam.

Muitos até ajudam, mas pouquíssimos valorizam.

Falo isso em relação a tudo na vida.

Mas a última coisa que tenho na memória é a minha formatura.

A falta de carinho começa desde a instituição, que nos colocou num clube, ao lado de um ensaio de bloco carnavalesco.

Fomos obrigados a sambar de beca, pois penso que já que estamos na chuva, temos que nos molhar até os ossos.

Se eu fosse falar de tudo o que me deixou p. da vida, começaria pelas cagadas do cerimonial até as 4:40 minutos que fiquei cozinhando dentro da beca.

Enfim, não é uma coisa que quero viver de novo.

A única coisa de boa que fica são as lembranças dos colegas e amigos de jornada, os professores, os risos, as lágrimas, as brigas, os abraços...

E a sensação de dever cumprido, essa que não tem preço.

No mais acho que agora vou poder escrever mais bobagens aqui, na praça pública da internet.


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